2.1 Trevirke og forbindelser i bruer
2.1.1 Konstruktive egenskaper
Com o propósito de verificar a possibilidade de aplicação dos princípios da teoria andragógica no processo ensino-aprendizagem da Fisioterapia, levando em conta a tendência educacional dos professores que ministraram aulas no Curso de Fisioterapia, procedeu-se a aplicação do QOE, no período do primeiro semestre letivo de 2006. Tal questionário foi elaborado por Herschel N. Hadley (1974), como objeto da tese de doutorado – Development of an instrument to determine adult
educator’s orientation: andragogical or pedagogical –, Boston University School of
Education, em 1974. O professor orientador da tese foi Malcolm S. Knowles.
A opção pelo uso do QOE levou em conta alguns aspectos importantes. Inicialmente, pela oportunidade de acesso à sua fonte original, visto que ele foi
elaborado, especificamente, com o objetivo de identificar a orientação educacional de professores que ministravam o ensino para adultos. Então, delineou-se a investigação visando obter: um panorama da orientação educacional dos docentes, na condução do processo de formação acadêmica em Fisioterapia, na UFSM; uma identificação dos sujeitos e os elementos estruturantes da etapa seguinte, a oficina.
Outro aspecto se deve à técnica em si. Como o questionário é um recurso de aporte de informações relativamente rápido, facilitaria uma acessibilidade junto aos colegas docentes. Ainda, acreditou-se que, por meio do questionário, seria mais fácil o primeiro contato dos docentes com a pesquisa. Isso poderia facilitar a sensibilização deles para a participação no momento seguinte, o da oficina. Esta, enquanto técnica de investigação, não é usual na comunidade do Curso, por causa disso, poderia ocorrer certa (não)valorização ou resistência à participação.
O QOE tem sido amplamente utilizado, por exemplo, em alguns trabalhos descritos por Brockett e Hiemstra (1991), no Apêndice A, em que estão citadas as pesquisas de Hopkins (1983), para medir a orientação educacional de educadores de Enfermagem; de Grubbs (1981), aplicada a alunos e professores de faculdades de teologia; e de Christian (1983), em um estudo comparativo entre o pessoal militar e o civil, que utiliza a escala de orientação educacional. Diante da publicação de tantos estudos que adotaram esse instrumento, pretendeu-se localizar o autor, através de buscas em sites de publicações científicas e no portal Google, com a intenção de enviar-lhe um pedido de autorização para utilizar o questionário nesta pesquisa, porém não houve sucesso nas buscas.
O questionário (APÊNDICE B) é composto por sessenta assertivas dicotômicas e agrupadas em seis categorias, cujo propósito é sinalizar sobre a predominância da orientação educacional, se pedagógica tradicional ou andragógica. As categorias estão assim definidas: propósito da educação, natureza do sujeito da aprendizagem, o papel da experiência na aprendizagem, controle da experiência de aprendizagem, avaliação e relacionamento professor-aluno e aluno- aluno. Os itens do questionário não são formados por perguntas, mas sim por assertivas, que estão distribuídas nas categorias de forma não linear. Além disso, as assertivas no QOE estão distribuídas segundo a tendência na orientação educacional em pedagógicas e andragógicas.
A apreensão dos dado, por meio do questionário (APÊNDICE B), está estruturada em duas partes. Na primeira, há seis itens referentes aos dados de
identificação pessoal, da formação acadêmica e da prática docente e, na segunda parte, há sessenta assertivas. As medidas das respostas às assertivas estão distribuídas em escala Likert, com as seguintes alternativas de resposta: concordo totalmente (CT); concordo (C); estou em dúvida para concordar ou discordar (I); discordo (D) e discordo totalmente (DT). E a identificação da orientação do ensino se deu pelos seguintes critérios de pontuação nas respostas:
a) Todas as expressões julgadas como as prováveis preferidas dos educadores orientados pela pedagogia tradicional, receberam o escore um (1) para a resposta CT, assim, pontuando num contínuo até o escore cinco (5) para a resposta DT;
b) Todas as expressões julgadas como as prováveis preferidas dos educadores orientados pela andragogia, receberam o escore cinco (5) para a resposta CT, desse modo, pontuando num contínuo até o escore um (1) para a resposta DT.
Apesar de o instrumento utilizado, nesta pesquisa, ter sido construído por Hadley, em 1974, ele tem sido amplamente utilizado nos Estados Unidos da América. Quando eleito como instrumento desta pesquisa, certos cuidados metodológicos foram necessários para que não se interferisse na coerência do instrumento original. Ao considerarem-se as possíveis diferenças culturais, depois de realizada a tradução literal por um profissional com domínio do idioma inglês, o QOE foi revisado, no aspecto semântico – por uma pesquisadora da área de Fisioterapia que residiu nos EUA –, quando recebeu os primeiros ajustes na tradução. A partir daí, o instrumento foi exaustivamente discutido. Nesse momento, houve a contribuição do Professor Ms. Hamilton de Godoy Wielewicki e da Professora Drª. Deisi Sangoi Freitas, ocasião em que o questionário passou pela adaptação terminológica e epistemológica de seu conteúdo. Esses docentes estão lotados no Departamento de Metodologia do Ensino, do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria.
Depois de efetuarem-se as adaptações recomendadas, houve a preocupação de testar o instrumento, internamente, com alguns docentes da UFSM. Fizeram parte do processo de testagem os professores que atuam nos departamentos de Enfermagem, Farmácia, Medicina, Pedagogia, Saúde da Comunidade e, além deles, uma fisioterapeuta, ex-docente substituta do departamento de Fisioterapia, o que totalizou onze pessoas. Só então, o questionário recebeu os ajustes finais.
Durante a reunião de professores do Departamento de Fisioterapia, realizada no dia 30 de junho de 2006, ocorreu não só a divulgação para os professores do tema da pesquisa, mas também a explicação sobre as etapas da coleta de dados. Formalizou-se o convite para a participação e a colaboração deles. Ficaram avisados que, na semana seguinte, estaria sendo entregue o questionário. No dia 06 de julho de 2006, saiu uma listagem com os nomes e os telefones dos(as) professores(as) de todos os departamentos que ministram aulas aos alunos do Curso de Fisioterapia, nomes das disciplinas, horários e locais das aulas, fornecida pela coordenação do curso. Iniciou-se, então, a entrega do questionário a cada professor(a) em seu devido departamento.
Os instrumentos foram impressos em papel colorido (azul) e acondicionados em um envelope pardo grande. Afixado a este, havia um envelope ofício (branco) com duas vias do termo de consentimento livre e esclarecido - TCLE (APÊNDICE C). Uma vez aceita a participação, uma via do TCLE ficava em poder do pesquisado e a outra era devolvida assinada. No lado externo de cada envelope, foi anotado o número correspondente a cada sujeito, de acordo com a listagem nominal, fornecida pela coordenação do Curso de Fisioterapia. Tal procedimento serviria para viabilizar uma possível busca, no caso de alguma pessoa manifestar o desejo de retirar-se da pesquisa, durante o transcurso dela. Os questionários e os termos de consentimento foram mantidos nos respectivos envelopes.
No ato da entrega, ficou combinado e agendado com cada sujeito o momento do recolhimento. Foi estabelecido, como limite, até três tentativas de localização do(a) docente, respeitando seu horário de aula. No caso de insucesso, o professor seria considerado como uma perda na pesquisa. Foi estabelecido, previamente, que seriam convidados a participar do estudo todos os(as) docentes que se encontravam ministrando aulas para os alunos do Curso de Fisioterapia, no período do primeiro semestre letivo de 2006, exceto aqueles(as) que estivessem exercendo a docência há menos de um semestre. Este foi o único critério de exclusão.
No momento em que se recolheu o questionário, cada professor(a) recebeu a informação sobre a etapa seguinte da coleta dos dados. Esta seria a realização da oficina que, provavelmente, aconteceria em agosto. Houve o cuidado de perguntar- lhes quais os dias da semana e qual o turno mais favoráveis para contar com a participação deles na oficina. As respostas foram anotadas.
Concluído o recolhimento dos questionários, os dados foram transcritos e encaminhados para o processamento estatístico pelo pesquisador, que passou a contatar com os(as) professores(as), por telefone, convidando-os(as) e explicando- lhes que a oficina ocorreria no mês de setembro, portanto, era necessário o endereço do e-mail para enviar-lhes as sugestões de datas para a realização da oficina, para que cada um se agendasse de acordo com sua preferência. Então, por e-mail, foi enviado o convite com as opções de datas para a realização da oficina.