A dimensão da segurança abarca categorias positivas e negativas em relação às forças armadas e ao fornecimento de ajuda geopolítica a outros países e também uma categoria voltada a analisar o provimento de benefícios e pensões aos militares veteranos americanos. Forças Armadas
Analisando-se comparativamente as frequências dos partidos em relação à categoria “forças armadas” não é possível afirmar que eles apresentam comportamentos distintos. Pelo contrário, há muita semelhança. Em todas as seis eleições, democratas e republicanos defenderam posições conservadoras e liberais sobre as forças armadas e em todas elas as conservadoras superaram as liberais.
Gráfico 11 - Frequência de aparição das categorias positiva e negativa das Forças Armadas nos manifestos de democratas e republicanos (1992-2012).
Fonte: Elaborado pelo autor.
Apesar disso, há de se ponderar que os democratas deram mais ênfase nas posições liberais do que os republicanos em cinco das seis oportunidades. A única eleição em que os republicanos apresentaram mais posições do que os democratas em favor da redução de políticas e gastos com forças armadas foi a de 1992, a primeira após o fim da Guerra Fria, que era um momento em que se discutia a redução dos arsenais nucleares de Estados Unidos e Rússia. Por outro lado, os democratas também dedicaram mais ênfase do que os republicanos em posições relacionadas às forças armadas em quatro das seis eleições.
Os dois partidos apresentam também forte tendência de aumento de posições pró- forças armadas na eleição de 2004, seguida de um declínio na eleição de 2008. Esse forte aumento de 2004 deve-se à guerra empreendida naquele momento pelos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque. Já em 2012 os republicanos voltaram a reforçar suas posições na categoria positiva das forças armadas, enquanto os democratas apresentaram sua maior frequência na categoria negativa das forças armadas. Lembramos nesse ponto que a eleição de 2012 foi a mais polarizada entre as seis eleições estudadas.
A categoria negativa das forças armadas pode ser dividida em quatro eixos de menções: 1) redução de gastos com defesa e segurança; 2) redirecionamento de gastos; 3) redução de armamentos e 4) retirada de tropas de operações militares. No contexto do fim da Guerra Fria, os democratas defenderam redução de gastos com defesa e contingente militar nas eleições de 1992 e 1996 e, posteriormente em 2012, através da lei de controle do orçamento federal. Os republicanos, por sua vez, também defenderam redução de gastos com defesa em 1992, mas desde que essa redução fosse controlada. Na eleição de 1996 eles defenderam reduções nas despesas gerais e infraestrutura do Departamento de Defesa. Na eleição de 2004, os republicanos propuseram fechar bases no exterior que não seriam mais necessárias.
O redirecionamento de gastos com defesa, especialmente relacionado à Guerra Fria, foi mencionado pelas democratas em 1992, 1996 e 2012 e, pelos republicanos em 1992 e 2012. Enquanto os democratas propuseram converter instalações militares desnecessárias para atender comunidades locais e realocar cientistas e engenheiros de defesa para trabalhar em tecnologias civis críticas, os republicanos prometeram ajudar as comunidades afetadas pela indústria de defesa, investir em novos armamentos e reservar as tropas militares para operações verdadeiramente necessárias.
A redução de armas de destruição em massa foi defendida pelos democratas em 1996, 2000, 2004, 2008 e 2012 e pelos republicanos em 1992, 2000, 2004 e 2008. Em todos esses manifestos foi citada principalmente a redução do armamento nuclear. A partir de 2000, os partidos focaram também em armas químicas e biológicas. Democratas e republicanos prometeram renovar e fortalecer o Tratado de Não-Proliferação (DEMOCRATIC PARTY, 2000, 2008; 2012; REPUBLICAN PARTY, 1992). Os dois partidos também prometeram reduzir armas estratégicas em parceria com a Rússia (DEMOCRATIC PARTY, 2004; 2008; 2012; REPUBLICAN PARTY, 1992; 2000; 2004). Os republicanos em 2008 e os democratas em 2012 defenderam acabar com a produção de material físsil para armas nucleares. Especificamente, os democratas, em 1996 se opuseram a proposta republicana de renascimento do programa Star Wars, por representar um desperdício de dinheiro.
A respeito da retirada de tropas de operações militares, os republicanos destacaram, em 1992, que as tropas americanas estavam voltando das fronteiras da Guerra Fria. Na eleição de 1996 os republicanos criticaram Bill Clinton por conta da intervenção no Haiti, que teria custado recursos e vidas dos militares americanos em um interesse não vital. Já os democratas, afirmaram em 2012 que terminaram responsavelmente a guerra americana no Iraque e que estavam reunindo condições para retirar as tropas americanas do Afeganistão.
Por outro lado, logo na primeira eleição após o fim da Guerra Fria os partidos deixaram claro que a derrocada da União Soviética não significava o fim das ameaças aos Estados Unidos, que deveriam ter suas forças armadas reestruturadas para lidar com as ameaças de menor escala que permaneceram. Nesse sentido, perpassou por todas as eleições o entendimento de que as forças convencionais de defesa deveriam passar por um processo de modernização. Também esteve presente em todas as eleições a percepção de que os programas de Inteligência deveriam ser fortalecidos e reorganizados, o que ganhou ênfase especial após os eventos de 11 de setembro. Os partidos também concordaram quanto à necessidade de valorização das forças armadas, através de salários e apoio adeq uado, com assistência à educação, habitação e cuidados de saúde (DEMOCRATIC PARTY, 1996; 2000;
2004; REPUBLICAN PARTY, 2004; 2008; 2012). Ainda em relação ao fortalecimento das forças armadas os partidos manifestaram que decisões orçamentarias deveriam ser tomadas com vistas a manter a superioridade tecnológica e preservar a base industrial de defesa do país (DEMOCRATIC PARTY, 1992; 1996; REPUBLICAN PARTY, 1992; 1996; 2012).
Democratas e republicanos também se manifestaram no sentido de mobilizar recursos de defesa e inteligência para combater ameaças. Durante todo o período, destacam-se menções para lidar com o comércio internacional de drogas e reduzir a ameaça colocada pela disseminação de armas de destruição em massa através da eliminação de programas que visam construir armas nucleares, químicas e biológicas. Presente também desde a década de 1990, o terrorismo ganhou maior espaço nos manifestos partidários a partir das eleições de 2004, bem como propostas visando o desmantelamento de suas redes de financiamento. A partir de 2000 entrou na agenda dos partidos propostas visando melhorar a segurança da internet e investir em pesquisas para desenvolver tecnologias de ponta para proteger os Estados Unidos de cyber ataques e cyber terrorismo. No contexto da Guerra Global contra o Terror, a partir de 2004 os partidos voltaram sua atenção para a mobilização de forças contra a Al-Qaeda, a guerra no Afeganistão e a guerra no Iraque.
Ajuda Geopolítica
Caracterizamos como ajuda geopolítica a transferência ou apoio de recursos militares a países e regiões aliados dos Estados Unidos que enfrentam ameaças dentro e fora de suas fronteiras. Republicamos manifestaram posições nesse tema nas seis eleições presidenciais em estudo. Os democratas, por sua vez, só não se posicionaram sobre isso em 1992 e 2000. Desse modo, em quatro das seis eleições os republicanos superaram os democratas na frequência de posições pró-ajuda geopolítica.
A negação ou restrição de tal ajuda só ocorreu nas eleições de 1996, e exclusivamente pelo Partido Democrata. Nessa oportunidade, os democratas declararam a Colômbia inelegível para receber assistência americana uma vez que os colombianos não cooperavam com os esforços antinarcóticos dos Estados Unidos.
Gráfico 12 - Frequência de aparição das categorias positiva e negativa da Ajuda geopolítica nos manifestos de democratas e republicanos (1992-2012).
Fonte: Elaborado pelo autor.
Todavia, a Colômbia veio a aparecer posteriormente como beneficiária de ajuda geopolítica nos manifestos do Partido Republicano. Em 2000, os republicanos destacaram a aprovação da lei de eliminação de drogas no hemisfério ocidental e a liderança do Congresso na ajuda à Colômbia contra os narcoinsurgentes. Em 2004, reafirmaram esse apoio, como também a cooperação para a erradicação das culturas de coca e da papoula, a interdição de drogas ilícitas e a extradição de criminosos.
Além da Colômbia, os republicanos se posicionaram em prol de ajuda geopolítica a outras regiões do continente. Em 1996, eles manifestaram o desejo de ajudar as nações latino- americanas a substituir seu equipamento militar obsoleto, elevar a competência profissiona l de suas forças armadas e cooperar plenamente com os Estados Unidos no treinamento e realizar exercícios militares conjuntos. Em 2004, afirmaram o desejo de continuar a apoiar as nações da América do Sul com forte assistência de segurança. Especificamente, destacaram a estratégia do governo de George W. Bush para ajudar as nações andinas a ajustar suas economias, impor suas leis, derrotar organizações terroristas e cortar o suprimento de drogas ilegais.
Países africanos também apareceram como beneficiários dos recursos de ajuda geopolítica dos Estados Unidos. Em 1992, os republicanos manifestaram continuar apoiando o Egito e outros estados pró-ocidentais na região contra a subversão e a agressão. Na eleição de 2004, os republicanos afirmaram que os EUA deveriam ajudar a fortalecer os frágeis Estados africanos e ajudar a construir infraestruturas policiais e de inteligência para negar refúgios aos terroristas nesses Estados. Na mesma eleição, os democratas se posicionaram em direção semelhante. Para eles, Estados fracassados ou em dificuldades como a Somália ou países com grandes áreas de controle limitado do governo, como as Filipinas e a Indonésia, precisam de ajuda internacional para fechar paraísos terroristas.
O Oriente Médio também foi alvo da atenção dos partidos para distribuição desse tipo de recurso. Em 2004, os democratas se posicionaram em favor de acelerar o treinamento do exército e da polícia afegãos, bem como de atacar o comércio de ópio na região através da duplicação da assistência americana contra narcóticos. Ademais, os democratas manifestaram a necessidade de fornecer treinamento para capacitar as forças de segurança iraquianas. Nas eleições de 2012, os democratas se posicionaram em prol de prestar assistência para unificar a oposição síria, a fim de permitir uma transição estável.
Porém, o grande foco dos recursos de ajuda geopolítica no período foi Israel e essa tendência tem se demonstrado ser bipartidária. Nesse sentido, chama a atenção o fato de os dois partidos terem manifestado em diversas eleições o objetivo dos Estados Unidos de ajudar Israel a manter uma vantagem qualitativa em tecnologia militar sobre qualquer adversário em potencial (DEMOCRATIC PARTY, 1996; 2012; REPUBLICAN PARTY, 1992; 1996; 2000; 2004; 2008; 2012). Manifestações em torno do processo de paz entre Israel e seus vizinhos apareceram por diversas vezes no período de análise (DEMOCRATIC PARTY, 2008; 2012; REPUBLICAN PARTY, 1996; 2004). Em diferentes momentos os partidos enfatizaram a cooperação estratégica com Israel para realizar planejamento de contingência e exercícios militares conjuntos (REPUBLICAN PARTY, 1992; 1996) e também para ajudar Israel a enfrentar suas ameaças mais prementes, incluindo o crescente perigo colocado por foguetes e mísseis emanados da Faixa de Gaza, Líbano, Síria e Irã (DEMOCRATIC PARTY, 2012). Nas eleições de 2004, os dois partidos manifestaram ter compromisso com a segurança de Israel. Especificamente, os republicanos manifestaram a percepção de que Israel deve manter fronteiras seguras e defensáveis e também que apoiam seu direito de existir como um Estado Judeu (REPUBLICAN PARTY, 1992; 2008; 2012). Finalmente, em dois períodos diferentes de restrições orçamentárias os republicanos, em 1996, e os democratas em 2012, manifestaram o apoio ao financiamento integral da ajuda geopolítica americana a Israel.
Sem especificar um país ou uma região, os republicanos afirmaram em 2012 que a assistência externa deveria servir ao interesse nacional americano. No mesmo pleito, os democratas lembraram que o governo Obama tem fornecido assistência técnica para melhorar a aplicação da lei e apoiado esforços para prevenção de tráfico e trabalho sexual, turismo sexual infantil, trabalho infantil forçado e outros abusos.
Pensões e benefícios aos militares veteranos
A categoria pensões e benefícios aos militares veteranos é composta por um conjunto de menções dos partidos às políticas de bem-estar destinadas aos veteranos. Essas políticas
tem como foco saúde, emprego, educação, habitação, pensões e outros benefícios, aposentadoria, honrarias e considerações sobre a própria estrutura burocrática voltada a atender os veteranos. Embora o Partido Republicano se autoproclame o partido dos militares, a temática em questão tem aparecido também nos manifestos democratas, que dedicou maior frequência do que os republicanos em três das seis eleições, conforme o gráfico abaixo.
Gráfico 13 - Frequência de aparição da categoria Pensões e benefícios aos militares veteranos nos manifestos de democratas e republicanos (1992-2012).
Partido Democrata Partido Republicano
Fonte: Elaborado pelo autor.
É também interessante observar que há um salto na frequência de aparição dessa categoria nas plataformas dos dois partidos, especialmente no Partido Republicano, na eleição de 2008, que é um momento no qual o questionamento a Guerra no Iraque ganhou força.
Entre todos os assuntos relacionados a esse tema o único a constar nos seis manifestos de cada um dos partidos é honrarias. Declarações de homenagens aos veteranos e àquilo que eles representam tem sido frequentes e comuns aos democratas e aos republicanos.
Porém, foi a saúde que esteve no centro das posições dos partidos a respeito dos benefícios oferecidos aos veteranos no período Pós-Guerra Fria. Não obstante, apenas o manifesto democrata de 1992 não tratou desse beneficio, que constou nas outras onze plataformas partidárias. Entre todas as razões que demandam cuidados de saúde para os veteranos a guerra talvez seja a maior delas. Tanto é assim que os democratas se manifestaram em prol de expandir os benefícios de invalidez para os veteranos do Vietnã expostos ao agente laranja e pesquisar as doenças não diagnosticadas decorrentes da Guerra do Golfo (DEMOCRATIC PARTY, 1996; 2000). Em 2012, os republicanos declararam que a natureza dos combates no Iraque e no Afeganistão resultou em uma incidência sem precedentes de lesões cerebrais traumáticas, perda de membros e transtorno de estresse pós-
traumático, as quais exigiriam um novo compromisso de recursos para tratamento e cuidado para promover a recuperação. Na visão do partido a guerra assimétrica resultou em uma alta incidência de condições severas que devem receber alta prioridade.
Ao longo do período de análise, os partidos propuseram uma série de benefícios na área, tais como garantir, financiar e expandir o acesso dos veteranos a cuidados de saúde (DEMOCRATIC PARTY, 2000; 2004; 2008; 2012; REPUBLICAN PARTY, 1992; 1996; 2000; 2004; 2008; 2012), atender as necessidades de saúde mental dos veteranos, o que inclui as lesões por estresse (DEMOCRATIC PARTY, 2000; 2008; REPUBLICAN PARTY, 2008; 2012), reduzir o tempo de espera para pedidos de invalidez e realizar pagamento de compensações em decorrência da mesma (DEMOCRATIC PARTY, 1996; 2000; 2008; REPUBLICAN PARTY, 2004; 2008; 2012), expandir programas para o tratamento de traumas na medula espinhal, no crânio e lesões oculares (DEMOCRATIC PARTY, 2000; 2008; REPUBLICAN PARTY, 2008; 2012) e fortalecer o sistema médico do Department of Veteran Affairs (DEMOCRATIC PARTY, 1996; REPUBLICAN PARTY, 2000). O Partido Democrata, especificamente, defendeu, em 2000, esforços em pesquisas para tratar a hepatite C e lamentou que muitos veteranos não dispusessem de condições de se alimentar. O Partido Republicano, por sua vez, prometeu em 2008 e 2012 avançar em relação ao fornecimento de próteses aos veteranos. Ainda em 2008 defendeu que caso a distância fosse um obstáculo para o tratamento de um veterano, esse deveria ter acesso a provedores qualificados na rede privada e também conclamaram maior atenção para as necessidades especiais das mulheres veteranas. Na eleição de 2012, os republicanos propuseram que os militares tivessem acesso a aconselhamento de instituições religiosas como resposta à alta taxa de suicídio entre eles e criticaram a lentidão do Governo Federal para processar as reivindicações dos veteranos.
Oportunidades de emprego aos veteranos estiveram no horizonte de democratas e republicanos em todas as eleições analisadas, exceto a de 2004. Os democratas, em 1992, mencionaram as indústrias de defesa como oportunidade de trabalho para os veteranos. Na eleição de 1996 prometeram promover o emprego dos veteranos. Em 2000 defenderam apoiar competividade geral das carreiras militares. No pleito de 2008, lamentaram o quadro de desemprego e subemprego entre os veteranos. Em 2012, os democratas afirmaram que o Presidente Obama estava trabalhando para garantir que os veteranos obtivessem bons empregos. Isso ocorreria por meio de parcerias com o setor privado para ajudar os veteranos a transferir sua experiência para empregos qualificados na indústria. Além disso, os democratas propuseram um novo Veterans Jobs Corps para colocar veteranos para trabalhar com primeiros socorros e lembraram a promulgação do Returning Heroes Tax Credit e do
Wounded Warrior Tax Credit, programas para dar às empresas incentivos para contratar veteranos.
As propostas dos republicanos foram semelhantes. Em 1992 e 2000, os republicanos afirmaram seu apoio à preferência dos veteranos na contratação de funcionários públicos federais. Em 1996, eles prometeram proteger as famílias militares contra a inflação. Na eleição de 2008, os republicanos defenderam que os veteranos devem ter acesso a uma amplia variedade de opções de emprego, que eles pudessem retomar seus antigos postos de trabalho quando retornassem do serviço militar e declararam incentivar as empresas privadas a expandirem seu alcance para a comunidade de veteranos, especialmente aqueles com deficiência. Em 2012, eles conclamaram o governo federal a simplificar a legislação de isenção de impostos para a contratação de veteranos. Assim como os democratas, os republicanos lamentaram em 1992, 2000 e 2012 que os veteranos são um dos grupos com maior número de desempregados.
A defesa da educação como um direito para os militares esteve presente nas plataformas de campanha de democratas e republicanos. Em 1992 e 2012 os democratas defenderam o acesso dos militares na ativa e dos veteranos à formação contínua e a receberem incentivos ao ensino. Os republicanos, em 1992 e 1996, apoiaram a preferência de alistados e veteranos nos programas federais de educação. Em 2000, os republicanos defenderam que o serviço de emprego e treinamento de veteranos precisa de uma maior ênfase na educação vocacional. Nas eleições de 2008 e 2012, os republicanos afirmaram que os veteranos devem ter acesso a benefícios educacionais. Ainda em 2008, eles destacaram os incentivos dentro do contexto do GI Bill para as faculdades privadas acolherem os veteranos. Em 2012, eles exortaram os Estados a oferecerem programas educacionais aos veteranos e estenderam às famílias dos militares o direito a educação.
Pensões e outros benefícios foram mencionados nas plataformas dos dois partidos. Em 2004, os democratas condenaram os atrasos nas compensações e reivindicações de pensão por veteranos. Nas eleições de 2008 e 2012, os democratas prometeram trabalhar para garantir que os veteranos tivessem acesso aos benefícios e cuidados que eles têm direito. Os republicanos, por sua vez, defenderam em 2008 e 2012 que para as famílias dos veteranos fosse assegurada uma assistência financeira significativa. A aposentadoria também foi foco de posições dos partidos. Em 2000, os democratas declararam a necessidade de reforma do sistema de aposentadoria militar e, em 2004, declararam que os apose ntados militares não deviam ser penalizados com reduções nos seus benefícios de pensão. Nos pleitos de 1992 e 2012 os republicanos se posicionaram a favor da continuidade dos benefícios da carreira
militar aos aposentados. Em 2004, os republicanos afirmaram que o presidente George W. Bush assinou uma lei para que os militares aposentados recebessem uma compensação. Ademais, na eleição de 2008, os republicanos declararam a necessidade de realizar uma transição adequada dos militares aposentados à vida civil.
As propostas dos dois partidos para habitação tiveram como foco em um primeiro momento restaurar os níveis de financiamentos para habitação familiar (REPUBLICAN PARTY, 1996) e melhorar seus benefícios (DEMOCRATIC PARTY, 2000) e, posteriormente, ambos os partidos se comprometeram a acabar com a falta de moradia entre os veteranos (DEMOCRATIC PARTY, 2008; 2012; REPUBLICAN PARTY, 2008; 2012).
Menções à estrutura do Department of Veteran Affairs e programas voltados a levar a cabo todos os benefícios para os veteranos estiveram presentes nos manifestos republicanos de 1992, 1996, 2000, 2004 e 2012 e no manifesto democrata de 2008. Nessa oportunidade, os democratas prometeram acabar com as políticas que forçam um indivíduo a permanecer na ativa mesmo depois que seu alistamento tiver expirado. Em 1992 e 1996 os republicanos celebraram a criação de um exercito de voluntários. Nas eleições de 2000 e 2004 eles afirmaram que os programas de veteranos clamavam por modernização e reforma. Em 2012, eles se disseram empenhados em fornecer programas de reajustamento e aconselhamento para famílias militares. Ademais, consideraram realizar uma mudança estrutural no Department of Veteran Affairs, de modo que os diretores regionais passassem a ser nomeados pelo presidente e não mais funcionários de carreira.