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4.3 Innflytelse gjennom uformelle strukturer

4.3.1 Kompetanse

Nos BS a seguir, a localização (sala de aula da Alfabetização) e os elementos humanos e não-humanos são praticamente os mesmos, de modo que, repetindo o procedimento anterior, primeiro serão descritos o ambiente, as pessoas e a satisfação proporcionada pelos settings. Saliente-se que os 2 BSs descritos (Figuras 10 a 12) são apenas exemplos retirados dentre vários BSs observados em classe.

As pessoas:

A turma de Alfabetização Vespertina é constituída por 19 crianças com idade entre 6 e 8 anos, sendo 6 meninos e 13 meninas, e uma professora (cerca de 35 anos). No dia da observação duas meninas haviam faltado (fato comum). Quanto à possibilidade de substituição, nas situações estudadas todos podem ser substituídos, embora ocupar a função de professora exija preparo profissional.

O ambiente:

A sala de aula da alfabetização fica localizada na fachada Sudoeste. Ela mede 36,00m2, tem banheiro privativo,

porta voltada para o corredor interno e 2 janelas (cada uma com duas folhas travejadas fixas), uma aberta para o recuo frontal e outra para o recuo frontal. Portas e janelas são em ipê envernizado (Figura 10).

FIGURA 10- Escola Ciranda: Planta Baixa da sala da Alfabetização

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O mobiliário é contém 20 (vinte) mesinhas retangulares (,40x,60cm) e 20 cadeiras, três das quais encostada na parede do fundo (desocupadas), uma escrivaninha e uma cadeira para a professora. Existem 02 armários em madeira para material didático, jogos e livrinhos paradidáticos. Numa das paredes há um quadro negro (medindo ,90 x 1,80m), perto do qual fica a mesa da professora. Nas paredes há trabalhos de crianças colados, além de elementos decorativos confeccionados pelos professores ou comprados prontos (um circo, por exemplo). No teto existem 1ventilador grande (central) e 6luminárias com lâmpadas fluorescentes.

Satisfações proporcionadas:

• Crianças: freqüentar uma escola que ofereça boas condições ao seu desenvolvimento (convívio social, aprendizado de rotinas, trabalho com cognição, linguagem, psicomotricidade, afetividade, hábitos de higiene, etc.)

• Pais: deixar os filhos numa escola que consideram adequada e fica perto de casa.

• Professoras: remuneração; bom ambiente de trabalho; prazer de exercer sua profissão e trabalhar com crianças.

• Pesquisadora: poder observar o setting para realizar o trabalho pretendido.

FIGURA 11 – BS interno “Família RA-RE-RI-RO-RU”

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(i)Behavior Setting Interno: FAMÍLIA RA-RE-RI-RO-RU

(Figura 11)

Cena típica:

As carteiras estão arrumadas em 2 semicírculos (concêntricos), a professora coloca-se ao centro, dialoga com as crianças e usa o quadro.

Limite temporal:

Entre 14:00 e 14:30 horas.

Componentes humanos:

1 professora (dirige o trabalho e o diálogo), 17 crianças.

Componentes não-humanos:

material didático da professora, quadro, carteiras e cadeiras das crianças, papel sulfite, lápis coloridos

Programa básico (resumido):

A professora explica algo e conversa com as crianças. Mostra letras e sílabas escritas em cartões e fala várias palavras que as contém. Escreve algumas sílabas (RA- RE-RI-RO-RU) no quadro usando letra cursiva e solicita que as crianças copiem nas folhas de papel sulfite. Depois pede que as crianças lembrem-se de palavras usando aquela família de sílabas.

Função pedagógica:

Repetindo um procedimento utilizado outras vezes e de conhecimento das crianças, ensinar uma nova letra (o R) e as sílabas derivadas pela adição das vogais. Estimular a escrita. Desenvolver a psicomotricidade fina.

Hierarquia de posições:

A professora foi líder único, as crianças participantes ativos, e o pesquisador espectador.

Número de pessoas:

O número mínimo de pessoas é 10 (professora e 9 alunos), pois se a quantidade de crianças for menor a professora não irá começar um novo assunto desse tipo. Nesse caso o número o máximo é 26 (professora e 25 alunos) já que existem 25 carteiras.

Satisfações proporcionadas pelo setting:

Repetem-se as citadas no início, destacando-se, para as crianças: desenvolver habilidades de leitura e escrita, reconhecendo uma nova “família” vocal.

Sistemas auto-reguladores:

Durante o início da explicação 2 meninas começaram uma conversa paralela. A professora notou (mecanismo sensor) e chamou-lhes a atenção fazendo uma pergunta direta sobre o tema (mecanismo executor - mecanismo de manutenção contra-desviante), que não foi respondida A professora continuou o diálogo com o grupo.

Sinomorfia:

A disposição das carteiras em semicírculo aumentou a concentração da atenção na professora e o controle desta sobre o grupo.

Ponto focal de comportamento:

O grupo estava totalmente focado na professora, no material didático e quadro.

(ii) Behavior Setting Interno: LENDO ESTORINHA (Figura 12)

Cena típica:

As crianças sentam-se ao redor da professora que lê.

Limites:

Acontece várias vezes por semana, após o recreio.

Componentes humanos:

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Componentes não-humanos:

Livro e almofadas

Programa:

Após o recreio a professora anuncia que irá ler uma estorinha. Todos afastam as carteiras para perto das paredes, abrem um espaço vazio próximo à estante e sentam no chão, inclusive a professora. Alguns buscam almofadas na sala de estimulação. A professora mostra dois livros, lê seus títulos, e pergunta qual eles preferem. As crianças votaram, levantando as mãos. A professora lê, sendo interrompida por perguntas e comentários.

Função pedagógica:

Criar um momento de descanso, quebrando a atividade dinâmica do recreio. Estimular imaginação e concentração, seguir uma narrativa, compreender suas partes (começo-meio-fim) e identificar personagens. No final do mês uma das estorinhas contadas será encenada pelas crianças.

Hierarquia de posições:

A professora comportou-se como líder única, e as crianças foram participantes ativos. O pesquisador foi espectador.

Número de pessoas:

O número mínimo de pessoas seria 2 (a professora e 1 aluno), e o máximo 26 (25 crianças e a 1 professora), considerando o limite da turma. No entanto, ler/contar estorinhas não é atividade restrita a uma turma, de modo que, às vezes, uma professora pode responsabilizar-se por duas turmas ou mais, embora seja mais difícil manter a atenção das crianças.

Satisfações proporcionadas pelo setting:

Os mesmos citados no começo, ressaltando-se, para as crianças, desenvolver a atenção concentrada, reconhecer personagens, e o prazer de ouvir uma estória.

Sistemas auto-reguladores:

Quase no fim da estorinha, o barulho externo aumentou, dificultando a compreensão (problema). Um dos meninos (mecanismo sensor) reclamou que não estava ouvindo nada. Os outros concordaram. A professora (mecanismo executor 1) pediu que uma das meninas sentadas mais atrás (mecanismo executor 2) fosse até a sala ao lado para pedir silêncio (mecanismo de manutenção tipo veto). O barulho logo diminuiu.

* A facilidade na compreensão da origem e resolução do problema mostram sua freqüência.

Sinomorfia:

A não-sinomorfia relaciona-se à temperatura da sala, muito quente. Nesse sentido, sentar-se no chão é confortável (a cerâmica é fria), mas afasta ainda mais os ocupantes dos ventiladores e das aberturas das janelas. Todos os presentes são afetados pelo problema, e estão cientes dele. Para resolvê-lo seria preciso aumentar e proteger as aberturas e forçar o fluxo de ar para a altura das pessoas (reforma na edificação). Sobre isso foi entrevistada a professora, que aponta a colocação de aparelho de ar condicionado como a única solução, mas explica não ser desejado pelos pais, pois várias crianças são alérgicas.

Ponto focal de comportamento:

O ponto focal do BS foi o livro e, especialmente, a estorinha contada, ambos totalmente controlados professora.

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