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Knowledge and understanding of the competence aim in LK20

Atendendo às especificidades do nosso objecto de estudo e dos objectivos de investigação estabelecidos, foi necessário proceder à delimitação do campo empírico, no qual estes pudessem ser operacionalizados e validados.

Assim, seleccionámos o campo empresarial (público e privado) como o nosso campo de análise, no reconhecimento de que é no contexto das empresas que o prolongamento da vida activa pode ser efectivado e que a qualidade do emprego dos trabalhadores mais velhos pode ser assegurada, mediante a adopção de políticas de recursos humanos ajustadas que reconhecem (e valorizam) o contributo dos seus colaboradores mais envelhecidos.

Para tal estabelecemos alguns critérios (conforme acima enunciado) a partir dos quais se procederia à selecção das empresas a analisar, reconhecendo neste procedimento não apenas uma forma de determinar qual a realidade a estudar, mas ainda uma forma (possível) de controlo da informação pretendida a partir da qual seria possível construir o nosso conhecimento sobre determinados contextos concretos e produzir uma compreensão mais aprofundada e mais rica do problema delineado.

O pr o b lema Quadr o de l eit ur a do pr o b lema (n íve l macr o ) Quadr o de Int erpr e taç ão (n íve l meso )

Envelhecimento populacional Envelhecimento da força de trabalho

As respostas:

Melhoria da qualidade do emprego dos trabalhadores mais velhos O prolongamento da vida ativa

no trabalho

Políticas Públicas de Emprego A visão dos trabalhadores Práticas das empresas

A gestão do envelhecimento nas empresas portuguesas (estudos de caso)

Políticas de Recursos Humanos

Partimos do pressuposto de que as grandes empresas, com um maior índice de envelhecimento deveriam constituir o nosso principal corpus de análise, dado se considerar que seriam nestas que, previsivelmente, encontraríamos políticas de recursos humanos estruturadas e eventuais medidas direccionadas para este público-alvo. Tendo em conta estes requisitos, procedemos ao levantamento do número de empresas de grande dimensão (com mais de 250 trabalhadores ao seu serviço) a operar em território nacional, tendo sido apuradas (segundo dados fornecidos pelo Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia), em Outubro de 2013, um total de oitocentas e dezoito (818) empresas, distribuídas do seguinte modo pelo território nacional continental:

Quadro III.1 - Empresas de grande dimensão por região (Nuts II) do Continente

Fonte: Quadros de Pessoal, 2013

Apurado o universo das empresas a estudar, procurámos aplicar um outro critério de selecção que para nós era fundamental: teriam de ser empresas que tivessem assistentes sociais integradas nos seus quadros. Esta condição resultava da necessidade que tínhamos de perceber qual a actuação que o Serviço Social tem vindo a desenvolver no campo das empresas e, a haver políticas de recursos humanos nestas empresas direccionadas para os trabalhadores mais envelhecidos, qual tem sido o seu papel na respectiva promoção e desenvolvimento.

Procurámos então, à semelhança do que havíamos feito para as empresas, perceber quantos assistentes sociais se encontravam, no momento, a trabalhar em grandes empresas. Contudo, a ausência de uma base de dados com esta informação (a única informação actual disponível resulta de um Estudo de Levantamento de Necessidades de Formação dos Assistentes Sociais feito em 2013, pela Associação Portuguesa de Serviço Social, que embora identifique as principais áreas de trabalho dos assistentes sociais inquiridos, não fornece informação sobre o número de profissionais a exercer a sua actividade nesta área especifica), tornou difícil a concretização desta tarefa, tendo sido necessário recorrer a grupos de assistentes sociais criados nas redes sociais para fazer este levantamento. Após esta

Norte 227 Centro 119 LVT 423 Al entejo 31 Al ga rve 18 Tota l 818

inquirição, conseguimos apurar dezasseis (16) assistentes sociais que desenvolviam a sua actividade profissional em grandes empresas.63

Em face destas dificuldades optámos, então, por restringir o nosso campo de análise às dezasseis empresas identificadas pelos profissionais. Havia ainda a questão do nível de envelhecimento da força de trabalho dessas empresas que queríamos determinar, que funcionaria como critério (outro) de selecção das empresas. Contudo, face a um universo já por si tão reduzido, percebemos que o acesso ao campo seria tão mais difícil quanto maior o número de critérios subjacentes à sua selecção, pelo que foi necessário adoptar uma atitude mais pragmática por forma a garantir o acesso ao terreno e aos dados de que necessitávamos para poder cumprir os nossos objectivos.

Esta opção implicou que tivessemos que relevar este critério inicial e centrássemos os nossos esforços (em termos de contactos a efectuar) nestas dezasseis empresas. Neste sentido, foram feitos, numa primeira fase, alguns contactos informais com informantes privilegiados (alguns dos quais assistentes sociais integrados nessas empresas e outros actores organizacionais que a rede de contactos, que entretanto havíamos montado, nos ia dando a conhecer), no sentido de identificar interlocutores-chave com os quais pudéssemos dialogar e estabelecer circuitos de comunicação que nos permitissem o acesso às empresas e à informação que pretendíamos recolher para suportar cada estudo de caso. A esta seguiram-se, numa segunda fase, os contactos formais com as direcções de recursos humanos, a solicitar a sua colaboração com o nosso estudo.

Esta foi uma tarefa morosa que nos “consumiu” (não apenas em termos de tempo, mas também de energia) por mais de seis meses. Entre Outubro de 2013 e Março de 2014, os telefonemas e e-mails sucederam-se numa cadência quase diária, intercalada por contactos pessoais informais que íamos fazendo com assistentes sociais, gestores de recursos humanos, membros de comissões de trabalhadores e técnicos do IEFP, no sentido de inventariar novos interlocutores e agilizar este processo que persistia em arrastar-se. Simultaneamente fomos procedendo a contactos mais formais, com o envio de mails e cartas detalhadas, nos quais dávamos conta dos nossos objectivos de investigação e do tipo de informação que pretendíamos recolher.

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Face à ausência de dados que nos permitam aferir acerca da representatividade destes números, optámos por considerá-los apenas como exemplos de inserção dos assistentes sociais neste campo de trabalho.

Ao fim deste período, estabelecemos o contacto com três (3) empresas e ver garantida, em duas delas, a autorização institucional para o nosso acesso. O facto de uma das empresas não ter aceite formalmente a colaboração com a nossa investigação, não impediu, todavia, que informalmente os interlocutores contactados nos tivessem prestado as informações solicitadas e aceitado realizar as entrevistas previstas. Face a esta situação, optámos por não fazer qualquer referência expressa às empresas alvo e proceder à sua identificação tomando apenas como referência o sector de actividade em que estão integradas.

Sectorialmente, as empresas enquadram-se em três sectores de actividade distintos:64 uma no sector dos transportes, outra da produção e distribuição de energia e uma terceira no sector de comunicações. Em comum têm o facto de se tratar de empresas com um efectivo bastante significativo (acima dos 500 trabalhadores), com capitais mistos (públicos e privados) e de âmbito nacional.