4. Funn, analyse og drøfting
4.5 Dialogen i gruppene
4.5.1 Kven snakkar?
a experiência também aumenta e com ela aumenta também a consciência face aos problemas a enfrentar, levando a que o empreendedor, já na idade adulta, possa ser mais cauteloso quanto à sua possibilidade de sucesso.
foi apresentado por diversos autores - Timmons (1994), Dornelas (2001), Gruber (2002), Barom (2004), Bygrave (2004), - como um elemento primordial é a
carteira de contatos. Para que o processo empreendedor seja bem-sucedido os empreendedores precisam de ter, logo no início, uma rede de contactos, incluindo clientes, fornecedores, investidores,
banqueiros, contabilistas e advogados, para garantir que existem respostas atempadas a problemas que possam surgir e que fujam da sua área de conhecimento (Hoffman & Casnocha, 2012). Torna-se igualmente importante saber onde se deve procurar ajuda quando se inicia um novo negócio, desenvolvendo uma vasta rede através dos amigos e colegas de trabalho que permitam não só aumentar a carteira de contatos mas também receber suporte e conselho ao nível das práticas das pessoas (Lee, Miller, Hancock & Rowen, 2000). Empreender é uma experiência solitária para qualquer ser humano, principalmente para aqueles que empreendem depois de terem estado a trabalhar em organizações constituídas por vastas equipas de trabalho (Bygrave, 2004). Como vimos anteriormente, existem vários fatores que influenciam direta e indiretamente o processo empreendedor sendo eles atributos pessoais (Bygrave, 2004), atributos externos (Brockhaus, 1982) e atributos humanos, como a idade (Lee, Miller, Hancock & Rowen, 2000).
Timmons (1978) defende que existem três fatores cruciais para se iniciar o
processo empreendedor: a oportunidade, o empreendedor, e os recursos necessários. Como podemos ver, na figura 2, no centro do quadro encontra-se o plano de negócios ou a estratégia que levará ao sucesso do negócio, em que os três componentes básicos estão integrados.
Neste processo todas as peças devem MODELO PROCESSO EMPREENDEDOR TIMMONS FIG. 2
oportunidades recursos
equipa comunicação ambiguidade criatividade incerteza forçasexógenas liderança mercadodecapitais empreendedor plano de negócios
procurar encaixar-se, não podendo, por exemplo, existir uma grande ideia para um negócio e não existir uma equipa à altura de a concretizar (Bygrave & Zacharakis, 2008). Todavia, se por algum motivo não existirem os recursos adequados, tanto a ideia como a equipa serão incapazes, por si só, de alcançar o sucesso (Kawasaki, 2011). Assim, torna-se importante que o empreendedor seja transversal, como força impulsionadora do negócio e que, como referimos, tenha a visão para construir a melhor equipa para a melhor ideia (Hoffman & Casnocha, 2012).
1.4 FORMAS DE EMPREENDEDORISMO
O mercado de trabalho tem sofrido grandes e profundas alterações nas últimas décadas, refletindo-se na forma como as organizações se constituem (Kawasaki, 2011). Este é um palco onde as transformações acontecem de forma rápida e profunda, abrindo e fechando organizações, abrindo e fechando perspetivas de negócio (Hoffman & Casnocha, 2012). O mundo industrial, encontra-se em pleno estado de evolução tecnológico, fruto da globalização (Bygrave & Zacharakis, 2008). A substituição
no processo produtivo, até então realizado pelo homem, pelas máquinas (Santaella, 1996), a constante redução da intervenção dos Estados na sociedade, a diminuição dos setores públicos, leva a um desemprego sem precedentes e a necessária reconfiguração da
estrutura laboral, por necessidade ou por oportunidade (Sarkar, 2010).
Com base nas conclusões do GEM (2011), maior referência mundial no tema do empreendedorismo, caracterizada como um importante estudo da atividade empreendedora, pretendemos nas
próximas linhas apresentar as formas mais comuns de empreendedorismo que são
_HOFFMAN & CASNOCHA (2012) torna-se importante que o empreendedor seja transversal, como força impulsionadora do negócio e que, como referimos, tenha a visão para construir a melhor equipa para a melhor ideia.
o empreendedorismo por necessidade/ oportunidade, o empreendedorismo
feminino, o empreendedorismo como área de investigação, o empreendedorismo social e o intra-empreendedorismo que, acreditamos, são aquelas que poderão contribuir direta ou indiretamente para a criação do perfil empreendedor de um gestor de design.
1.4.1 EMPREENDEDORISMO POR NECESSIDADE/OPORTUNIDADE
No GEM (Global Entrepreneurship Monitor), os resultados obtidos em cada país são apresentados em diversas categorias que servem de parâmetro para comparação dos dados entre os países participantes da pesquisa e também para acompanhar a evolução da atividade no mesmo. Um indicador bastante importante da pesquisa é saber qual a motivação para iniciar o processo empreendedor, podendo ser caracterizado por empreendedorismo de oportunidade ou necessidade.
Assim a motivação de empreender por necessidade consiste na falta de alternativas que o empreender tem para subsistir, sendo motivado, então, pela ausência de oportunidades (Shane, 2003). Existe, por exemplo, uma relação com a falta de emprego. Por outro lado, a
motivação de empreender por oportunidade consiste na motivação que um determinado nicho ou sector de mercado proporciona ao empreendedor (Baron, 2004).
Sarason, Dean & Dillard (2006) defendem que os empreendedores e as oportunidades têm uma relação muito peculiar. Os autores demonstram claramente que as oportunidades não são uma interpretação de determinado ambiente social ou económico mas sim uma relação entre um indivíduo e
_SARASON, DEAN & DILLARD (2006)
Defendem que os empreendedores e as oportunidades têm uma _BAROM (2004)
a motivação de empreender por oportunidade consiste na motivação que um determinado nicho ou sector de mercado proporciona ao empreendedor.
a sociedade. No fundo, é a sociedade que habilita e permite ao empreendedor descobrir, avaliar e experimentar
constantemente novas oportunidades através desta relação. É óbvio, então, que a fonte de oportunidades varia consoante as motivações despoletadas pelo meio ambiente em que o empreendedor está inserido.
Maslow (1954) propôs uma hierarquia das necessidades, uma teoria que se baseia nas motivações humanas que influenciam o comportamento humano, classificando- as em cinco níveis dispostos em forma de pirâmide, sendo elas, por ordem crescente: (1) as necessidades fisiológicas, tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
(2) as necessidades de segurança, que vão da necessidade de sentir-se seguro em casa às mais variadas e elaboradas formas de segurança, como um emprego ou um plano de saúde ou um seguro de vida; (3) as necessidades sociais, de amor, de afeto, de afeição e sentimentos como os de pertença, de integração num clube, num grupo, num espaço;
(4) as necessidades de estima, de reconhecimento das capacidades
pessoais e o reconhecimento pelos outros dessas mesmas capacidades e da forma como nos adequamos às funções que desempenhamos;
(5) as necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procurar tornar-se aquilo que realmente pode ser. Sendo que cada pessoa nasce com as mesmas necessidades instintivas que nos concedem a capacidade de sobrevivência com o
passar do tempo essas necessidades vão
_MASLOW (1954)