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Kompetansebehov hos framtidens sjøfolk

A dinamização dos negócios a nível mundial e o considerável incremento na velocidade das

mudanças enfrentadas pelas empresas estão produzindo sérios efeitos nos trabalhadores,

fazendo com que os setores de recursos humanos busquem, a todo o custo, modos de

despertar o empenho de seus colaboradores – de todos os níveis funcionais – em suas

tarefas.

Petri (2005, p. 33) enfatiza que as mudanças ocorridas na década de 90, viabilizadas em boa

parte graças às evoluções tecnológicas, geraram profundas transformações no contexto

organizacional vigente até então, passando a exigir mais qualificações das empresas que

queriam se manter integradas a outros mercados. Dentre essas mudanças, o autor destaca uma

nova maneira de pensar como “... as pessoas, o trabalho e as informações podem ser reunidos

em novas formas de organização capazes de realizar níveis de desempenho em ascendência

contínua e acelerada”. O autor defende ainda que o desempenho em nível de excelência hoje

está intimamente ligado à habilidade da organização de aprender e desaprender, ao contrário

de tempos passados, onde a dependência era quase exclusiva do capital.

Nesse contexto, marcado pela brutal competitividade e quebra de barreiras geográficas, o

desempenho dos profissionais na execução de suas tarefas passa a ter uma maior importância

para as empresas, pois os resultados obtidos precisam estar em constante sintonia com os

meios que são oferecidos a esses profissionais para que cumpram suas tarefas da melhor (e

mais rentável) forma possível. Medeiros et al. (2005) ressaltam a difícil busca das

organizações por pessoas que apresentam desempenho superior, fato este que acaba por gerar

disso, as empresas devem conhecer seu próprio desempenho sob as mais diversas

perspectivas, delimitando assim seus pontos fracos e fortes, para posteriormente definir suas

estratégias de ação.

Os estudos sobre o tema desempenho (também tratados como performance), na maioria dos

casos, focam essencialmente a sua avaliação por parte da empresa, além dos métodos

utilizados, deixando de tratar as idéias referentes ao próprio construto. Além disso, não existe

uma ampla preocupação em se identificar quais os antecedentes do desempenho, ou seja, os

possíveis fatores que criam condições propícias para a execução de tarefas com alto

desempenho, tanto em termos de quantidade como, principalmente, de qualidade.

Motowidlo (2003) define a performance no trabalho como o valor total esperado pela

organização de atos separados que um indivíduo gera em um período padronizado de tempo.

A performance, sob essa visão, é uma propriedade do comportamento que se refere

diretamente ao valor esperado pela organização. De forma sintética, Motowidlo acredita que a

variação na performance nada mais é do que a variação do valor do comportamento esperado

pela organização. O autor afirma ainda que:

... o construto performance por essa definição é uma variável que se distingue entre conjuntos de comportamentos executados por indivíduos diferentes e entre conjuntos de comportamentos executados pelo mesmo indivíduo em momentos diferentes. (MOTOWIDLO, 2003, p. 39)

Em seu artigo, ele ainda faz uma menção a seu estudo de 1997, cujo conteúdo apresentou uma

teoria que destacava a importância das diferenças individuais sobre o resultado da

performance no trabalho. De acordo com esta teoria, a performance no trabalho é dividida em dois itens, denominados performance na tarefa e performance contextual. A teoria trata ainda

que os melhores fatores preditores para a performance na tarefa são as habilidades cognitivas,

enquanto que para a performance contextual são relativas às variáveis pessoais como

extroversão, agradabilidade e consciência. Conhecimento, habilidades e hábitos de trabalho

são tratados como variáveis intervenientes, que podem ser aprendidos através de experiências

no próprio ambiente de trabalho. Finalmente, a teoria acredita que as habilidades cognitivas e

experiências afetam a performance no trabalho primariamente, essencialmente por meio de

seus efeitos no conhecimento e nas habilidades.

Gracioli (2005) identificou a performance como sendo um conceito multidimensional e

multidisciplinar em seu estudo sobre o impacto do capital intelectual sobre este construto.

Para esta autora, o desempenho organizacional pode ser entendido como um conjunto de

medidas capazes de analisar como as organizações aproveitam os recursos que possuem,

sejam eles físicos, financeiros ou humanos. Desta forma, é possível entender a diferença de

desempenho entre as organizações a partir de quais tipos de recursos cada uma delas controla

e, especialmente, como esses recursos são efetivamente utilizados em atendimento às

estratégias empresariais. Gracioli observa ainda a importância de as organizações investirem

em educação e treinamento do seu capital humano para criar condições ambientais favoráveis

a um melhor desempenho organizacional e, indiretamente, a um maior desempenho individual

dos funcionários envolvidos.

Com relação à utilização, por parte das empresas, das informações referentes ao desempenho,

Plothow (2006) ressalta que é recorrente nas organizações o uso dos resultados de processos

de avaliação de desempenho como bases para programas de remuneração variável, fato este

que vem corroborar a necessidade atual de as empresas conhecerem o real desempenho de

Para que as organizações se beneficiem realmente do desempenho de seus profissionais, elas

necessitam criar e manter meios de realizar objetivamente a avaliação do desempenho de

todos os envolvidos com seus processos, antes mesmo das mudanças no ambiente serem

concretizadas. (PETRI, 2005)

A medição do desempenho precisa ser feita com base em indicadores bem definidos e,

especialmente, que sejam claros para todos os envolvidos, de maneira que o resultado do

processo de avaliação seja justo.

Conforme Gasparetto (2003) elucida, se até no final do século XIX o desempenho de grande

parte das empresas no mundo era medido basicamente através de indicadores monetários,

durante o século XX vários modelos de avaliação com diversos indicadores, inclusive não

financeiros (como os de qualidade), foram modelados e passaram a ser largamente utilizados

pelas organizações.

Na visão de Krauter (2004, apud PLOTHOW, 2006, p. 78), essa mudança na utilização

exclusiva de indicadores monetários advém do fato de que a dimensão financeira pode ser

naturalmente “manipulada” por meio de cortes de custos ou investimentos da organização,

além de se referirem a desempenhos passados, não tendo, deste modo, papel fundamental no

auxílio a análises de desempenhos futuros.