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3.6 Analyse av resultatene

3.6.4 Korrelasjonsanalyser

No dia 29 de maio de 1991, durante um encontro realizado na, então, Mariápolis Araceli, com a presença de centenas de membros do Movimento provenientes, sobretudo, da região sudeste do Brasil, Chiara Lubich lançou o projeto EdC. Ela fez um discurso de fundação, do qual se podem extrair os elementos fundamentais do projeto que lhe dão sustento e, a partir dos quais, desenvolveram-se outros, que aos poucos vêm construindo a identidade da EdC.

Com o quadro que segue, procurou-se ressaltar os trechos deste discurso de fundação, dos quais foi possível destacar os elementos fundamentais da EdC:

Quadro 3

Trechos do discurso de fundação da EdC

(Lubich 1991b) [tradução nossa] Elementos identificados

A este ponto, começamos a considerar o nosso ideal e descobrimos que no nosso ideal existe...o nosso ideal é um carisma, e que no nosso carisma existe também um aspecto social, é também um carisma de cunho social [...]. É um carisma que leva à santidade, [...] é um carisma que pode ajudar o problema social.

Que o carisma da unidade – do MF – contém em si uma dimensão social.

Por que traz em si um aspecto social? Porque ressalta [...] a comunhão dos bens. Não só frisa a comunhão dos bens, mas faz com que seja vivida há 47 anos, o tempo que temos de vida.

A dimensão social do MF é fortemente marcada pela prática da comunhão de bens desde a sua origem. E que a comunhão de bens visava não apenas a solução de problemas individuais, mas continha em si uma dimensão mais ampla, social.

Que a EdC pôde ser lançada e contou com a adesão dos membros do MF porque a prática da comunhão de bens era comum entre eles.

Todo carisma que surge, traz uma novidade que está implícita no magistério da Igreja, na Sagrada Escritura [...] mas que o espírito Santo torna explícita por meio deste carisma. Nós explicitamos a necessidade de que seja feita a comunhão dos bens livre, que o cristão deve fazer a comunhão dos bens livremente.

Ressalta a dimensão da liberdade na prática da comunhão dos bens e o fato de ela ser expressão do carisma do MF.

Depois, à medida em que íamos vivendo, foi enriquecida por todos aqueles princípios que dizem respeito à doutrina social cristã..

Que esta prática está inserida e ao mesmo tempo é impulsionada pelo carisma da unidade em sintonia com a doutrina social da Igreja católica.

Trechos do discurso de fundação da EdC (Lubich 1991b)) [tradução nossa]

Elementos identificados Depois dessas considerações, surgiu aqui, no Brasil,

aqui, na Araceli, uma idéia. A idéia de que, talvez, Deus convide o Movimento no Brasil (200 mil pessoas, com os simpatizantes), a atuar uma comunhão de bens [...] globalmente, por todo o Movimento. [...] E se veja isso realizado nas nossas Mariápolis: Araceli e Santa Maria.

Aqui deveriam surgir indústrias, empresas... Instituídas, sobretudo, pelos focolarinos casados e voluntários [...] a quem chamamos de “os primeiros cristãos do século XX”.

Deveriam surgir, portanto, empresas, [...] confiadas a grupos de pessoas de todo o Brasil que formariam uma sociedade [...]. Confiadas a pessoas competentes, com talento, para que as fizesse funcionar e os lucros fossem colocados em comunhão. Esta é a novidade.

A EdC seria uma atividade leiga.

Que as Mariápolis permanentes – inicialmente a Araceli e Santa Maria – seriam o espaço social no qual essas empresas surgiriam, isto é, as empresas se tornariam elementos constituintes das Mariápolis.

Que a EdC propõe uma mudança substancial na forma de se atuar a comunhão dos bens: manter a comunhão que se dá em nível pessoal, mas, simultaneamente, passar a uma comunhão que se dá no plano coletivo, social, concretizada mediante a comunhão dos lucros produzidos por empresas, administradas pelos membros do MF.

[...] Para fazer com que surja esta cidade industrial, que deveria ser um modelo de uma economia de comunhão [...] da qual a Araceli deveria ser um modelo, uma cidade-piloto.

[...] Capital, sim, capital [...] e os lucros deveriam ser colocados em comum. Para que seriam colocados em comum? Pelos mesmos objetivos da primitiva comunidade cristã, isto é, [...] para ajudar quem se encontra em necessidade [...], para incrementar a empresa [...] e também para desenvolver a Mariápolis, [...] para formar “homens novos”, porque sem “homens novos”, não se faz uma sociedade nova.

[...] Os lucros, em comum, dizia, livremente também isso, livremente.

O ponto de partida seria a Mariápolis Araceli.

Os lucros seriam destinados a três finalidades: ajudar os necessitados, incrementar a empresa, fomentar a cultura da partilha, mediante a formação de “homens novos”. Que a comunhão dos lucros se dá no pleno uso da liberdade de cada pessoa.

A EdC logo se apresentou como um projeto de amplitude mundial. De fato, poucos dias depois, a proposta também foi lançada em um congresso internacional do Movimento Humanidade Nova, realizado em Roma, com pessoas do mundo inteiro, contando com a adesão dos membros do MF no seu conjunto.

Nesses últimos 18 anos, a EdC, além de se consolidar no interior do MF, está se abrindo, extrapolando esta fronteira, seja com a adesão de empresários que não participam do MF, seja suscitando e apoiando outros projetos, como, por exemplo, o projeto “Cabra Nossa”, inserido no programa Sertão Vivo, em 2005, desenvolvido pelo Governo do Estado do Ceará, Prefeituras Municipais do Estado em parceria com Associações, entre as quais o Movimento

católico Shalom e dioceses. Os princípios norteadores do projeto foram extraídos da EdC e difundidos por meio de seminários denominados «de Economia Humana e de reciprocidade».