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Krav om minimalitet og beskyttelse av identitet

In document PERSONVERN OG TRANSPORTSIKKERHET (sider 46-51)

8 Interessen i å bestemme over opplysninger om egen person

8.2 Krav om minimalitet og beskyttelse av identitet

Perante a questão relacionada com o grau de importância atribuída ao domínio da abordagem à escrita, face aos outros domínios estabelecidos pelas Orientações Curriculares, as inquiridas tinham a possibilidade de optar por uma de três possibilidades: «mais importante», «igualmente importante» e «menos importante» (Gráfico 4).

Gráfico 4

Grau de importância atribuído ao domínio da abordagem à escrita

N = 28

Pela interpretação do Gráfico 4, constata-se que 27 das educadoras (96,4%) referem que lhe atribuem igual importância, o que vai ao encontro do estipulado pelo Ministério da Educação (1997, p. 14), quando advoga «a construção articulada do saber – o que implica que as diferentes áreas a contemplar não deverão ser vistas como

Mais importante Igualmente importante 0 5 10 15 20 25 30 Frequ ência 1 27

142 compartimentos estanques, mas abordadas de uma forma globalizante e integrada», o que, aliás, está de acordo com o pressuposto do desenvolvimento global e integral da criança.

Se atendermos a que no ponto anterior, (Desenvolvimento da abordagem à escrita na prática educativa), em 21,05% das respostas, as educadoras afirmam que desenvolvem a abordagem à escrita como «preparação das crianças para o 1.º Ciclo» e que isso tem em vista o «reconhecimento, pelos colegas do 1.º Ciclo, do trabalho desenvolvido» (1,32% das escolhas), duas questões se nos levantam:

- A que nível de igualdade se referem, no que à importância atribuída ao domínio da abordagem à escrita diz respeito, face aos outros domínios desenvolvidos na sua prática educativa?

- Poderão as educadoras encarar a educação pré-escolar e, consequentemente, desenvolver a sua prática educativa, no sentido de uma mera preparação para o 1.º ciclo?

Apenas uma educadora (E21) afirma atribuir uma maior importância ao domínio da abordagem à escrita porque, segundo as suas palavras fá-lo

«(…) por gosto pessoal; por estar mais acessível à exploração (sempre presente no dia a dia) do que as outras áreas e domínios, pois exige até uma menor preparação a nível de junção de elementos para a sua abordagem; pela valorização dada pelas crianças».

A substância do testemunho desta educadora justifica uma análise mais aprofundada. De facto, quando refere que atribui uma maior importância ao domínio da abordagem à escrita, face aos outros domínios, «por estar mais acessível à exploração (sempre presente no dia a dia) do que as outras áreas e domínios», poderá estar a referir- se ao facto de que, muito antes de frequentar a escola, a criança pequena começa a ter

143 contacto com o código escrito na sua vida quotidiana, em diversos contextos, e através de diferentes formas (Ferreiro e Teberosky, 1999; Garton e Pratt, 1998; Matta, 2001; Niza e Martins, 1998; Riley, 2004) e ser essa uma base lógica de iniciação, ainda que informal, à abordagem da linguagem escrita.

No entanto, consideramos curioso o facto da inquirida referir que este domínio «exige até uma menor preparação a nível de junção de elementos para a sua abordagem». Desconhecendo a que elementos se refere, gostaríamos de salientar que, segundo o Ministério da Educação (1997, p. 18),

«as Orientações Curriculares acentuam a importância de uma pedagogia estruturada, o que implica uma organização intencional e sistemática do processo pedagógico, exigindo que o educador planeie o seu trabalho e avalie o processo e os seus efeitos no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças».

2.3.1. Justificações aduzidas

Embora a maioria das educadoras questionadas (27) tenha referido que atribui igual importância ao domínio da abordagem à escrita, face aos outros domínios e áreas de conteúdo, as justificações aduzidas para esse facto são múltiplas, como se depreende da leitura do Quadro 10.

A justificação que apresentam, em 37,04% das respostas, é a de que «todas as áreas e domínios são importantes no desenvolvimento global e equilibrado da criança». Que «todas as áreas são importantes», sem mais explicações, foi defendido em 25,93% dos casos, seguido de que «todas as áreas de conteúdo são importantes e estão interligadas» (22,22% das justificações apresentadas).

144

Quadro 10

Importância atribuída ao domínio da abordagem à escrita

Justificações aduzidas Frequência %

 Todas as áreas e domínios são importantes no desenvolvimento global e equilibrado da criança.

10 37,04

 Todas as áreas de conteúdo são importantes e estão interligadas. 6 22,22

 Todas as áreas são importantes. 7 25,93

 Acho esta área tão importante como as outras (…) embora eu nos 5 anos lhe dê bastante importância, uma vez que é o ano de transição para o 1.º Ciclo.

1 3,70

 Tento sempre registar frases ou ideias das crianças, que mais tarde lemos em grupo (…) sentem que foi dada importância ao que disseram.

1 3,70

 Todas as nossas vivências são ligadas à linguagem [e] por seu lado à escrita, tudo o que se diz é escrito.

1 3,70

 Hoje em dia é muito importante proporcionar às crianças o contacto com variados suportes escritos.

1 3,70

Total 27 100,00

N = 27

O testemunho destas respondentes vai ao encontro do que defende o Ministério da Educação (1997), quando salienta que o termo “área” equivale a uma chamada de atenção para diferentes aspectos a contemplar, que devem ser encarados de forma articulada, uma vez que a construção do saber se processa de forma estruturada e integrada.

Destacamos algumas das justificações apresentadas, tais como «tento sempre registar frases ou ideias das crianças, que mais tarde lemos em grupo (…) sentem que foi dada importância ao que disseram» (3,70% das justificações), «todas as nossas vivências são ligadas à linguagem [e] por seu lado à escrita, tudo o que se diz é escrito» (3,70%) ou ainda «hoje em dia é muito importante proporcionar às crianças o contacto com variados suportes escritos» (3,70% das opiniões emitidas). Parece-nos que, perante estas explicações, as educadoras estarão a tentar justificar o facto de desenvolverem a abordagem à escrita na sua prática educativa, explicitando, implicitamente, algumas das estratégias a que recorrem.

145 Consideramos curioso que outra das razões apresentadas foi «acho esta área tão importante como as outras (…) embora eu nos 5 anos lhe dê bastante importância, uma vez que é o ano de transição para o 1.º Ciclo» (3,70%). Será que, tal como anotámos anteriormente (Quadro 9), também esta educadora desenvolve a abordagem à escrita (com maior ênfase nos 5 anos) como preparação das crianças para a escolaridade obrigatória? Não deverá a abordagem à escrita ser desenvolvida de forma contínua e equilibrada no decorrer de toda a educação pré-escolar? Neste contexto, justifica-se lembrar que Alves Martins e Niza (1998, p. 49) salientam que «o interesse pela linguagem escrita varia em função da qualidade, da frequência e do valor das actividades de leitura e de escrita desenvolvidas pelos que convivem mais directamente com as crianças».

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