4. Tanker om aspekter, fenomener og prosesser i improvisasjon generelt
4.4. Komposisjon kontra improvisasjon?
A importância crescente da RSE tem sido comprovada através de estudos que sugerem que a “percepção do envolvimento da organização em práticas de Responsabilidade Social influencia positivamente a adesão das pessoas, não só das que trabalham na organização, mas também de futuros trabalhadores” (Contreiras, 2007:37). Neste sentido, abordaremos alguns tópicos que demonstram a potencial relação e benefícios entre RSE e o público interno das organizações, que têm vindo a ser alvo de pesquisa:
• Identificação com a organização: A RSE é encarada como parte integrante da cultura de
uma empresa, dos seus valores, objectivos e princípios (Strautmanis, 2008). “Uma empresa responsável é uma empresa bem sucedida, pois consegue dar respostas aos desafios colocados pelos diversos stakeholders, internos ou externos, o que potencia também o sucesso e a competitividade no longo prazo” (Strautmanis, 2008:347). Os vários stakeholders e, principalmente, os colaboradores desenvolvem uma imagem positiva da organização e um sentimento de pertença e identificação (Strautmanis, 2008; Kim et al., 2010). As práticas de RSE nas organizações contribuem para a identificação do colaborador e para o aumento da reputação, que se traduz no envolvimento e identificação para com a empresa (Kim et al., 2010). Boas condições de trabalho, sustentadas por políticas de RSE, contribuem para que o colaborador se sinta identificado com a sua organização (Rodrigo e Arenas, 2008).
• Confiança organizacional: Existe uma relação positiva entre a percepção dos
colaboradores para com as práticas de RSE e a sua confiança e implicação com a organização (Lopes et al., 2010). Estas práticas fazem com que os colaboradores indiciem maior vontade de manter o vínculo que têm com a empresa, pela confiança que nela depositam (Lopes et al., 2010). A aposta na RSE é positiva, concretizando-se na implicação por parte do público interno e na sua continuidade na empresa (Lopes et al., 2010).
• Compromisso organizacional: Brammer et al. (2007) analisou a relação entre a percepção
da RSE por parte dos colaboradores e o seu impacto no compromisso organizacional e acredita na relação entre compromisso organizacional, turn-over, performance, saúde dos colaboradores e, em última análise, satisfação profissional. Turker (2009) estudou os efeitos da RSE no compromisso organizacional dos colaboradores e encontrou indícios de que preferem trabalhar numa empresa que se paute por princípios éticos e socialmente responsáveis. Acrescenta ainda que “o prestígio da organização afecta também a auto-estima dos colaboradores de uma organização” (Turker, 2009:201). Peterson (2004) também refere
42 que os colaboradores valorizam uma imagem positiva, a nível social, o que conduz a um compromisso organizacional mais forte. A “RSE pode contribuir positivamente para a atracção, retenção e motivação dos colaboradores, na medida em que os colaboradores têm mais propensão para se identificarem com valores positivos da sua organização” (Peterson, 2004:313). Duarte e Neves (2009) estudaram a relação entre a RSE percebida e a implicação dos colaboradores na organização e referem a existência de uma relação positiva, em particular nas dimensões económicas e de colaboradores. O desenvolvimento de práticas de RSE promove uma imagem organizacional mais favorável, a nível interno e externo (Duarte e Neves, 2009).
• Vantagem competitiva e reputação organizacional: Vários autores sugerem que a RSE é
uma vantagem competitiva para a organização (Turban e Greening, 1997; Albinger e Freeman, 2000; Greening e Turban, 2000; Branco e Rodrigues, 2006), que se consubstancia em vários aspectos, como a atracção de potenciais candidatos no mercado de trabalho (Albinger e Freeman, 2000). Turban e Greening (1997) e Greening e Turban (2000) referem que ao atrair e reter os melhores perfis, a organização sustenta a sua vantagem competitiva e desenvolve o seu potencial para o sucesso organizacional. “Numa época em que o sucesso organizacional depende cada vez mais na qualidade da mão-de-obra, as empresas estão mais atentas à necessidade de atrair o melhor capital humano” (Turban e Greening, 1997:669). Para Albinger e Freeman “ao ser uma empresa socialmente responsável atinge elevados padrões morais e éticos e alcança benefícios (como reputação, capacidade de motivação dos colaboradores, capacidade para atrair bons candidatos) e vantagem competitiva” (2000:243).
• Atracção e retenção de talentos: A RSE torna a empresa mais atractiva na captação de
potenciais colaboradores, dado que um dos critérios para a procura de emprego é a identificação com as práticas da empresa (Turban e Greening, 1997; Albinger e Freeman, 2000; Greening e Turban, 2000; Branco e Rodrigues, 2006; Strautmanis, 2008). “As políticas e práticas no âmbito social, emitem determinados sinais sobre as condições que determinada empresa proporciona e, como tal, têm capacidade para atrair potenciais candidatos” (Turban e Greening, 1997:659). A influência positiva da RSE também se concretiza na retenção de colaboradores, através da motivação, aumento da moral, envolvimento e lealdade para com a empresa (Turban e Greening, 1997; Branco e Rodrigues, 2006). Ao reter os colaboradores na organização as empresas têm um ganho financeiro ao nível do recrutamento e formação de novos colaboradores (Branco e Rodrigues, 2006). Backhaus et al. (2002:313) acrescenta que na “lista de critérios para a procura de uma oportunidade profissional estão
43 as relações profissionais, relação com a sociedade, preocupações ambientais e qualidade da produção. Na economia do conhecimento, uma empresa só consegue obter sucesso se souber gerir e desenvolver o conhecimento do seu capital humano, recurso intangível, valioso e capaz de gerar diferenciação, logo vantagem competitiva a longo prazo” (Greening e Turban, 2000:256). Albinger e Freeman (2000) sugerem que a performance socialmente responsável de uma empresa é um factor de atracção para candidatos a ofertas de empregos, em particular para grupos de candidatos com mais oportunidades profissionais (mais qualificados, com mais competências, elevados níveis habilitacionais). No caso de candidatos com maiores dificuldades de empregabilidade a RSE não é um dos factores primordiais a ter em conta (Albinger e Freeman, 2000).
• Satisfação dos colaboradores: Valentine e Fleischman (2008) aferiram que a existência de
programas éticos aliados às práticas de RSE contribuem positivamente para a satisfação dos colaboradores. Elçi e Alpkan (2009) no seu estudo sobre ética organizacional referem que a RSE tem um efeito positivo na satisfação no trabalho. Duarte e Neves (2010b) descrevem também a relação entre a RSE e a satisfação dos colaboradores indicando que existe uma relação positiva, na medida em que a percepção de trabalhar numa empresa que se pauta por acções socialmente responsáveis contribui para a satisfação dos seus colaboradores.
• Capacidade de diferenciação: Ao implicar-se em práticas de RSE a empresa ganha
capacidade de diferenciação face à concorrência (Sharma et al., 2009). Existem benefícios tangíveis e intangíveis de diversas ordens que a RSE potencia, como imagem e reputação organizacional fortes e positivas, fidelização de clientes e parceiros e capacidade de atracção e retenção de talentos (Sharma et al., 2009).
• Contrato psicológico: Simón e Martínez (2002) verificaram de que modo as políticas de
RSE influenciam a satisfação, a motivação, o envolvimento e o contrato psicológico dos colaboradores para com a empresa. O estudo foi realizado com o intuito de analisar o impacto potencial destas políticas na atitude, no compromisso e na retenção dos colaboradores e existem evidências de uma relação positiva (Simón e Martínez, 2002). A RSE é um incentivo não financeiro que contribui para o reconhecimento e satisfação individual, na medida em que incorpora um conjunto de valores que o colaborador deseja partilhar (Simón e Martínez, 2002). Rupp et al. (2006) também investigou o impacto da RSE na percepção dos colaboradores, relacionado com as suas emoções e atitudes. “Os colaboradores, como membros da organização, têm preocupações, contribuem e reagem às preocupações sociais das empresas” (Rupp et al., 2006:537).
44 Analisámos aspectos relacionados com a RSE que se consubstanciam em práticas positivas para os colaboradores. De seguida abordamos questões relativas ao tema da felicidade e felicidade no trabalho.