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4  Statens vegvesens oppgaver innen trafikksikkerhet

4.2  Beskrivelse av oppgaver

4.2.5  Kompetanseheving og formidling

O site que foi desenvolvido ao longo do percurso foi calcado na concepção de aprendizagem em contextos virtuais de Burbules (2002):

...we conceive learning in the context of the Web as the achievement of a certain kind of mobility: an ability to move within, but also across and even against the pathways that seem to determine users’ options for navigation and for meaning- making.(...) mobility is a capacity to move from place to place, but

also a capacity to find and create new places; this is what makes it a valuable model for a certain kind of learning – a kind of learning that goes beyond registering information to forming the capacities of interpreting, evaluating and adding to what is found. (Burbules, 2002)

Essa concepção afina-se com as teorias de ensino-aprendizagem norteadoras do curso, uma vez que permite ao(s) aluno(s) desenvolver um trabalho que vai muito além da utilização do site do curso para armazenamento de informações. Conforme será detalhado nos próximos capítulos, o site foi sendo desenvolvido gradativamente, e tornou-se fruto da construção coletiva dos alunos matriculados no curso, da professora-designer e pesquisadora e dos alunos de Iniciação Científica que participaram do projeto, sendo, portanto muito mais do que um local para registro de informações.

Neste estudo refiro-me ao site como um ‘local’ e não como um ‘espaço’ de construção coletiva. A escolha dessa nomenclatura não é aleatória. Ao fazer referência à web como um espaço, Burbules (2002) diz que remete à idéia de movimento, à possibilidade de se estabelecerem conexões significativas entre elementos existentes nesse espaço. Não remete, porém, à idéia de pertencimento. Como afirma o autor:

... it does not capture the distinctive way in which users try to make the web familiar, to make it ‘their’ space – to make it a place (...). When users are in a place, they always know where they are, and what it means to be there. (Burbules, 2002)

Assim como Burbules (2002) propõe que a web é um local, e não um espaço, proponho que o site do curso de inglês seja um ‘local’. Isso porque, conforme afirma o autor:

A place has an objective, locational dimension: people can look for a place, find it, move within it. But it also has a semantic dimension: it means something important to a person or a group of people (...) when users are in a place, they always know where they are, and what it means to be there. (...) it is where users come to find and make meanings, individually or collectively. (Burbules, 2002)

Dessa forma, o site construído neste estudo carrega consigo a concepção de que pretende ser um local onde a aprendizagem da língua inglesa possa ser compartilhada e co-construída por seus freqüentadores.

Além disso, ainda segundo Burbules (2002), há duas formas por meio das quais torna-se possível transformar um espaço num local. A primeira delas é por um mapeamento, ou seja, do desenvolvimento de esquemas que representam o local, identificam os pontos importantes dentro dele e, conseqüentemente, facilitam a movimentação. A segunda forma é por meio da arquitetura, com a construção de estruturas resistentes e entendendo-se arquitetura não apenas como projeto inicial, mas também como as transformações que são feitas ao longo do tempo. Nesse sentido, o conceito de Burbules (2002) vai ao encontro do conceito de arquitetura da cibercepção de Leão (2001). Segundo essa autora, dois pontos devem ser evidenciados ao se fazer uma analogia entre a arquitetura orgânica e a construção de locais hipermidiáticos:

Primeiro, a necessidade de se construir um projeto bem organizado; segundo, o espaço deve ser concebido como mutável e flexível. Ou seja, existe uma ordem, uma hierarquia a ser seguida e ela deve ser respeitada. No entanto, a construção deve permitir articulações, desdobramentos e redimensionamentos (Leão 2001: 108).

Como o site do curso foi sendo construído e modificado a cada semestre, procurei respeitar as dimensões do mapeamento Burbules (2002) e da arquitetura (Leão, 2001; Burbules, 2002), para preservá-lo como um local de interesse para os alunos do curso.

Além dessas concepções teóricas que nortearam a construção do site, busquei em Nielsen (2000) e em Nielsen e Tahir (2002) embasamento para organizar as questões técnicas relativas à navegabilidade e à usabilidade dentro do site. Essas questões foram utilizadas nos trabalhos desenvolvidos por Monteiro (2003) e Augusto (2004) como parte do projeto de Iniciação Científica para a construção, a manutenção e o gerenciamento do site durante o projeto.

Este Capítulo objetivou apresentar os aportes teóricos norteadores desta pesquisa. Foram apresentadas questões relativas à Abordagem Instrumental e à

Análise de Necessidades, à Análise Continuada de Necessidades, à Análise do Meio e de Direitos e à Negociação. Em seguida, foram apresentadas a estrutura do desenho de curso e as teorias de ensino e aprendizagem que norteiam o trabalho. Finalmente, foi feita uma reflexão sobre o papel da tecnologia na educação, apresentando um breve histórico das mudanças culturais que marcaram o desenvolvimento do homem na sociedade para, então, situar o momento atual e a inserção de tecnologias digitais no ensino presencial de línguas.

CAPÍTULO 2

METODOLOGIA

Neste Capítulo apresento a metodologia de pesquisa que embasa o estudo, ou seja, a pesquisa qualitativa (Denzin e Lincoln, 1998) e, dentro dela, a pesquisa- ação (Crookes, 1993; Kemmis, 1993; El Andaloussi, 2004, Burns, 2005, dentre outros). Por se tratar de um processo cíclico, alimentado pelo retorno dado pelos participantes no decorrer da pesquisa, será possível verificar que a pesquisa-ação faz uso de suportes teóricos que a embasam. As diversas formas de análise de necessidades, ou seja, a análise de necessidades propriamente dita, a análise continuada de necessidades, a análise do meio e de direitos, bem como a negociação, são associadas à pesquisa-ação.

Descrevo, também, o contexto, os participantes, os instrumentos de coleta e procedimentos de análise utilizados durante o estudo.