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Konfrontasjonen med den mistenkte; avhørssituasjonen

In document ’Gull og gråstein’ (sider 78-81)

Kapittel 5. DNA og etterforskning

5.2 DNA-analysen og betydningen av DNA i den videre etterforskningen

5.2.7 Konfrontasjonen med den mistenkte; avhørssituasjonen

Considerando o âmbito do projeto MOVIDA.eros e a sua especificidade para a área da reabilitação cardíaca, o principal desafio que se impôs foi a inexistência de uma plataforma especificamente desenhada para ser implementada nos programas existentes a nível nacional, em particular no programa de reabilitação do Centro Hospitalar de Leiria, no qual o projeto se centra. Embora tenhamos visto que existem aplicações semelhantes com funcionalidades que podem ser aplicadas neste campo, nenhuma delas foi desenvolvida especialmente para o contexto português, sendo que algumas nem estão disponíveis no país. Deste modo, constata-se uma falha no sistema de saúde português, surgindo, assim, a necessidade de implementar aplicações e plataformas pioneiras que sejam específicas para cada programa de reabilitação existente em cada hospital nacional.

Um outro desafio que convém mencionar refere-se às características demográficas da população a quem o projeto se destina. Embora as doenças cardíacas possam surgir em qualquer idade, a verdade é que, muitas vezes, surgem em idades mais avançadas, o que significa que grande parte da população-alvo deverá ter cerca de 50 anos ou mais. Posto isto, surge uma barreira tecnológica que exige a criação de uma aplicação que seja intuitiva e

14 simplificada, uma vez que os pacientes com mais idade podem não se sentir totalmente à vontade com a tecnologia e os dispositivos utilizados (smartphone, tablet). Por outro lado, os profissionais de saúde podem também necessitar de um período de adaptação e, possivelmente, alguma formação para implementar efetivamente uma aplicação remota nos respetivos programas de reabilitação, uma vez que, por muito intuitivo que seja o sistema, não se pode ignorar o facto de que o método de trabalho irá inevitavelmente mudar. Contudo, considerando o caráter intuitivo e remoto do projeto, espera-se, em última instância, reduzir o trabalho para os profissionais de saúde sem aumentar os custos para o hospital, o que também constitui um dos objetivos do projeto.

Relativamente aos desafios técnicos do projeto, um dos que se destaca é a necessidade de conceber uma aplicação que permita ao paciente recolher os dados da atividade física realizada apenas com o seu smartphone, evitando a utilização de dispositivos externos dispendiosos. Este desafio vai ao encontro de um dos principais objetivos do projeto – a minimização dos custos para os hospitais, estabelecimentos de saúde e pacientes. Por último, constatou-se, também, a necessidade de garantir o contacto com o profissional de saúde e a sincronização dos dados do paciente em tempo real, o que assegura uma monitorização eficaz e atempada por parte do médico responsável. Deste modo, superados estes desafios e implementadas estas funcionalidades, pretende-se que a aplicação tenha o melhor resultado possível no contexto específico do programa de reabilitação cardíaca do Centro Hospitalar de Leiria, ajudando os respetivos pacientes no seu processo de recuperação.

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3. Metodologia

No momento da seleção da metodologia de trabalho que se iria utilizar no projeto, foi necessário considerar uma série de fatores, uma vez que cada metodologia se adapta melhor a um tipo de projeto distinto. Um dos fatores iniciais foi a dimensão do projeto em si, ou seja, o número de pessoas que iriam participar no desenvolvimento da plataforma, considerando-se, também, a existência, ou não, de uma grande quantidade de documentação associada ao projeto. Deste modo, considerando que se trata de um projeto de média dimensão que não exige uma quantidade significativa de documentação, a solução que parecia fazer mais sentido era, portanto, a utilização de uma metodologia ágil de desenvolvimento de software.

Este tipo de metodologia apresenta vantagens e benefícios em relação às metodologias tradicionais, especialmente no tipo de projeto que se pretendia implementar. Visto que se trata de um projeto em que se pretendia fazer uma implementação rápida no hospital, com testes e validações agilizados que permitissem uma aplicação atempada no estabelecimento em questão, esta metodologia parecia ser a mais adequada à situação. Além disso, esta metodologia não exige um conhecimento de todos os requisitos do projeto logo no início do mesmo e permite aos desenvolvedores alterar funcionalidades a meio do projeto caso tal seja necessário por algum motivo, havendo, portanto, mais espaço de manobra para possíveis alterações em fases intermédias.

Embora existam várias metodologias ágeis que poderiam ser aplicadas ao projeto, a selecionada assemelha-se, em grande parte, à metodologia Scrum. Contudo, esta não foi seguida na íntegra pelo facto de o projeto ser constituído por um único programador (em colaboração com os respetivos gestores de projeto), seguindo-se apenas algumas diretrizes aplicáveis ao projeto em questão.

A Figura 8 ilustra a metodologia Scrum de forma esquematizada:

16 Tal como se pode ver na Figura 8, existem vários papéis atribuídos dentro desta metodologia, nomeadamente o Product Owner, que, neste caso, foi atribuído ao Prof. Rui Pinto e cuja função é liderar estrategicamente o projeto e estabelecer o elo de ligação com o cliente e os membros da equipa; os Scrum Masters, cuja função é coordenar o projeto e garantir que a equipa cumpre as regras e as práticas do Scrum, facilitando e potencializando o seu trabalho (estas funções foram assumidas pelo Prof. Ricardo Martinho e pelo Prof. Rui Rijo); a equipa de desenvolvimento, que, neste caso, era constituída por um único elemento (o autor do presente relatório, Emanuel Silva); e os clientes ou stakeholders, que eram os profissionais de saúde responsáveis pelo programa de reabilitação cardíaca do Centro Hospitalar de Leiria (o Dr. Alexandre Antunes e a Dr.ª Filipa Januário) e os próprios pacientes a quem o projeto se destina.

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