4 Diskusjon
4.5 Hva betyr kontekst for hvordan kunnskapsledelse fanges opp?
4.5.5 Kunnskap og læring
A necessidade de confiança entre os agentes e o comprometimento de ambas as partes é imprescindível para se iniciar uma relação. Segundo Swan e Nolan (1985)24 e Batt e Parining (2002), a partir do momento em que a transação apresenta algum grau de risco e, ou, incerteza ao comprador, e este percebe que as informações sobre o parceiro ou sobre a relação são incompletas, a existência de algum grau de confiança passa a ser imprescindível, caso contrário; o comprador conclui que o risco pode ser demasiadamente grande, para que a transação ocorra. Assim, segundo Furlong (1986)25 e Lane (2000)26, citados por Batt e Parining (2002), a confiança fornece meios de lidar com o risco e a incerteza nas relações comerciais de troca, permitindo que as transações ocorram sem a rigidez e os custos da organização hierárquica, ao mesmo tempo que minimiza o risco do comportamento oportunista.
Apesar de a variável confiança merecer destaque em diversos trabalhos analisados, conforme mostrado no Quadro 3.1, a definição amplamente utilizada nos trabalhos foi elaborada por Anderson e Narus (1990). Segundo esses autores, confiança pode ser definido para uma empresa como a convicção de que a outra companhia executará ações que terão resultados positivos para ambas as partes e não se ocuparão de comportamentos inesperados com resultados negativos. Outras definições podem ser observadas em Dwyer e Oh (1987:349), em que confiança é “a expectativa por uma das
24 SWAN, J.E.; NOLAN, J.J. Gaining customer trust: a conceptual guide for the salesperson”, Journal of Personal Selling and Sales Management, v. 9, nov., p. 39-48, 1985.
25 FURLONG, D. The conceptualisation of trust in economic thought. Sussex, UK: Institute of
Development Studies, 1996. (IDS Working Paper No. 35).
26 LANE, C. Introduction: theories and issues in the study of trust. In: LANE, C.; BACHMANN, R. (Ed). Trust Within and Between Organisations. Oxford: Oxford University Press, 2000, p.1-30.
partes, que deseja a coordenação, que a outra irá cumprir as obrigações e aumentará sua importância/influência no relacionamento”. Similarmente, Moorman et al.(1993:82) definiram a confiança como “a disposição de contar com um parceiro de trocas em quem possa confiar”.
De maneira geral, conforme argumentaram Crotts e Turner (1999) e MacDonald e Smith (2004), a maioria das definições de confiança envolve a convicção de que o sócio na relação agirá no melhor do interesse do outro sócio. Previsibilidade, vulnerabilidade de uma das partes frente à outra, incerteza surgida pela falta de controle sobre a outra parte, integridade, honestidade e benevolência também são aspectos comuns nas definições de confiança. Segundo Morgan e Hunt (1994), existe confiança quando uma das partes acredita na integridade e segurança da outra parte.
Ganesan (1994) identificou dois componentes da confiança. O primeiro, e que se apóia na definição de Anderson e Narus (1990), identifica a confiança a partir da credibilidade - quando o comprador acredita que o fornecedor possui a capacidade necessária para executar as atividades de forma eficaz e com confiança. O segundo componente da confiança, que se apóia na definição de Morgan e Hunt (1994), seria a benevolência - o fato de o comprador acreditar que seu parceiro tem intenções e interesse genuíno no seu bem-estar. Já Walter et al. (2003) acrescentaram um terceiro componente essencial, a honestidade - o comprador precisa acreditar que a relação com o parceiro será crível.
A confiança ajuda a determinar uma variedade de indicadores de desempenho, incluindo a extensão da troca de informação, a resolução de problemas comuns, a satisfação com os resultados das atividades, e maior motivação para a tomada de decisões; ao mesmo tempo que reduz a percepção de risco associado ao comportamento oportunista, aumenta a confiança de que problemas de curto prazo serão resolvidos a tempo e reduz os custos de transação (GANESAN, 1994; ACHROL, 199727, citado por BENNETT e GABRIEL, 2001). A confiança dentro dos relacionamentos é importante para que todas as empresas operem segundo objetivos mútuos.
Quando o uso de contratos escritos dentro do relacionamento for interpretado somente como uma ferramenta de legalização, o mesmo passa a ser usado
como garantia da falta de confiança entre os atores. Porém, autores como Roxenhall e Ghauri (2004) apresentaram uma visão contrária, em que os contratos são usados como uma primeira ferramenta de uma comunicação, possuem a função de comunicar as exigências da produção (que, quando, onde e como) e o que fazer quando os eventos inesperados ocorrerem.
Anderson e Narus (1990), Doney e Cannon (1997) e Hsiao et al. (2002) apontaram a necessidade de se diferenciar a confiança em um indivíduo e a confiança em uma organização. Hsiao et al. (2002) procuraram identificar e diferenciar o que eles denominaram de confiança pessoal (personal trust) e confiança organizacional (organizational trust).28 Segundo esses autores, “as empresas ocidentais primeiramente checam o histórico de crédito do cliente antes de realizarem negócios. Se o comprador possui boa reputação em seu histórico de transações com outras firmas, confiança e credibilidade são facilmente construídas” (HSIAO et al., 2002:6).29
Para explicar a confiança pessoal, Mavondo e Rodrigo (2001) identificaram que os negócios realizados na China são baseados na confiança pessoal, sem a necessidade de se definirem formalmente regras e obrigações. Segundo Kiong e Kee (1998) e Hsiao et al. (2002), atos formais seriam apenas uma forma de sustentar compromissos legais, e o uso de contratos não escritos caracterizaria a confiança mútua entre os elos da cadeia.
Segundo Heide (1994), a confiança organizacional serviria como um mecanismo de governança que reduz o oportunismo das transações comerciais, caracterizadas pela incerteza e dependência. A confiança pode ser conseguida por meio das características da empresa e ser desenvolvida por meio de interações pessoais com os funcionários e com a instituição.
Segundo Macneil (1978)30, citado por Coote et al.. (2003), a confiança é uma das normas sociais fundamentais, descritas na literatura de relações comerciais. Ainda, segundo esses autores, os relacionamentos no marketing industrial envolvem
27 ACHROL, R. S. Changes in the theory of interorganisational relations in marketing: toward a network
paradigm. Journal of the Academy of Marketing Science, v. 25, n. 1, p. 56-71, 1997.
28
Apesar de os autores estarem analisando o relacionamento colaborativo em países da Ásia, a questão apresentada pelos autores merece maior discussão nos mercados ocidentais.
29 “Western business companies usually check their first-time customer’s credit history before business
transactions and credit position. If a supplier has a good reputation in his history of dealing with other firms, trust and credibility are easily built consequently” (HSIAO et al., 2002:6).
horizontes de longo prazo, investimentos em recursos especializados, sobreposição de papéis e responsabilidades. Assim, de acordo com Morgan e Hunt (1994), os participantes da relação comercial procurarão somente sócios confiáveis, porque o compromisso envolve questões de vulnerabilidade, o que demonstraria uma ligação estreita entre confiança e compromisso.
A escala da confiança utilizada neste trabalho segue a adotada por Fontenot e Wilson (1997) e Coote et al. (2003), que procuraram medir a confiança que um participante da relação tem na honestidade, na integridade e na confiabilidade de seu sócio.