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Lærernes erfaring til å hjelpe elever med psykose

4. Resultater og drøfting av intervju

4.2 Lærernes erfaring til å hjelpe elever med psykose

Há muitos trabalhos na literatura que mencionam a determinação de matéria orgânica em várias matrizes mistas através da decomposição térmica em temperatura por volta de 600

o

C. Análises de matéria orgânica em sedimentos por esta técnica têm sido realizadas por diversos autores (ALLEN, 1989 apud SOARES, 2004; MARENGO et al., 2006).No entanto, por se tratar de amostras complexas, é possível que haja também decomposição de uma fração da matéria orgânica nesta faixa de temperatura.

As Figuras 4.1 (a) e (b) mostram que no intervalo de temperatura de 110 - 350ºC há um evento térmico de perda de massa (1,8% e 2,6% para as frações -100+200# e -250# respectivamente), o qual foi atribuído como sendo referente à eliminação de matéria orgânica presente nas amostras analisadas. Observa-se ainda uma perda de massa mais significativa no intervalo de temperatura de 350 – 650 ºC, 3,8% e 5,7% para as frações -100+200# e -250#, respectivamente, atribuída à decomposição de matéria orgânica de maior estabilidade térmica, provavelmente material de peso molecular mais elevado. A relação entre a quantidade de matéria decomposta nas duas etapas varia de 2 a 2,5 vezes, sendo que a quantidade maior é sempre na faixa compreendida entre 350 e 650 oC.

Em relação aos percentuais de matéria orgânica obtidos pelas duas técnicas termogravimétricas, observa-se que esses não diferem muito quando comparados entre si, mostrando assim a eficiência entre as duas técnicas empregadas. Os resultados obtidos, Tabela 4.3 e Tabela 4.4, mostram uma quantidade elevada de matéria orgânica nas amostras, principalmente, na fração granulométrica -250#, o que vem a corroborar com os dados obtidos pela análise de BET, que mostrou uma maior área superficial para as amostras na fração - 250#, demonstrando assim sua elevada capacidade de adsorção. Esses resultados indicam ou que a matéria orgânica se encontra adsorvida às partículas finas da matéria inorgânica ou que se trata de matéria orgânica finamente dividida misturada com a parte inorgânica da amostra. Quando os sedimentos apresentam valores de matéria orgânica acima de 10% são considerados orgânicos, e abaixo de 10% são considerados sedimentos inorgânicos ou minerais, encontrados em locais com predominância de sílica, argila e compostos como cálcio, ferro, manganês e outros (ESTEVES, 1988 apud GUIMARÃES, 2007). Assim, segundo os dados obtidos pela gravimetria, apenas a fração -100+200# das amostras P3b e P1

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foram consideradas inorgânicas, enquanto que pela análise termogravimétrica (TG) as amostras P3a, P3b, P3c e P1 na fração granulométrica -250# são inorgânicas. Porém, no contexto geral, as amostras apresentam caráter inorgânico. A origem desta matéria orgânica inclui fontes naturais como: detritos orgânicos, vegetação marginal e fitoplâncton presente nas águas do rio, além de fontes antropogênicas como os efluentes domésticos e industriais. Elevadas concentrações de matéria orgânica no sedimento pode indicar forte contribuição antrópica (BAISCH, 1994 apud ROBAINA; FORMOSO; PIRES, 2002).

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Tabela 4.3 - Dados percentuais de matéria orgânica (%MO) nas amostras de sedimentos obtidos por análise termogravimétrica (TG)

Tabela 4.4 - Dados percentuais de matéria orgânica (%MO) nas amostras de sedimentos obtidos através da gravimetria

AMOSTRAS TYLER 100 TYLER 250

P1 7,73 % 10,02 %

P2 13,35 % 12,51 %

P3a 14,35 % 12,18 %

P3b 8,40 % 12,21 %

P3c 19,59 % 15,32 %

Ainda em relação ao percentual de matéria orgânica (%MO), determinados nas amostras analisadas, Figura 4.2, os dados obtidos mostram que a quantidade de matéria orgânica presente na amostra P2 apresenta um comportamento semelhante, independente da fração granulométrica analisada. Esse comportamento se repete quando se compara com a fração fina -250# das demais amostras.

AMOSTRA

110 - 350 0C 350 - 6500C 110 - 350 0C 350 – 6500C

TYLER 100 TYLER 100 TOTAL TYLER 250 TYLER 250 TOTAL

P1 1,8 % 3,8 % 5,6 % 2,6 % 5,7 % 8,3 %

P2 3,4 % 8,3 % 11,7 % 4,0 % 9,2 % 13,2 %

P3a 2,4 % 6,3 % 8,7 % 3,9 % 9,4 % 13,4 %

P3b 1,7 % 5,4 % 7,1 % 2,9 % 7,2 % 10,1 %

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4.1.3 Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR)

Nesta etapa do trabalho, os grupos funcionais, presentes nas amostras de sedimento, foram identificados através de espectroscopia de absorção molecular na região do infravermelho, utilizando a técnica de Transformada de Fourrier (FTIR). A análise foi realizada tomando-se uma mesma quantidade de cada amostra e dispersando-a homogeneamente em KBr previamente seco. Apesar dos resultados obtidos no item 4.1.1.2 mostrarem diferentes teores de matéria orgânica para as diferentes amostras, todos os espectros de infravermelho apresentaram, praticamente, o mesmo comportamento, independente da granulometria utilizada, como indicado nas Figuras 4.5 (a) e (b) e 4.6 (a) e (b).

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(a)

(b)

Figura 4.5 - Espectros de Infravermelho da amostra de sedimento coletada no ponto P2 nos tyler a)- 100+200# e b)-250 #

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(a)

(b)

Figura 4.6 - Espectros de infravermelho da amostra de sedimento coletada no ponto P3b nos tyler a)- 100+200# e b)-250 #

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Em princípio, é importante mencionar que as análises de FTIR foram realizadas apenas com as amostras de granulometria fina (-100+200# e -250 #). Uma busca na literatura mostrou que todas as bandas observadas eram características apenas da matéria inorgânica. Esses resultados não ofereceram nenhuma surpresa uma vez que todas as amostras apresentaram baixos teores de orgânicos, normalmente inferiores a 10 %. Como foram analisadas apenas as amostras das frações mais finas, esses resultados também indicam que deve haver uma semelhança na composição mineralógica nas partículas finas independente do ponto de coleta. Neste caso, foram interpretadas as principais transições do espectro como sendo basicamente oriundas da matéria inorgânica. Inicialmente acreditava-se que a transição que apresenta maior intensidade, em torno de 3320 cm-1, fosse característica de água de adsorção, apesar de o material ter sido previamente seco antes de ser submetido à análise. Para esta verificação fez-se novamente a secagem e levou-se o material para análise em dessecador sob vácuo, porém o comportamento do espectro não apresentou alteração, indicando que esta transição é característica da amostra.

Nas amostras de sedimento analisadas há, naturalmente, uma predominância de compostos inorgânicos como sílica e argilominerais. Baseando-se nessa premissa, as transições mais intensas do espectro foram consideradas como sendo características dos minerais constituintes da amostra: a caulinita e os silicatos (quartzo e feldspato).

A banda de absorção na região de 3620 cm-1, característica do estiramento axial de O- H interno da estrutura da caulinita (Carneiro et al., 2003; Santos, 2006), foi observada sob a forma arredondada, com mínimo em torno de 3625 cm-1, como mostram as Figuras 4.5 a) e b) e Figuras 4.6 a) e b). Essa banda também foi encontrada nas demais amostras de sedimento analisadas. A intensa e média banda, registrada às proximidades de 1640 cm-1, foi considerada como sendo devido à deformação angular da ligação HOH, característica de água de constituição presente nos argilominerais (PEREIRA; LIMA; EL-ROBRINI, 2006). Esta banda aparece em todos os espectros analisados. Outra banda associada aos argilominerais aparece no intervalo de de 950 até 915 cm-1, a qual é relativa a ligação Al-OH (PEREIRA; LIMA; EL-ROBRINI, 2006 ). A intensa banda de vibração do estiramento Si-O, que se estende desde de 1200 a 1000 cm-1, e que é bem representativa de estrutura da caulinita (Pereira; Lima; El-robrini, 2006), também aparece nos espectros registrados. É importante considerar as outras bandas associadas aos argilominerais: as bandas às proximidades de 750 a 780 cm -1, 640 a 690 cm -1, relacionadas às ligações com hidroxilas, -OH, são comuns em argilominerais (PEREIRA; LIMA; EL-ROBRINI, 2006).Transições referentes à presença de

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quartzo e caulinita também aparecem entre 800-770 cm-1 (SANTOS, 2006). Essas transições aparecem nos espectros entre 760 e 775 cm-1. As vibrações de deformação axial atribuídas à ligação C-S, que ocorrem na região de 700-600 cm-1 de baixa intensidade (Silverstein et al.,1994), podem ser observada em torno de 687 cm-1. Neste estudo observou-se que mesmo a amostra do ponto P2, com característica mais argilosa, não apresentou evidência da presença de matéria orgânica em quantidades significativa em nenhuma das frações granulométricas analisadas, apesar do elevado teor indicado pela análise termogravimétrica.

Como se tratava de amostras com caráter tipicamente inorgânico, portanto, com baixo teor de matéria orgânica, imaginou-se que as principais transições observadas seriam provenientes da matriz inorgânica, e que, devido a sua baixa concentração, as transições da matéria orgânica não estivessem sendo bem evidenciadas. Portanto, refizeram-se os espectros modificando-se a metodologia de análise. Para tanto, o branco da medida de infravermelho que anteriormente era feito com KBr puro, passou a ser realizado com a mesma amostra de sedimento, com um tratamento prévio a 600oC para eliminar a matéria orgânica, disperso na matriz de KBr. Todas as amostras foram previamente secas a 110 oC para eliminação da água de adsorção.

Com a nova metodologia os espectros obtidos passaram a apresentar transições mais bem resolvidas, revelando melhor os grupos funcionais existentes na matéria orgânica, porém, ainda, revelando os picos mais importantes da matéria inorgânica, como mostra a Figura 4.7 a) e b). Segundo Stevenson (1994 apud SANTOS, 2006), a principal composição da matéria orgânica nesse tipo de amostra é basicamente resultado das substância húmicas, com um menor percentual de substâncias não húmicas.

Segundo Pereira, Lima e El-Robrini (2006) a característica mais interessante do espectro de ácidos húmicos é o aparecimento de intensas e largas bandas relacionadas com as vibrações de estiramento da ligação C= O de vários grupos funcionais orgânicos (ácidos carboxílicos e seus derivados, aldeídos e cetonas), no intervalo de 1709 a 1715 cm-1 e vibrações de compostos aromáticos às proximidades de 1600 a 1613 cm-1. As bandas às proximidades de 1698 a 1701 cm-1 e em torno de 1400 cm-1 indicam a presença de grupos carboxila e carbonila.

Analisando-se a Figura 4.7, observa-se uma banda na região de 2930 cm-1 referente ao estiramento CH de alifáticos (Santos, 2006), a qual aparece no espectro da amostra P2-250, na região de 2923,7 cm-1, enquanto que na amostra P2-100 essa banda não aparece. A banda na região de 1705-1716 cm-1 (Santos, 2006), referente ao estiramento CH e C=O das cetonas e

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dos ácidos COOH, aparece no espectro da amostra P2-100 na região de 1661,7 cm-1 e na amostra P2-250 na região de 1665,9 cm-1.

(a)

(b)

Figura 4.7 - Espectros de infravermelho da amostra de sedimento coletada no ponto P2 nos tyler a)- 100+200# e b)-250 #

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Embora com a nova metodologia, os espectros se apresentam bem mais resolvidos, revelando a presença de grupos funcionais referentes à presença de matéria orgânica nas amostras analisadas, observou-se ainda a presença da banda na região de 3695 cm-1 para a amostra P2-100 e 3695 cm-1 para a amostra P2-250. Essa banda é referente ao estiramento axial de O-H em caulinita. A presença da banda na região de 1596 cm-1, referente deformação

angular simétrica no plano (

δ

s HOH) da molécula de água (Silverstein; Bassler; Morril, 1994), é observada no espectro da amostra P2-100 na região 1593,2 cm-1. Na P2-250 a banda

de deformação angular simétrica no plano (

δ

s HOH) aparece na região de 1581,6 cm-1. Apesar de a amostra ter sido previamente seca a 110ºC, acredita-se que esta água seja proveniente da caulinita, uma vez que os difratogramas de raios-X mostram a presença desse argilomineral. Os argilominerais sendo silicatos hidratados essencialmente de alumínio e, às vezes, de magnésio e ferro e quantidades menores de outros elementos (Ca, Na, K, Cr, Mn, Li), caracterizam-se por serem de pequena dimensão e apresentarem capacidade de sorver quantidades substanciais de água e íons na superfície das partículas (LEMES; FILHO; PIRES, 2003).

A banda na região de 1170 – 1100 cm-1 é referente ao estiramento axial de C-O de estruturas tipo polissacarídeos (Brito, 2005). Essa banda aparece nos espectros da amostra P2, Figura 4.7 na região de 1103,3 cm-1, evidenciado, assim, a presença de polissacarídeos relacionado à matéria orgânica. O grupamento carboxilato absorve fortemente a radiação infravermelha próximo a 1600 – 1590 cm-1 e mais fracamente próximo a 1400 cm -1. Estas bandas são referentes as deformações axiais assimétrica e simétrica de C-O, respectivamente (SILVERSTEIN; BASSLER; MORRIL, 1994). Na amostra P2-100 essas banda aparecem nas regiões de 1661,7 cm-1 e de 1400,3 cm-1, deslocadas para regiões de 1665,9 cm-1 e de 1412,5 cm-1 na amostra P2-250, indicando, possivelmente, a presença de amino-ácidos nas amostras de sedimento analisadas como componente da matéria orgânica.

A deformação angular simétrica fora do plano do grupamento N-H é responsável por uma banda larga e de intensidade média na região de 800–660 cm -1 (Silverstein; Bassler; Morril, 1994), essa banda foi observada na amostra P2-100 na região de 790,8 cm-1 e na região de 787,2 cm-1 para a amostra P2-250, o que poderá indicar a presença de amidas na fração orgânica do sedimento da referida amostra.

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A banda na região de 1420-1400 cm-1, referente à deformação axial simétrica do ânion carboxilato (Brito, 2005), aparece na amostra P2-100 na região de 1400,3 cm-1 e na amostra P2-250 na região de 1412,5 cm-1.

Em relação aos espectros da amostra P3a-100 e P3b-250, Figura 4.8 a) e b), a amostra P3a-100 apresenta bandas nas regiões de 3651,0 cm-1, 3695,9 cm-1 e 1542,8 cm-1 referentes às

vibrações de deformação axial simétrica (

ν

s

OH),

deformação axial assimétrica (

ν

as

OH)

e

deformação angular simétrica no plano (

δ

s HOH) da molécula de água, que aparecem, respectivamente, nas regiões de 3652 cm-1, 3756 cm-1 e 1596 cm-1 (SILVERSTEIN; BASSLER; MORRIL, 1994). Para a amostra P3a-250, apenas a banda referente à vibração de

deformação axial assimétrica (

ν

as

OH)

pode ser observada, deslocada para região de 3695,6

cm-1. A banda na região de 3626,7 cm-1, devido ao estiramento O-H de grupos hidroxílicos, podendo ser atribuída à ligação Al-OH (Van Der Marel, 1976 apud Pimentel, 2005), não é observada em ambos os espectros.

O crescimento desta banda nos espectros obtidos com a nova metodologia indica que há uma perda de água de constituição da matriz inorgânica durante a calcinação do material para preparação do branco. Deste modo, o tratamento térmico da amostra a 600 oC, além de decompor a matéria orgânica também deve provocar a perda de parte da matriz inorgânica.

A banda referente à vibração de deformação axial de Si-OH (910-830 cm-1) (Silverstein; Bassler; Morril, 1994) pode ser observada nos dois espectros, na amostra P3a- 100 ocorrendo na região de 912,8 cm -1, enquanto que na amostra P3a-250 ela aparece na região de 912,1 cm -1. A vibração de deformação axial de Si-O para o grupamento Si-O-Si que ocorre na região de 1110 -1000 cm -1, pode ser observada na amostra P3a-100 na região de 1101.4 cm -1 e na região de 1099,4 cm-1para a P3a-250, enquanto que a vibração de deformação axial de Si-H, que ocorre na região de 2250- 2100 cm -1, não é observada em ambos os espectros. As vibrações de deformação axial atribuídas à ligação C-S, que ocorrem na região de 700-600 cm-1 de baixa intensidade (Silverstein; Bassler; Morril, 1994), podem ser observada para os dois espectros na região 687,1 cm-1. Essas bandas citadas acima são referentes ao material inorgânico presentes nas amostras de sedimento analisadas.

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(a)

(b)

Figura 4.8 - Espectros de infravermelho da amostra de sedimento coletada no ponto P3a nos tyler a)- 100+200# e b)-250 #

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4.1.4 Difração de raios X (DRX)

Os difratogramas das amostras de sedimento analisadas, Figura 4.9, foram obtidos com o objetivo de distinguir as fases mineralógica presentes. Nos referidos difratogramas foram identificadas reflexões correspondentes aos seguintes minerais: quartzo (Q) [SiO2],

feldspato potássico (FK) [KAlSiO3] e caulinita (Kc) [Al4(Si4O10)(OH)8], com os picos

referentes ao quartzo e ao feldspato mais intensos quando comparados à outra reflexão.

Figura 4.9 - Difratogramas de raios X das amostras de sedimento

Do ponto de vista mineralógico, as amostras praticamente não apresentam diferenças em relação aos minerais encontrados, demonstrando assim, o que já foi concluído através da TG, que as frações finas -250# das demais amostras analisadas, assemelham-se bastante com a fração fina da amostra P2.

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4.1.5 Recomposição da Matéria Orgânica

Na Tabela 4.3, encontram-se os teores de matéria orgânica determinados através análise termogravimétrica (TG), onde se observou uma quantidade maior para os pontos P2, P3a e P3c cujas amostras eram mais argilosas.

Os espectros de infravermelho das amostras de sedimento indicam que, após o tratamento térmico a 600oC, ocorre grandes mudanças na matriz inorgânica. A partir destas observações, procurou-se entender melhor os processos de decomposição térmica de sedimentos.

Avaliando o comportamento das curvas de TG no item 4.1.1.1, observam-se além da perda da água adsorvida, dois processos de decomposição, sendo o primeiro antes de 300oC e o outro mais intenso por volta de 450oC, na mesma região da decomposição da caulinita (FILHO; POLIVANO; MOTHÉ, 2005; MOTHÉ, 2004). Neste caso, passou-se a acreditar que estaria havendo uma superestimação da quantidade de matéria orgânica nas amostras, uma vez que parte da massa decomposta seria proveniente da matriz inorgânica. Portanto, passou- se a considerar como sendo matéria orgânica apenas aquela massa envolvida no processo de decomposição entre 110 e 350oC. Os dados encontram-se na Tabela 4.5 e foram obtidos a partir dos %água e %MO determinados através da TG (Tabelas 4.2 e 4.3), onde % água representa o percentual de massa perdido pela amostra no intervalo de temperatura entre 30 e 100oC; %MO representa o percentual de massa perdido pela amostra no intervalo de temperatura entre 110 e 350 oC, onde MO é a matéria orgânica. %argila é o percentual de massa perdido pela amostra no intervalo de temperatura entre 350 e 650oC, o qual foi atribuído como estando associado à quantidade de água de constituição da caulinita presente na amostra. Os %MOcor e %Argilacor representam uma correção dos teores de matéria

orgânica e argila considerando as amostras completamente secas, ou seja, sem a água de adsorção. Argtotal representam uma estimativa da quantidade total de caulinita calculada,

considerando-se um valor do %Argila igual a 13,5% para uma amostra de caulinita pura. O termo Arg/MO representa a relação entre os valores do percentual de água proveniente da argila e de matéria orgânica.

A determinação do teor de matéria orgânica na fração fina de amostras de sedimento, realizada pela técnica de gravimetria, tem sido utilizada por vários autores (ALLEN, 1989 apud SOARES, 2004; CASAS et al., 2003; LEMES; FILHO; PIRES, 2003; MARTIN; SANCHEZ; GUTIERREZ, 1998; MARENGO, 2006; PEREIRA et al., 2007; SILVA et al.,

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2002; SINGH et al., 2003; SARKAR et al., 2004; WOITKE et al., 2003). No entanto, embora esse método de análise esteja bastante presente na literatura, ele não fornece uma determinação precisa da porcentagem de matéria orgânica do solo ou sedimento, devido à possível perda de peso correspondente à água de constituição do mineral argílico e à decomposição térmica dos carbonatos. Segundo Mothé (2004), a caulinita é transformada em metacaulinita por meio de um processo de calcinação. Durante o processo de calcinação da caulinita, ocorre a desidroxilação da mesma, ou seja, a caulinita perde água de sua estrutura cristalina dando origem a uma estrutura amorfa, como mostra a equação abaixo. De acordo com Filho, Polivano e Mothé, 2005, essa desidroxilação ocorre entre 410 e 550ºC.

2SiO2.Al2O3.2H2O (Caulinita) ⎯545⎯ →⎯OC 2SiO2.Al2O3 + ↑H2O (g) (07)

De acordo com Carneiro et al. (2003), ao observar a decomposição térmica do caulim duro branco (CDB) e do caulim duro ferruginoso (CDF), cujas amostras apresentam principalmente o mineral caulinita (Al2Si2O5(OH)4) na sua composição mineralógica,

verifica-se uma perda de massa em torno de 13,80% e 12,15% para as amostras CDB e CDF, respectivamente, aproximando-se ao valor teórico da caulinita (13,96%).

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Tabela 4.5 - Dados percentuais de matéria orgânica (%MO) e argila (% Arg) corrigidos a partir dos dados obtidos através da análise termogravimétrica (TG)

AMOSTRA

%Água %MO %Argila %MOcor %Argilacor Argtotal Arg/MO

P1 (-100+200#) 4,18 1,80 3,80 1,88 3,97 29,38 2,11 P1(- 250#) 5,90 2,60 5,70 2,76 6,06 44,87 2,19 P2 (-100+200#) 4,40 3,40 8,30 3,56 8,68 64,31 2,44 P2 (-100+200#) 4,70 4,00 9,20 4,20 9,65 71,51 2,30 P3a (-100+200#) 2,90 2,40 6,30 2,47 6,49 48,06 2,63 P3a (-100+200#) 5,60 3,90 9,40 4,13 9,96 73,76 2,41 P3b (-100+200#) 3,70 1,70 5,40 1,77 5,61 41,54 3,18 P3b (-250#) 14,00 2,90 7,20 3,37 8,37 62,02 2,48 P3c (-100+200#) 6,50 3,10 6,40 3,32 6,84 50,70 2,06 P3c (-250#) 8,20 4,10 9,40 4,47 10,24 75,85 2,29

A recomposição foi feita, como descrito no item 3.8.7, a partir da média ponderada dos percentuais de matéria orgânica em cada fração granulométrica, onde os pesos são as quantidades de massa em cada fração peneirada, segundo a equação (11). Neste caso, o somatório dos produtos entre os teores de matéria orgânica e a massa correspondente de cada fração foi dividido pela massa total da amostra de partida (bruta). Os valores obtidos a partir da recomposição foram comparados com aqueles encontrados a partir da análise da matéria orgânica nas amostras brutas e encontram-se na Tabela 4.9 na página 97.

Como o experimento para determinação da matéria orgânica foi realizado a 600oC, na verdade não tínhamos como estimar a quantidade de matéria orgânica em cada fração granulométrica porque o percentual da massa perdida nesta temperatura era um somatório da matéria orgânica com a água da decomposição da caulinita. Na Tabela 4.5 observa-se que, para a mesma amostra, a relação Arg/MO é praticamente constante para diferentes frações granulométricas. Então, foram usadas duas relações diferentes e, a partir dessas relações montou-se um sistema de equações para estimar a quantidade de matéria orgânica e argila a partir da perda de massa total em 600oC.

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A primeira suposição foi que(%MOcor + % Argilacor) é igual ao total de massa perdida

a 600oC. A segunda é que a relação Arg/MO para cada amostra é igual ao valor médio obtido a partir dos dois valores da Tabela 4.5 acima. Logo tem -se que:

(%MOcor +% Argilacor ) = %total (08)

Para a amostra P1, foi considerada a relação Arg/MO = 2,15, média dos dois valores encontrados na Tabela 4.5

Fazendo %Argila=(%total-%MO) e substituindo na relação Arg/MO, tem-se que:

(%total-%MO)/%MO = 2,15 (09)

Desta equação determinou-se que:

%MO=%total/3,15 (10)

O objetivo de se fazer à recomposição foi determinar se a matéria orgânica se encontra distribuída homogeneamente na amostra ou se está concentrada preferencialmente em alguma das frações granulométricas. A Tabela 4.6 mostra alguns parâmetros referentes à amostra P1 obtidos a partir da decomposição térmica a 600 oC para as diferentes frações granulométricas (tyler). Mfr representa a massa de cada fração granulométrica indicada pelo valor do tyler

correspondente para uma amostra com massa total de 461 g. O %total é o teor de massa perdida após a calcinação a 600oC. O %MO foi calculado a partir da equação (10) mostrada