4. Hva er status fem år etter fullført grad?
4.6. Kvinnelige innvandrere med høyere medianinntekt
Os resultados da escala de enfrentamento foram organizados segundo os fatores que a compõem: confronto, afastamento, autocontrole, suporte social, aceitação de responsabilidade, fuga e esquiva, resolução de problemas e reavaliação positiva.
6.2.2.1 Amostras masculina e feminina
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR CONFRONTO - MASCULINO
88% 8% 4%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR CONFRONTO - FEMININO
77%
19% 4%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES
Figura 22 – Distribuição das estratégias de enfrentamento, fator confronto, na amostra masculina e feminina.
Fator Confronto: 84% da amostra masculina e 77% da feminina encontravam-se dentro da alternativa de não utilizar ou utilizar pouco esta estratégia de enfrentamento. Essas porcentagens podem ser indícios de que, ao perceberem as dificuldades de ter um filho, os participantes deste estudo tenham se retraído diante do problema.
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR AFASTAMENTO - MASCULINO
77% 23%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR AFASTAMENTO - FEMININO
81% 19%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
Figura 23 – Distribuição das estratégias de enfrentamento, fator afastamento, na amostra masculina e feminina.
Fator Afastamento: 77% do grupo masculino e 81% das mulheres registraram que utilizaram algumas vezes. Estas porcentagens reforçam a opção anterior (fator confronto), sendo indicativas de que as reações diante de problemas de fertilidade causam impacto que exige esforços adaptativos.
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR AUTO-CONTROLE - MASCULINO
15%
50% 35%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR AUTO-CONTROLE - FEMININO
23%
46% 31%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES
Figura 24 – Distribuição das estratégias de enfrentamento, fator autocontrole, na amostra masculina e feminina.
Fator Autocontrole: 50% do grupo masculino e 46% do feminino registraram que utilizaram algumas vezes. Estes resultados alertam para o fato de que os recursos emocionais e pessoais de enfrentamento desta amostra provocam reações de descontrole emocional.
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR SUPORTE SOCIAL - MASCULINO
12% 38% 46%
4%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES UTIL. QUASE SEMPRE
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR SUPORTE SOCIAL - FEMININO
12% 23% 53%
12%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES UTIL. QUASE SEMPRE
Figura 25 – Distribuição das estratégias de enfrentamento, fator suporte social, da amostra masculina e feminina.
Fator Suporte Social: 46% do grupo masculino e 53% da amostra feminina utilizavam grande parte das vezes este fator; 38% dos homens e 23% das mulheres o utilizaram algumas vezes; 12% de ambos os grupos não utilizaram e 4% dos homens e 12% das mulheres registraram grande parte das vezes. A distribuição de porcentagens indica existência de uma rede de apoio social para enfrentamento do problema reprodutivo. Estes achados reforçam as análises feitas na seção anterior sobre esse aspecto da qualidade de vida destes casais.
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR ACEITAÇÃO DE RESPONSABILIDADE - MASCULINO 42% 54% 4%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR ACEITAÇÃO DE RESPONSABILIDADE - FEMININO 58% 38% 4%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES
Figura 26 – Distribuição das estratégias de enfrentamento, fator aceitação de responsabilidade, da amostra masculina e feminina.
Fator Aceitação de Responsabilidade: 42% do grupo masculino e 58% do feminino não utilizaram ou utilizaram pouco este fator. Este grupo não acredita ter responsabilidade quando a questão a ser enfrentada envolve as dificuldades reprodutivas.
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR FUGA E ESQUIVA - MASCULINO
35%
38% 23% 4%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES UTIL. QUASE SEMPRE
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR FUGA E ESQUIVA - FEMININO
15%
47% 23%
15%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES UTIL. QUASE SEMPRE
Figura 27 – Distribuição das estratégias de enfrentamento, fator fuga e esquiva, da amostra masculina e feminina.
Fator Fuga e Esquiva: 35% dos homens e 15% das mulheres não utilizaram ou utilizaram poucas vezes; 38% dos homens e 47% das mulheres utilizaram algumas vezes. Estes resultados indicam que a amostra estudada evita ou prefere esquivar-se a enfrentar os problemas reprodutivos.
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS -
MASCULINO
12% 15%
35% 38%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES UTIL. QUASE SEMPRE
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS -
FEMININO
4% 12% 35% 49%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES UTIL. QUASE SEMPRE
Figura 28 – Distribuição das estratégias de enfrentamento, fator resolução de problemas, da amostra masculina e feminina.
Fator Resolução de Problemas: 73% da amostra masculina e 84% das mulheres utilizaram quase sempre ou grande parte das vezes a resolução dos problemas como estratégia de enfrentamento.
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR REAVALIAÇÃO POSITIVA -
MASCULINO
4%
69% 23%
4%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES UTIL. QUASE SEMPRE
ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO FATOR REAVALIAÇÃO POSITIVA -
FEMININO
31%
42% 23% 4%
NÃO UTIL. OU UTIL. POUCO UTIL. ALG. VEZES
UTIL. G. PARTE VEZES UTIL. QUASE SEMPRE
Figura 29 – Distribuição das estratégias de enfrentamento, fator reavaliação positiva, da amostra masculina e feminina.
Fator Reavaliação Positiva: 69% do grupo masculino e 42% do feminino utilizaram o fator algumas vezes. Isto pode significar a falta de crítica frente às situações vividas.
Diferentemente do que se apresentou na escala de qualidade de vida SF-36, na qual ocorria uma compensação entre as dificuldades dos membros do casal e as estratégias de enfrentamento, a maioria dos casais apresentou estratégias aparentemente contraditórias: ao mesmo tempo em que utilizam resolução de problemas, também o fazem em relação ao fator fuga e esquiva, o que nos leva a pensar que o processo do enfrentamento desenvolvido por estes casais parece pouco efetivo na resolução do problema da infertilidade.
As Tabelas 4 e 5 apresentam a correlação entre todos fatores de enfrentamento para as duas amostras – masculina e feminina –, o que nos permite uma visão global delas. Podemos observar que os fatores nos quais ocorreu correlação positiva são aqueles que demonstraram dificuldades e utilização inadequada da estratégia para um enfrentamento efetivo. Por exemplo, a associação
da não-utilização de estratégias de confronto, resolução de problema e reavaliação positiva ao fator suporte social pode ocasionar pressões da rede social na qual estes casais estão inseridos, gerando estresse e não-apoio na resolução dos problemas. Tabela 4 – Correlação entre os fatores de enfrentamento na amostra masculina. Enfrentamento Suporte social Resolução de problemas Reavaliação positiva
Confronto 0,006 0,044 0,015 Autocontrole 0,03 Suporte social 0,007 0,018 Aceitação de responsabilidade 0,026 Fuga e esquiva 0,034 Resolução de problemas 0,006 *Nível de significância: 0,05.
As correlações entre fatores de enfrentamento indicaram diferença significativa no grupo masculino entre: confronto x suporte social; confronto x resolução de problemas; confronto x reavaliação positiva; autocontrole x suporte social; suporte social x reavaliação positiva; suporte social x resolução de problemas; aceitação de responsabilidade x resolução de problemas; fuga e esquiva x reavaliação positiva; resolução de problemas x reavaliação positiva.
Tabela 5: Correlação entre os fatores de enfrentamento da amostra feminina.
Enfrentamento Confronto Afastamento Suporte social Afastamento 0,01 Suporte social 0,038 0,011 Aceitação de responsabilidade 0,005 0,016 Fuga e esquiva 0,002 Reavaliação positiva 0,019 *Nível de significância: 0,05.
As correlações efetuadas entre os fatores de enfrentamento no grupo feminino indicaram diferença significativa entre: confronto x afastamento; confronto x suporte social; confronto x aceitação de responsabilidade; confronto x fuga e
esquiva; afastamento x aceitação de responsabilidade; suporte social x reavaliação positiva; suporte social x aceitação de responsabilidade.
6.2.2.2 Casais
Tabela 6 – Distribuição dos casais de acordo com pontuação individual de cada membro nos fatores de enfrentamento.
Amostra Confronto Afastamento
Auto con- trole Suporte Social Aceitação de Respon- sabili- dade Fuga e Esquiva Reso- lução de Proble mas Reava- liação posi-tiva Mauro e Clarice 1/2 1/2 1/3 2/3 2/3 2/2 1/3 2/3 Hélio e Margarida 2/1 1/1 2/1 3/3 2/1 3/2 4/4 3/2 Cristovam e Antonia 1/1 1/1 2/1 3/2 1/2 1/3 2/4 2/3 Moacir e Rita 2/1 2/1 2/2 3/3 2/2 2/2 4/4 2/2 João e Maria 1/1 1/1 3/3 3/3 2/2 2/2 3/3 2/1 Rafael e Débora 1/1 2/2 2/3 3/2 2/1 4/2 4/2 2/1 Aníbal e Dolores 1/2 2/1 3/1 3/4 1/2 1/4 2/3 2/1 Pedro e Vanessa 1/1 1/1 1/2 2/2 1/1 2/2 4/4 2/1 Rodolfo e Leila* */* */* */* */* */* */* */* */* Cristiano e Josefa 1/1 1/1 1/2 1/1 1/1 1/3 2/4 1/1 Aloísio e Carmem 1/1 1/1 1/2 2/2 1/1 1/2 1/3 2/1 Guilherme e Eline 1/1 1/1 2/1 1/1 2/1 1/1 3/2 2/1 Marcelo e Ana 1/2 2/2 3/2 2/3 2/2 3/2 1/2 2/2 Anderson e Mônica 1/1 1/1 3/2 2/3 1/1 3/2 2/3 2/2 Salvador e Elisa* */* */* */* */* */* */* */* */* Maurício e Suelem 1/2 1/1 3/2 3/2 1/1 2/3 4/3 2/2 Marcelo e Sonia 1/2 2/1 2/3 2/3 1/2 2/3 3/3 3/4 Romeu e Sara* */* */* */* */* */* */* */* */* Ivam e Júlia 1/1 1/1 2/1 3/2 3/1 2/2 4/4 2/2 Roberto e Tatiana 1/1 1/1 3/3 2/4 1/1 3/2 3/4 2/3 Serafim e Íris 1/1 1/1 2/2 1/3 2/2 1/4 3/3 2/3 Willian e Liliana* */* */* */* */* */* */* */* */* Wellighton e Joana 3/1 2/1 3/2 4/3 2/1 2/1 4/4 3/3 Tadeu e Tamara 1/2 2/2 2/2 2/3 2/2 2/4 4/4 3/2 Tiago e Aline 1/1 1/1 3/3 2/3 2/2 1/2 3/4 2/1 Aldo e Renata 2/3 1/2 2/2 3/4 2/2 3/4 3/4 3/3 Elcio e Bárbara 1/1 1/1 2/3 2/3 1/1 1/1 3/3 2/2 Júlio e Taís 1/1 1/1 3/2 3/1 2/1 1/1 4/1 2/2 Edson e Helena 1/1 1/1 2/2 3/3 2/1 2/2 4/4 3/3 Tarcísio e Sandra 1/1 1/1 3/1 3/3 3/1 2/3 3/4 4/2
Tabela 7 – Distribuição dos fatores de enfrentamento de acordo com a correlação entre a amostra masculina e a feminina.
Enfrentamento
(homens/mulheres) Afastamento
Suporte
social responsabilidade Aceitação de
Resolução de problemas Confronto 0,029 Afastamento 0,034 Autocontrole 0,04 Suporte social Aceitação de responsabilidade 0,046 Fuga e esquiva 0,007 0,032 Resolução de problemas 0,031 0,021 Reavaliação positiva 0,012 *Nível de significância: 0,05.
As correlações entre os fatores de enfrentamento do grupo masculino e os do grupo feminino apresentou nível de significância nas correlações entre: afastamento x afastamento; afastamento x aceitação de responsabilidade; afastamento x fuga e esquiva; suporte social x autocontrole; suporte social x fuga e esquiva; suporte social x reavaliação positiva; aceitação de responsabilidade x resolução de problemas; resolução de problemas x confronto; resolução de problemas x resolução de problemas; reavaliação positiva x reavaliação positiva.
Figura 30 – Nuvem de pontos sobre a distribuição da freqüência dos fatores do inventário de estratégias de enfrentamento.
As análises dos fatores do inventário sobre estratégias de enfrentamento (Anexo VII) resultaram em três agrupamentos, segundo as semelhanças e diferenças entre os fatores de enfrentamento presentes e ausentes nos casais investigados. Estes agrupamentos podem ser visualizados na Figura 30, acima.
O primeiro agrupamento subdividiu-se em três grupos, em que os fatores oscilaram na freqüência entre utilização algumas vezes e utilização grande parte das vezes das estratégias de enfrentamento utilizadas entre homens e mulheres.
A análise do primeiro fator, suporte social (10 homens), identificou a utilização algumas vezes deste fator. Isso indica que, para esta parcela de sujeitos, o suporte social não foi fonte de apoio selecionada como recurso masculino para o enfrentamento das dificuldades reprodutivas, frente à investigação e tratamento destas.
Quanto ao segundo fator, autocontrole (sete mulheres), sua análise indicou a utilização grande parte das vezes no grupo. Essas mulheres dispunham de recursos pessoais para enfrentamento sem desorganização pessoal em momentos de elevação dos índices de ansiedade. Essa condição é verificada constantemente em população participante de programas de reprodução assistida.
A análise do terceiro fator, reavaliação positiva (18 homens), identificou sua utilização algumas vezes. A porcentagem masculina foi significativa – pôde-se perceber que a grande maioria da população masculina dispunha de recursos pessoais para re-significação da condição de infértil. Este resultado indicou que a condição pessoal masculina foi determinante para busca e enfrentamento do serviço de reprodução assistida.
No segundo agrupamento, o fator suporte social (três mulheres) não foi utilizado. Tal resultado mostrou ausência de recursos para enfrentamento diante de situações de fragilidade – por exemplo, a descoberta de problemas de fertilidade que requerem apoio do grupo social.
O terceiro agrupamento foi composto por dois fatores que registraram utilização quase sempre e utilização grande parte das vezes. O primeiro fator, resolução de problemas (10 homens), identificou utilização quase sempre; esta parcela masculina mostrou possuir disponibilidade e recursos para buscar resolver problemas da infertilidade, sendo tal situação favorável no enfrentamento dos problemas que surgiram com a busca da investigação diagnóstica e do tratamento da infertilidade. O segundo fator, suporte social (12 homens), identificou utilização grande parte das vezes, indicando que, a partir da descoberta da dificuldade reprodutiva e da busca de atendimento especializado, tais homens necessitaram recorrer freqüentemente a busca de apoio social – sinal de enfrentamento das dificuldades provenientes da investigação diagnóstica e de intervenções clínicas.
De forma geral, a análise dos fatores da escala de enfrentamento apontou que os fatores confronto e afastamento não foram utilizados, respectivamente, por 84% e 73% dos homens e 77% e 81% das mulheres que participaram deste estudo. Tais resultados indicam que a população estudada não conseguiu efetivar plenamente os recursos disponíveis ao enfrentamento do processo de investigação diagnóstica, apesar dos altos índices da procura para esclarecimento do problema de fertilidade e tentativa de resolução deste.
O fator autocontrole foi utilizado por 47% dos homens e 50% das mulheres. Já 46% dos homens e 53% das mulheres utilizaram grande parte das vezes o fator suporte social. Na população investigada, este fator foi indicativo da presença de sofrimento em grande parcela de sujeitos, independentemente de gênero. A porcentagem feminina, apesar de mais elevada, não anula a reação masculina, que também registrou taxas significativas, identificando a necessidade masculina de
buscar ajuda externa. Como exemplo desta situação, a perda de suporte social indicou que o casal 14 (Anderson e Mônica) encontrava-se sem poder recorrer a rede de apoio se houvesse necessidade.