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TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA COM A DIRETORA DO PRÉ-ESCOLAR Bloco I – Identificação do Entrevistado

Código da entrevista : E1

Data da entrevista : 26 de janeiro de 2019

Situação profissional : Educadora permanente (Funcionária pública)

Tempo de serviço docente : 11 anos

Tempo de serviço nesta escola : 6 anos

Habilitação Académica : Equivalência de Bacharelato

Cargos / Funções Exercidas para além da docência : Coordenadora da Escola A localização da sua escola : Urbana

Objetivo 1 - Conhecer as perceções dos educadores e professores acerca de reforma curricular em Timor-Leste

Entrevistadora (EN) - Concorda com a reforma curricular da Educação Pré-escolar (EPE)? Porquê?

Educadora 1 (E1) - Eu concordo muito. Desde que a nossa escola foi fundada em 2013, não existiu nenhum documento a definir o que deveria ser ensinado. Por conseguinte, eu ensinei do mesmo modo com as crianças no 1.º ano do 1.º ciclo. Portanto, com essa reforma, finalmente, conseguimos ter uma diretriz que realmente nos ajudou na função de educadora e coordenadora neste nível de ensino.

EN - Acha que a reforma curricular envolveu os educadores timorenses? Foram devidamente informados? Que tipo de apoios tiveram?

E1 - Sim, envolveu os educadores antigos e experientes de várias pré-escolas em Timor-Leste. Após esta reforma, a equipa do Ministério da Educação (ME) fez a disseminação acerca do novo currículo aos coordenadores de todos os estabelecimentos pré-escolares, em Timor-Leste. Nos primeiros dois anos da implementação do novo currículo, nomeadamente no ano letivo de 2015 e 2016, os educadores receberam formação sobre os princípios e métodos a serem utilizados nas novas diretrizes do ensino. Por isso, podemos dizer que os educadores foram informados.

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Além da formação profissional para os educadores, o ME com suas parcerias internacionais ofereceu alguns livros, incluindo guias dos educadores ou plano de sessão, livros para os alunos, os materiais didáticos (posters, gravações de canções e vídeos, etc.) e diversos brinquedos. EN - Como é que os educadores da sua escola se têm adaptado às mudanças decorrentes da reforma curricular em curso? Que aspetos mudaria?

E1 - É muito a adaptação às mudanças na reforma curricular, porque o manual de plano de sessão contém instruções bem organizadas e pormenorizadas. O material didático recomendado no manual é muito simples e fácil de obter no ambiente que nos rodeia. Assim, na minha forma de ver, para se adaptar a todas as mudanças, o importante é ler sempre atentamente o manual do plano de sessão, preparar os itens que estão de acordo com cada conteúdo de aprendizagem e seguir as instruções corretamente. Eu também participei em todas as formações, organizadas pelo ME, pela associação de educadores ao nível municipal ou por agências nacionais e internacionais envolvidas na Educação da Infância (EI).

A reforma curricular traz mudanças no método de ensino, na carga horária, no método de avaliação e na gestão da sala de aula. O novo currículo requer dos educadores o abandono do método pedagógico tradicional e a adoção do novo método pedagógico, o qual coloca as crianças como sujeitos e agentes do processo educativo, enquanto os professores apenas desempenham os papéis de orientador, motivador e facilitador. A carga horária foi bem organizada, ou seja: três horas letivas para os grupos A e B em todos os dias. O sistema de avaliação de aprendizagem também mudou, pelo que prioriza a avaliação contínua. A gestão da sala de aula segundo o novo currículo consiste na divisão das crianças em grupos.

EN - Considera que os educadores da sua escola deviam ter tido mais formação sobre os novos programas?

E1 - Sim, considero que os educadores devem ter mais formação. Os conteúdos programáticos do novo currículo, o novo método pedagógico, a gestão da sala de aula, bem como o novo sistema de avaliação requerem dos educadores altas competências, inteligência, criatividade e capacidade de imaginação para poderem preparar as crianças para a aquisição de todas as competências esperadas no currículo.

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Objetivo 2 - Clarificar os conceitos de currículo e avaliação prevalecentes em Timor-Leste

EN - Concorda com o conceito de currículo e avaliação adotado na EPE? E com o conceito de avaliação? Justifique as suas respostas.

E1 - Eu concordo com o conceito de currículo adotado na EPE, porque tem como principal objetivo formar cidadãos produtivos, democráticos e participativos. Além disso, a adoção deste currículo, pode contribuir positivamente para: o desenvolvimento físico e psicológico das crianças que incluam os valores morais e culturais, sócio emocionais e autonomia, cognitiva, físico- motora e artística, preparando-os para ingressar no Ensino Básico (EB).

Eu concordo também com o conceito de avaliação adotado na EPE, pois através de uma avaliação de forma clara e contínua, os educadores podem ter feedback sobre o desenvolvimento das crianças, no sentido de melhorar o processo de ensino-aprendizagem. EN - Considera pertinente o CNB na EPE? Porquê?

E1 - O CNB é muito pertinente para a EPE. O conteúdo de aprendizagem e as competências promovidas neste nível de ensino estão adaptadas às necessidades das crianças de três a seis anos de idade, para que estejam preparadas, para poder entrar no EB.

EN - Concorda com os normativos que regulam o CNB para a EPE? Porquê?

E1 - Eu concordo com todos os normativos emanados pelo ME, seja legislação ou documentos orientadores. No entanto, o ME deve fazer a disseminação a todos os educadores para que eles consigam entender bem as normativas e também tem obrigação de proteger e oferecer boas condições físicas nas escolas e os materiais didáticos necessários, bem como garantir o bem- estar dos educadores. Se tudo estiver disponível, tenho certeza de que todas as normativas não apenas existem no papel.

O presente decreto-lei que define os princípios de organização do CNB para EPE confirma que este novo currículo tem uma forte base legal. Enquanto que os documentos orientadores são as referências para educadores nas práticas educativas. A sequência do processo de aprendizagem foi bem organizada no plano de sessão, mas se as condições da escola não forem possíveis, os educadores podem modificá-las de outras maneiras, desde que sigam os princípios básicos do currículo. Por exemplo, quando as crianças aprendem sobre a esfera, se não houver uma bola na escola, podemos fazer bolas de papel para demonstrá-la. Portanto, na minha perspetiva, os documentos orientadores não são apenas as referências para os educadores, mas têm outra função, ou seja, são considerados como uma estratégia para estimular os educadores

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a serem mais criativos no desenvolvimento curricular, o qual precisa ser ajustado com condições reais da escola.

EN - No seu ponto de vista, os educadores têm competências para implementar o CNB? Em caso negativo, que alterações sugere a esse nível?

E1 - Segundo o meu ponto de vista, os educadores têm competências para implementar o CNB, desde que sejam capazes de refletir e analisar os conceitos e os princípios do currículo. Os educadores também participaram bem nas formações relacionadas a este currículo. Portanto, eles têm bastantes conhecimentos sobre a trajetória que deve ser percorrida por todo o aluno do pré-escolar. Nos dois primeiros anos após a implementação do CNB, sempre realizamos reuniões centradas no município a cada mês, para discutir as dificuldades que enfrentamos no processo de implementação do currículo nas escolas e encontrar as soluções adequadas para ultrapassar as dificuldades. Por parte do governo, através de inspetora da EPE a nível municipal, sempre são monitorizadas as atividades na escola, de modo que se houver algumas dificuldades discutiremos isso imediatamente.

No caso negativo, sugiro que o governo deveria desenvolver o sistema de formação já implementado, onde é necessária a adequação entre o currículo com a formação inicial e contínua dos educadores, havendo necessidade de melhorar o sistema do recrutamento e seleção dos futuros educadores. Pelo menos, eles devem ter os conhecimentos básicos no ensino da EPE.

EN - No seu entendimento, que papel pode desempenhar a avaliação na EPE? Pode dar exemplos?

E1 - De acordo com o meu entendimento, a avaliação na EPE não visa dar notas às crianças, mas tem papel para determinar a eficácia dos processos, estratégias, métodos e meios de aprendizagem utilizados. Além disso, tem outro papel para identificar a adequabilidade do plano com o processo de aprendizagem realizado. Assim, vai ser utilizado para melhorar o processo de aprendizagem, de acordo com as necessidades, interesses e características das crianças. Portanto, a avaliação, na verdade, é um processo para tomar decisões sobre o estado de desenvolvimento da criança.

O exemplo de avaliação, é observar as crianças a brincar em grupos e os educadores observam e apoiam.

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EN - Que modalidades da avaliação devem existir para a EPE?

E1 - A modalidade de avaliação que deve existir na EPE é a avaliação formativa ou contínua. Este tipo de avaliação é sobretudo centrado em todas as atividades realizadas pelas crianças a qualquer hora, em qualquer lugar e a qualquer momento, sem ter que esperar por um horário programado ou com outras palavras, a avaliação formativa é um caminho percorrido no processo de ensino- aprendizagem.

EN - Considera que a avaliação nos moldes atuais pode levar os educadores a alterar as suas práticas pedagógicas? De que forma?

E1 - Sim, a avaliação nos moldes atuais, neste caso é a avaliação contínua, leva os educadores a alterar as suas práticas pedagógicas, porque enfatiza a interação entre educadores e alunos, entre alunos e material didático. Este tipo de avaliação posiciona os alunos como o centro de aprendizagem. Por isso, na prática pedagógica, os alunos devem ser mais ativos do que os professores. Isto é muito diferente do antigo sistema pedagógico, onde os alunos eram apenas mero-recetores. Este modelo de avaliação contínua requer maior participação das crianças e não será realizada apenas no final de aprendizagem ou no final do ano escolar.

De acordo com o novo sistema de avaliação, em geral, juntamos as crianças em grupos, orientando-as a realizar atividades de aprendizagem através de certos jogos que observamos durante todo o processo.

Objetivo 3 - Identificar as principais diferenças entre o atual e o anterior modelo de avaliação das aprendizagens em Timor-Leste.

EN - Quais são as principais diferenças entre o atual e o anterior modelo de avaliação das aprendizagens na EPE?

E1 - A principal diferença é que o novo modelo de avaliação preocupa-se com todos os processos dos alunos e entende o erro como uma parte de aprendizagem que não precisa ser sancionado, enquanto o anterior modelo considerava a avaliação como resultado do desempenho dos alunos depois de aprenderem alguns conteúdos específicos durante um período de aprendizagem e entendia o erro como uma falta que devia ser sancionada. Assim, com esta nova prática de avaliação, os educadores devem abandonar o antigo método que por muitas vezes castigou os alunos e promover um sistema de zero violência na escola.

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EN - Reconhece que o atual modelo de avaliação é melhor do que o modelo anterior? Porquê? E1 - Sim, reconheço que esse novo modelo é realmente melhor que o modelo anterior, porque a avaliação é abrangente por meio da observação em todas as atividades realizadas pelas crianças e em todos os momentos.

EN - Considera que estão reunidas as condições para avaliar as crianças? Justifique a sua resposta?

E1 - Eu considero que a nossa escola ainda não tem condições adequadas para avaliar as crianças, devido a vários fatores, incluindo: a maior parte dos educadores na EPE, não têm formação adequada (alguns só têm qualificação do ensino secundário, 4 ª classe na era de português ao qual logo seguiu o programa de equivalência de bacharelato e apenas alguns se qualificaram na área de ensino); ainda não há seriedade por parte do governo para melhorar a qualidade dos educadores; não há equilíbrio entre o número de educadores com o número de alunos numa turma; a indisponibilidade dos materiais didáticos necessários que possibilitam o processo de aprendizagem e avaliação e a falta de interesse dos pais em participar no processo educativo das crianças. Estes fatores fazem com que a implementação deste sistema de avaliação encontre discrepâncias com os regulamentos existentes. Ao conduzir as atividades de aprendizagem e avaliação, os educadores muitas vezes não consideravam as necessidades, interesses, capacidades e características das crianças. A avaliação do desenvolvimento de uma criança não utiliza um bom formato de avaliação, para além de fazerem uma avaliação geral no sentido de que o desenvolvimento dos alunos não é registado individualmente através de alguns instrumentos de avaliação, mas é registado simultaneamente com outra criança.

EN - Que tipo de instrumentos de avaliação são mais utilizadas na sua escola?

E1 - Os instrumentos de avaliação utilizados nesta pré-escolar são observações e registos de aprendizagem, entrevistas, registo dos trabalhos individuais e documentação do desempenho e trabalho do aluno.

Objetivo 4 - Identificar fatores potenciadores e inibidores que condicionam a implementação do currículo e da avaliação da Educação pré-escolar

EN - Quais são as principais dificuldades com que os educadores se deparam da implementação do currículo e da avaliação na escola?

E1 - As maiores dificuldades enfrentadas pelos educadores na implementação deste avaliação e currículo são as seguintes:

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• A falta de instalações adequadas não permite o desenvolvimento físico das crianças, tal como jogar futebol no campo, não tendo sido realizado;

• É muito difícil de avaliar as crianças porque requer muita energia, tempo, precisão, atenção e persistência.

• Ainda há falta de conhecimento por parte dos educadores sobre a utilização dos instrumentos de avaliação para as crianças.

EN - Na sua opinião, o que é necessário fazer para ultrapassar estas dificuldades?

E1 - Na minha opinião, para poder ultrapassar estas dificuldades, o ME deve aumentar o número de docentes, melhorar e fornecer as instalações e infraestruturas adequadas em todas as pré- escolas e continuar a melhorar o sistema de formação dos educadores de infância.

EN - Quais são as principais vantagens que resultam de implementação do novo sistema de avaliação?

E1 - As principais vantagens da implementação do novo sistema de avaliação são as seguintes: • Os educadores podem conhecer o desempenho dos alunos ao longo de todo ano e não

apenas numa prova ou num trabalho;

• As crianças saibam onde estão e o que devem fazer para avançar;

• O seu método é mais natural, por exemplo: avaliar as crianças quando elas estão a brincar, desenhar ou a produzir alguns trabalhos;

• Conhecer os talentos, interesses, pontos fortes e fracos dos alunos orienta os educadores ao fornecimento de assistência de aprendizagem apropriada para as crianças.

EN - Que fatores potenciam em implementação?

E1 - Os fatores que potenciam em implementação do CNB são a existência dos manuais e planos de sessões e alguns materiais didáticos, também houve a formação profissional, embora não seja intensiva.

Objetivo 5 - Analisar de que modo o novo conceito de currículo e avaliação implementados contribuem para a melhoria dos processos de aprendizagem dos alunos.

EN - Os novos conceitos de currículo e avaliação facilitam a aprendizagem dos alunos? Porquê? E1 - Sim, facilitam muito a aprendizagem dos alunos, porque as crianças se tornam mais ativas a expressar seus conhecimentos, elas reconhecem os progressos e as dificuldades e podem

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interagir com os colegas. As crianças mais adiantadas auxiliam os colegas que ainda não dominam a matéria de aprendizagem e os educadores podem evitar as coisas negativas que normalmente ocorrem durante um teste, por exemplo, copiar o trabalho de um amigo.

EN - Que capacidades e atitudes as crianças devem desenvolver a partir dos novos programas de currículo e avaliação?

E1 - Através dos novos programas de currículo e avaliação, as crianças devem desenvolver as capacidades intelectuais, sócio emocionais e o desenvolvimento linguístico e motor.

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TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA COM A DIRETORA DO PRÉ-ESCOLAR Bloco I – Identificação do Entrevistado

Código da entrevista : E2

Data da entrevista : 28 de janeiro de 2019

Situação profissional : Educadora contratada do Governo

Tempo de serviço docente : 7 anos

Tempo de serviço nesta escola : 7 anos

Habilitação Académica : Ensino Secundário

Cargos / Funções Exercidas para além da docência : Coordenadora da Escola A localização da sua escola : Suburbana

Objetivo 1 - Conhecer as perceções dos educadores e professores acerca da reforma curricular em Timor-Leste.

Entrevistadora (EN) - Concorda com a reforma curricular da Educação Pré-escolar (EPE)? Porquê?

Educadora 2 (E2) - Desde que esta escola foi fundada em 2012, tivemos dificuldades por causa da ausência de um currículo como referência. Portanto, eu concordo muito com essa reforma curricular, porque a considero como um avanço do ME que traz inovação extraordinária no ensino e aprendizagem na EPE.

EN - Acha que a reforma curricular envolveu os educadores timorenses? Foram devidamente informados? Que tipo de apoios tiveram?

E2 - Sim, esta reforma envolveu os educadores de pré-escolares em Timor-Leste, pelo que este currículo pode ser considerado como um currículo próprio timorense que reflete a cultura e as condições reais do país.

Outros educadores que não estavam envolvidos no processo de elaboração de novo currículo, obtiveram informações através do programa de disseminação pela equipa do ME.

Os tipos de apoios que tiveram pelos educadores foram as formações, a monitorização sistemática dos superiores acerca da prática de aprendizagem na escola, a oferta do guião para os educadores, denominado Plano de Sessão, os materiais didáticos e os brinquedos.

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EN - Como é que os educadores da sua escola se têm adaptado às mudanças decorrentes da reforma curricular em curso? Que aspetos mudaria?

E2 - Como eu disse, esta escola não teve um currículo desde que foi fundada, então para nós a reforma trouxe algo de novo para o sistema de ensino e aprendizagem. Para fazer bem essa mudança os educadores necessitam de apoio e formação. Somos educadores contratados pelo governo, portanto, antes dessa reforma nunca tivemos a oportunidade de participar em formações, só depois da reforma o ME também nos envolveu. Além disso, também consultamos os educadores experientes em outras escolas. Neste município, nos dois primeiros anos da implementação deste currículo, os educadores reúnem-se uma vez por mês no capital com o objetivo de compartilhar as experiências e ajudar uns aos outros na superação de várias dificuldades enfrentadas na escola.

EN - Considera que os educadores da sua escola deviam ter tido mais formação sobre os novos programas?

E2 - Eu considero que os educadores deveriam ter tido mais formação, porque esta é essencial para que os educadores consigam implementar as mudanças propostas no CNB nas salas de aula.

Objetivo 2 - Clarificar os conceitos de currículo e avaliação prevalecentes em Timor-Leste

EN - Concorda com o conceito de currículo e avaliação adotado na EPE? E com o conceito de avaliação? Justifique as suas respostas.

E2 - Eu concordo com o conceito de currículo adotado na EPE, porque este currículo contém um conjunto de atividades de aprendizagens através de brincadeiras que podem ajudar as crianças na construção dos conhecimentos. O programa de atividades lúdicas é aplicado com base num currículo centrado na criança e pode apoiar atividades de aprendizagem e desenvolvimento em todos os aspetos, tanto estético, cognitivo, emocional, linguístico, físico e social.

Eu concordo com o conceito de avaliação na EPE, porque a avaliação é algo integrada no próprio do processo de aprendizagem e tem os princípios claros, centrados na criança, contínuos, abrangentes ou integrados, priorizam os processos ao invés dos resultados, objetiva e naturalmente.

EN - Considera pertinente o CNB na EPE? Porquê?

E2 - Com base nas mudanças no sistema de educação global de hoje, considero o CNB é muito relevante para a EPE, porque este currículo é inclusivo, as competências esperadas, os materiais

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didáticos utilizados, os métodos de avaliação, os tipos de jogos e a organização de planos de sessão são muito adequados às necessidades, interesses e idades das crianças. No entanto, devo admitir que as crianças que vivem em áreas pós-conflito, como Timor-Leste, ainda têm limitações em certas áreas. Por isso, têm dificuldade em compreender algumas coisas neste CNB.

EN - Concorda com os normativos que regulam o CNB para a EPE? Porquê?

E2 - Eu estou feliz porque a presença deste decreto é uma prova clara da seriedade do governo no desenvolvimento curricular na EPE. Em relação aos documentos orientadores, como o Plano de Seção, eu concordo porque este documento é um plano bem organizado que suporta o ambiente de aprendizagem da criança; contém metas com base nos interesses e necessidades das crianças; construção de experiências individuais e de grupo; introduzindo uma variedade de culturas nas atividades certas; apoiando atividades lúdicas que sejam divertidas, desafiadoras e