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Konklusjon

Mirella Machado Ortiz*, Paola Guarneri, Rosana Rosseto de Oliveira, Ohana Panatto Rosa, Magda Lúcia Félix de Oliveira.

*Universidade Estadual de Maringá. Maringá-PR. E-mail: [email protected] INTRODUÇÃO:

Acidentes em humanos são causados por escorpião, aranhas, serpentes, abelhas, vespas, marimbondos e arraias e são acidentes considerados como emergência clinica frequente em países tropicais, principalmente nos campos e áreas rurais de países da América Latina, África, Ásia e Oceania (SILVA; BERNARDE; ABREU, 2015; SILVA et al., 2017). No Brasil, ocorrem cerca de 100 mil acidentes por animais peçonhentos, resultando em 220 mortes todos os anos. Os envenenamentos por serpentes são de aproximadamente 29.000 casos que resultaram uma média de 125 óbitos. Em 2013, com a classe aracnídea, foram registrados 69.036 casos de acidentes com escorpião, destes 80 evoluíram a óbito, e 27.125 casos de acidentes por aranhas, sendo 36 óbitos (SANTANA; SUCHARA, 2015; SILVA; BERNARDE; ABREU, 2015).

OBJETIVO:

Descrever o perfil epidemiológico dos acidentes por animais peçonhentos ocorridos no estado do Paraná - Brasil no período de janeiro de 2007 e dezembro de 2016.

MÉTODOS:

Estudo do tipo série temporal, descritivo e retrospectivo, com dados de acidentes por animais peçonhentos constantes no Sistema de Informações e Agravos de Notificação – SINAN. Foram incluídos todos os casos ocorridos no período de 2007 a 2016, consultados em maio de 2018.

Para tabulação e análise foi utilizado o Software Microsoft Excel 2012 e os resultados foram apresentados descritivamente. Por se tratar de uma pesquisa com bancos públicos, o Comitê Permanente de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Estadual de Maringá (COPEP/UEM) será informado.

I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

06 e 07 de dezembro de 2018

ISBN: 978-85-907487-1-7 Universidade Estadual de Maringá (UEM)

RESULTADOS E DISCUSSÃO:

Foram notificados 140.844 mil casos de acidentes com animais peçonhentos junto à base de dados do SINAN. Aranha apresentou 65,9% de todos os casos, que ocorreram nos meses do verão (47,9%) e da primavera (35,5%), em maioria de pessoas do sexo masculino - 72.392 casos (51,4%), faixa etária 20 a 39 anos - 47. 398 casos (33,7%). Maior número de casos classificados clinicamente como leves - 116.884 (82,9%), e 1% classificados como graves. Um total de 131.311 casos (93,2%) evoluiu à cura e 123 (0,09%) à óbito. Em 40.503 (28,8%) casos, o atendimento em serviços de saúde ocorreu na primeira hora após o acidente, mas em 32.484 casos (23%) o atendimento ocorreu após 24 horas ou mais. Analisando os dois quinquênios, houve um aumento de casos nas idades entre 40 e 59 anos, com 37.698 casos (26,8%) e em pessoas do sexo feminino. Nos últimos cinco anos aumentou a incidência de casos por escorpião - 7357 casos (10,54%), e abelhas - 6825 casos (9,8%), considerados mais graves. A gravidade dos acidentes é um problema de saúde pública, pois remetem em problemas econômicos, médico e social, devido à possibilidade de gerar sequelas que causam a incapacidade temporária ou definitiva, ou mesmo a morte (SANTANA; SUCHARA, 2015).

CONCLUSÃO:

Conclui-se na presente análise de tendência um aumento da faixa etária dos acidentes e feminilização dos casos, e aumento de casos de escorpião e abelhas, embora aranha apresentasse maior número de casos.

A análise de tendência utilizada mostrou-se uma importante ferramenta para identificar tipos de acidentes que necessitam de ações de prevenção e necessidade de ações de saúde pública.

REFERÊNCIAS:

SANTANA, V. T; SUCHARA, E. A. Epidemiology of accidents with poisonous animals registered in Nova Xavantina – MT. Epidemiol Control Infect., v.5, n. 3, p: 141-146, 2015. SILVA, A.G; BERNARDE, O. S; ABREU, L. C. Accidents With Poisonous Animals In Brazil By Age And Sex. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum. v.25, n.1, São Paulo, 2015.

SILVA et al., Epidemiological profile of acidentes with peconving animals in tangará de serra- mt, brazil (2007-2016). Journal Health NPEP; v. 2(Supl.1), p.5-15, 2017.

DESCRITORES: Animais Venenosos; Acidentes; Epidemiologia. EIXO TEMÁTICO: Gestão, cuidado, serviços e políticas em saúde.

Id:18

TABAGISMOEMTRABALHADORASDEENFERMAGEMHOSPITALAR

Sônia Regina Marangoni*, Beatriz Ferreira Martins, Bruna Diana Alves, Aroldo Gavioli, Aline

Vieira Menezes, Magda Lúcia Félix de Oliveira

*Universidade Estadual de Maringá, Maringá-PR. E-mail: [email protected]

INTRODUÇÃO:

O tabagismo é responsável por altas taxas de morbimortalidade prematura. No século XX, causou o óbito de aproximadamente 100 milhões de pessoas em todo o mundo (VIANA et al., 2018). No Brasil, estudo aponta importante diminuição da prevalência do tabagismo, indicando redução populacional de 15,6% em 2006 a 10,8% em 2014. Nas mulheres a redução foi mais lenta, de 12,4% para 9%. Considerando que trabalhadoras de enfermagem são responsáveis por apoiar políticas de controle, com ações educativas (MALTA et al., 2017), são fundamentais para inverter a epidemia do tabaco. Pelo significado social do profissional de saúde como modelo de comportamento saudável, acrescido do significado particular do cuidado feminino, o uso de derivado de tabaco por estas profissionais pode influenciar negativamente essas ações.

OBJETIVO:

Apreender as circunstâncias do início e as dificuldades para cessação tabágica em mulheres trabalhadoras de enfermagem de uma unidade hospitalar.

MÉTODOS:

Estudo sequencial e qualitativo, realizado como recorte de estudo de corte transversal. Foi realizada pesquisa na modalidade de censo, cujo objetivo foi descrever o padrão de consumo de drogas de abuso entre mulheres trabalhadoras da equipe de enfermagem (enfermeiras e técnicas de enfermagem) de um hospital. O roteiro de entrevista continha três questões disparadoras: Como foi a primeira vez que fumou? Você acredita que o trabalho permite que você continue fumando? Sente vontade de cessar o uso do tabaco? Os depoimentos foram submetidos à técnica de análise de conteúdo na modalidade temática e apresentados em duas categorias: A experiência de estar fumante, e A relação trabalho e busca pela cessação

tabágica. O estudo respeitou as exigências formais regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo

Seres Humanos (parecer 1.963.546/2017).

I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

06 e 07 de dezembro de 2018

ISBN: 978-85-907487-1-7 Universidade Estadual de Maringá (UEM)

RESULTADOS E DISCUSSÃO:

Foram entrevistadas 112 trabalhadoras da equipe de enfermagem, dentre elas, onze (9,8%) auto referiram ser usuárias exclusivas de derivados de tabaco. Elas referirão ter entre 28 e 58 anos de idade, raça/cor branca, seis eram da religião católica e duas evangélicas. Foram relatados problemas associados ao uso de tabaco, como doença pulmonar obstrutiva crônica e bronquite. Todas utilizavam o cigarro industrializado há mais de dez anos; e oito faziam uso de 20 cigarros/dia. A idade média da iniciação foi 17 anos, variação de oito a trinta anos, e deu-se por curiosidade, pela novidade do uso, modismo ou imaturidade. A experiência do estar fumante aconteceu com grupo de amigos, mas principalmente com familiares – pai, mãe, tios e primos. O comportamento aditivo na família ou ter algum familiar que utilizava tabaco com fumaça dentro da residência, contribuiu para a iniciação, em um processo inter geracional. O estresse gerado no ambiente de trabalho pode influenciar o habito de fumar (MALTA et al., 2017), o que foi encontrado no exercício profissional das trabalhadoras. Sobre A relação com o trabalho

e a busca pela cessação tabágica, seis informaram a prontidão para utilizar o cigarro

imediatamente após a jornada de trabalho, pelo estresse inerente ao viver profissional, as longas jornadas de trabalho e relações interprofissionais comprometidas. A busca pela cessação foi informada por sete trabalhadoras, para vencer problemas de saúde e a discriminação profissional.

CONCLUSÃO:

O tabagismo no grupo específico de enfermeiros e técnicos de enfermagem corroboraram dados de literatura para a população brasileira, onde, o relato do comportamento aditivo familiar, o estresse no ambiente de trabalho, o medo de doenças crônicas e da discriminação profissional, estavam presentes na apreensão do fenômeno iniciação e cessação tabágica.

REFERÊNCIAS:

MALTA, DC. et al. Evolution of tobacco use indicators according to telephone surveys, 2006- 2014. Cad. Saúde Pública 2, v. 33, n. sup. 3, p. :e00134915, 2017.

VIANA, T. B. P. et al. Factors associated with cigarette smoking among public school adolescents. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 52, n. 0, p. e03320, 2018.

DESCRITORES: Tabagismo; Enfermagem; Saúde do trabalhador.

Id:19

INTERVENÇÕES DE LAZER EM IDOSOS INSTITUZIONALIZADOS: RELATO