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3 Teori

3.2 Organisasjonsteori

3.2.1 Lærende organisasjon

aegypti THE STATE OF RIO GRANDE DO NORTE

Bruno Claytton Oliveira da Silva. Mestrando do Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da UFRN (PRODEMA/UFRN). Rua Planalto

Matogrossense, 1311, Potengi, Natal-RN. [email protected] Fernando Moreira da Silva. Docente do Departamento de Geografia da UFRN.

[email protected]

Pedro Vieira de Azevedo. Docente do Departamento de Meteorologia da UFCG. pvieiradcaufcg.edu.br

Resumo

Na atual conjuntura da saúde pública mundial destaca-se a emergência da dengue urbana, doença infecciosa febril aguda que tem como principal vetor no meio urbano o Aedes aegypti. A doença, anualmente, tem acometido milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente na faixa intertropical do globo. A partir desse contexto, o trabalho objetiva estimar e espacializar mensalmente, sob a ótima bioclimática, a potencialidade, para cada município do Rio Grande do Norte (RN), da condição biofísica Favorável ao Desenvolvimento do Aedes aegypti. Para tanto, fez uso: coleta de dados epidemiológicos e climatológicos, Normal Climatológica, estatística descritiva (medidas de tendência central e dispersão), distribuição uniforme, estimação geoestatística e o programa sufer, versão 8.0. Os resultados sinalizaram para um comportamento bastante heterogêneo, tanto no espaço como no tempo, em se tratando da potencialidade da condição biofísica Favorável ao desenvolvimento do Aedes aegypti no estado RN. Ainda, observou-se que há uma tendência de elevação da potencialidade de desenvolvimento, para todo o estado, a partir do mês de janeiro, cessando-se no mês de abril principalmente nas porções central e oeste do estado. Em contrapartida, para o mesmo período, verifica-se a permanência de aumento da potencialidade de desenvolvimento na porção leste do estado. Esta última registrará potencial máximo no mês de julho, resultando em probabilidade maior que 70% de ter- se condições favoráveis ao desenvolvimento do Aedes aegypti naquela área. No período compreendido entre os meses de agosto a dezembro, constatou-se diminuto potencial de desenvolvimento do Aedes aegypti em todas as porções do estado.

Palavras-Chave: Aedes aegypti, Potencialidade de desenvolvimento, estimação estatística, Geoestatística.

Abstract

In the current climate of global public health there is the emergence of urban dengue, a disease regarded as acute infectious fever. The disease annually, has affected millions of people worldwide, mostly in the range of the intertropical globe. The disease's main vector in urban areas, the Aedes aegypti mosquito. Recent studies indicate that the distribution of the insect vector of dengue in the geographical area is directly tied to the behavior of environmental restrictions that area, especially among those, the air temperature and relative humidity. From that context, the work aims to estimate and spatializing, monthly, for each municipality in the state of Rio Grande do Norte, the potential of biophysical conditions conducive to the development of Aedes aegypti. Yet, made use of the following methodology: collection of epidemiological data and climatological, Normal climatological, descriptive statistics (measures of central tendency and scatter), uniform distribution, estimation geostatistics and sufer program, version 8.0. The results flagged for a behavior very heterogeneous, both in space and in time, in the case of the potential of biophysical conditions conducive to the development of Aedes aegypti in the state of Rio Grande do Norte. Still, he noted that there is a tendency for lifting the potential of development for the entire state, from the month of January, ending in the month of April mainly in central and western portions of the state. By contrast, there is the permanence of increased potential for development in the eastern portion of the state. The latter record maximum potential in the month of July, resulting probability of greater than 70% have been favorable conditions for the development of Aedes aegypti in that area. In the period between the months of August to December, it is small potential for development of Aedes aegypti in all parts of the state.

Key words: Aedes aegypti, development potential, statistical estimation, Geostatistics.

Introdução

O homem, desde muito cedo, procurou registrar e representar o espaço geográfico, em formas resistentes, com vistas ao seu planejamento, ordenação e gestão. Além disso, tal processo caracterizou-se pela necessidade do homem de fixação de limites territoriais, do horizonte espacial e de itinerários – sejam eles terrestres, fluviais ou marítimos – relativos a rotas de caça e de fuga, fontes de água, segurança e de perigo. Para tanto, aqueles fizeram uso de um conjunto de métodos, técnicas e materiais bastante diversificados que variavam tanto em função do espaço como do tempo, pois, inicialmente, cada povo produzia sua forma de registro/representação de modo significativamente particular, estando esse atrelado à disponibilidade de recursos (materiais) e ao nível de conhecimento técnico produzido

na época (DUARTE, 2006). Tal conjuntura só veio a ser alterada com o processo de internacionalização do conhecimento e surgimento de organismos responsáveis pela padronização do processo.

Vinculadas a Cartografia, surgem as primeiras formas de representação do espaço geográfico denominadas, de modo generalista, de mapas. Essas se revelam como resultado da demanda do homem por uma forma segura, simplificada e prática de registro/representação da sua realidade. Um dos mapas mais antigos, que se tem conhecimento, foi proposto pelo povo Babilônico entre 2500 e 4000 a.C (DUARTE, 2006).

No entanto, durante bastante tempo, o homem só fez uso das diferentes formas de representação cartográfica – a saber: croquis, planas, cartas, mapas... – com vistas à descrição do espaço. Um dos primeiros estudos que procurou utilizar uma representação cartográfica para fins analíticos foi desenvolvido, no ano de 1854, na cidade de Londres-Inglaterra, pelo médico John Snow que, frente a uma grave epidemia de cólera, analisou a distribuição espacial da doença a partir da localização geográfica dos poços de água da referida cidade. Finalmente, a partir da técnica inovadora utilizada e dos indícios encontrados, o médico pôde concluir que havia relação de causa-efeito entre os casos de cólera e a água contaminada dos poços (LEMOS & LIMA, 2002). A partir desse estudo, vários foram os ramos científicos que passaram a utilizar essa técnica procurando estabelecer relações espaciais entre fenômenos geográficos.

As relações espaciais entre os diferentes fenômenos geográficos têm sido bastante estudadas por áreas diversas do conhecimento, pois aqueles ao distribuírem- se sobre a superfície da Terra estabelecem padrões (INPE, 2004). Para tanto, surge a partir da segunda metade do século XX, as primeiras tentativas de automatização do processo de tratamento de dados. Tais indícios fazem parte do que hoje se conhece por Geoprocessamento.

O Geoprocessamento constitui-se como uma área do conhecimento que utiliza técnicas matemáticas e computacionais, que podem estar atreladas aos Sistemas de Informação Geográfica (SIG), a fim de tratar os processos que ocorrem no espaço geográfico, sendo compreendido pelas técnicas de coleta, armazenamento, tratamento, análise e uso integrado de informações (D’ALGE, 2001). O Geoprocessamento destaca-se no processo de compreensão do comportamento dos diferentes fenômenos geográficos, pois procura determinar e esquematizar os mecanismos de inter-relação entre eles. Sendo assim, tais padrões podem assumir diferentes formas de correlação: espacial, temática, temporal e topológica (INPE, 2004).

Dentre as já citadas técnicas relativas ao Geoprocessamento, destacam-se aquelas relacionadas ao tratamento e análise da informação espacial, sendo essa, entre outras, representada pela Geoestatística. Esta última, originada a partir dos estudos de Daniel Krige, em 1950, prestou-se, inicialmente, a avaliação de jazidas minerais em minas de ouro do Rand/África do Sul. A forma de tratamento e análise espacial, desenvolvida pela Geoestatística, caracteriza-se por tratar as variáveis como sendo regionalizadas enfatizando as relações espaciais existentes entre as observações que compõe uma amostra. Suas técnicas podem ser utilizadas para: descrever e modelizar padrões espaciais; predizer valores em locais não amostrados; e obter a incerteza associada a um valor estimado em local não amostrado (ANDRIOTTI, 2003).

Na atualidade, a Geoestatística tem se mostrado de grande utilidade em campos científicos diversos, devido, principalmente, a sua faculdade de estimação de valores em espaços não amostrados. A análise e interpretação da relação dicotômica saúde-doença tem se destacado com importante campo de estudos que utilizam técnicas do Geoprocessamento ou, mais precisamente, Geoestatísticas. Tal fato justifica-se dada a já comprovada inter-relação existente entre o (re)surgimento, proliferação e/ou disseminação de doenças, ou vetores de doenças, e variáveis

ambientais, tais como: precipitação pluviométrica, temperatura do ar e umidade relativa do ar.

Hoje, do ponto de vista da saúde pública mundial, a dengue figura como uma das doenças emergentes mais preocupantes, pois, anualmente, cerca de 80 milhões de pessoas são infectadas pelo vetor da doença. Desse total, 550 mil necessitam de cuidados médico-hospitalares e pelo menos 20 mil chegam a óbito (PNCD, 2002).

No Brasil, no período de 1996 a 2005, foi confirmado, a partir do somatório das cinco regiões brasileiras, um total de 3.396.277 casos de dengue. Ainda, observou-se a região nordeste do país como a principal em número de casos confirmados, 1.651.121, no mesmo período (MS/SVS, 2006).

Não se diferenciando desta realidade, o estado do Rio Grande do Norte (RN) tem apresentado elevados índices de notificações da doença. A exemplo, somente no período de 2000 a 2005, foram totalizados 114.719 casos notificados (SESAP-RN, 2007).

Na atualidade, foram vários os estudos que procuraram observar o comportamento das fases de desenvolvimento do Aedes aegypti – principal vetor da dengue no meio urbano – assim como sua distribuição no espaço geográfico, frente à favorabilidade de variáveis climáticas diversas, com destacada presença, na maioria deles, da precipitação pluviométrica, da temperatura média e da umidade relativa do ar (CONSOLI & OLIVEIRA, 1998; MARCODES, 2001; DONALISIO & GLASSER, 2002; BERJERAN et. al, 2003; SCHWEIGMANN et. al, 2004; SILVA & SILVA, 2005; PAULA, 2005; GLASSER & GOMES, 2006; BESERRA & CASTRO Jr, 2008).

O estudo desenvolvido por Fernandes et. al. (2006), em cinco municípios do estado da Paraíba, concluiu que a temperatura favorável ao desenvolvimento do vetor do principal vetor da dengue no meio urbano – Aedes aegypti – está entre 21ºC e 29ºC. Esse resultado demonstra a significativa relação de favorabilidade biotérmica e o desenvolvimento satisfatório do Aedes aegypti em porções com configurações bioclimáticas distintas do nordeste brasileiro.

Estudando o comportamento do vetor da dengue no estado do Paraná, Ferreira (2003) percebeu que, as altas temperaturas do ar, o tempo de duração da estação de verão ou das condições de calor e umidade relativa do ar favorecem a proliferação dos mosquitos. Ainda, destaca entre os fatores favoráveis à proliferação a permanência de altos índices de umidade relativa do ar, superior a 70%. Destaca-se, no trabalho, a definição de uma faixa de umidade favorável ao desenvolvimento do Aedes aegypti.

Diante desta conjuntura, o trabalho objetiva estimar e espacialisar, mensalmente, para cada município do estado do Rio Grande do Norte, a potencialidade da condição biofísica Favorável ao Desenvolvimento do Aedes aegypti; sendo essa compreendida pela intersecção entre a faixa térmica média de 21°C a 29°C e a umidade relativa do ar acima de 70%. Por fim, serão gerados mapas referentes à potencialidade de desenvolvimento do Aedes aegypti no estado do Rio Grande do Norte.

Material e Métodos

Área de estudo

O trabalho foi desenvolvido no Estado do Rio Grande do Norte (RN) que está subdividido em quatro messoregiões: Leste, Agreste, Central e Oeste. O RN possui área total de 53.077,3 km² e população estimada de 2.776.782 mil habitantes, sendo essa distribuída em 167 municípios. Em se tratando de sua localização, o Rio Grande do Norte está totalmente no hemisfério sul ocidental, na região Nordeste do Brasil, sendo limitado pelos seguintes pontos extremos: 4° 49' 53’’ e 6° 58' 57” de latitude sul e 34° 58' 03” e 38° 36' 12” de longitude oeste (IDEMA, 2002).

A posição/localização geográfica do estado, entre outros fatores, será decisiva em sua configuração climática. Assim, de acordo com a classificação climática de Köppen (1918) apud BNB (1969), o RN apresenta os seguintes tipos de climas: Clima

Tropical Chuvoso (As’), caracterizado por apresentar verão seco e temperatura média mensal acima de 18°C em todos os meses do ano; Clima Tropical Chuvoso de Savana (Aw), que apresenta estação seca no inverno e início das precipitações pluviométricas no verão; Clima Seco de Estepe (BSw’h) com inverno seco, sua evapotranspiração potencial média anual é maior que a precipitação média anual, apresenta temperaturas elevadas durante todo o ano – média anual superior a 18°C e as precipitações pluviais ocorrem entre a primavera e o outono; Clima Seco de Estepe (BSs’h), com verão seco, seu período chuvoso inicia-se ao final dessa estação estendendo-se até o outono, sua evapotranspiração potencial média anual é maior que a precipitação média anual, apresenta temperaturas elevadas durante todo o ano – média anual superior a 18°C. A figura 1 apresenta a distribuição dos tipos climáticos atuantes no estado.

Figura 1: Mapa climático do estado do Rio Grande do Norte. Fonte: BNB (1969), modificado por SILVA (2008).

Metodologia

Coleta de Dados

A coleta de gabinete foi realizada no segundo semestre do ano de 2007 junto às instituições que coletam e quantificam dados relacionados às variáveis climáticas em estudo (temperatura média do ar e umidade relativa do ar), com destaque para o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Em se tratando dos dados de saúde, estes foram obtidos a partir da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e da Secretária de Estado de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP-RN), além de Secretárias Municipais de Saúde (SMSs).

Normal Climatológica

Na pesquisa, utilizaram-se as Normais Climatológicas do período entre 1961 e 1990, tendo sido essas editadas, no Brasil, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET, 1992). No entanto, observou-se que, no estado do Rio Grande do Norte, há apenas seis estações climatológicas de superfície que coletam dados padronizados pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), em período igual ou superior a 30 anos de observação, são elas: Apodi, Ceará-Mirim, Cruzeta, Florânia, Macau, Mossoró. A partir desta realidade, utilizaram-se os dados estimados por Silva & Silva (2008) relativos às temperaturas mínimas, médias e máximas, assim como, a umidade relativa do ar para aqueles municípios, integrantes do estado do Rio Grande do Norte, que não dispõem de dados.

Estatística Descritiva

Fez-se uso da estatística descritiva em todo o processo, sendo essa representada tanto por medidas de tendência central (média e moda), bem como por medidas de dispersão (desvio padrão e amplitude).

Distribuição Uniforme

Fonseca & Martins (2006, p. 34) destacam a aplicação da distribuição de probabilidade uniforme, quando se deseja predizer a probabilidade de um dado fenômeno estar, ao acaso, dentro de um dado intervalo. Na pesquisa, a distribuição foi utilizada nos cálculos da potencialidade da condição biofísica Favorável ao Desenvolvimento do Aedes aegypti no estado do Rio Grande do Norte, sendo expressa pela seguinte equação:

. f(x) = 0 Para x fora de [a, b] (1) f(x) = 1 / b – a Para a ”x ”E (2)

Onde;

x = Probabilidade/potencialidade de cada condição biofísica do Aedes aegypti; a = Limite inferior de uma dada condição biofísica do Aedes aegypti;

b = Limite superior de uma dada condição biofísica do Aedes aegypti.

Estimação Geoestatística

A geoestatística é um ramo científico utilizado na predição e/ou estimação de dados/valores inerentes a certa variável no espaço geográfico. Ela trata as variáveis como sendo regionalizadas, podendo ser entendida como ferramenta capaz de tratar a informação espacial (ANDRIOTTI, 2003).

Na pesquisa fez-se uso da ferramenta no processo de interpolação e espacialização dos dados referentes à potencialidade mensal da condição biofísica Favorável ao Desenvolvimento do Aedes aegypti. Ainda, foi utilizada na geração dos grids, a partir dos métodos de Krigagem – para os dados de temperatura média do ar – e Mínima Curvatura – para os dados de umidade relativa do ar.

Programa Sufer

O programa computacional sufer, na sua versão 8.0, foi desenvolvido no ano de 2002 pela empresa Golden softwares. O sufer objetiva criar mapas isopléticos, ou de isolinhas, tendo sido aplicado inicialmente para espacializar dados topográficos. Na pesquisa, esse foi utilizado para interpolar e espacializar, no espaço e no tempo, os dados referentes às variáveis temperatura e umidade relativa do ar no estado do Rio Grande do Norte.

Resultados

Com descrito inicialmente, o trabalho destinou-se a estimar e espacialisar, sob a ótica bioclimática, a potencialidade de desenvolvimento do Aedes aegypti no estado do Rio Grande do Norte. Por conseguinte, foram gerados produtos cartográficos (mapas) referentes à potencialidade citada. Para tanto, foram criadas seis classes de potencialidade baseadas no 1° Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2007) apud ECOLATINA (2007): 0-10%, Extremamente Improvável; 11-30%, Muito Improvável; 31-50%, Mais Provável que Improvável; 51-70%, Provável; 71-90% Muito Provável; 91-100%, Extremamente Provável.

Em se tratando dos resultados encontrados durante a pesquisa, observou-se que há um comportamento significativamente heterogêneo, tanto no espaço como no

tempo, no que tange a potencialidade da condição biofísica Favorável ao Desenvolvimento no estado do Rio Grande do Norte.

A saber, a condição biofísica citada caracteriza-se pela intersecção das faixas favoráveis ao desenvolvimento do Aedes aegypti, em se tratando das variáveis bioclimáticas temperatura média do ar, compreendida na faixa entre 21°C e 29°C, e umidade relativa do ar acima de 70%. Assim, pôde-se estimar a potencialidade de desenvolvimento do principal vetor da dengue no estado.

No tocante ao comportamento, no mês de janeiro, figura 2, da condição biofísica Favorável ao Desenvolvimento do Aedes aegypti, percebe-se que a mesma se encontra: predominantemente como “mais provável que improvável (30% a 50%)”, principalmente nas porções central e oeste do estado; “provável (50% a 70%)”, sobretudo nas porções leste e agreste do estado, além de áreas dispersas nas áreas central e oeste; e “muito improvável (10% a 30%)”, em áreas disjuntas do centro-sul do estado.

Figura 2: Potencialidade em janeiro da condição Favorável ao Desenvolvimento do Aedes aegypti no RN Fonte: SILVA, 2008.

No mês de fevereiro, figura 3, percebe-se pouca alteração da potencialidade da condição de desenvolvimento do vetor em estudo. No geral, pode-se observar:

redução da faixa “mais provável que improvável”, principalmente nas porções oeste e central do RN; contrariamente, percebe-se maior abrangência da faixa “provável”, que não mais ocupa apenas a porção leste e agreste do estado, mais sim, áreas do sudeste, noroeste e sudoeste do estado. Além disso, na porção mais oriental do estado, nota-se o surgimento de uma área dentro da faixa “muito provável (70% a 90%)” à condição biofísica Favorável ao Desenvolvimento do Aedes aegypti.

Figura 3: Potencialidade em fevereiro da condição Favorável ao Desenvolvimento do A. aegypti no RN Fonte: SILVA, 2008.

O comportamento da condição Favorável ao Aedes aegypti no mês de março, como mostra a figura 4, é bastante diferenciado dos meses anteriores. Assim, verifica- se: redução significativa da faixa “mais provável que improvável”; predominância da faixa “provável” por todas as porções do estado; e ampliação da faixa “muito provável” para áreas do agreste, central e áreas pontuais no oeste do estado.

Figura 4: Potencialidade em março da condição Favorável ao Desenvolvimento do A. aegypti no RN Fonte: SILVA, 2008.

Quando analisado o mês de abril, a partir da figura 5, o que se percebe é que há uma mudança de tendência da condição biofísica em estudo do Aedes aegypti. Deste modo, é notório a: redução da abrangência da faixa “provável”, principalmente nas porções oeste e central do estado; ampliação do alcance da faixa “mais provável que improvável”, para as áreas central e oeste; e ressurgimento, na porção central do estado, da faixa “muito improvável”.

Figura 5: Potencialidade em abril da condição Favorável ao Desenvolvimento do A. aegypti no RN Fonte: SILVA, 2008.

No que tange ao mês de maio, expresso na figura 6, o que se constata são poucas modificações no quadro de potencialidade de desenvolvimento do Aedes aegypti em relação ao mês imediatamente anterior, com uma pequena redução da faixa “provável” no centro do estado e elevação da mesma faixa a noroeste do estado.