6.2.3.3 6.2.3.3
6.2.3.3 Diferenças de percepções em função das características da amostraDiferenças de percepções em função das características da amostraDiferenças de percepções em função das características da amostraDiferenças de percepções em função das características da amostra
A fim de proceder à escolha do teste estatístico adequado para investigar as possíveis diferenças, procedeu-se em primeiro lugar à exploração da normalidade da distribuição de resultados em cada uma das escalas. Para a escala de adequabilidade do modelo em uso, não se verificou a existência de uma distribuição normal de resultados, com o teste de Kolmogorov-Smirnov a revelar-se estatisticamente significativo (K.S.= 0.169, g.l.=78, p<.05). Diante deste resultado, recorreu-se à estatística não paramétrica para testar a existência de diferenças em termos de percepção de adequabilidade do modelo.
Para testar a relação entre o tempo de serviço público e o nível de percepção de adequabilidade do modelo de demonstrativo contábil em uso, recorreu-se ao teste não paramétrico
de Kruskal-Wallis (χ²). Os resultados deste teste são apresentados no Quadro 14.
Quadro 14 – Percepções de adequabilidade do modelo em uso em função do tempo de serviço público
Tempo de serviço público Tempo de serviço público Tempo de serviço público
Tempo de serviço público MédiaMédiaMédiaMédia NNNN Desvio----padrãoDesvioDesvioDesviopadrãopadrãopadrão χχχχ² (g.l.)² (g.l.)² (g.l.)² (g.l.) Menos de 10 anos 12.64 11 1.91 0.295 (3) Entre 10 e 15 anos 12.57 21 1.94 Entre 16 e 25 anos 12.59 41 2.57 Mais de 26 anos 13.20 5 1.10 Total 12.63 78 2.23
Não se verificou a existência de diferenças estatisticamente significativas (χ²=0.295, g.l.=3,
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tempo de serviço, apresentam valores elevados na escala de adequabilidade, considerando assim pouco adequado o modelo em uso.
Para testar a existência de diferenças entre os níveis de tempo de serviço junto ao setor de subsistência e a percepção de adequabilidade do modelo em uso, recorreu-se novamente ao teste não paramétrico de Kruskal-Wallis (χ²). Os resultados deste teste são apresentados no Quadro 15.
Quadro 15 – Percepções de adequabilidade do modelo em uso em função do tempo de serviço junto ao setor de subsistência
Tempo de serviço no setor Tempo de serviço no setor Tempo de serviço no setor
Tempo de serviço no setor MédiaMédiaMédiaMédia NNNN Desvio----padrãoDesvioDesvioDesviopadrãopadrãopadrão χχχχ²²²² (g.l.)(g.l.)(g.l.) (g.l.) Nunca trabalhei no setor, mas tenho experiência administrativa em
atividades de intendência 12.92 13 1.66
8.46 (4)
Menos de 1 ano 11.27 11 2.24
Mais de 1 e menos de 3 anos 13.37 27 1.98 Mais de 3 e menos de 5 anos 12.60 15 2.26
Mais de 5 anos 11.92 12 2.75
Total 12.63 78 2.22
Não se verificou a existência de diferenças estatisticamente significativas, quanto à percepção de adequabilidade do modelo em uso, entre os diversos graus de tempo de serviço junto ao setor de subsistência (χ²=8.46, g.l.=4, p>.05). Todos os grupos apresentam valores elevados na escala de adequabilidade, considerando assim pouco adequado o modelo em uso.
Para testar a existência de diferenças entre a realização de cursos extras de contabilidade e a percepção de adequabilidade do modelo em uso, recorreu-se ao teste não paramétrico de Mann- Whitney (U), cujos resultados se apresentam no Quadro 16.
Quadro 16 – Percepções de adequabilidade do modelo em uso em função da realização de cursos extras de contabilidade
Cursos extra Cursos extraCursos extra
Cursos extra MédiaMédia MédiaMédia NN NN Desvio----padrãoDesvioDesvioDesviopadrãopadrãopadrão UUUU
Não 12.17 41 2.43
600.5
Sim 13.14 37 1.89
Total 12.63 78 2.23
Não se verificou a existência de diferenças estatisticamente significativas (U=600.5, p>.05), quanto à percepção de adequabilidade do modelo em uso, entre os inquiridos que realizaram cursos extras de contabilidade (média=13.14) e os que não o fizeram (média=12.17). Ambos os grupos de inquiridos apresentam valores elevados na escala de adequabilidade, considerando pouco adequado o modelo em uso.
83 Para a escala de aplicabilidade do modelo proposto, comprovou-se a existência de uma distribuição normal de resultados, com o teste de Kolmogorov-Smirnov a não se mostrar estatisticamente significativo (K.S.= 0.0.76, g.l.=78, p>.05). Face a este resultado recorreu-se à estatística paramétrica para testar a existência de diferenças em termos de percepção de aplicabilidade do novo modelo entre as diversas categorias de tempo de serviço público, a realização de cursos extras de contabilidade e o tempo de serviço junto ao setor de subsistência.
Para testar a existência de diferenças entre os níveis de tempo de serviço público e a percepção de aplicabilidade do novo modelo proposto, recorreu-se a uma análise de variância
univariada (ANOVA
one-way
). Os resultados deste teste são apresentados no Quadro 17.Quadro 17 – Percepções de aplicabilidade da DRE em função do tempo de serviço público
Tempo de serviço público Tempo de serviço públicoTempo de serviço público
Tempo de serviço público MédiaMédiaMédiaMédia NNNN Desvio----padrãoDesvioDesvioDesviopadrãopadrão padrão F (g.l.)F (g.l.) F (g.l.)F (g.l.) Menos de 10 anos 26.45 11 1.42 0.233 (3,74) Entre 10 e 15 anos 27.67 21 0.86 Entre 16 e 25 anos 27.41 41 0.74 Mais de 26 anos 26.60 5 1.03 Total 27.29 78 0.49
Não se verificou a existência de diferenças estatisticamente significativas, entre os diversos níveis de tempo de serviço público, quanto às percepções de aplicabilidade do novo modelo (F=0.233; g.l.=3, 74; p>.05). Todos os grupos, com menor ou maior tempo de serviço, apresentam valores elevados na escala de aplicabilidade, considerando assim bastante aplicável o modelo proposto.
Para testar a existência de diferenças entre os inquiridos que realizaram cursos extras de contabilidade e a percepção de aplicabilidade do modelo proposto, recorreu-se ao teste t para amostras independentes, cujos resultados se apresentam no Quadro 18.
Quadro 18 – Percepções de aplicabilidade da DRE em função da realização de cursos extras de contabilidade
Cursos extra Cursos extraCursos extra
Cursos extrassss MédiaMédiaMédiaMédia NNNN Desvio----padrãoDesvioDesvioDesviopadrãopadrão padrão t (g.l.)t (g.l.) t (g.l.)t (g.l.)
Não 26.56 41 3.69
-1.557 (76)
Sim 28.11 37 4.93
Total 27.29 78 4.36
Não se verificou a existência de diferenças estatisticamente significativas (t=-1.557, g.l.=76, p>.05), quanto à percepção de aplicabilidade do novo modelo proposto, entre os inquiridos que realizaram cursos extras de contabilidade (média=28.11) e os que não o fizeram (média=26.56).
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Ambos os grupos de inquiridos apresentam valores elevados na escala de aplicabilidade, considerando aplicável o modelo proposto.
Para testar a existência de diferenças entre os diversos níveis de tempo de serviço junto ao setor de subsistência e a percepção de aplicabilidade do novo modelo proposto, recorreu-se a uma
análise de variância univariada (ANOVA
one-way
). Os resultados deste teste são apresentados noQuadro 19.
Quadro 19 – Percepções de aplicabilidade da DRE em função do tempo de serviço junto ao setor de subsistência
Tempo de serviço no setor Tempo de serviço no setorTempo de serviço no setor
Tempo de serviço no setor MédiaMédiaMédiaMédia NNNN Desvio----padrãoDesvioDesvioDesviopadrãopadrãopadrão F (g.l.)F (g.l.) F (g.l.)F (g.l.) Nunca trabalhei no setor, mas tenho
experiência administrativa em atividades de intendência
28.31 13 3.3
0.973 (4,73)
Menos de 1 ano 27.27 11 5.29
Mais de 1 e menos de 3 anos 27.41 27 4.41 Mais de 3 e menos de 5 anos 27.93 15 3.94
Mais de 5 anos 25.17 12 4.76
Total 27.29 78 4.36
Não se verificou a existência de diferenças estatisticamente significativas entre os diversos níveis de tempo de serviço junto ao setor de subsistência quanto às percepções de aplicabilidade do novo modelo (F=0.233; g.l.=3, 74; p>.05). Todos os grupos, com menor ou maior tempo de serviço no setor, apresentam valores elevados na escala de aplicabilidade, considerando assim bastante aplicável o modelo proposto (Quadro 16).