4 Metodiske refleksjonar
4.2 Kvalitativ metode og hermeneutisk perspektiv
Os estudos dos mercados de ações em economias emergentes apontam estabilidade e crescimento econômico, reformas estruturais (privatização das empresas estatais) e alterações em algumas políticas, nomeadamente: reformas fiscais, liberalização de capital, melhor
proteção dos acionistas e qualidade do sistema legal local, como fundamentos importantes e necessários para o desenvolvimento do mercado de ações.
Um desses estudos refere-se ao do King, Levine, La Porta et al, apud Claessens et al (2003, p. 5), os quais relacionaram o desenvolvimento do mercado financeiro com as variáveis macroeconômicas, reformas financeiras e outros fatores do país. Em geral, encontraram que o mercado financeiro tende a desenvolver com o crescimento PIB per capita, progresso das reformas financeiras, e a depender de um bom sistema legal, particularmente reforço dos direitos dos minoritários.
Da análise da figura x, a capitalização do mercado global de ações tem crescido anualmente em todos os mercados, embora com maior expressão nos países emergentes. A economia aquecida ao redor do mundo tem proporcionado os investidores participar cada vez mais das negociações dos mercados de ações independentemente das localizações das bolsas de valores, buscando oportunidades de investimentos de grandes resultados.
Figura x: Evolução da capitalização do mercado de capitais doméstico
0,00 15,00 30,00 45,00 60,00 75,00 90,00 105,00 120,00 135,00 2000 2001 2002 2003 2004 2005 %
Norte e África Oriental África Subsahariana Países de baixa e média renda Países de renda alta Mundial
Fonte: Banco Mundial (2006)
Os mercados emergentes despontam com um crescimento cada vez maior das suas Bolsas de Valores como se pode verificar na tabela v. O percentual de variação de um período em relação ao anterior, exemplo 2006 versus 2005, aponta o mercado de ações da Rússia como um dos de maior crescimento. Os mercados desenvolvidos (EUA, Japão) embora considerados as maiores Bolsas de Valores mundiais, os seus crescimentos não têm sido tão patentes quanto ao dos
mercados emergentes. Esses têm atraído capital estrangeiro para os seus mercados locais em resultado do aumento da liquidez dos mercados locais (Torre et al 2007, p. 31).
Tabela v: Capitalização dos mercados domésticos africanos versus outros mercados, em 2006, em US$ milhões
Em 2006, em US$ milhões Var% 2006/2005
EUA (NYSE) 15.421.167,90 15,9 Japão 4.614.068,83 0,9 Inglaterra 3.794.310,29 24,1 África do Sul 711.232,32 29,5 Egito 93.496,40 17,6 Mauritius 4.958,51 112,8 BRVM 4.155,26 78,2 Marrocos 49.360,03 81,3 Gana 1.770,78 -82,5 Zâmbia 2.952,56 17,3 Quénia 11.378,04 78,2 Namibia 157.789,47 30,0 Nigéria 22.244,00 40,2 Suazilândia 197,50 0,6 Brasil 710.247,45 49,6 Russia 967.976,57 193,2 India 774.115,60 50,0 China 1.714.953,25 62,6
Capitalização do mercado doméstico Bolsas de Valores
O montante da capitalização do mercado doméstico da Nigéria é referente ao ano de 2004. A variação percentual da Nigéria apresentada, refere-se ao ano de 2005 em relação a 2004. Fonte: World-exchanges (2006)
O montante da capitalização do mercado doméstico africano ainda é insignificante a nível mundial. Ainda que se some a capitalização doméstica de todos os mercados africanos apresentados na tabela anterior, ter-se-ia um montante de 1.059,5 bilhões de dólares, inferior ao acumulado na China durante o ano de 2006. Apenas a África do Sul tem uma colocação distinta a nível internacional, tendo um volume de capitalização doméstica superior ao do Brasil. O Egito e a Namíbia apresentam-se como próximas potências acionárias, tendo a Nigéria adquirido também grandes volumes de fluxos de capital estrangeiro.
Com excepção do mercado da Gana, que verificou redução brusca na capitalização do mercado doméstico, todos os outros mercados apresentados na tabela v indicaram um aumento da participação do mercado das ações na economia local, com maior destaque em Mauritius, Marrocos e Nigéria. Para além da África do Sul, Namíbia, Egito e Marrocos são os países
africanos que se apresentam no ranking de maior capitalização do mercado doméstico da região africana.
Em algum período, ano de 2004, o mercado de ações da Gana registrou o melhor desempenho mundial, com o retorno de 144% anual em termos de dólares, comparada ao retorno de 30% do MSCI e 26% do S&P500 (Adjasi, 2005, p.145). Outros cinco mercados africanos, Uganda, Quénia, Egito, Nigéria e Mauritius, foram os que tiveram melhor desempenho no período de 2003-2004.
Apesar dos problemas de tamanho e liquidez, os mercados de ações africanos continuam observando bom desempenho em termos do retorno de investimento, de acordo com a análise da tabela xi. Com o desenvolvimento positivo da economia mundial comumente registrado, é provável que o crescimento dos países africanos seja sustentado em razão do preço e demanda elevada das commodities, principalmente da Ásia, entrega das ajudas prometidas e aumento de fluxos de capital decorrentes do investimento estrangeiro direto.
Historicamente, os mercados têm apresentado desempenho significativo, como demonstra a tabela vi abaixo.
Tabela vi: Desempenho dos mercados de ações africanos
País África do Sul Botswana Egito Namibia Nigéria Quénia Tunisia Gana Marrocos
Índice JALSH BGSMDC CASE NSEIO NGSEINDX KNSMIDX TUSISE GGSEGSE MOSEMDX
Ret. mensal 1,4% 2,2% 2,0% 1,4% 2,1% 1,3% 0,8% 1,3% 2,3% Ret. mínimo -15,8% -9,0% -19,0% -20,9% -11,9% -14,2% -8,2% -17,7% -15,1% Ret. máximo 13,9% 17,0% 43,0% 18,6% 19,8% 21,4% 15,6% 21,2% 22,7% Desvio-padrão 6,8% 3,7% 9,9% 7,0% 6,5% 6,3% 4,0% 6,4% 6,2% Volatilidade/ano 22,8% 12,7% 32,7% 23,5% 21,9% 21,0% 13,5% 21,5% 20,8% Fonte:Bloomberg
Baseado nos preços mensais dolarizados, de Janeiro de 2000 à Dezembro de 2006 dos índices do mercado de ações locais. Os dados do Marrocos são referentes ao período de Fev 2002 a Dez 2006
O retorno mensal do índice do mercado medido pela média histórica da variação dos preços, do período de Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006, registrou maior valor em Marrocos (2,3%) e o mínimo na Tunísia (0,8%). Nesse mesmo período, o maior retorno mensal verificado foi de 43% no Egito e o retorno mensal negativo máximo observado foi de 20,9% em Namíbia.
O risco do mercado medido pelo desvio-padrão dos retornos teve o menor valor registrado em Botswana (3,7%) e Tunísia (4,0) e o maior valor no mercado de Egito (9,9%) e Namíbia (7,0%). Se comparado ao risco do S&P500 (4,4%), Nikkei (5,8%), Ibovespa (12,3%) os mercados africanos tiveram comportamentos mais arriscados do que os grandes centros financeiros e menos voláteis do que o mercado brasileiro. Isso se deve à pouca integração dos mercados africanos com os outros mercados internacionais, se comparado à integração do Brasil com o mercado Internacional. Disso resulta maior correlação do Brasil com os mercados estrangeiros.
No entanto, espera-se desses países um prêmio de risco superior ao dos mercados desenvolvidos, que remunera o risco ocorrido por ter-se investido nos países emergentes em vez de investir nos países de menor risco, de maior estabilidade econômica e política.