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KONSEKVENSER AV MISLIGHOLDT UTBEDRINGSPLIKT

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2.1 Deinição do objeto de estudo

O assunto em questão oferece uma vasta gama de opções de enfoque de pesquisa. Pode-se tanto buscar estudar elementos singulares como a utilização das cores nos ambientes, até questões complexas que envolvem ambientação, implantação e relação com o entorno.

Estudar ambientes especíicos como as enfermarias, os corredores, as salas de espera, as salas de procedimentos, centros de tratamento intensivo entre tantos outros, é outra possibilidade que também abre uma variedade de opções de estudo.

A abordagem pretendida é olhar a questão da humanização dos ambientes em ambientes assistenciais de saúde, que visem ao atendimento público. No setor público porque permitirá olhar a situação no “ambiente” mais difícil. Já no hospital privado há mais alternativas e recursos a serem utilizados, como investimentos em hotelaria, decorações mais luxuosos, equipamentos mais modernos, etc. Inicialmente se entende que os ambientes assistenciais de saúde públicos, são mais carentes de uma maneira geral. Ao mesmo tempo que têm um maior volume de utentes quando comparados aos estabelecimentos privados, são estabelecimentos que têm maior deiciência em inúmeros aspectos, principalmente quando se fala em recursos inanceiros, o que faz com que busquem e dependam de campanhas de arrecadação de verbas, doações entre outras situações que muito diicultam sua administração, pois o administrador tem que cuidar de recursos com as quais nem sempre pode contar e pior, independem de sua administração para existirem ou não.

Assim, o objeto de estudo constitui-se, portanto, no ambiente assistencial de saúde voltado para o atendimento ao público do Sistema Único de Saúde, que permita estabelecer um panorama generalizado da situação da humanização nestes espaços, panorama este que será analisado e comparado com a abordagem teórica sobre o tema para se entender realmente sua eiciência, se ela existir.

formado por enfermeiros, psicólogos, isioterapeutas e médicos que são os maiores responsáveis pelos procedimentos e, consequentemente, pela recuperação e tratamento dos utentes.

Enquanto o utente chega a passar grandes períodos internado ou mesmo frequentando de maneira sistemática tais estabelecimentos, estes trabalhadores da saúde, passam, na verdade, o tempo todo dentro destes ambientes. Para que eles possam se preocupar com os utentes e assim garantir seu melhor tratamento, estes ambientes precisam ser preparados e organizados também para garantir as melhores condições de conforto a eles também. Abordagens recentes já focam esta questão. Por exemplo, o artigo “O Invisível de Quem Cuida”, gerado a partir do I Congresso Nacional da ABDEH – IV Seminário de Engenharia Clínica – 2004, trata da humanização das “áreas pouco visíveis” dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde – EAS, no caso, especiicamente as lavanderias hospitalares.

Ainda, segundo GOLDENSTEIN, com base numa pesquisa prévia com usuários e funcionários em um hospital, trabalhando a modiicação dos ambientes como pintura, iluminação, mobiliário, etc. nota-se modiicações comportamentais:

As mudanças veriicadas os comportamentos foram notáveis: melhora no humor e estado de ânimo tanto dos pacientes quanto das equipes de saúde; percepção por parte dos pacientes, de uma melhor atenção para com eles; aumento da ocupação dos espaços públicos, entre outras.3

A legislação em vigor, já cuida para que os ambientes de trabalho ofereçam a maior condição de segurança aos procedimentos, mas cuidado especial deve ser dado também aos ambientes de apoio destinado a estes proissionais da saúde, como as áreas de conforto médico, os refeitórios, as áreas de permanência em geral, entre outros.

2.2 Deinição do corpus

A escolha dos hospitais a serem estudados, tem como principal parâmetro a proximidade com o trabalho, quer seja ela física, quer seja ela emocional. Proximidade física relacionada à cidade de São Carlos e São João da Boa Vista, cidades onde se desenvolve esta pesquisa e cidade de residência respectivamente. Proximidade emocional explicada pela experiência de sucesso vivida, experiência esta que em muito motivou a escolha deste tema para ingresso no programa de mestrado. Mais, experiência que coloca uma vivência prática que certamente beneicia a pesquisa.

Além desta proximidade, outro aspecto que foi analisado, foi a busca por se conseguir, dentro das possibilidades, hospitais de portes físicos diferentes, de forma a permitir um melhor entendimento

3 GOLDENSTEIN (2006, p. 40 e 41)

2.1.1 Humanização sob a perspectiva do utente

O utente pode passar nos estabelecimentos assistenciais de saúde desde poucos minutos até anos, dependendo de sua enfermidade e recuperação. Ele pode frequentar estes estabelecimentos para um procedimento eventual, como um exame ou um atendimento de urgência; ele pode frequentar estes estabelecimentos de maneira mais constante para realizar procedimentos que necessitam de maior frequência, como, por exemplo, procedimentos de hemodiálise ou radioterapia para os quais o paciente comparece a estes estabelecimentos algumas vezes por semana; ele pode necessitar icar internado por um período pequeno de tempo que dura um ou poucos dias para se recuperar de uma doença ou procedimento de baixa complexidade e até mesmo ele pode precisar se internar nestes estabelecimentos por longos períodos em função de doenças ou procedimentos mais complexos. Em qualquer uma dessas situações, o indivíduo que passa a ser considerado utente, é retirado de sua rotina natural da vida e passa a ter momentos que envolvem sentimentos de angústia, medo, incerteza, insegurança, desconforto, abandono, etc. São, estes sentimentos que tornam o utente um ser fragilizado.

Quando fragilizado, tudo que se passa para ele ou mesmo tudo que ele vê, vê com um olhar diferente. É exatamente neste aspecto de olhar diferenciado que os estabelecimentos assistenciais de saúde têm que se focar para garantir a este utente uma melhor qualidade em seu tratamento e recuperação, qualidade que não pode ser vista de maneira supericial pois, qualidade nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, envolve desde a qualidade primária que garante salubridade, segurança e conforto mínimo até a qualidade que vise garantir a este indivíduo uma melhor condição de recuperação, tornando assim melhor sua permanência nestes ambientes e, dentro do possível, de menor duração pois, o objetivo destes estabelecimentos é o de curar o utente e devolvê-lo a sua vida normal, no menor tempo possível.

2.1.2 Humanização sob a perspectiva da equipe de atendimento

Inicialmente, deve-se entender o utente como o personagem principal dos estabelecimentos assistenciais de saúde, por isso tudo deve ser voltado para ele. O utente está presente nestes locais para se tratar e se curar, preferencialmente no menor tempo possível, precisando de cuidados especiais, de atendimento especial. Mas, para tudo isso acontecer na prática, uma série de outros usuários precisam estar presentes e atuantes. Estes outros usuários constituem a equipe de atendimento ou como o Ministério da Saúde chama, os trabalhadores da saúde, compreendendo desde os funcionários de apoio como recepcionistas, faxineiros, cozinheiros, etc., passando por funcionários administrativos até se chegar à categoria que atua diretamente com o utente, que é a equipe clínica dos estabelecimentos,

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Quando estiver com todas suas etapas de obra concluídas, terá área aproximada de 30.000 metros quadrados e tem pretensão de ser referência no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, é um hospital que visa a integrar a rede de saúde pública à rede escola-pesquisa através da Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR, que será responsável por sua administração.