4.2 Forsvarlighetskravet etter § 2-4 annet ledd
4.4.4 Konflikthåndtering og gjengjeldelse
Na representação, os três métodos estudados avaliam a produtividade do
solo, talvez isso seja reflexo do cenário atual do mundo, que exige a maior produção de alimentos para atender às demandas de uma população em aumento, e devido à exigência crescente na produção de biomateriais, por parte dos governos e da própria população que exige a criação de materiais que emitam poluentes menos agressivos que os produzidos por fontes não renováveis.
Este panorama exige o bom rendimento dos solos na produção de mais unidades sem que isso cause maiores danos às propriedades do solo e para reduzir a predação de áreas naturais pela expansão dos cultivos. Por estas razões, acreditamos que a avaliação da produtividade do solo é um ponto importante a ser estudado e avaliado.
No mecanismo e modelo, Lindeijer (2000a) utiliza como indicador a
Produção Primaria Liquida (PPL) que indica em termos de curto prazo a funcionalidade do sistema, ou seja, a disponibilidade de recursos bióticos. Mas o problema deste indicador seria que ele é totalmente determinado por um tipo de manejo ao qual o solo é submetido (produções intensivas por uso de fertilizantes, entre outros). Os resultados em longo prazo como a habilidade própria do ecossistema em produzir biomassa é deixada de lado.
Brandão e Milà i Canals (2012) propõe a utilização da Matéria Orgânica do Solo (MOS), elemento importante na formação do solo motivo perlo qual este indicador torna-se um elemento chave nas FSV, pois influencia em varias propriedades do solo (erosão, filtração mecânica, fertilidade, entre outros). Devido à dificuldade no processo de coleta de dados da MOS os autores propõe a utilização do carbono orgânico do solo (COS) que representa o 65% da MOS mostrando assim ser componente essencial da MOS. Ao contrario do PPL a MOS dá resultados a longos prazos dos estragos ou benefícios causados pelo uso do solo. Além disso, a MOS não só mede a produtividade nas FSV também a qualquer alteração do teor de MOS afetará outras funções como a manutenção do ciclo das substancias, do ciclo da água e inclusive a regulação do clima global e local por ser deposito e emissor de CO2. Por todas estes motivos se observa que este indicador já seja MOS ou COS é
um bom representante das possíveis alterações nas FSV causadas pelo uso do solo.
No caso do projeto LANCA (2008) propõe a utilização de cinco indicadores que avaliam as implicações do uso do solo nas FSV. Três dos indicadores utilizados: erosão, filtração mecânica e filtração físico-química representam a perda física do solo determinando a incorreta atuação do solo em suas funções. Como se observa este método tem como principal preocupação avaliar as propriedades físicas do solo deixando de lado as biológicas que são fundamentais na formação do solo e que de forma direta influenciam nas mesmas propriedades físicas como a erosão e a compactação como mostrado por Milà i Canals (2003) mediante a representação do mecanismo ambiental da MOS.
Diante todo o exposto ressalta-se o bom desempenho da MOS como indicador nas FSV
Disponibilidade de dados, no método de Lindeijer (2000a), os dados da PPL
são obtidos mediante trabalhos em diferentes países o que evidencia a dificuldade da obtenção de informação na literatura deste indicador o que é reconhecido pelo mesmo autor.
No projeto LANCA (2008) a utilização de cinco indicadores faz com que seja difícil conseguir dados para todos estes, no mesmo projeto utiliza-se dados gerais que não tomam em conta variáveis locais que influenciariam nestes indicadores.
Brandão e Milà i Canals (2012) propõe o COS que é estudado por varias instituições como a IPCC, a Comissão Européia e a FAO que estudam como este indicador pode ser calculado ajudando assim na obtenção dos dados.
Portanto, observa-se a disponibilidade de dados do COS que ajuda em muito para adaptações em diferentes cenários e realidades biogeográficas dos países.
Tempo de recuperação, Lindeijer (2000a), realiza uma aproximação de
acordo a latitude e a altitude para que o solo recupere as condições potenciais naturais do Bioma.
No projeto LANCA (2008), a forma de cálculo destes tempos não é mencionado.
Brandão e Milà i Canals (2012), não especificam tempos de recuperação do solo para os diferentes tipos de uso no método, especificando só uma recomendação do IPCC que coloca como tempo de recuperação 20 anos entre solos bióticos, o que pode ser muito longe da realidade de acordo à realidade dos países. Por outro lado Mila i Canals no documento de doutorado (2003) e a FAO (2004) propõe a utilização de Softwares como CENTURY, ROTCH no cálculo destes tempos, o que ajudaria na precisão dos resultados, pois consideram diferentes variáveis (tipo de uso do solo, precipitações, conteúdo de argila, temperatura, entre outros). Porém, a manipulação destes softwares não são de fácil compreensão e a quantidade de dados exigidos para executar os cálculos são difíceis de serem coletados, dificultando desta forma os cálculos destes tempos de recuperação do solo.
Portanto, observa-se que o tempo de recuperação ainda tem que ser mais trabalhado nos métodos, pois é um ponto fraco neles.
Tipo de uso do solo, No método de Lindeijer (2000a) só menciona alguns
tipos de uso do solo para os quais coloca valores do PPL.
No projeto LANCA (2008) utiliza tipos de uso do solo da base CORINE.
Quanto Brandão e Milà i Canals (2012) coloca o tipo de uso do solo agrícola como principal na avaliação, não especifica subdivisões deste tipo de uso do solo.
Dessa forma, pode-se dizer que o projeto LANCA (2008) dá uma visualização mais detalhada neste ponto.
Frequência de utilização do método, no método de Lindeijer (2000a) não se
encontraram registros de sua utilização como referência.
Projeto LANCA (2008) foi desenvolvido com o fim de ser utilizado no Software GaBi o que manifesta seu estudo detalhado.
O método de Brandão e Mila i Canal (2012) é referenciado em trabalhos de ACV (MILÀ I CANALS, 2012) e foi apresentado no “Special forum on Global Land Use Impacts on Biodiversity and Ecosystem Services in LCA” realizado em Bruxelas o ano 2012.
Portanto, observa-se que o projeto LANCA (2008) e o método de Brandão e Milà i Canals (2012) são métodos com solidez conceitual.