4. Analyse
4.1 Kunstneriske workshops
4.1.2 Kunstnerisk undersøkelse av en fysisk inngang til aktørens arbeid
Para a caracterização das descontinuidades dentro da mina, houve necessidade de definição de setores lito – estruturais com base na informação geológica descrita no capitulo 3. Em cada setor se utilizaram projeções estereográficas com o fim de definir as famílias de descontinuidades, ajustando os erros de tendência, pelo emprego da correção de Terzaghi. Em seguida, para cada família de descontinuidades calcularam-se as médias estatísticas de cada característica geomecânica, permitindo elaborar tabelas resumo de cada tipo de estrutura: juntas, camadas e falhas (Fig. 4.5). É importante mencionar que antes da estatística, também se ajustaram os valores do espaçamento utilizando o fator de correção de Terzagui, que se encontra incorporado no programa Dips 5.1. Similarmente, a extensão das descontinuidades (persistência) é aproximada pela divisão do comprimento do traço estimado entre a função: seno do ângulo de mergulho da estrutura.
Figura 4.5: Diagrama ilustrando a metodologia utilizada na descrição quantitativa de descontinuidades. Notar a definição dos setores na área da mina, o mapeamento geotécnico utilizando janelas de amostragem (15x15m). O método de utilizado expõe famílias dentro de um setor, após da correção de Terzaghi. O ultimo quadro, mostra a estatística das características geomecânicas para cada família definida.
4.2.1 DEFINIÇÃO DE SETORES
O maciço rochoso na área da mina Tintaya é tipicamente heterogêneo e anisotrópico, por causa dos diferentes tipos litológicos (monzonito, calcário e diorito), presença de descontinuidades (falhas, juntas, acamamento e contactos), e graus variáveis de alteração (e.g. argilização).
Para o estudo das descontinuidades na área da mina é necessário definir setores homólogos com características geológicas similares, a fim de criar uma subdivisão levando em conta: o agrupamento das unidades litológicas homogêneas, a separação ao longo dos contactos litológicos, a subdivisão dentro de cada unidade litológica por similitude estrutural. Porém as grandes estruturas definem o caminho, e finalmente uma ultima subdivisão considera a geometria da escavação da mina, agrupando as áreas pela orientação do talude. Este último critério é importante na determinação da influencia das descontinuidades na escavação dos taludes.
Os setores são designados com números arábicos de 1 a 10 (Tabela 4.1, Fig. 4.6 e Fig. 4.7), e serviram para o estudo estatístico, descrição geomecânica e análise cinemática subseqüente das famílias de descontinuidades (juntas, falhas secundárias e camadas).
Figura 4.6: Mapa com as unidades litológicas simplificadas da área da mina, e os nomes utilizados na lavra para os dois setores da mina.
0 200 800
Figura 4.7: Mapa com a delimitação de setores. Os números arábicos são utilizados no texto para a descrição de cada setor.
Tabela 4.1:Resumo da geometria da mina em relação aos setores definidos.
Dominio Rocha Dominante Orientação do talude Número de Bancadas AlturaTotal(m) Rampas
1 monzonito 205 19 240 1 2 monzonito 121 18 250 2 3 monzonito 144 17 220 2 4 monzonito 180 e 230 10 140 2 5 calcário / monzonito 280 25 140 2 6 monzonito 300 23 330 1 7 calcário / monzonito 330 17 200 1 8 calcário / monzonito 60 e 130 9 130 1 9 diorito 335 11 100 0 Setor
O Setor 1: Localizado na parte Norte do Tajo onde o monzonito é a rocha dominante, com ocorrência de corpos alongados menores de escarnito e alguns diques de latito, andesito, Pm2 e Pm3. Estruturalmente, as falhas ocorrem com uma orientação NE e mergulhos sub-verticais. O setor é delimitado no extremo Leste pelo contacto com o calcário e no extremo Oeste pela ocorrência de falhas de orientação ~NS.
O Setor 2: Localizado ao extremo Oeste de Tajo, dominado por monzonito com ocorrência de corpos de escarnito e alguns diques menores de latito, andesito e Pm3. Estruturalmente, ocorrem falhas de orientação NE, NS e NW. O setor é delimitado no extremo Sul por um dique de Pm2 de orientação ~EW e no extremo Nordeste pelas falhas de orientação ~NS. O Setor 3: Corresponde à área Norte de Chabuca, litologicamente dominada por monzonito com ocorrência de alguns diques sub-verticais de Pm2 e veios centimétricos de quartzo de orientação ~EW, e falhas seguindo os padrões ~NS e NW. O setor é delimitado no extremo Oeste por um dique de andesito de orientação ~NS e no extremo Nordeste por um dique de Pm2.
O Setor 4: Localizado ao extremo Oeste de Chabuca, litologicamente dominado por monzonito com alguns diques de andesito e latito, e estruturalmente com falhas de orientação NE e ~NS. O setor é delimitado pelo dique de andesito de orientação ~NS no extremo Leste, e o contacto com o calcário no extremo Sul. O rio Tintaya influi na área produzindo infiltração e causando um maior intemperismo no maciço em relação aos setores 1, 2 e 3.
O Setor 5: Corresponde à área do extremo Leste de Tajo, sendo o calcário, a rocha dominante seguido pelo monzonito, com alguns corpos de escarnito arredor do contacto entre o calcário e o monzonito. O setor é delimitado por uma falha ENE no extremo Sul e pelo contacto com o monzonito no extremo Norte. As falhas neste setor ocorrem nas orientações NE e ENE e são sub-verticais.
O Setor 6: Localizado no extremo Sudeste de Tajo, e dominado por monzonito. Estruturalmente, há falhas com orientações NNW a NW, que favorecem a percolação da água procedente das partes altas dos cerros Condorsayana e Huancaruma, causando no maciço um
alto intemperismo, além da argilização existente, reduzindo a resistência do monzonito. Este setor é uma zona altamente instável na estação de chuvas. O setor é delimitado pelo contacto com o calcário em ambos os extremos Norte e Sul.
O Setor 7: Corresponde ao extremo Sul de Chabuca, dominado por calcário, e delimitado por um dique maior de monzonito no extremo Oeste, e os contactos de diorito na topo e de monzonito no extremo Leste. A estratificação do calcário varia pouco e em geral está próxima de ENE com mergulho moderado SW. O calcário é maciço e apresenta um intemperismo fraco a moderado, constituindo um maciço rochoso de resistência moderada. As falhas ocorrem oblíquas ao acamamento com orientações NW, NS e NE e registram movimentos de gravidade. Na parte inferior do extremo Leste ocorrem algumas dobras com amplitude de dezenas de metros e orientação axial ~EW pouco reconhecíveis.
O Setor 8: Localizado no extremo Oeste de Chabuca, dominado por calcário com ocorrência de múltiplos diques de monzonito e alguns diques de Pm3, andesito e diorito porfirítico. O setor é delimitado pelo contacto com monzonito no extremo Norte, pelo contacto com diorito no extremo Sul e por um dique maior de monzonito no extremo Leste. Estruturalmente, ocorre um anticlinal com amplitude de dezenas de metros e orientação axial NW, entretanto, as falhas ocorrem com uma direção NE dominante na área.