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4 Kommunalt selvstyre versus Fylkesmannens overprøvende funksjon

A planificação das aulas lecionadas de contrabaixo foi dividida em duas aulas para cada aluno, sendo estas, de acordo com o tema desta dissertação:

• Aula sem exemplificação instrumental: não recorrendo ao uso do contrabaixo e arco para dar estas aulas, focando apenas a lecionação no uso da comunicação verbal/ não verbal;

• Aula com exemplificação instrumental: recorrendo ao uso do contrabaixo e arco para dar estas aulas, focando a lecionação no uso da exemplificação instrumental, mímica, gesto musical e imitação.

Todas as aulas foram gravadas em áudio e vídeo para depois obter uma análise mais concisa das diferenças de comportamento nos alunos entre cada tipo de aula.

4.3.1 Aluno A

O programa da disciplina do curso de iniciação, baseia-se nos conteúdos básicos para aprender a tocar contrabaixo. Nos conteúdos programáticos a serem inseridos ao longo do ano, no 1º período já foram introduzidos: o estabelecimento e equilíbrio da postura ao tocar contrabaixo, exercícios preparatórios de arco com movimento combinado da mão e do braço direitos, exercícios de cordas soltas em pizzicato e em arco, e estudos de peças na 1ª posição.

O programa desta disciplina, é focado ao longo dos quatro graus de iniciação, pertencentes ao ensino básico. Como objetivos específicos da disciplina, focam-se os conhecimentos na: história do instrumento, conhecer o contrabaixo e a função das peças que dele fazem parte, dominar técnicas de

arco como detaché e legato, desenvolver a coordenação em ambas as mãos, dominar técnicas de arco de ligaduras, desenvolver a sonoridade, afinação, sentido rítmico e a capacidade de memorização.

O programa do Aluno A, sendo aluno de iniciação, foca-se na introdução às primeiras posições no contrabaixo, sendo que ao longo do ano foram introduzidas a corda Sol, Ré e Lá, respetivamente.

Foram feitas várias peças que consistiam nestas posições, para melhoramento da técnica da mão esquerda e conhecimento das posições do contrabaixo.

Neste ano, a professora focou-se também no estudo da posição corporal correta para tocar contrabaixo, e também na posição correta da mão esquerda e da mão direita.

As observações das aulas deste aluno ocorreram entre 16 de janeiro de 2018 a 12 de junho de 2018.

4.3.2 Aluno B

Sendo o aluno B também do iii grau de iniciação, o programa da disciplina é igual ao do aluno A. Sendo que estes dois alunos dividiam uma aula de 45 minutos, o programa e objetivos é o mesmo, o único aspeto que diferencia é a escolha de repertório pela parte da professora, que apesar de serem do mesmo nível de dificuldade, são peças diferentes.

O programa do Aluno B, foca-se também na introdução às primeiras posições no contrabaixo, sendo que ao longo do ano foram introduzidas a corda Sol, Ré e Lá, respetivamente.

Igualmente ao Aluno A, foram feitas várias peças que consistiam nestas posições, para melhoramento da técnica da mão esquerda e conhecimento das posições do contrabaixo.

Neste ano, a professora focou-se também no estudo da posição corporal correta para tocar contrabaixo, e também na posição correta da mão esquerda e da mão direita.

As observações das aulas deste aluno ocorreram entre 16 de janeiro de 2018 a 12 de junho de 2018.

4.3.3 Aluno C

No programa da disciplina do 1º grau, os conteúdos programáticos que foram inseridos ao longo do ano basearam-se no desenvolvimento da coordenação entre ambas as mãos, desenvolvimento da capacidade da capacidade de memorização, sonoridade, afinação e ritmo, evolução da capacidade de tocar em conjunto e o à vontade e apresentações públicas. Também se pretendeu que o aluno conhecesse a história do instrumento, o nome e função das diferentes peças que formam o contrabaixo e o arco, conhecer, compreender e dominar a técnica de arco em cordas soltas, nos golpes de arco detaché e leggato, a técnica de pizzicato em cordas soltas, a técnica da mão esquerda na 1ª posição e a técnica de arco de ligaduras na mesma corda e entre cordas. É no primeiro grau que há o melhoramento da posição corporal como aprender a sentar-se para estabelecer o equilíbrio ao pegar no instrumento, a segurar no instrumento e escolher a altura do espigão, posicionamento correto da mão direita e esquerda, como também exercícios preparatórios para as duas mãos e exercícios preparatórios de arco, movimento combinado da mão e do braço direitos.

Neste ano, foi introduzida a escala de uma oitava com respetivo arpejo no estado fundamental, mudanças de posição e estudos e peças na meia e na 1ª posição.

As observações das aulas deste aluno ocorreram entre 10 de novembro de 2017 a 25 de maio de 2018.

4.3.4 Aluno D

No programa da disciplina do 4º grau, os conteúdos programáticos que foram inseridos ao longo do ano, em relação à técnica da mão esquerda foram o aperfeiçoamento da afinação, do vibrato e mudanças de posição. Relativamente à técnica da mão direita, os conteúdos programáticos basearam- se no aperfeiçoamento do domínio do arco, sonoridade, melhoramento dos golpes de arco aprendidos anteriormente, execução de dinâmicas e domínio das noções de agógica. Ao longo do ano, também foi trabalhado o sentido rítmico do aluno e o à vontade em apresentações públicas.

Neste ano, foram introduzidas escalas de duas oitavas com respetivo arpejo no estado fundamental, estudos e peças entre as propostas no programa oficial ou outras de dificuldade equivalente ou superior.

O professor focou-se na posição corporal do aluno, visto que este colocava muita tensão nos ombros, o que trazia dificuldade à forma como o aluno tocava.

As observações das aulas deste aluno ocorreram entre 10 de novembro de 2017 a 25 de maio de 2018.

4.3.5 Aluno E

No programa da disciplina do 6º grau, os objetivos específicos que foram inseridos ao longo do ano foram a consolidação do domínio do arco, da sonoridade e da afinação, sentido rítmico, da execução de dinâmicas e domínio das noções de agógica, do vibrato, das posições até à utilização do polegar e a consolidação e aperfeiçoamento das mudanças na posição do polegar e dos golpes de arco aprendidos anteriormente.

Foi pretendido reconhecer e dominar as noções de estilo, forma e linguagem e introduzir novos golpes de arco como spiccato e staccato e também dominar todos os aspetos performativos necessários à apresentação pública.

Nos conteúdos programáticos foram estudados exercícios de aperfeiçoamento de arco e mão esquerda, escalas em três oitavas com respetivo arpejo no estado fundamental e estudos, peças sonatas e concertos de entre as propostas no programa oficial ou outras de dificuldade equivalente ou superior.

As observações das aulas deste aluno ocorreram entre 13 de novembro de 2017 a 29 de maio de 2018.

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5. C

ONCLUSÕES

F

INAIS

O estágio profissional, iniciado em novembro de 2017, sob a orientação dos professores cooperantes Sérgio Barbosa e Joana Lopes e do professor supervisor Ricardo Barceló, apresenta um balanço profissional e pessoal bastante positivo. Foi um trabalho de pesquisa árduo pois a quantidade de material bibliográfico sobre este tema ainda é bastante escassa. Por muitas vezes, senti-me desmotivada porque a pesquisa que fazia era imensa, mas sem sucesso. Por outro lado, essa escassez e dificuldade de pesquisa, ajudaram a crescer o meu interesse e curiosidade pelo tema. Ao longo do estágio profissional, ainda na fase de observação, pesquisava sobre o meu tema para conseguir ter uma ideia fixa do que queria experimentar e incutir nas aulas que iria lecionar. Falava com colegas músicos e professores, e com os professores cooperantes sobre o tema que queria abordar, e por vezes obtinha discursos negativos em relação ao mesmo, pois partilhavam de opiniões diferentes da minha.

Durante 12 anos de estudo de música, foram raríssimas as vezes em que o meu professor utilizava a exemplificação instrumental para dar aula. No geral, a maior parte das vezes em que me pedia para fazer um exercício, eu podia perceber o que o professor queria, mas não na totalidade. Quando entrei no ensino superior, abriu-se um mundo completamente novo. Finalmente percebi o porquê de muitas vezes não conseguir executar os exercícios que me pediam; o meu professor do ensino superior usava a exemplificação instrumental nas aulas, e demonstrava como é que deveria fazer os exercícios que ele pedia, como devia tocar determinadas passagens, que tipo de força tinha de fazer em cada braço, etc. Algo que até ao dia, nunca tinha percebido com clareza e por vezes perdia motivação para estudar contrabaixo. Surge então, no 2º ano do mestrado em ensino da música, a escolha do tema “a exemplificação instrumental como ferramenta de motivação nas aulas de contrabaixo do ensino especializado da música”, que achei ser o mais adequado para mim enquanto pessoa, música e contrabaixista, e futura professora. Descobri, baseando-me em bibliografia, inquéritos, observação e lecionação de aulas, como é que a exemplificação instrumental poderia motivar um aluno e levá-lo ao sucesso e ao gosto de aprender contrabaixo.

Na fase de realização da dissertação, fui descobrindo temas que podem ser aplicados na maneira como um professor dá aulas. Com o estudo do gesto musical, imitação e mímica, os tipos de comunicação verbal e não verbal, e até a exploração de novas áreas como a psicologia, no que diz respeito a neurónios espelho, fiquei a entender muito melhor como adequar o meu discurso a cada aluno e como fazer com que se sintam motivados pelo que digo e pelo que faço nas aulas de instrumento.

Quando comecei a aprender sobre estas temáticas, tudo começou a fazer sentido: como deveria dar as aulas do estágio profissional, que inquéritos poderia fazer, de que maneira podia abordar os alunos e sentir que não só eu estava a aprender, mas também eles mesmos.

Apesar de achar que a fase da observação foi imensamente importante para conhecer os alunos, as suas dificuldades, o nível de motivação que tinham e qual era a relação com a música, com o instrumento e até com o professor, a fase da intervenção foi para mim, a mais gratificante. Durante a fase da intervenção, como já referido ao longo da dissertação, implementei o meu projeto com 5 alunos escolhidos por mim e pelos professores cooperantes. Cada um destes 5 alundos teve duas aulas comigo: uma aula sem o uso da exemplificação instrumental e outra com o uso da exemplificação instrumental. Não expliquei a nenhum deles que o ia fazer, com o objetivo de agirem o mais natural possível na sala de aula. Todas as aulas que dei foram gravadas, o que me permitiu depois da fase de observação comparar a postura de cada aluno, de uma aula para outra. Juntamente com os professores cooperantes, observamos que os alunos tinham uma postura diferente em cada aula, sendo que na aula em que utilizei a exemplificação instrumental, se notou uma diferença significativa e positiva. A aula fluiu muito mais naturalmente e os alunos mostravam-se mais empenhados, com mais vontade de tocar e mais atentos ao que estavam a fazer.

Neste processo de intervenção, tive também como objetivo, conseguir associar-me ao ambiente escolar para que não houvesse uma separação da relação professor-aluno, pois penso ser necessário que o professor de música tenha uma relação mais próxima do aluno, porque para além de geralmente ser aplicado um ensino individualizado adequado às características técnicas de cada aluno, o professor funciona como um tutor, daí haver uma necessidade de aproximação e conhecimento da personalidade do aluno. Ao aproximar-me dos alunos, as aulas fluíram melhor e os alunos sentiam-se mais à vontade comigo, o que fez com que fosse mais fácil adquirir os resultados que esperava no final do projeto.

Baseado nos inquéritos e conversas informais com os alunos durante ou fora das aulas, a exemplificação instrumental parece ter beneficiado a aprendizagem dos mesmos, como se pode ver nos anexos, nos resultados dos inquéritos respondidos pelos alunos.

Do ponto de vista pedagógico e investigativo, o principal objetivo deste projeto foi perceber se a exemplificação instrumental motivava os alunos de contrabaixo, com o intuito de ter um melhor aproveitamento nas aulas para realizar o repertório programado dentro do tempo estipulado, e motivar os alunos a terem um melhor sucesso musical. Para cumprir este objetivo, utilizaram-se as dez aulas propostas durante a período de intervenção. No decorrer dessas aulas, a exemplificação instrumental foi

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usada adequada ao grau em que os alunos se inseriam e às suas dificuldades. O repertório utilizado foi o mesmo que os professores cooperantes tinham estipulado para cada trimestre.

O foco de averiguação com a exemplificação instrumental, foi colocado nas escalas, estudos, peças e exercícios técnicos. Todos os conteúdos assinalados foram beneficiados pelo uso da mesma.

Fazendo um levantamento dos resultados obtidos, houve uma resposta positiva em relação ao crescimento da motivação dos alunos com o uso da exemplificação instrumental. Um fator importante para o projeto foi o completo interesse da parte dos alunos quando fui eu a lecionar as aulas e terem colaborado comigo na totalidade ao longo do mesmo. Apesar dos alunos não saberem que o objetivo era usar ou não a exemplificação instrumental nas aulas, depois do projeto ter sido concluído, foi-lhes explicado qual tinha sido o objetivo das minhas aulas para depois responderem aos inquéritos que lhes apresentei. Todos os alunos compreenderam o projeto em toda a sua integridade e acharam um tema bastante interessante, sendo que alguns disseram-me que nunca tinham pensado na importância da exemplificação instrumental nas aulas de contrabaixo.

Foi uma experiência muito gratificante pessoalmente e que me fez crescer como profissional, e só tenho a agradecer a todos os alunos e aos dois professores cooperantes que trabalharam comigo ao longo do Estágio Profissional. É compensador quando no final do Estágio Profissional, os alunos nos consideram um professor como “amigo”, como prova da relação de confiança estabelecida ao longo do ano e há um enorme respeito de ambas as partes.

Com este Estágio Profissional, Projeto de Intervenção e os dois anos do Mestrado em Ensino de Música, posso afirmar que sou melhor professora e profissional do que quando comecei esta caminhada de aprendizagem constante.

B

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A

NEXO

I

–A

UTORIZAÇÃO

D

A

A

RT

E

DUCA

-

C

ONSERVATÓRIO DE

M

ÚSICA DE

V

ILA

N

OVA DE

F

AMALICÃO PARA A UTILIZAÇÃO DA SUA IDENTIDADE