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Konklusjon

In document Verdsettelse av XXL ASA (sider 82-93)

O processo de ensino e de aprendizagem se desenvolve numa unidade que abrange condições objetivas e subjetivas expressas, tanto na atividade de quem tem o papel de ensinar como na de quem se encontra para aprender. Nessa relação, entre condições externas e internas, sob contradições, se desenvolve a estrutura da atividade do homem e a estrutura da sua consciência.

A política de organização do processo de trabalho escolar não tem acarretado, ainda, modificações substanciais na atividade docente, inviabilizando uma maior apropriação e objetivação da natureza do trabalho do professor, dificultando a interação entre a significação e o sentido.

Na opinião de Leontiev (2004), o funcionamento mental do indivíduo só pode ser compreendido numa análise dos processos sociais e culturais dos quais ele deriva. Esse pensamento evidencia que é preciso compreender a atividade consciente indo além do organismo humano. O processo mental precisa ser visto como dinâmico, atual e criador de capacidades especificamente humanas, as quais “[...] são propriedades do indivíduo, cujo conjunto condiciona ao êxito e ao cumprimento de determinada atividade.” (LEONTIEV,

1986, p. 45, tradução nossa). Do ponto de vista da Teoria da Atividade, elas são dinâmicas, existem em movimento e em desenvolvimento e têm uma natureza social.

Essas capacidades formam-se: em um processo de apropriação dos produtos culturais criados pelo homem, durante o processo de desenvolvimento histórico; no processo de conscientização desse homem; no processo de criação do mundo objetal empreendido por ele e, ao mesmo tempo, no desenvolvimento da própria natureza humana. (RUBINSTEIN, 1986). O intenso e incessante desenvolvimento mental do ser humano cria condições favoráveis para uma compreensão cada vez mais profunda dos conhecimentos, dos seus métodos de produção e de sua construção e reconstrução.

Nessa perspectiva teórica, a psique é entendida como forma de atividade vital do homem o qual interage com o mundo, de modo ativo, cumprindo ações práticas externas e ações psíquicas. Como declara Talízina (1988, p. 30, tradução nossa): “A psique [...] é atividade, é um sistema de ações e operações unidas por um motivo e um objetivo.” Essa natureza social da psique do homem evidencia que suas capacidades, seu pensamento, suas funções mentais se formam e se desenvolvem durante sua existência num processo de transformação de experiências sociais em pessoais.

Pensar o processo de apropriação das significações, na Teoria da Atividade, implica entender, dentre outros aspectos, seu caráter ativo. (LEONTIEV, 2007). Pois, ele “[...] é um processo que tem como consequência a reprodução no indivíduo de qualidades, capacidades e características humanas de comportamento.” (LEONTIEV, 2007, p. 93). Não é uma adaptação ao mundo dos objetos e fenômenos uma vez que o indivíduo “[...] faz deles seu, apropria-se deles.” (LEONTIEV, 2007, p. 93). Esse apropriar-se dos objetos ou dos fenômenos construídos, historicamente, possibilita ao homem seu processo de hominização e sua individualidade, pois,

O processo de apropriação surge, antes de mais nada, na relação entre o homem e a natureza. Ao mesmo tempo, ocorre também o processo de objetivação, pois o ser humano produz, uma realidade objetiva que passa a ser portadora de características humana [...]. (DUARTE, 2006, p. 117).

Os processos de apropriação e objetivação são integrantes da atividade humana. A experiência histórica do gênero humano e suas capacidades intelectuais, que foram formadas nessa experiência, estão consolidadas nos objetos materiais e em fenômenos como linguagem, ciência, obras de arte entre outros, criados pelo homem. Porém, como escreveu Leontiev (2004), será interagindo com o outro, num processo comunicativo, educativo que os

indivíduos se apropriam, objetivam e reproduzem as capacidades, propriedades e procedimentos humanos, formados historicamente, realizando uma atividade cognoscitiva, adequada, ainda que não idêntica à atividade humana encarnada nas formas culturais (material e não-material).

Nesse processo, assinala Duarte (2006), a possibilidade do desenvolvimento histórico é gerada pelo fato de que a apropriação de um fenômeno material ou intelectual gera tanto na atividade como na consciência do homem novas necessidades, novas faculdades, forças e capacidades. E acrescenta:

Essa é a razão pela qual consideramos a dialética entre objetivação e apropriação como aquela que constitui a dinâmica fundamental da historicidade humana: cada processo de apropriação e objetivação gera a necessidade de novas apropriações e novas objetivações. (DUARTE, 2006, p. 120).

No decurso do processo de apropriação dos produtos culturais, os quais expressam a síntese de toda a construção histórica da humanidade, o indivíduo poderá se apropriar e se objetivar neles sem uma consciência crítica do processo de desenvolvimento histórico desses produtos culturais. A educação escolar, então, tem um papel edificante para que a apropriação e a objetivação, pelo aluno, possam ocorrer de forma consciente; ela é, conforme Talízina (1988), Leontiev (2004) e Vygotsky (2007, 2008), fonte de desenvolvimento psicológico do homem. Nesse sentido a atividade de ensino pode dirigir a atividade de aprendizagem do aluno de modo a lhe possibilitar organizar, ativamente, suas ações mentais, criando funções psíquicas novas.

O processo de apropriação das significações, nessa perspectiva teórica, sinaliza para a necessidade de que esse processo ocorra na escola, por essa instituição se constituir num espaço propício a uma apropriação e objetivação exitosas das significações da humanidade.

Toda a prática humana universal tem um caráter histórico-social e nela se encontra a abstração teórica da humanidade. A experiência histórica e social, transformada pelo trabalho humano é, portanto, uma fonte de aprendizagem e desenvolvimento para o indivíduo.

Considerando o exposto, depreendemos que a atividade humana necessita ser analisada como uma unidade na qual se encontram em estreita relação as dimensões objetivas e subjetivas que compõem a constituição do homem e da história.

As categorias da Teoria da Atividade aqui discutidas apresentam, no seu dinamismo, considerando o desenvolvimento da atividade humana, aspectos objetivos e subjetivos. Compreendê-las nos ajuda a refletir sobre a prática docente, no processo de ensino e de aprendizagem da História – discussão, que faremos no quarto capítulo, para a qual as dimensões metodológicas que se seguem foram imprescindíveis.

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