3.5 Motiver relatert til undersøkelsesmodellem
3.5.1 Kon kurranseevne
4.1 Características de desempenho
Os resultados das características de desempenho de frangos de corte machos de 1 a 35, 1 a 42 e 1 a 49 dias de idade encontram-se na Tabela 13.
No período de 1 a 35 dias de idade, observou-se que o consumo de ração (CR), a viabilidade criatória (VC) e a conversão calórica (CC) não apresentaram diferença entre as médias, segundo a análise de variância. De acordo com a análise de regressão, houve efeito linear crescente para ganho de peso (GP), índice de eficiência produtiva (IEP) e consumo de energia (CE), com o aumento dos níveis de exigência. Já a característica conversão alimentar (CA) apresentou efeito linear decrescente. As equações de regressão encontram-se na Tabela 12.
Tabela 12. Equações de regressão obtidas para as características consumo de ração (g), ganho de peso (GP, g), conversão alimentar (g/g), índice de eficiência produtiva (IEP), consumo de energia (kcal) e conversão calórica (kcal/kg de GP) de frangos de corte macho. Características Equação de Regressão e Coeficiente de Determinação (R2)
1 A 35 DIAS DE IDADE Ganho de peso y = 11,901x + 2158; R² = 0,66 Conversão alimentar y = -0,0104x + 1,6144; R² = 0,82 IEP y = 4,9023x + 412,77; R² = 0,52 Consumo de energia y = 80,451x + 9303,3; R² = 0,73 1 A 42 DIAS DE IDADE Consumo de ração y = -2,3378x² - 44,759x + 5305,8; R² = 0,50 Ganho de peso y = 10,991x + 2807,5; R² = 0,78 Conversão alimentar y = -0,011x + 1,7047; R² = 0,98 IEP y = 4,4171x + 397,51; R² = 0,57 Consumo de energia y = -8,8807x² - 7,4721x + 15100; R² = 0,51 1 A 49 DIAS DE IDADE Consumo de ração y = -0,3943x3 - 6,1061x2 - 25,144x + 7548,7; R² = 0,69 Ganho de peso y = -0,0829x3 - 0,6554x2 + 20,026x + 3448,3; R² = 0,51 Conversão alimentar y = -0,0094x + 1,8221; R² = 0,88 IEP y = 4,2869x + 397,72; R² = 0,48 Consumo de energia y = -1,1972x3 - 18,925x2 + 115,9x + 19796; R² = 0,52
O consumo de ração (CR) no T6 (+10%) apresentou redução linear, esse efeito também foi observado também por Dozier et al. (2006) e Bertechini et al. (1991). Segundo os autores, o nível de energia da ração controla o consumo alimentar dos frangos de corte, reafirmando a necessidade da adequação de todos os nutrientes da dieta ao seu conteúdo de energia. Além disso, a utilização de rações mais densas e a diminuição do consumo podem ser interessantes, pois segundo Sakomura et al. (2004) quanto maior o volume de ração no trato digestório, menor a sua utilização, o que pode ser explicado pela diminuição na eficiência de atuação das enzimas digestivas e, conseqüentemente, menor absorção de nutrientes.
Mesmo com o aumento no ganho de peso (GP) dos animais, o maior consumo de energia (CE) observado, com o aumento da energia da dieta, não proporcionou uma melhora linear na conversão calórica (CC) que não teve efeito significativo. Reginatto et al. (2000) também observaram que dietas de baixa energia foram inferiores às dietas com alta energia no que diz respeito à CC (P<0,01), sendo consumida mais energia por unidade de peso ganho, para machos de 1 a 21 e de 22 a 40 dias de idade. Segundo os autores, isto se deve, provavelmente, ao maior ganho de peso das aves que receberam dietas com alta energia.
Tabela 13. Médias observadas e resultados da análise de variância para ganho de peso (g), consumo de ração (g), conversão alimentar (g/g), viabilidade criatória (%), índice de eficiência produtiva, consumo de energia (kcal) e conversão calórica (kcal/kg de ganho de peso) de frangos de corte machos.
Características Tratamentos CV**(%) Média Padrão Erro Probabilidade
T1 T2 T3 T4 T5 T6 1 a 35 dias de idade Consumo de ração 3093,51 3114,63 3025,54 3125,10 3148,23 2040,08 4,86 3074 61 ns Ganho de peso 1957,53 2078,51 2067,15 2157,15 2265,26 2244,02 3,31 2128 29 <0.001 Conversão alimentar 1,761 1,710 1,696 1,622 1,535 1,518 2,51 1,640 0,016 <0.001 Viabilidade criatória 94,44 95,55 92,77 96,11 92,77 95,00 4,85 94,4 1,9 ns IEP 335 379,5 377,5 409,5 434,3 467,3 10,82 400 18 <0.001 Consumo de energia 8016 8543 8738 9532 9963 9821 4,39 9102 163 <0.001 Conversão calórica 3556 3608 3697 3576 3651 3528 5,43 3603 80 ns 1 a 42 dias de idade Consumo de ração 5498,09 5600,87 5123,19 5391,97 5334,76 4446,57 5,02 5232 107 <0.001 Ganho de peso 2591,95 2718,83 2673,33 2823,46 2902,61 2836,33 2,23 2758 25 <0.001 Conversão alimentar 1,851 1,832 1,774 1,696 1,647 1,593 1,72 1,732 0,012 <0.001 Viabilidade criatória 93,21 93,82 91,97 94,46 90,74 92,59 6,09 92,8 2,3 ns IEP 328,8 365 364,8 399 414,1 447,1 9,12 386 14 <0.001 Consumo de energia 13401 14425 13917 15385 15770 13593 5,21 14415 307 <0.001 Conversão calórica 4134 4208 4240 4138 4221 3902 4,78 4140 81 ns 1 a 49 dias de idade Consumo de ração 7781,75 7919,78 7237,53 7543,77 7392,67 6224,14 5,47 7350 164 <0.001 Ganho de peso 3259,76 3338,77 3254,88 3476,21 3537,42 3491,00 3,55 3393 49 <0.001 Conversão alimentar 1,946 1,921 1,896 1,810 1,779 1,721 1,58 1,845 0,011 <0.001 Viabilidade criatória 92,36 92,37 90,27 93,05 89,58 91,66 7,03 91,5 2,6 ns IEP 337 363 360,6 399,5 412,1 449,8 10,50 387 17 <0.001 Consumo de energia 17586 18790 18035 19814 20163 17699 5,05 18681 385 <0.001 Conversão calórica 4550 4625 4647 4532 4623 4286 5,02 4544 93 ns **Coeficiente de variação
(GP) e a conversão alimentar (CA) melhoraram estando de acordo com outros autores (LEESON; CASTON; SUMMERS, 1996; PESTI; MILLER, 1997; LEANDRO et al., 2003; SILVA; ALBINO; NASCIMENTO, 2003; SAKOMURA et al., 2004; FARIA FILHO, 2006). E Oliveira Neto et al. (2000) também observaram efeitos lineares para estas duas características de desempenho conforme os níveis de energia da dieta aumentavam (Figura 3).
Figura 3. Equações de regressão para ganho de peso (GP, g) (A); conversão alimentar (CA, g/g) (B), em função dos níveis nutricionais da ração de frangos de corte machos de 1 a 35 dias de idade.
O consumo de energia (CE) apresentou aumento conforme os níveis
nutricionais das dietas foram aumentando (Figura 4), resultados parecidos foram observados por Oliveira Neto et al. (2000), Leandro et al. (2003) e Pesti & Miller (1997), que justificam o aumento do consumo de energia, afirmando que a diminuição do consumo de alimento, de acordo com o aumento da energia na ração, não é suficiente para manter o consumo de energia constante. Assim, o decréscimo linear no CR observado neste trabalho não foi
suficiente para garantir um consumo de energia constante.
Figura 4. Equações de regressão para o índice de eficiência produtiva (IEP) (C) e consumo de energia (CE, kcal) (D) em função dos níveis nutricionais da ração de frangos de corte machos de 1 a 35 dias.
No período de 1 a 42 dias de idade, as médias de viabilidade criatória (VC) e conversão calórica (CC) não foram estatisticamente diferentes entre os tratamentos (P>0,05).
As características consumo de ração (CR), ganho de peso (GP) e consumo de energia (CE), apresentaram efeito quadrático, a conversão alimentar (CA) efeito linear decrescente, enquanto o índice de eficiência produtiva (IEP) apresentou efeito linear crescente, com o aumento dos níveis dos nutrientes da dieta como pode ser observado nas Figuras 5, 6 e 7.
Figura 5. Equações de regressão para consumo de ração (CR, g) (A) e ganho de peso (GP, g) (B), em função dos níveis nutricionais da ração de frangos de corte machos de 1 a 42 dias de idade.
O maior GP e o menor CR estão de acordo com Pesti e Fletcher (1983) que verificaram redução no consumo de ração e melhoria no ganho de peso (GP), quando se elevou o nível de energia da ração de 2500 para 3400 kcal de EM/kg para frangos de corte na fase de crescimento. O maior GP foi obtido nas aves que receberam a dieta do T5 (+5%) e o menor CR foi obtido pelo aves que receberam a dieta do T6 (+10%). Essas duas dietas foram formuladas com 5 e 10%, a mais que as exigências das aves, respectivamente. Waldroup (1996) também observou menor consumo de ração em frangos alimentados com dietas com altos níveis de energia.
A conversão alimentar (CA) foi melhorando de acordo com os maiores níveis de nutrientes da dieta, sendo o melhor valor (1,593) encontrado nas aves alimentadas com as dietas do T6 (+10%) resultados semelhantes foram observados por Sakomura et al. (2004) e Mendes et al. (2004) onde frangos de corte apresentaram melhor conversão alimentar quando receberam dietas com maiores níveis de energia.
Figura 6. Equação de regressão para o consumo de energia (CE, kcal) em função dos níveis nutricionais da ração de frangos de corte machos de 1 a 42 dias.
Figura 7. Equações de regressão para a conversão alimentar (CA, g/g) (C) e o índice de eficiência produtiva (IEP) (D) em função dos níveis nutricionais da ração de frangos de corte machos de 1 a 42 dias.
E no período de 1 a 49 dias, as médias de viabilidade criatória (VC) e conversão calórica (CC) também não foram estatisticamente diferentes entre os tratamentos (P>0,05). O CR, o GP e o CE apresentaram efeito cúbico, a CA como nos períodos anteriores apresentou efeito linear decrescente e o IEP efeito linear crescente, com o aumento dos níveis nutricionais da dieta (Figuras 8, 9 e 10).
O consumo de ração foi menor no Tratamento 6 , onde os níveis nutricionais foram 10% maiores que a exigência, resultado que pode ser explicado pelo alto nível de energia metabolizável da dieta. A maior média de ganho de peso foi encontrada no Tratamento 5 onde os níveis nutricionais eram 5% acima das necessidades das aves.
O aumento no GP no período de 1 a 49 dias de idade não foi mantido este efeito está de acordo com Leandro et al. (2003). Segundo os autores, com o aumento do plano nutricional, machos apresentaram melhoras no GP até 39 dias de idade. No entanto, no período total (de 1 a 46 dias de idade) esse efeito não foi observado, sugerindo a ocorrência de um ganho compensatório no período final de criação (40-46 dias de idade). Isso pode indicar que machos abatidos mais tardiamente e alimentados com planos nutricionais com determinadas variações nos níveis de energia e proteína não apresentam ganhos significativos no peso final.
Quanto à viabilidade criatória (VC), outros autores também não observaram influência dos níveis de energia da dieta (MENDES et al., 2004). Silva; Albino e Nascimento (2001) relataram que anormalidades de pernas e a mortalidade de frangos de corte machos não foram afetadas pelos tratamentos e, segundo Luchesi (2000), após o surgimento das linhagens de conformação, o aumento do nível energético da ração não tem implicado em elevação da mortalidade.
Figura 6. Equações de regressão para consumo de ração (CR, g) (A) e ganho de peso (GP, g) (B), em função dos níveis nutricionais da ração de frangos de corte machos de 1 a 49 dias de idade.
O resultado da análise das médias do IEP (Figura 9) não está de acordo com o
proposto por Leandro et al. (2003), que observaram que em dietas com níveis mais elevados de energia metabolizável e proteína bruta não diferiram dos demais, para esta característica, no período de 1 a 46 dias de idade, tanto para machos como
para fêmeas.
Figura 7. Equações de regressão para a conversão alimentar (CA, g/g) (C) e o índice de eficiência produtiva (IEP) (D) em função dos níveis nutricionais da ração de frangos de corte machos de 1 a 49 dias.
Figura 8. Equação de regressão para o consumo de energia (CE, kcal) em função dos níveis nutricionais da ração de frangos de corte machos de 1 a 49 dias.
4.2 Características de carcaça
Frangos de corte machos não apresentaram diferenças significativas (P>0,05) entre os tratamentos quanto ao rendimento de carcaça para nenhuma das idades avaliadas (Tabela 13), estando de acordo com Bertechini et al. (1991), Silva, Albino e Nascimento (2001), Leandro et al. (2003) e Mendes et al. (2004). Para o rendimento de cortes e peso relativo da gordura abdominal também não foi verificado efeito dos tratamentos de 1 a 35 e de 1 a 42 dias de idade, concordando com Oliveira et al. (2006) e Dozier et al. (2006), e divergindo de Mendes et al. (2004) que encontraram efeito linear crescente para porcentagem de gordura abdominal em frangos de 1 a 42 dias de idade. E discordando também de Araujo et al. (2010) que encontraram efeito significativo para o rendimento de peito em frangos de corte machos. Entretanto, há de se considerar que no presente estudo a proporção energia:nutrientes foi mantida, ao contrário do ocorrido no trabalho de Mendes et al. (2004).
Tabela 14. Médias observadas e resultados da análise de variância para rendimento (%) de carcaça, peito, coxas, sobrecoxas, asas e porcentagem de gordura abdominal de frangos de corte machos.
Características T1 T2 T3 Tratamentos T4 T5 T6 CV**(%) Média Probabilidade
1 a 35 dias de idade Carcaça 76,03 77,24 77,22 76,54 77,28 77,31 1,41 76,94 ns Peito 20,85 21,70 22,14 21,61 21,55 21,54 4,56 21,57 ns Asa 8,46 7,81 7,93 7,82 7,79 7,94 8,53 7,96 ns Coxa 9,47 9,52 9,56 9,39 9,51 9,57 3,59 9,51 ns Sobrecoxa 12,35 12,60 12,32 12,27 12,51 12,29 3,25 12,39 ns Gordura abdominal 1,44 1,45 1,50 1,19 1,52 1,19 18,78 1,38 ns 1 a 42 dias de idade Carcaça 78,79 78,67 79,39 78,87 80,05 79,63 1,59 79,24 ns Peito 23,22 24,01 24,08 23,65 23,66 22,73 4,04 23,56 ns Asa 7,92 7,82 7,95 7,87 7,83 8,11 2,56 7,92 ns Coxa 9,61 9,30 9,42 9,68 9,57 9,88 3,30 9,58 ns Sobrecoxa 12,68 12,83 12,79 12,96 13,21 13,20 2,85 12,95 ns Gordura abdominal 1,68 1,39 1,55 1,25 1,71 1,43 18,97 1,50 ns 1 a 49 dias de idade Carcaça 80,39 80,51 80,29 80,22 81,95 80,25 1,70 80,60 ns Peito 24,05 23,96 24,30 24,25 23,90 23,19 5,71 23,95 ns Asa 8,06 7,77 7,90 7,79 8,05 7,87 3,41 7,91 ns Coxa 9,85 9,70 9,69 9,61 9,88 9,77 3,68 9,75 ns Sobrecoxa 12,75 12,84 12,62 12,51 12,91 12,39 3,25 12,67 ns Gordura abdominal 1,62 1,73 1,70 1,44 1,60 1,66 17,94 1,63 ns ** Coeficiente de variação
4.3 Análise econômica
As equações que descrevem a variação do preço da ração em função da energia metabolizável (EM) para machos em cada idade de abate encontram-se nas Figuras 11, 12 e 13. O modelo quadrático foi o que melhor descreveu a relação entre as variáveis, resultados semelhantes foram descritos por Eits et al. (2005b).
Figura 9. Equação de regressão para o preço médio da ração (R$/kg) ponderado pelo consumo de ração proporcional de ração na fase de 1 a 35 dias em função da energia metabolizável (Kcal/Kg) para frangos de corte machos.
Figura 10. Equação de regressão para o preço médio da ração (R$/kg) ponderado pelo consumo de ração proporcional de ração na fase de 1 a 42 dias em função da energia metabolizável (Kcal/Kg) para frangos de corte machos.
Figura 11. Equação de regressão para o preço médio da ração (R$/kg) ponderado pelo consumo de ração proporcional de ração na fase de 1 a 49 dias em função da energia metabolizável (Kcal/Kg) para frangos de corte machos.
Os resultados obtidos através do programa elaborado no Microsoft Excel®, no qual determinaram-se os níveis de EM em cada fase de alimentação que promovem máximo lucro de acordo com variáveis de mercado preço da ração e do frango vivo, encontram-se na Tabela 15 para machos. Observou-se que, as aves abatidas mais precocemente (35 dias de idade) conferiram maiores lucros aos produtores, no cenário de mercado normal, concordando com o obtido através dos modelos de superfície de resposta desenvolvidos por Araujo et al. (2010). Além disso, os níveis de EM que maximizam o lucro em cada fase de alimentação diminuiu com o aumento da idade de abate, quando considerado o mesmo cenário de mercado. Este resultado contraria o obtido com os modelos de superfície de resposta, desenvolvidos por Araujo et al. (2010), no qual a energia que maximizou o lucro sofreu ligeiro aumento com o avançar da idade de abate.
Em relação aos cenários de mercado, a diminuição do preço pago pelo quilo do frango proporcionou menor impacto econômico que o aumento do preço da ração na mesma proporção (10%), embora a EM que maximiza o lucro tenha sofrido mínima ou nenhuma variação, concordando com os resultados obtidos através dos modelos de superfície de resposta desenvolvidos por Araujo et al (2010). Deste modo, considerando todos os cenários de mercado, houve uma tendência de diminuição dos níveis nutricionais que maximizam os lucros de acordo com a piora
da situação de mercado, principalmente para frangos criados até 35 dias de idade. Isto indica que quando os preços de mercado não estão favoráveis à produção, a diminuição da densidade nutricional da dieta é recomendável.
Para machos, os valores de EM que resultaram em maior lucro estão mais próximos aos do Tratamento 3 (-5%), para todas as idades de abate e em todos os cenários de mercado, ou seja, abaixo dos níveis nutricionais recomendados por Rostagno et al. (2005). A predição do lucro para o caso do cenário Normal de mercado, considerando os níveis nutricionais para maximização versus os níveis nutricionais do tratamento 4 (igual aos recomendados por Rostagno et al. (2005)) foi de 0,6385 e 0,3787; 0,5350 e 0,5054; e de 0,5134 e 0,1705 reais por frango macho, para idades de abate de 35, 42 e 49 dias, respectivamente. Tal fato reafirma a importância de modelos de formulação visando máximo lucro, devido ao aumento significativo na rentabilidade (EITS et al., 2005b). O cenário A+B (preço da ração 10% maior e do frango vivo 10% menor) foi o que proporcionou o menor lucro por ave nas três fases alimentação. Onde o menor lucro apresentado foi no período de 1 a 49 dias de idade (-0,3663). E o maior lucro por ave encontrado foi na fase de 1 a 35 dias na condição de mercado normal com um lucro 0,6385 reais.
Tabela 15. Análise econômica e predição dos níveis de energia metabolizável (EM, Kcal/Kg) com base nos resultados acordo com a situação de mercado para frangos de corte machos.
Cenário de mercado1
EM média2
EM por fase de alimentação Lucro/ave
(R$) Pré-
inicial Inicial Cresc. I Cresc. II Final
1 a 35 dias de idade Normal 2886 2773 2823 2923 - - 0,6385 A 2878 2765 2815 2915 - - 0,1442 B 2878 2765 2815 2915 - - 0,2127 A+B 2871 2758 2808 2908 - - -0,2729 1 a 42 dias de idade Normal 2894 2741 2791 2891 2941 - 0,5350 A 2890 2745 2795 2895 2945 - -0,1526 B 2890 2745 2795 2895 2945 - -0,0195 A+B 2886 2741 2791 2891 2041 - -0,7077 1 a 49 dias de idade Normal 2900 2732 2782 2882 2932 2982 0,5134 A 2900 2732 2782 2882 2932 2982 -0,3639 B 2900 2732 2782 2882 2932 2982 -0,1486 A+B 2889 2721 2771 2871 2921 2971 -0,3663 1
Cenário de mercado Normal: preço/kg do frango vivo = R$2,05, A: preço da ração 10% maior, B: preço do frango vivo 10% menor, A+B: preço da ração 10% maior e do frango vivo 10% menor. 2 Energia metabolizável média ponderada pelo consumo de ração proporcional (CRP) em cada fase de alimentação. De 1 a 35 dias de idade o CRP médio (%) foi: 4,20 (fase pré-inicial); 30,67 (inicial); 65,12 (crescimento I). De 1 a 42 dias foi (%): 2,67 (pré-inicial); 19,54 (inicial); 41,55 (crescimento I); 36,23 (crescimento II).De 1 a 49 dias foi (%): 2,08 (pré- inicial); 15,17 (inicial); 32,26 (crescimento I); 28,13 (crescimento II) e 22,36 (final).
Os resultados obtidos através do programa elaborado no Microsoft Excel®, no qual determinaram-se os níveis de EM em cada fase de alimentação que promovem máximo lucro de acordo com variáveis de mercado preço da ração e dos cortes comerciais, encontram-se na Tabela 16.
As aves abatidas com 49 dias de idade resultaram em maiores lucros para todos os cenários de mercado. Este resultado se opõe ao encontrado para a simulação feita para a cadeia produtiva até a venda do frango vivo, em que frangos abatidos com 35 dias garantiram maior lucratividade. Segundo Eits et al. (2005b) o modo como os frangos serão comercializados (frango vivo, carcaça inteira ou em partes) é determinante para a definição dos níveis nutricionais ideais, assim como para o cálculo do resultado econômico. Desta forma, para a definição idade de abate mais lucrativa deve-se levar em conta, além da preferência do mercado consumidor, se a cadeia produtiva será considerada em parte ou em sua totalidade para o cálculo da rentabilidade.
Para idade de abate 42 dias, a EM que otimizou a lucratividade para venda de cortes comerciais de frangos machos foi superior que no caso da venda do frango
vivo (em média, considerando todos os cenários de mercado propostos, 146 kcal/kg a mais por fase de alimentação). Neste caso, seria indicado um adensamento nutricional visando a obtenção de maior lucratividade quando considerada a comercialização de cortes comerciais de frangos abatidos até 42 dias de idade.
Concordando com o observado na simulação até a venda do frango vivo, maior lucratividade para frangos abatidos aos 49 dias de idade foi obtida com níveis nutricionais mais baixos que o determinado para idade de abate de 42 dias de idade e maiores que os determinados para a idade de 35 dias. A idade de 42 dias apresentou os maiores níveis de energia apresentando maiores lucros quando comparado aos 35 dias e menor quando comparado com os lucros da idade de 49 dias em todos os cenários de mercado, isto serve para ressaltar a necessidade de se considerar tanto a forma de comercialização quanto a idade de abate para o estabelecimento dos níveis nutricionais que otimizam a lucratividade.
Os valores de EM que resultaram em maior lucro foram mais próximos aos do Tratamento 2, para todas as idades de abate e em todas as simulações de mercado. Desta forma, em todos os casos, ficaram 10% abaixo dos níveis nutricionais recomendados por Rostagno et al. (2005).
Comparando a predição do lucro para o caso do cenário Normal de mercado, considerando os níveis nutricionais para maximização versus os níveis nutricionais do Tratamento 4 (iguais aos recomendados por Rostagno et al. (2005), foi de 1,3741 e 0,8614; 1,8813 e 1,7335; e de 3,4350 e 2,7410 reais por frango macho, para idades de abate de 35, 42 e 49 dias, respectivamente. Tal alteração na formulação também resultou em maiores perdas econômicas para frangos de corte machos, em todas as idades de abate. Além disso, com o avançar da idade de abate, a formulação visando o máximo torna-se mais importante, devido à maior diferença observada na lucratividade.
Tabela 16. Análise econômica e predição dos níveis de energia metabolizável (EM, Kcal/Kg) com base nos resultados de rendimento de cortes comerciais e de acordo com a situação de mercado para frangos de corte machos.
Cenário de mercado1
EM média2
EM por fase de alimentação Lucro/ave
(R$) Pré-
inicial Inicial Cresc. I Cresc. II Final
1 a 35 dias de idade Normal 2758 2645 2695 2795 - - 1,3741 A 2772 2659 2709 2809 - - 0,5064 B 2749 2636 2686 2786 - - 0,6300 A+B 2762 2649 2699 2799 - - -0,2389 1 a 42 dias de idade Normal 3029 2884 2934 3034 3084 - 1,8813 A 3050 2905 2955 3055 3105 - 0,7515 B 3023 2878 2928 3028 3078 - 0,8256 A+B 3044 2899 2949 3049 3099 - -0,2858 1 a 49 dias de idade Normal 2865 2697 2747 2847 2897 2947 3,4350 A 2895 2727 2777 2877 2927 2977 1,9291 B 2864 2696 2746 2846 2896 2946 2,1932 A+B 2894 2726 2776 2876 2876 2976 0,6870 1
Cenário de mercado Normal: preço/kg do peito = R$9,20, da asa = R$5,30 e da coxa+sobrecoxa = R$4,60, A: preço da ração 10% maior, B: preço dos cortes 10% menor, A+B: preço da ração 10% maior e dos cortes 10% menor. 2 Energia metabolizável média ponderada pelo consumo de ração proporcional (CRP) em cada fase de alimentação. De 1 a 35 dias de idade o CRP médio (%) foi: 4,20 (fase pré-inicial); 30,67 (inicial); 65,12 (crescimento I). De 1 a 42 dias foi (%): 2,67 (pré-inicial); 19,54 (inicial); 41,55 (crescimento I); 36,23 (crescimento II).De 1 a 49 dias foi (%): 2,08 (pré-inicial); 15,17 (inicial); 32,26 (crescimento I); 28,13 (crescimento II) e 22,36 (final).
5. CONCLUSÕES
O aumento dos níveis nutricionais das dietas promove melhor desempenho em frangos de corte machos, embora o rendimento de carcaça e de cortes comerciais sejam pouco influenciados.
A formulação de máximo lucro proporciona maior rentabilidade na produção de frangos de corte e são influenciadas principalmente pelas variáveis idade de abate e produto a ser comercializado.
A melhora do desempenho das aves com o aumento dos níveis nutricionais da ração não significa melhora nos resultados econômicos. Portanto, os modelos matemáticos, são úteis para estabelecer a relação entre variáveis de importância e essenciais para avaliação e determinação das condições de criação e nutrição adequadas para se obter maior lucratividade na produção de frangos de corte.
6. REFERÊNCIAS
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resultados econômicos de frangos de corte. Pirassununga, SP, USP, 2010. 122 p. Dissertação (Mestrado em Zootecnia). Universidade de São Paulo, Pirassununga, 2010.
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FARIA FILHO, D. E. Aspectos produtivos, metabólicos, econômicos e
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Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2006.
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