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Brukonstruksjoner av tre

2.1 Trevirke og forbindelser i bruer

2.1.3 Brukonstruksjoner av tre

Na construção da oficina, inicialmente, procedeu-se à escolha da temática para as discussões, que esteve orientada pelas categorias de análise do estudo, sem perder o foco dos princípios andragógicos e dos objetivos do estudo. Porém, selecionaram-se, dentro de cada uma dessas categorias, certos tópicos a serem trabalhados, com base nas respostas ao QOE. Para isso, buscou-se, nos resultados da análise descritiva do questionário, o valor da média e o desvio padrão de cada uma das assertivas, e selecionaram-se aquelas cujos resultados revelaram-se em dissonância com a tendência na orientação educacional, originariamente, estimada no interior de cada categoria.

Por exemplo, a assertiva 01 do QOE encerrava uma tendência à orientação pedagógica tradicional, cuja medida, na escala de Likert, varia de 1 (concordo totalmente), 2 (concordo), 3 (estou em dúvida para concordar ou discordar), 4 (discordo), até 5 (discordo totalmente). Nesse caso, se o resultado da média ficasse acima de três (3), indicaria discordância dos docentes com essa orientação de ensino. No caso de uma assertiva que indicasse orientação andragógica, era esperado que o valor da média se comportasse na ordem inversa, ou seja, que o valor decrescesse de cinco (5) até um (1). Portanto, se ele estivesse abaixo de três (3), indicaria discordância com essa orientação educacional. Assim, o mesmo raciocínio serviria para todas as assertivas, tanto para as pedagógicas tradicionais quanto para as andragógicas.

Com o propósito de tornar mais agradável o manuseio do material e, ainda, para facilitar uma seleção posterior, optou-se por variar a cor do papel, do tipo e da cor das letras dos textos do material, distribuído para as anotações; assim, destinou- se uma cor padrão para cada categoria.

As referências trabalhadas na oficina não estiveram explicitamente apresentadas, segundo os termos do QOE, exceto para a primeira categoria, embora, elas estivessem intrinsecamente relacionadas e de acordo com cada categoria de análise. A seguir, apresentam-se as categorias, com os respectivos textos de referência; a dinâmica proposta e o objetivo a ser atingido.

a) A oficina se iniciou com o texto: Metodologias ativas de ensino-

aos participantes que esse texto serviria como um balizamento do grupo e foi solicitado que fizessem a leitura silenciosa (APÊNDICE D – Foto 3) e uma síntese individual do que mais lhes chamou a atenção no texto. Tal síntese deveria observar como eixo norteador a seguinte questão: Considerando o papel do docente e do discente e, ainda, as práticas de ensino, como você percebe o processo de ensino-aprendizagem na graduação em Fisioterapia-UFSM, hoje? O objetivo era proporcionar uma reflexão a respeito da tendência atual sobre o processo ensino- aprendizagem na área da saúde. Porque existe uma identificação na orientação das Metodologias Ativas de ensino com os princípios gerais da teoria andragógica. Por essa razão tal conteúdo foi escolhido como introdutório à oficina. Ademais, porque estas metodologias de ensino estão orientadas, especialmente, para as profissões da área da saúde, como foi abordado no tópico 2.4 (revisão da literatura).

b) Propósito da educação – texto: a assertiva nº 52 do QOE: a missão de

um professor é ajudar cada aluno a aprender aquilo que ele decide que necessita para alcançar suas metas pessoais, seguida da questão

– Você concorda ou discorda? Justifique. O objetivo, ao transcrever essa assertiva, foi entender como ela havia sido compreendida pelos docentes, porque, na análise descritiva, o resultado destoou da média das demais na categoria.

c) Natureza do sujeito da aprendizagem – fragmento de uma matéria do jornal A Razão (28/08/06, p. 02), intitulado Faxina na Vida:

“Construímos o equilíbrio e a harmonia de nossas emoções ao longo da experiência de vida, portanto, somos o que pensamos (...) nenhuma certeza é válida para todos, tudo é relativo às inclinações e às utilidades de cada qual” (FARIAS, 2006). A partir da leitura, as

pessoas deveriam: refletir sobre essa afirmação, considerando a percepção que se tem em relação aos alunos em situação de aprendizagem; elaborar uma breve síntese individual; debater no grupo e construir uma síntese coletiva. Como objetivo, visava identificar a percepção dos participantes sobre o conceito do professor, e dos próprios estudantes, a respeito do aprendiz no processo de aprendizagem. Se são valorizadas, ou não, as demandas de interesses e as necessidades do

estudante, no ato educativo; a potencialidade dele para gerenciar os próprios projetos de aprendizagem; ele é visto como sujeito no processo ensino-aprendizagem, entre outros.

d) O papel da experiência na aprendizagem – texto: Repensando os

estágios (IVAMA et al., 1999). Foi solicitado ao grupo fazer uma leitura

silenciosa e, após, uma rodada de comentários. Diante do paralelo traçado, naquele texto, entre projetos de prática pedagógica tecnicista e construtivista, na formação de profissionais da saúde, o objetivo foi estimular a reflexão sobre o modelo de ensino das práticas da Fisioterapia, para identificar a percepção das pessoas sobre o valor da experiência do sujeito na escolha, busca e concretização da própria aprendizagem.

e) Controle da experiência de aprendizagem – texto: “O curso de

graduação em fisioterapia deve ter um projeto pedagógico, construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem” (BRASIL, 2001, p. 7). A partir

dessa diretriz, as pessoas deveriam fazer uma reflexão sobre como se caracteriza, de modo geral, a condução do processo ensino- aprendizagem da Fisioterapia na UFSM e, após, desenvolver uma discussão e uma síntese das idéias do grupo. O objetivo, naquele momento, era fomentar a discussão e a reflexão sobre a orientação da experiência de aprendizagem no Curso e identificar a compreensão das pessoas sobre a responsabilidade do papel docente e discente na condução do ensino, acenado pelas diretrizes nacionais.

f) Avaliação – texto: a verificação do conhecimento por meio de provas,

trabalhos, exames é um indicativo mais seguro para avaliar o aluno.

Foi solicitado que os participantes elaborassem uma síntese individual a respeito dessa afirmação e, depois, partissem para a discussão e a síntese dos dizeres do grupo. O objetivo dessa atividade era promover a reflexão das pessoas sobre a avaliação e identificar se elas vislumbram possibilidades de mudanças no processo de verificação dos conhecimentos.

matéria do jornal A Razão (25/08/06, p. 02), intitulado “Como nos

tornamos professores? (...) instauração de um ambiente competitivo entre professor-aluno e aluno-aluno” (WANDSCHEER et al., 2006).

Após refletir sobre essa afirmação, as pessoas deveriam responder individualmente a questão: o que você pensa sobre a competitividade no meio acadêmico? para, depois, discutirem no grupo, e produzirem uma síntese coletiva das idéias. O objetivo dessa dinâmica era identificar a compreensão das pessoas de como se estabelece o clima nas relações interpessoais, em situações de aprendizagem, e como elas vêem o aspecto da competitividade em um meio de ensino.