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Em relação ao tratamento de esgotos em ETEs com reatores UASB, este trabalho pôde mostrar algumas deficiências tanto na operação quanto na manutenção destes equipamentos.

Observou-se que mais de 95% das amostras estudadas encontravam-se fora dos padrões de lançamento de efluentes exigidos pela legislação vigente. Este é um número bastante elevado, o que evidencia que a qualidade ambiental dos corpos receptores destes efluentes está sendo comprometida.

Também pode-se destacar que algumas das estações analisadas não conseguiram apresentar nenhuma amostra dentro dos padrões, eventualmente até apresentando dados de saída para parâmetros como DQO maior que os de entrada, evidenciando que o tratamento não estaria sendo feito de forma adequada.

Observou-se que as estações projetadas para atender populações pequenas e flutuantes (Centro de Eventos, Castelão e TCM) apresentaram maior eficiência do que as estações construídas para atender populações de bairros e conjunto habitacionais, onde a contribuição de esgotos é praticamente constante ao longo do tempo. A grande maioria destas estações apresentaram dados insatisfatórios, podendo levantar o questionamento se esta tecnologia de tratamento é suficientemente adequada para este fim.

Infelizmente, não pôde ser feito um trabalho mais aprofundado em relação a eficiência do sistema já que a Cagece não dispunha de dados de entrada além do parâmetro DQO. Outro limitante foi a ausência de valores de vazão, o que impossibilitou uma análise comparativa com o projeto inicial da estação e traçar um paralelo com problemas de tratamento decorrentes da vazão.

Após a apresentação dos dados citados, espera-se que os mesmos possam ser úteis para os gestores como auxílio na tomada de decisões e para quem quer que esteja interessado em realizar um trabalho similar. Um estudo com a análise das outras ETEs com diferentes tecnologias de tratamento também pode ser feito.

Por fim, segue as principais recomendações:

 Aumentar a frequência dos testes de qualidade nas estações menos eficientes até que a situação se normalize;

 Realizar testes para os principais parâmetros (SST, pH, E. coli) na entrada do efluente na estação, mesmo que em menor frequência;

 Criar uma equipe técnica para analisar e propor soluções caso a caso para cada estação com problemas crônicos no tratamento;

 Instalação de medidores de vazão em todas ETEs e realizar cursos de reciclagem nos operadores;

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APÊNDICE A – REGISTRO FOTOGRÁFICO DA ESTAÇÃO CENTRO DE EVENTOS

Figura A-1: Vista geral do tratamento preliminar da estação.

Figura A-2: Saída para descarte do lodo.

Figura A-3: Vista geral da estação.

APÊNDICE B – REGISTRO FOTOGRÁFICO DA ESTAÇÃO PINDORAMA

Figura B-1: Vista geral da estação.

Figura B-3: Vista do descarte de lodo, com sinais de vandalismo.