4.4 Spor 4 - "Note To Self"
4.4.1 Komposisjonstrategisk opphav 45
As proporções da mistura, ou traço, são determinadas a partir de certos fatores, relações ou índices que são conhecidos como parâmetros da mistura, estes conceitos até então aplicados para o concreto devem ser analisados para a argamassa em questão. Os principais parâmetros são:
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Sabe-se que a relação água/ cimento é definida pela relação entre as massas de água e de cimento. É um dos parâmetros mais importantes na dosagem do concreto, pois dela dependem a resistência e a permeabilidade do concreto, cuja durabilidade depende desta última.
A resistência de dosagem (fcj) para concretos pode ser expressa em função de a/c através da Lei de Abrams (1918):
Equação 2-16
Onde:
- resistência à compressão (MPa) em j dias de idade,
e – constantes que dependem da natureza dos materiais, idade e das condições de cura,
a/c – relação água cimento
Através da Equação 2-16 verifica-se que a resistência e a relação a/c são inversamente proporcionais, conforme pode ser verificado na Figura 2.13.
Figura 2.13 - Relação a/c x fc para cimentos brasileiros (HELENE e TERZIAN, 1992).
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Este parâmetro, cuja definição é evidente, está relacionado com a fluidez ou consistência, ou ainda, trabalhabilidade da mistura. É evidente que quanto maior a quantidade de água no concreto, mais fluída será a mistura.
No entanto, é fácil imaginar que a adição indiscriminada da água pode chegar a desagregar a mistura, isto é, pode fazer com que a mistura não se mantenha coesa.
A forma e textura superficial dos agregados têm grande influência na quantidade de água necessária para uma determinada consistência do concreto. Quanto mais irregulares as partículas e quanto mais áspera a sua superfície, maior é a quantidade de água necessária para uma mesma consistência.
A área específica dos materiais sólidos (agregados, cimentos e outros componentes) também tem influência sobre a quantidade de água, pois todas as partículas devem ser envolvidas pela água contida na pasta.
Embora os parâmetros não devam ser considerados como valores rígidos que precisam ser obedecidos incondicionalmente, o seu uso criterioso pode ser um valioso instrumento de controle das propriedades do concreto.
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Desde que esteja fixada a quantidade de água por m³ “a” e a relação a/c, fica determinado o consumo de cimento pela expressão:
Consumo ou teor de cimento (Cc ou c)
Equação 2-17
Onde:
a - quantidade de água por metro cúbico;
– relação água/ cimento;
Cc ou c – consumo de cimento.
Este parâmetro é decorrente de outros parâmetros fundamentais como, por exemplo:
▪ quantidade de água por metro cúbico “a”, determinada pelas características do concreto fresco, isto é, trabalhabilidade e coesão.
▪ relação água/ cimento, determinada pelas características do concreto endurecido, como resistência e permeabilidade.
Uma característica muito importante do concreto é o custo, que é fortemente influenciado pelo teor de cimento. Além de aumentar o custo, um teor excessivo de cimento pode provocar outros inconvenientes, a retração e a fluência (aumento da deformação sob tensão mantida constante) maiores. Isso porque essas propriedades são características da pasta e, portanto, quanto maior a quantidade deste componente, no concreto, mais intensos serão esses fenômenos.
Há especificações que se preocupam com o teor mínimo de cimento, preocupados com a obtenção de um volume de pasta suficiente para envolver todas as partículas de agregados e para preencher os vazios entre essas partículas. Mas, pensando em retração e em fluência, se deveria também pensar em limitação do teor máximo de cimento.
A pasta de cimento hidratada é um sólido com poros submicroscópicos que ocupam cerca de 28% do volume total. O diâmetro desses poros é da ordem de 1,5 a 2,0 μm (1,5 a 2,0
milionésimos de mm). Apesar desses poros, considera-se que a pasta é praticamente impermeável.
No entanto, o excesso de água, em relação à quantidade necessária para a formação de um volume de pasta que possibilite a hidratação completa do cimento, faz com que surjam os poros capilares, cujo diâmetro é da ordem de mil vezes maior do que o diâmetro dos poros da pasta (1,3 μm, ou seja, 1,3 milionésimos de mm).E esses poros, quando em grande quantidade, se interligam, formando um trajeto contínuo para a água: o concreto passa a ser permeável.
No caso da argamassa utilizada no preenchimento de estaca raiz uma exigência pertinente ao processo executivo é que a argamassa deve possuir elevada fluidez, sendo necessário elevada quantidade de água e como consequência, um consumo de cimento, também alto. No entanto, com o uso de um aditivo plastificante pode-se obter um concreto com a trabalhabilidade desejada com menos água e, podendo-se reduzir também o consumo de cimento.
▪ Relação água/ materiais secos (A% ou H)
É definida pela relação entre a massa de água e a massa total de material seco, isto é, cimento mais agregados (areia, no caso da estaca raiz). O valor dessa relação é fixado em função da
consistência pretendida no estado fresco, segundo o método de dosagem do INT – Instituto Nacional de Tecnologia.
A Lei de Lyse afirma que a quantidade de água para se obter uma determinada trabalhabilidade para concretos plásticos é praticamente a mesma e independente do traço para mesmos materiais, para proporções usuais e dentro de certos limites, como pode ser verificado um comportamento similar ao demonstrado na Figura 2.14. Abaixo esta descrita a
Lei de Lyse:
; Equação 2-18
Equação 2-19
Onde:
A% - relação água/ materiais secos (%)
x - relação água/ cimento (g)
a - areia (g)
p - brita (g)
Figura 2.14 – Concretos de mesma trabalhabilidade, constância do teor água/ materiais secos com
ÁGUA NÃO COMBINADA ÁGUA COMBINADA
CIMENTO
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Este parâmetro é definido pela relação entre a massa total de agregados e a massa de cimento. É um dos parâmetros fundamentais das misturas e está relacionado com o consumo de cimento e com a relação água/ cimento.
Relação agregado/ cimento (m)
Sendo “c” a quantidade de cimento por m³ de concreto, a quantidade total de agregado será igual a “mc”. A partir de “m”, “a” e “c”, conhecidos e pode-se obter uma relação muito importante:
Equação 2-20
Onde:
a – volume de água por m³ (m³) x – relação água/ cimento
– massa específica do agregado (t/ m³) - massa específica do cimento (t/ m³)
A Equação 2-20 é obtida através do conceito que o volume de concreto é igual à soma dos volumes absolutos de cimento, agregados e água, sendo fundamental para a dosagem dos concretos, pois permite obter o valor de “m” a partir de “a” e “x”.