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5.1 Metode

5.2.1 Kode

Fayol para a compreensão da aprendizagem de números pelas crianças, comente-as.

(P1) “Délia Lerner elaborou com suas colaboradoras uma proposta com o intuito de realizar um estudo que permitisse descobrir quais são os aspectos do sistema de numeração que as crianças consideram relevantes ou de seu interesse, quais as idéias que elaboram acerca dos números, quais os problemas que formulam, quais as soluções que constroem, quais os conflitos que podem ser gerados entre suas próprias conceitualizações ou entre estas e determinadas características do objeto que estão tentando compreender. As crianças constroem desde cedo critérios para comparar números, bem antes de estudar as unidades, dezenas e centenas”.

(P2) “Vi algumas matérias na revista Nova Escola que mencionavam os estudos de Delia Lerner, mas essas leituras não foram suficientes para colocar-me a par de suas contribuições. Já os estudos de Michel Fayol são desconhecidos por mim”.

(P3) “A exploração, comparação, ordenação, operações, produzir e interpretar, são os eixos principais para a organização das situações propostas em sala de aula”.

(P4) “Já li algumas reportagens com Delia Lerner em revistas especializadas de Educação, porém não saberia comentar suas contribuições para compreensão da aprendizagem de números pelas crianças. Michel Fayol, não conheço”.

(P5) “Não conheço as contribuições de Delia Lerner e nem as de Michel Fayol”.

(P6) “Já ouvi falar desses pensadores, mas não tenho nada a comentar”.

(P7) “Segundo Lerner, as crianças constroem desde cedo critérios para comparar números, bem antes de estudar unidade, dezena e centena, geralmente elaboram hipóteses, quanto maior a quantidade de algarismos de um número, maior é o número ou quem manda é aquele que está na frente”.

(P8) “Para Delia Lerner temos que fazer o possível para que as crianças se apropriem do conhecimento matemático e procurar formular nossas aulas com uma ampla variedade de situações, que vão além do livro didático. Situações essas que levam a criança a ser um ser pensante e reflexivo em relação aos números”.

(P9) “Para Delia Lerner fazer o possível para que as crianças se apropriem do conhecimento matemático, formular aula com variedades de situações que vão além do livro didático. Situações que levam a criança a ser mais pensante em relação aos números”.

(P10) “De acordo com os pensadores Delia Lerner e Michel Fayol, as crianças elaboram suas próprias hipóteses, como por exemplo:

- no critério de comparação, eles podem identificar o maior número sem conhecer as regras do sistema.

- o valor do algarismo na escrita dependendo do lugar em que está localizado em relação aos outros.

- supõe que a quantidade de algarismos está relacionada ao tamanho do número.

Através destes conflitos é que o professor deve ajudar a criança a construir seu conhecimento”.

(P11) “Segundo Delia Lerner e Michel Fayol sobre como as crianças se aproximam do conhecimento do sistema de numeração, servem de base à proposição de situações didáticas que oferecem à criança oportunidades de colocar em jogo suas próprias hipóteses e compará-las com as de outras crianças, possibilitando elaborar argumentos, descobrir contradições e detectar erros:

- Identificar qual é o maior número sem conhecer as regras do sistema de numeração (critério de comparação).

- Identifica que a posição do algarismo no número cumpre um papel importante no nosso sistema de numeração, isto é, o valor de um algarismo na escrita depende do lugar em que está localizado em relação aos outros algarismos, embora não conheça as regras de agrupamentos e trocas.

- Supõe que a numeração escrita se relaciona estreitamente com a numeração falada.

- Sabe que a quantidade de algarismos está relacionada ao tamanho do número.

Assim, explorando esses conflitos o professor pode ajudar a criança a construir progressivamente escritas convencionais e com significados”.

(P12) “Segundo pesquisas realizadas por Delia Lerner, Michel Fayol e as do grupo francês Ermel, as crianças constroem hipóteses em relação à compreensão da aprendizagem de números:

- Tamanho da escrita - Quando apresentados dois números com quantidades de algarismos diferentes às crianças, elas irão afirmar que o maior é o que tem mais algarismos.

- O primeiro é quem manda - Ao comparar dois números com a mesma quantidade de algarismos, as crianças afirmam que o maior é aquele que começa com o número maior.

- Escrita associada à fala - As crianças organizam o número de acordo com a fala. Exemplo: 546 = 500406.”

No quadro seguinte apresentamos um resumo das respostas das professoras em relação às questões 3 e 4 do questionário, adotando as seguintes possibilidades:

9 Sim: afirmou conhecer e discorreu sobre a contribuição do pesquisador. 9 Não: afirmou não conhecer.

Jean Piaget Constance

Kamii Michel Fayol Délia Lerner

P1 Razoavelmente Não Não fez

referência Sim

P2 Razoavelmente Não Não Não

P3 Razoavelmente Não Não fez

referência referência Não fez

P4 Razoavelmente Não Não fez

referência Não

P5 Razoavelmente Não Não Não

P6 Razoavelmente Razoavelmente Não Não

P7 Não fez

referência Razoavelmente Não Razoavelmente

P8 Razoavelmente Não fez

referência

Não Razoavelmente

P9 Razoavelmente Não fez

referência Não Razoavelmente

P10 Razoavelmente Razoavelmente Razoavelmente Razoavelmente

P11 Razoavelmente Razoavelmente Razoavelmente Razoavelmente

P12 Razoavelmente Razoavelmente Razoavelmente Razoavelmente

3.3. Considerações sobre o Capítulo 3

Um primeiro destaque que faremos refere-se ao fato de que no grupo de 12 professoras, apenas três não haviam cursado ou não estavam cursando uma graduação em nível superior.

No entanto, as respostas sobre o que elas priorizavam no ensino e na aprendizagem de matemática foram bastante similares, permitindo-nos levantar a hipótese de que a formação em nível superior dessas professoras não trouxe grandes contribuições para a reflexão sobre a prática docente e para a incorporação de novas idéias sobre ensinar e aprender.

Os destaques dados pelas professoras foram a aprendizagem significativa, menos mecânica, a compreensão, o cotidiano e recursos (como jogos, material concreto, jornais, propaganda).

Com relação ao que as professoras declaram utilizar para organizar seu trabalho, verificamos que o material que é mais citado pelos professores são as Atividades Matemáticas, material elaborado pela Equipe Técnica de Matemática da Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas, distribuído à rede publica

estadual e acompanhado de formação dos professores para seu uso. Embora o material tenha algumas propostas questionáveis como as atividades chamadas pré- numéricas de classificação e seriação, por exemplo, ele ainda é uma referência importante para os professores.

Os recursos menos lembrados foram os materiais de cursos oferecidos pela Diretoria de Ensino e as revistas especializadas.

S N

AM 7 5

PCN 4 8

Materiais manipuláveis 4 8

Livro didático 4 8

Materiais de Cursos da Diretoria de Ensino

1 11

Revistas especializadas 1 11

Algumas professoras como P6 e P7 não fizeram referência a qualquer material de apoio.

Relativamente ao conhecimento das contribuições dos autores e de suas investigações, 11 professoras declaram conhecer as teorias piagetianas razoavelmente.

Com relação ao trabalho de Constance Kamii, apenas 5 declaram conhecer razoavelmente e as demais afirmaram não conhecer ou não fizeram referência. De certo modo, esse fato é um pouco surpreendente, pois sabemos que os livros dessa autora fazem parte das bibliotecas das escolas.

Michel Fayol é o autor menos conhecido e Lerner tem 6 indicações de que é conhecida (1 “sim” e 5 “razoavelmente”).

Capítulo 4