Para o mesmo curto-circuito da fase A à terra com resistência de defeito de 10Ω e com a fonte com um ângulo de 30º, foram simulados 2 valores de tensão no ponto de interligação: 0,85 e 1,1 p.u (secção 4.5.1 ii) tendo-se verificado que existiu uma ligeiro afastamento do defeito com 1,1 p.u.
Por fim no último subcapítulo 4.5.2 foi estudado o funcionamento da proteção de distância quando existem oscilações de potência na rede, sem simular curto-circuitos. Desta forma na 1ªsimulação foi alterado o valor de frequência na fonte de Geração Dispersa para uma condição de subfrequência, que se traduziu num consumo de potência ativa por parte da fonte e a uma diminuição da tensão no ponto de interligação com a rede. Esta oscilação de potência provocou uma atuação da proteção de distância em 0,5 segundos, ou seja na 3ª zona de operação da proteção de distância.
A proteção de distância não devia atuar nas situações de oscilações de potência, sendo que uma solução seria a inclusão da funcionalidade Power Swing Block, que detetava uma condição de oscilação de potência e bloqueava a atuação da proteção. As proteções de interligação na 1ªsimulação da secção 4.5.2 não impediram a ocorrência de oscilações de potência, uma vez que, o tempo de deteção do defeito por parte da proteção de interligação não é instantâneo.
Na 2ª simulação da secção 4.5.2 foi alterado o valor do ângulo da fonte de Geração Dispersa de um valor inicial de 30º para valores negativos, tendo-se verificado que apenas quando se utiliza uma carga muito elevada 80 MW e 20 MVAr é que provoca a atuação da proteção de distância em comparação com uma carga de 1MW e MVAr. Esta situação não iria acontecer se existissem proteções de interligação, que neste caso atuavam antes da proteção de distância.
5.2 Trabalhos futuros
No seguimento deste trabalho, poderá ser feita uma análise à influência dos transformadores de medida na proteção de distância, no sentido de verificar os problemas referidos teoricamente no capítulo 3. Poderia modelizar-se os transformadores de tensão capacitivos e estudar-se a influência de cada um dos seus parâmetros internos na proteção de distância. Em relação aos transformadores de intensidade de corrente, poderia simular-se quais as condições que levam à sua saturação e como se comporta a proteção de distância durante estas condições. Poderia analisar-se os transformadores de intensidade quando sujeitos a defeitos sucessivos num curto intervalo de tempo existindo saturação e desta forma influência na medida da impedância aparente de defeito pela proteção de distância.
Em relação à coordenação de proteções de distância, poderia ser implementado no CAPE (Computer-Aided Protection Engineering), uma rede de distribuição AT com as respectivas proteções reais dos fabricantes e analisar-se problemas de coordenação, quando existem muitos infeeds na rede.
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