3.3 Kompetanseutnyttelse
3.3.5 Kultur- og holdningsendring
Título: External Auditors, Audit Committees and Earnings Management in France Objetivo: investigar o efeito de várias dimensões de qualidade de auditoria sobre a MIC, na França.
Considerações: o ambiente do Continente Europeu de auditoria e de governança difere muito do modelo auto-regulável anglo-saxão (Common Law). Há uma grande proteção da independência do auditor na França (contratos de 6 anos obrigatórios, obrigação de joint- auditing) e, portanto, é baixo o risco de litígio.
Hipótese: empresas auditadas por Big 5 exibem, em geral, menos MIC e; Empresas auditadas por Big 5 não diferem das demais com relação ao conservadorismo ao reportarem seus ganhos.
Metodologia: o valor da variável dependente DAC foi estimado por meio da seção transversal do modelo Jones (1991) e por meio do modelo de fluxo de caixa operacional (CFO) de Jeter e Shivakumar (1999).
Uma estatística descritiva com teste ANOVA (estatística t) é apresentada com o valor médio e mediano do total das DAC e o valor absoluto das DAC, com 225 observações, medidas pelo modelo Jones (1991) e modelo de CFO.
Uma matriz de correlação (Sperman) é apresentada com os dois modelos de estimação das DAC e outras variáveis, entre as quais Big 5/não-Big 5 (dummy) e CFO, definido pelos autores como o quociente entre o valor líquido das entradas antes da amortização (subtraído o valor total das acumulações) e a variação dos ativos totais.
Para testar a hipótese de interesse, um teste univariado é apresentado com as características externas da auditoria sobre as DAC (signed value DAC+ e DAC-) e as DAC em valores absolutos.
Um teste multivariado (time-series adjusted regressions) para o total da amostra
(1999-2001) é feito com os dois modelos (Jones e CFO) tanto para o signed value quanto para o valor absoluto das DAC sobre Big 5 (variável dummy) e outras variáveis de controle.
Resultado: a Tabela descritiva com o valor total das DAC e o valor absoluto das DAC mostra uma correlação positiva e significativa quando medida pelo modelo CFO (0,019; f-test
= 2,631; p < 0,001), e não estatisticamente diferente de zero quando medida pelo modelo Jones (1991) (0,004; f-test = 0,0642).
A matriz apresenta correlação negativa entre a DAC derivada do modelo Jones (1991) e a variável CFO (- 0,613; p < 0,0001), e (- 0,104; p = 0,096) para a DAC derivada do modelo CFO.
No teste univariado (n = 205 para Big 5 e n = 41 para não-Big 5), para o sinal das DAC, modelo Jones (1991), os valores são 0,002 e 0,021. No modelo CFO, 0,017 e 0,023, em ambos os casos é insignificante o resultado do teste.
Para o valor absoluto das DAC, no modelo Jones (1991) os valores são 0,077 e 0,088. No modelo CFO o valor absoluto das DAC são 0,055 e 0,055, também não significativos.
O teste multivariado do sinal das DAC, signed value, tem como resultado (- 0,023; p = - 1,11) e (- 0,007; p = - 0,47) para os modelos Jones (1991) e CFO respectivamente. Para o valor absoluto das DAC (- 0,005; p = - 0,37) e (0,006; p = 0,57) para os modelos Jones (1991) e CFO respectivamente.
Conclusão: a estatística descritiva mostra que há mais DAC+ do que DAC-. O modelo CFO tem valor diferente do modelo Jones indicando que as especificações dos modelos afetam o valor estimado das DAC.
A matriz de correlação mostra que as DAC estão fortemente correlacionadas com o modelo Jones de estimação, enquanto o mesmo não ocorre com o modelo CFO (o resultado não é estatisticamente diferente de zero).
O teste univariado mostra que, na média, valores para auditorias Big 5 são menores, exceto para o valor absoluto das DAC apurado pelo modelo CFO, quando os valores são idênticos.
No resultado do sinal das DAC, o teste mostra que em ambos os caso as diferenças não são significantes e, portanto confirma a hipótese de que empresas auditadas por Big 5 não diferem das demais com relação ao conservadorismo ao reportarem seus ganhos.
O teste multivariado confirma que auditorias Big 5 não mitigam a MIC na França.
Título: Choice of Auditors and Earnings Management During Asian Financial Crisis Objetivo: Examinar o papel das empresas de auditoria na mitigação da MIC em empresas de capital aberto de prestação de serviço durante a crise da Ásia.
Considerações: os gestores tendem a manipular a informação contábil em momento de crise financeira (Big-bath). O estudo se passa em Cingapura, cujo ambiente legal e institucional se aproxima mais do ambiente anglo-saxão. A crise financeira na Ásia ocorreu em 1997.
Hipóteses: (1) empresas de serviço aderem a income-decreasing (DAC-) durante crise financeira (Ásia); (2) empresas de serviço de capital aberto auditadas por Big 6 aderem a um maior nível de DAC- quando comparadas a empresas auditadas por não-Big 6.
Metodologia: a estimação da DAC se dá por uma metodologia denominada ITSUR - Interactive Seemingly Unrelated Regression, que não separa os valores das acumulações discricionárias (m-Ashbaugh et al., 2003) onde DAC é igual aos accruals totais em no momento “t” (TACit ) menos os accruals totais no momento “t-1” (TACit - 1).
A amostra consiste de 383 empresas/ano, com 125 empresas de serviço entre os anos de 1995 e 1998.
Uma regressão das acumulações discricionárias totais (ITSUR) com 383 observações testa o nível das acumulações antes do evento (1997).
Uma regressão da DAC sobre o evento e variáveis de controle com amostras de empresas auditadas por Big 6 (n = 318) e não-Big 6 (n = 65) procura responder a segunda hipótese, ou seja, verificar se empresas de serviço de capital aberto auditadas por Big 6 aderem à um maior nível de DAC- quando comparadas a empresas auditadas por não-Big 6.
Resultado: o resultado da primeira regressão das acumulações discricionárias totais (ITSUR) mostra uma correlação negativa e significativa das DAC antes do evento (- 0,0004: p = 0,0045).
A segunda regressão de DAC sobre o evento com amostras Big 6/não-Big 6 mostra correlação negativa e significativa para Big 6 (- 0,0004; p = 0,0023) e positiva não- significativa para aquelas auditadas por não-Big 6 (0,0076; p = 0,3226).
Conclusão: a primeira regressão confirma a primeira hipótese, ou seja, que empresas de serviço aderem a DAC- durante crise financeira.
O resultado da segunda regressão mostra que auditorias Big 6 mitigam mais a MIC quando comparadas a auditorias não-Big 6 em empresas de serviço de Cingapura, durante a crise asiática de 1997.
3.3.14 Ballantine et al. (2008)
Título: Public and Private Sector Auditors and Accruals Quality in English NHS Hospital Trusts
Objetivo: examinar a atuação de diferentes instâncias de auditorias (comitê interno de auditoria, Big 3 e não-Big 3) na MIC com o objetivo de atingir objetivo na NHS Trust .
Considerações: O NHS Trust aplica os preceitos estabelecidos pela GAAP, mas possui regras próprias que considera as diferenças entre empresa privadas e públicas, assim como contas mais sujeitas a MIC. O comitê interno de auditoria segue regras mais rígidas do que a GAAP, estabelecidas no seu processo de revisão de qualidade.
Pergunta de pesquisa: há diferença no nível da DAC associado com diferentes portes de auditorias?
Metodologia: o valor da variável dependente MIC foi estimado por meio de duas medidas: da adaptação do método convencional de working capital accruals aplicados na pesquisa do setor privado de gerenciamento de resultado (Jones, 1991) feita por Dechow e Dichev (2002). Além dessa, o NHS Trust possui um procedimento contábil específico para a variação nas DAC do capital circulante líquido de longo prazo (denominada WC2), sendo o capital circulante líquido de longo prazo definido como ativo circulante menos passivo circulante, menos depreciação e perda por irrecuperabilidade do valor contábil dos ativos fixos. Essa métrica inclui o saldo de disponibilidades.
A amostra consistiu de 604 observações (trusties) entre os anos de 1998 a 2005. Foi feita uma regressão (OLS regression) do valor absoluto de DAC sobre porte do auditoria (variável dummy) e variáveis de controle.
Resultado: o modelo mostra uma correlação negativa não-significativa para auditorias Big 3 e não-Big 3 (second-tiers), - 0,002 (t = 0,45) e - 0,010 (t = 1,70) respectivamente.
Conclusão: não há diferença significativa entre auditorias Big 3 e não-Big 3 na mitigação da DAC.
O modelo alternativo para proxi de MIC (DeltaWC2) confirma o modelo tradicional e apresenta coeficiente maior do que no modelo Jones (1991).
Os autores encontram evidência do uso de DAC para minimizar saídas do ponto de equilíbrio financeiro desejado e isso é mais forte quando medido utilizando-se a medida específica para AC anormais.