Tentamos entender o que leva o aluno a decidir sobre o percurso profissional, no tocante a reconhecer qual das pessoas, dentre as que o rodeia, que influencia no sentido de que o aluno venha a tomar a decisão de parar de estudar e/ou abandonar a vida escolar ou continuar no curso atual. Inquirirmos sobre a ação dos pais, professores e diretoria no propósito de entender as razões que leva alguém (aluno do IFPB no curso em estudo) a decidir por outro destino, e passamos a questionar esta relação:
11 No sentido de que as mudanças são necessárias e estão presentes, com a compreensão de que precisa existir política de reciprocidade na dimensão dos desafios que estão a enfrentar (reduzir a evasão escolar). A pesquisa mostra que falta aos membros da comunidade, que o aluno deve ser mais bem entendido, pelo menos na perspectiva destes. (Na visão deste pesquisador).
Equação da Evasão Escolar :
EVASAO = FUNÇÃO X E = F(X)
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Entendemos que a promoção do incentivo ao ingresso e a manutenção do alunado no campo do conhecimento das áreas escolhidas pelo alunado é e deve ser demonstrado pelas famílias, como também pela instituição através dos seus professores e diretores para que exista a efetividade na execução de consultas comparativas entre os grupos do alunado, principalmente quanto a inclusão da vida pessoal, do cotidiano e da convivência (as visões, fantasias e decisões sobre o próprio corpo e saúde - base para um desenvolvimento autônomo).
O exercício da cidadania passa pelo paradigma em que o próprio aluno decida sobre o seu destino – reconhecendo os motivos de continuar ou parar os seus estudos. Nesta tentativa de compreender a ocorrência da relação a qual, o jovem12, possa fazer a escolha de sua profissionalização no campo do conhecimento técnico do curso em estudo e que a aprendizagem desta escolha atenda as preocupações comuns (aparência, sexualidade e reprodução, consumo de drogas13, hábitos de alimentação, limite e capacidade física, repouso, atividade, lazer) da vida em sua faixa etária do jovem: (media de idade do Integrado é de 16 anos e Subseqüente de 23 anos) [14 anos 24 anos] e suas determinantes, com efeito, como demonstrado na pesquisa, à escolha de seu percurso de ensino e profissionalização de nível médio demonstrou ser realizada como uma questão de ordem pessoal em que se objetiva a realização de desejo ou aptidão para tal curso ou profissão.
12 Decreto Lei 5.598/2005 - Lei do Jovem Aprendiz
– considera que de 14 até 24 anos, o aluno pode ser admitido na oficina como aprendiz e, passa a receber as noções gerais sobre o ofício escolhido, no próprio trabalho. Fonte: www. Planalto.gov.br/leidojovemaprendiz.
13 Drogas lícitas são as que tem sua produção e seu uso permitidos por lei, sendo liberadas para consumo e comercialização, tais como as bebidas alcoólicas, cigarros, xaropes e remedios (Fonte:Wikipédia:2012)
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FIGURA 23 – Situação de hierarquia sobre quem influencia o aluno
Fonte: Posição mostrada na pesquisa
TABELA 23– Situação de quem influencia o aluno
Pessoa que influencia o aluno no sentido de tomar a decisão de parar de estudar e/ou abandonar esta escolar ou continuar nesta instituição do curso atual
Modalidade Pessoas/IFPB Subseqüente Integrado Media Res po stas % ocorrência Res po stas % ocorrência
Informada Ajustada Informada Ajustada
Diretoria - 0,00 0,24 - - 0,09 0,00
Pais 11 17,75 18,47 16 28,57 28,84 22,88
Professores 01 1,62 1,86 - - 0,09 0,85
Próprio aluno 47 75,80 79,43 39 69,65 70,98 72,88
Outros 03 4,83 X 01 1,78 x 3,39
Fonte: Dados da pesquisa
FIGURA 24 – Pessoas que tem potencial:influencia da tomada de decisão
Fonte: Dados da pesquisa
Em referência ao questionamento sobre qual pessoa possui influencia sobre o aluno no sentido dele tomar a decisão de parar de estudar e/ou abandonar esta
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escolar ou continuar nesta instituição dos cursos profissionalizantes ao nível do Ensino Médio na área do conhecimento da construção cível em Técnico de Edificações na cidade de João Pessoa, obtivemos a solução que a escolha do alunado é realizada de forma solitária e própria, conforme o resultado da pesquisa, indicando 72,88 % do alunado pretende realizar seu desejo pessoal e outros em menor quantitativo poderia promover sua decisão por ação ou reação dos pais na proporção de 22,88 %. É de fácil percepção, analisando a resposta do alunado, que a relação sobre a reprodução da afinidade em sala de aula de situações que depende da participação e interação entre o professor e o aluno, é muito pequena e representa apenas 0,85%, enquanto a relação marital (do cônjuge) tem influencia de 3,39%.
Apresenta a pesquisa que a finalização do processo de consciência na escolha de continuar ou não a profissionalização depende basicamente do aluno e em menor escala de seus pais. Regeitando- se influencia dos professores e da diretoria.
Analisando a situação qual o se o alunado já se evadiu anteriormente e se pretende deixar o atual curso, temos que lembrar que se um aluno deixa de estudar é porque está insatisfeito ou com o curso ou com a instituição, ou ainda com ele próprio. Inicialmente não vamos adentrar pelos inúmeros motivos que tivéssemos alunos na qual se afastaram da escola, adiante estudaremos os problemas de ordem pessoal e outros. Acreditamos que se o aluno já se evadiu e agora esta cursando esta profissionalização, é por que teve a liberdade e ou apoio para recomeçar. Assim, diz a poesia ―na volta ninguém se perde‖
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(Almeida, José. 1946). Escola deve garantir, sempre, o bom atendimento e sua atuação é primordial, pois, além da família, as instituições educativas são fundamentais na complementação do desenvolvimento pessoal e social do aluno, representando não apenas um espaço físico, mas também uma extensão do corpo social que convive com a compreensão dos conflitos trazidos para seu interior.
TABELA 24 – Quanto a pretensão de Evasão do curso atual Condição em estudo:
Se o aluno já se evadiu anteriormente e/ou se pretende deixar o curso atual Modalidade Posição Subseqüente Integrado Pretensão de evasão atual Sim Pretende se
evadir Não Sim
Pretende se
evadir Não
Nº 08 01 50 07 Zero 51 01
% 13,5 1,7 84,8 12,8 0,00 87,9 0,87
Fonte: Dados da pesquisa
FIGURA 25- Comparativa da possibilidade de evasão Fonte: Resultado da pesquisa
Neste momento, a pesquisa mostra que apenas 1,70% do aluno vai se evadir em curto prazo e que 13,50% já realizaram esta ação. Como edita em sua
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doutrina o Ministério Publico do Estado do Rio Grande do Sul, sobre a inclusão escolar apresentado no Seminário da Rede de Atendimento e Proteção Integral da Criança e Adolescente, no dia oito de Junho de 2005, na Escola Estadual de Ensino Médio Padre Reus, pela pedagoga Mestre em Educação Claudia Machado:
O agente principal do processo é o professor. Cabe a ele diagnosticar quando o aluno não está indo à Escola e desencadear o movimento,..., acionando a Equipe Diretiva que, juntamente com o Conselho Escolar e em parceria com as entidades organizadas da comunidade escolar, deverá realizar contato com a família e devem realizar-se todos os movimentos necessários para possibilitar o retorno do aluno. Por certo, a Escola poderá criar suas próprias alternativas no sentido de resgatar seu aluno de um processo de exclusão social. (Machado. 2005)
Comungando com este pensamento, pretendemos construir um instrumento que poderá ser utilizado pelos professores e gestores no sentido de compreender a problemática vivida pelo alunado e viabilize ações proativas na adoção de procedimento uniforme para a mensuração e controle da evasão escolar e de preferência como diagnóstico preventivo o que é um dos objetivos deste trabalho.