5. KRAVET TIL EVIDENS I FORSKNING OG PRAKSIS. BETYDNINGEN AV
5.1 E VIDENSDEBATTEN
5.1.1 Krav til forskning og status som evidensstøttet behandling
O papel desempenhado pela energia no desenvolvimento das nações mostra a importância atribuída a este fator ao longo da história, pois é com a busca e conhecimento de novas formas de energia, e de sua melhor eficiência, que as grandes potências aumentaram substancialmente sua capacidade de crescimento e sua riqueza.
A industrialização é um dos processos pelos quais se pode entender a preponderância assumida pela energia na arrancada dos países rumo ao desenvolvimento e no estabelecimento de novos padrões de produção e consumo dentro do modelo capitalista. Até então, a produção de energia passara por várias transições13 que estavam ligadas aos modos de produção dos sistemas que antecederam ao capitalista, nas chamadas sociedades pré-industriais. A gênese de uma indústria moderna no século XVI parte da organização do trabalho sob a forma de manufatura, muito embora o principal instrumento de desenvolvimento de atividades ainda fosse a ferramenta. Mas, já neste momento que antecede à Revolução Industrial, a manufatura distingue-se do artesanato, em função de os interesses envolvidos na produção de mercadorias passarem a determinar a divisão do trabalho em que os diferentes ofícios passam a servir a estes interesses. Neste período, ocorre uma serie de avanços técnicos que irão dar suporte à Revolução Industrial que irromperia no final do século XVIII. Marx (1999) afirma que é no estágio manufatureiro da produção de mercadorias que se criam as condições materiais que possibilitariam a existência de maquinarias provenientes da combinação de diferentes instrumentos.
No entanto, a Europa, que assume a dianteira neste processo, dispunha de formas rudimentares para produção de energia, como a lenha e a tração animal, além do próprio corpo humano (BÔA NOVA, 1985). Este quadro é gradativamente alterado com o eclodir da industrialização, já que esta desencadearia grande demanda de energia para dar suporte às máquinas introduzidas na produção, onde a força do homem e mesmo o animal já não eram suficientes para operar equipamentos cada vez maiores. A resposta para isto veio com a criação da máquina à vapor (energia térmica transformada em trabalho mecânico), que podia ser alimentada com lenha. Outra forma mais vantajosa, o carvão mineral, passou também a ser utilizada na indústria, assumindo papel importante na produtividade e permitindo um avanço da economia capitalista da época. A grande demanda deste elemento aumenta substancialmente a produção, proporcionando expansão também da máquina à vapor, que passa tanto pela mineração (para extração do próprio carvão) quanto pela indústria de
13 Bôa Nova classifica os seguintes avanços energéticos do homem, de acordo com autores como Puiseux
(1977); Leroi-Gourhan (1962); Le Goff (1964) e Gille (1962):
Modo de produção primitivo – o controle sobre o uso do fogo pode ser considerado uma das maiores conquistas energéticas do homem.
Modo de produção escravista – primeiros indícios de uso de forças inorgânicas para produção de trabalho mecânico, como a energia eólica e hidráulica.
Modo de produção feudal – algumas novas invenções com objetivo de aumentar o rendimento do trabalho mecânico, expansão dos moinhos de água. Já na transição para a Idade Moderna, ocorrem avanços na navegação, como modificações nas velas para melhor captação de energia eólica. Também neste período, é inventada a pólvora e as armas de fogo.
transformação e também pelos meios de transporte. Torna-se o carvão mineral junto com a máquina à vapor um dos maiores símbolos da Revolução Industrial.
Neste panorama, já se destacariam na economia mundial os países industrializados que mostravam domínio tecnológico em relação aos demais e um grande poder de pressão que obriga as áreas não-industrializadas a se especializarem na produção de matérias-primas para dar suporte a seu crescimento.
Mesmo com o patamar de eficiência alcançado pelo carvão mineral não cessaram as pesquisas sobre outras formas de gerar energia. Então, em 1820, com a descoberta do eletromagnetismo, ocorreria outro salto na questão energética, sobretudo, com a descoberta da indução eletromagnética, que é a geração de uma corrente elétrica num fio metálico enrolado em forma de bobina (BÔA NOVA, 1985). Neste sentido, as águas passam a ganhar alguma relevância, pois um gerador de eletricidade poderia ser também movimentado a partir de energia hidráulica presente em uma queda d‟água, por exemplo. E, em forma de eletricidade, tal energia poderia ser transportada, ampliando suas possibilidades de aproveitamento. A indústria é mais uma vez a maior beneficiada por este avanço, já que se torna a maior usuária de energia elétrica, com o carvão mineral passado para segundo plano. Desta forma, expande- se o conjunto de opções para atividades industriais, com impactos também no setor de serviços.
No entanto, a eletricidade só veio a se tornar utilizada comercialmente de forma efetiva por volta das últimas décadas do século XIX, já que apareceria outro fator altamente determinante nos rumos do desenvolvimento das nações. Tratava-se do petróleo, elemento do qual alguns países, especialmente os Estados Unidos, tirariam grande proveito econômico- financeiro de sua produção.
Com o crescimento do parque industrial e a expansão de ferrovias, os Estados Unidos da América (EUA) sentiu a necessidade de procurar formas mais viáveis e baratas de movimentar o avanço industrial e urbanístico pelo qual passava. É assim, em 1859, que as primeiras perfurações em busca de petróleo passaram a obter êxito. Antes usado como medicamento, começa neste tempo a ser utilizado também para a iluminação e como lubrificante, tendo seu rendimento ampliado por meio do processo de refinação. Em curto espaço de tempo, os diversos derivados do petróleo assumiram posição de destaque na economia, sendo largamente explorado em solo americano, o que viria a impactar nos preços do petróleo.
Dentro deste promissor mercado, destacaram-se alguns empreendedores nos EUA, que largavam com vantagem em relação aos demais em virtude de apostarem não somente na
extração do petróleo, mas em todos os processos posteriores, inclusive o transporte, inaugurando a verticalização no negócio petrolífero americano e, mais tarde, abrangendo outras partes do mundo. Em virtude das grandes possibilidades do petróleo e a busca por inovações tecnológicas, os EUA alcançaram um patamar econômico de destaque e que passou também a ser referência cultural, com grande assimilação em outras partes do mundo de seu modo de vida, e cujos padrões elevariam os níveis mundiais de produção e consumo de energia.
Desta forma, o mercado do petróleo faz nascerem grandes empresas que determinaram os rumos deste mercado e vê, no decorrer dos anos, os EUA se tornarem de exportadores a importadores de petróleo. Durante muito tempo, as regras deste jogo eram impostas pelo cartel do petróleo (criado nos anos 20), o que padronizou os preços do produto, existindo uma repartição de mercado entre as grandes empresas que compunham o cartel. Oposições baseadas na nacionalização dos bens de alguns países (como o México e o Irã, por exemplo) surgiram e foram fortemente boicotadas pelo cartel e por pressões políticas de Washington e Londres, que não só bloquearam as exportações de petróleo partindo das estatais, como também as importações de bens e equipamentos foram impedidos de chegar a estes países.
Neste panorama de concorrência quase inexistente diante das regras ditadas pelo cartel, surge, sob comando da Venezuela, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que passa a esboçar uma reação que eclode em outubro de 1973, quando a OPEP resolve que, a partir daquele momento, quem irá estabelecer os preços do petróleo serão os países exportadores e não mais as companhias.
O primeiro ato da OPEP neste novo contexto que se configurava foi justamente estabelecer uma alta de 70% no preço do petróleo, com posterior reajuste de 130%. Além disso, as exportações de petróleo árabe sofreram embargo, por razões políticas (BÔA NOVA, 1985). Tais acontecimentos acabaram por desencadear o que foi conhecido como a crise do petróleo, cujo impacto da alta de preços sobre economias nacionais importadoras do produto obrigaram-nas a uma série de medidas, já que o processo de desenvolvimento de muitas nações estava calcado no petróleo naquele momento. Que deveria ser, de preferência, barato. Como já não era, daquele momento em diante, os países importadores passaram a considerar a busca por outras alternativas.