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Kom ein, kom alle – medlemskap i afrikanske regionale institusjonar

De acordo com o testemunho do Secretário da Defesa Caspar Weinberger ao Comité de Forças Armadas do Senado em 5 Outubro de 1981 a Administração Reagan pretendia obter de novo, e manter um equilíbrio estratégico com a URSS considerando esse equilíbrio como a "chave" para dissuadir um qualquer ataque nuclear pela URSS contra os EUA e os seus aliados, ao mesmo tempo que seria também a "chave" para se vir a obter um acordo genuíno de redução de armas estratégicas. A Administração partia da constatação da existência de uma “janela temporal de vulnerabilidade” face à URSS se nada fosse feito para compensar a não modernização das forças estratégicas dos EUA em tempo recente, enquanto a URSS não tinha parado de modernizar e fortalecer as suas desde 1961, “janela” essa que na opinião da Administração atingiria o seu máximo em 1985/6. O objectivo do programa de rearmamento estratégico dos EUA era por um lado corrigir as mais evidentes fraquezas na postura nuclear, modernizando as forças existentes e, investindo ao mesmo tempo em novas forças que permitissem aos EUA avançar seguramente para o próximo século. Seriam cinco os principais elementos deste programa de rearmamento, partindo da noção que os EUA deveriam poder contar com uma tríade de dissuasão, com cada uma das suas três componente tão forte e com sobrevivência tão garantida quanto possível.

Melhorias substanciais nos sistemas de comando, controlo e comunicações do arsenal estratégico - A Administração considerava que na década anterior não teria sido feito o esforço

necessário de modernização dos sistemas de alerta avançada de ataques nucleares pela URSS, nem para garantir a sobrevivência dos centros de comando e controlo do arsenal que permitiriam ao Presidente manter o comando sobre um arsenal tão complexo quanto o era o arsenal estratégico dos EUA em caso de guerra nuclear. Logo no inicio de funções a Administração Reagan avançou no sentido de: a) modernizar os radares em terra e os satélites, de forma a obter um alerta mais definitivo caso um ataque fosse decidido pela URSS (nomeadamente ataques por submarinos operando em áreas próximas das costas sudeste e sudoeste dos EUA; b) melhorar a

27 No Anexo encontram-se analisadas as dinâmicas da década de 70 a nível estratégico geopolítico que fornecem o

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capacidade de sobrevivência dos sistemas de alerta em satélites e instalar vários terminais terrestres móveis para assegurar o backup do processamento da informação oriunda desses satélites; c) dispor de novos centros de comando aerotransportados E-4B ao serviço da Autoridade de Comando Nacional em tempo de guerra e aumentar a resistência contra os impactos nucleares por parte dos EC.135 Airborbne Comamnd Posts ao serviço dos comandantes no terreno; assegurando a sua capacidade de comunicações com a Autoridade de Comando Nacional; e d) instalar um novo sistema de satélites de telecomunicações empregando canis de ultra alta frequência por forma a garantir a comunicação das ordens do Presidente e a melhorar as comunicações com os bombardeiros estratégicos e os submarinos.

Modernização da componente da Tríada - “bombardeiros estratégicos” - por forma a assegurar a capacidade de penetração nas defesa antiaéreas da URSS - A Administração

Reagan tomou a decisão de: a) equipar os EUA com uma frota de 100 novos bombardeiros supersónicos B1 de uso dual (convencional e nuclear), com capacidade de voo a baixa altitude e equipados com mísseis de cruzeiro; estes bombardeiros começariam por estar ao serviço do arsenal nuclear para na década de 90, passando fundamentalmente a servir como plataformas de lançamento de mísseis de cruzeiro; b) avançar rapidamente - como já fora decidido anteriormente - para uma nova geração de bombardeiros estratégicos com tecnologias stealth que lhes permitisse "evadir" os radares do adversário soviético; c) modernizar parte da frota existente de B 52 com mísseis de cruzeiro, retirando do activo uma parte da frota mais antiga deste tipo de aviões; d) fazer dos mísseis de cruzeiro a arma privilegiada de penetração nas defesas antiaéreas da URSS com a produção encomendada de 3000 mísseis; e e) Aumentar a capacidade dos aviões de reabastecimento em voo dos bombardeiros estratégicos.

Instalação de novos mísseis balísticos intercontinentais baseados em submarinos, encarados como a componente da Tríade, com maior capacidade de sobrevivência - O que envolveu: a)

desenvolver uma nova geração de mísseis balísticos intercontinentais lançados de submarinos nucleares (SLBM) – Trident II ou D5 - com o dobro da potência da geração anterior e muito maior precisão de tiro, dotando assim esta componente da Tríade de capacidades contra forças e não apenas com capacidade de resposta contra cidades (que era a sua função tradicional enquanto pilar da Dissuasão por Destruição Mutua Assegurada); b) Colocar ao serviço uma nova classe de submarinos nucleares – a classe ORION - com maior capacidade de transportara SLBM (mísseis balísticos lançados de submarinos); c) Instalar a bordo de submarinos general

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dissuasão, ao ampliar do modo mais rápido as forças de reserva estratégicas, gerindo assim o período em que seria maior a referida “janela de vulnerabilidade” dos EUA.

Melhoria, passo a passo, da potência e precisão dos mísseis balísticos intercontinentais baseados em terra, reduzindo simultaneamente a sua vulnerabilidade - A Administração

Reagan considerava que a URSS, ao poder equipar os seus mísseis balísticos intercontinentais de grande porte (S 18 e S 19) com tecnologia MIRV (ogivas com múltiplos veículos de reentrada na atmosfera) de elevada precisão, teria adquirido um monopólio de facto de capacidades contra forças capazes de atingir alvos de grande valor estratégico (centros de comando, mísseis ICBM, bases de bombardeiros estratégicos dos EUA) e altamente reforçados. A sua opção de base, dotar a Tríade com capacidade contra forças, através do desenvolvimento do míssil D5 já referido. Mas também procurou encontrar uma solução para dotar a componente ICBM, com uma maior capacidade de sobrevivência para a nova geração de mísseis MIRVados MX. Decidiu continuar o desenvolvimento do míssil MX e encomendar um primeiro lote de 100 unidades (mais tarde reduzida para 50, por exigência do Congresso,) colocando possivelmente os primeiros 35 em silos reforçados, onde anteriormente estavam instalados os Titan (cuja desactivação fora decidida

pela Administração) e Minutemn III28.

Avanços na Defesa Estratégica, como um quarto meio adicional de desencorajar e dissuadir um ataque nuclear contra os EUA - Logo no inicio do seu mandato, a Administração Reagan

deu ênfase ao upgrading dos sistemas de defesa estratégica, chamando a atenção para o facto de que havia mais de uma década que os sistemas e sensores que integravam essa componente terem sido ignorados em termos de modernização - por exemplo ao nível da defesa antiaérea - e dos programas de I &D na área dos sistemas anti satélite e de defesa anti missil balísticos estarem atrasados face aos seus equivale na URSS. As primeiras medidas incidiram na área da monitorização, graças à parceria com o Canadá para a instalação dos novos radares Over the

Horizon Back Scatter (OTH-B). E incluíram também a substituição dos esquadrões de interceptores F-106 por esquadrões com os F-15 e a aquisição de mais seus aviões AWACS. Ficando igualmente de pé o compromisso de desenvolvimento de sistemas anti satélite.

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