4. Tjenesteyting og velferdsproduksjon
4.3. Kommunehelse
Em dezembro de 1997, 167 nações se reuniram no Japão, sob a coordenação das Nações Unidas, para construir o que ficaria conhecido como o "Protocolo de Kyoto". Este documento foi a primeira tentativa internacional de
legalmente estabelecer limites para as emissões de gases estufa pelos países desenvolvidos. O Protocolo estabelece como meta a redução, até 2008-2012, da emissão combinada de gases estufa pelos países desenvolvidos em 5% com relação ao nível das emissões ocorridas em 1990. Entretanto, o Protocolo de Kyoto não estabelece limites para as emissões feitas pelos países em desenvolvimento. Os Estados Unidos, que emitem mais CO2 total e per capita
que qualquer outro país, terão que atender a uma meta de redução de 7% em relação a 1990. O Departamento de Energia norte-americano estima que as emissões de carbono do país em 2010 irão aumentar 34% na ausência de qualquer mudança na política energética ou no comportamento dos consumidores.
Como aproximadamente 83% das emissões de gases estufa em 1990 foram de CO2 liberado pela queima de combustíveis fósseis, as ações para
reduzir estas emissões certamente terão um impacto significativo sobre os mercados energéticos. Aumentos nos preços da energia podem ser necessários para alcançar estes limites. Espera-se que o custo da energia elétrica gerada pela queima de carvão e a proporção da quantidade de energia elétrica gerada pela utilização de gás natural e de combustíveis renováveis aumentem.
Cap. 1 Introdução 25 A política energética deve relacionar-se não apenas com a descoberta de novas fontes e a redução do consumo de energia, mas também com aumentar, em nossas vidas e em nosso planeta, o peso dos efeitos das novas tecnologias e novos estilos de vida relacio- nados com a energia. A política energética deve ser configurada em função das restrições de longo termo, assim como das situações de curto prazo. Do que desistimos e para quê? Sacrificamos a tundra na Reserva Nacional de Vida Selvagem Ártica do Alaska em troca de mais dez anos de abastecimento de petróleo? O vazamento de óleo do Exxon Valdez no Alaska em 1989 foi uma parte aceitável de nossos esforços para a obtenção de recursos petrolíferos estáveis? Podemos lidar com as crescentes emissões das usinas de energia e dos automóveis que utilizam combustíveis fósseis? Os riscos potenciais da radiação são severos o suficiente para continuarmos a usar energia nuclear? Apesar de muitos dos capítulos seguintes tratarem dos detalhes das tecnologias de abastecimento, também iremos abordar as restrições ambientais e as medidas para um uso mais eficiente dos combustíveis.
Entender o uso da energia também significa entender as conseqüências ambientais deste uso. Uma questão central relacionada com a queima de combustíveis fósseis é a possibilidade de mudanças climáticas globais e em larga escala causadas pelos crescentes níveis de dióxido de carbono e outros gases estufa na atmosfera superior. Mais de cinco bilhões de toneladas de carbono são anualmente adicionados à nossa atmosfera pela combustão de combustíveis fósseis. A temperatura média global já aumentou cerca de 0,5°C desde 1900 (veja a Figura 1.1). Temperaturas globais elevadas podem afetar a produção agrícola, as temperaturas locais, a severidade dos padrões climáticos e a altura do nível do mar. O Capítulo 8 irá enfocar, com grande nível de detalhamento, este tópico.
A chuva ácida causada pelas emissões de usinas geradoras de energia que utilizam a queima de carvão afeta as árvores, as colheitas e os animais. Cerca de 20% das florestas européias foram danificadas pela chuva ácida, enquanto centenas de lagos nos Estados Unidos e Canadá ficaram completamente vazios de peixes. Os efeitos das altas taxas de emissão de óxidos de enxofre, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos têm levado a severos problemas de saúde ao redor do mundo.
A energia nuclear apresenta o seu próprio conjunto de restrições ambientais, incluindo a necessidade da permanente disposição de resíduos radioativos e da garantia de segurança durante a operação das usinas.
I. Cenários Futuros
A situação da energia hoje em dia é dramaticamente diferente da que existia no início da década de 1970, mas isto não é motivo para ser complacente. Os baixos preços do petróleo durante a década de 1990 levaram a aumentos no consumo e desestimularam a conser- vação de energia e o desenvolvimento de recursos energéticos alternativos. Entretanto, o ambiente econômico tem mudado, o que pode tornar mais fácil lidar com futuras inter- rupções no abastecimento e escassez:
1. Os Estados Unidos hoje dependem menos do petróleo para sua mistura combustível e mais do carvão, do gás natural, da energia nuclear e das tecnologias renováveis do que a uma década atrás.
2. A produção petrolífera atualmente está mais dispersa entre países que não fazem parte da Opep do que era em 1973, quando 56% do abastecimento mundial vinha de países da Opep.
3. Graças, em parte, aos elevados preços do petróleo da década de 1970, aprendemos tanto a conservar energia nos setores residenciais e industriais
quanto a construir equipamentos mais eficientes no uso da energia. A eficiência no consumo de combustível dos novos carros hoje em dia é 62% maior que no meio da década de 1970 (aumentando de 17,5 para 28,5 milhas por galão). Os novos refrigeradores são 300% mais eficientes no uso de energia do que eram em 1973.
4. Atualmente, existe nos Estados Unidos uma Reserva Petrolífera Estratégica que garante uma retaguarda de abastecimento de aproximadamente 60 dias para o caso de ocorrerem cortes nas importações de petróleo para o país. Em 2000 ela foi utilizada para ajudar a elevar menos os preços do combustível. 5. A energia renovável, quase completamente desconhecida em 1973 (com
exceção da energia hidrelétrica), tem estado em constante crescimento, tanto nos países desenvolvidos, quanto naqueles em desenvolvimento.
Todavia, futuras crises energéticas certamente podem, e provavelmente irão, ocorrer. Ainda temos uma base de recursos limitada, especialmente de petróleo e gás natural. Nenhum ato do Congresso pode aumentar nossas reservas de combustíveis fósseis A forte dependência mundial do petróleo irá continuar a ser um fator limitante do crescimento econômico, especialmente nos países em desenvolvimento, e as reservas petrolíferas continuarão sendo vulneráveis à situação política no Oriente Médio. Preços baixos do petróleo beneficiam a economia e os consumidores no curto prazo, ao mesmo tempo em que reduzem a dívida interna. Contudo, também provocam um menor incentivo ao investi- mento em equipamentos mais eficientes quanto ao uso de energia, desencorajam as per- furações exploratórias domésticas e reduzem os esforços de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias alternativas. Finalmente, a alta taxa de crescimento econômico provocada pelos preços baixos do petróleo vem acompanhada pela crescente poluição ambiental.
Os preços do petróleo são altamente voláteis. Da mesma forma que caíram para 11 dó- lares por barril no final dos anos 1990, voltaram a subir para aproximadamente 30 dólares por barril no início do ano 2000. Em dezembro de 1998, foi previsto que os preços baixos iriam permanecer por mais dez anos. Tais incertezas tornam muito difíceis as previsões de demandas energéticas. Muitas outras coisas que alteram as previsões também podem mudar. Dentre elas se destacam as novas tecnologias, as novas legislações e regulações, bem como o crescimento ou a recessão econômica. A Figura 1.3 inclui uma previsão da demanda energética mundial por volta de 2020. Estima-se que o consumo mundial de energia deva aumentar aproximadamente 50% neste período de tempo, com a Ásia e as Américas Central e do Sul apresentando os maiores aumentos. Mas os especialistas já erraram anteriormente.
O crescimento das sociedades industrializadas tem sido sustentado pela existência de recursos abundantes e baratos. O progresso foi atingido por meio do desenvol- vimento da ciência e da tecnologia enquanto havia disponibilidade de recursos ener- géticos para fazer o trabalho. Atualmente, com a globalização da economia, de alguma forma o cenário está revertido, e a disponibilidade de recursos irá ditar o progresso e os. nossos estilos de vida muito mais do que fazia no passado. A escala de tempo da mudança será muito menor — décadas ao invés de séculos. A era da energia barata foi deixada para trás e teremos que mudar nossos estilos de vida, independentemente do caminho que escolhermos.
Apesar de este livro enfatizar o uso e as tecnologias da energia, deve-se ter em mente que a energia é apenas um meio para um fim. As condições e os valores humanos podem ser afetados tanto pela disponibilidade, em pouco tempo, de muita energia, quanto pela escassez da mesma, tarde demais.
| Quadro 1.4
Cap. 1 Introdução 27