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Klima, langtransportert luftforurensning og ozon

10. ANSVARS- OG MYNDIGHETSFORDELING

10.7.1 Klima, langtransportert luftforurensning og ozon

Segundo Lancaster (1996, p.2-3), para atender às finalidades da avaliação, que podem ser várias, conforme visto no item anterior, a biblioteca universitária pode ser considerada de várias maneiras - “poderia examinar insumos, produtos ou resultados. [...] Normalmente, o interesse estaria em determinar até que ponto os resultados desejados de um serviço foram obtidos”.

Lancaster (1996) aponta dois métodos para avaliar um serviço de informação: subjetivo e objetivo. Os estudos subjetivos baseiam-se em opiniões daqueles que se utilizam dos serviços prestados e são analisados a partir das qualificações atribuídas pelos participantes da pesquisa. Já os estudos objetivos são baseados em critérios e procedimentos específicos e, principalmente, quantificáveis.

Outro método de avaliação das unidades de informação sugerido por Lancaster (1996) utiliza-se das cinco leis da biblioteconomia, apresentadas por Ranganathan41, como

indicadores a serem avaliados. A primeira delas ― Os livros são para usar ― indica que a avaliação deverá ser feita com a intenção de checar se as necessidades dos usuários estão sendo atendidas e precisa ser averiguada através de indicadores quantitativos. Esta lei relaciona-se ao custo / eficácia do sistema de informação, ou seja, significa medir se os recursos investidos estão sendo aproveitados pelos usuários. E ainda, se o que está sendo adquirido pelo sistema de informação está sendo utilizado e útil aos usuários.

A segunda lei ― A cada leitor seu livro ― avalia a disponibilidade do acervo no momento da busca pelo usuário. Pode ainda ser generalizada pela ideia “a cada leitor sua necessidade” (LANCASTER, 1996, p.12) e, por isso, pode ser estendida a outros tipos de necessidades dos usuários. Pode ser avaliado, por exemplo, o número de questões respondidas satisfatória e corretamente.

Na terceira lei de Ranganathan ― A cada livro o seu leitor ― preconiza-se que o serviço de informação deveria ser avaliado “em função de sua capacidade de informar as pessoas acerca do material que lhes seja potencialmente útil” (p.12). E aí está o desafio para

41 Figueiredo (1992, p.1) relata que Shialy Ramamrita Ranganathan, nascido em 9 de agosto de 1892, em Shialy, na Índia, visitou muitas bibliotecas inglesas, por volta de 1925, e verificou que elas estavam em diferentes estágios de desenvolvimento. Além disso, “observou que o trabalho nessas bibliotecas era realizado como um agregado de diversas práticas sem uma relação integral. Essas atividades exercidas na base da tentativa/erro, ou a adoção de regras costumeiras profundamente empíricas o levaram a buscar um fio condutor para as várias práticas, e o resultado foi a formulação das cinco leis [da biblioteconomia]”. A enunciação dessas leis foi um marco na área da biblioteconomia, pois elas têm aplicabilidade em todo o fazer profissional do bibliotecário, norteando decisões acerca das atividades de seleção e aquisição; administração de bibliotecas; recuperação da informação; Classificação e Indexação; Atendimentos aos Usuários, entre outros. Apesar de parecerem simples, as Cinco Leis permitem ao bibliotecário compreensão mais ampla sobre o porquê de seu fazer no contexto social, permitindo a definição de critérios e princípios de ação que permeiam sua posição ética, bem como a escolha de métodos e técnicas a serem aplicados em seu cotidiano profissional.

os avaliadores, pois Lancaster (1996, p.12) afirma que este não é um tipo fácil de avaliação. As facetas de avaliação citadas pelo autor são: medir o quanto a comunidade atendida pelo serviço de informação conhece sobre seus serviços oferecidos, ou ainda “descobrir em que medida a biblioteca está alcançando êxito em informar a seus usuários sobre novas aquisições”. Algumas perguntas poderiam ser de ajuda, tais como:

1) Quanto do que é levado à atenção do usuário é realmente relevante para seus interesses?

2) Quanto do que é relevante era antes desconhecido pelo usuário?

3) Qual a proporção dos itens levados a seu conhecimento que o usuário pede para ver? (LANCASTER, 1996, p.13).

A quarta lei ― Poupe o tempo do leitor ― indica que deve ser preocupação dos serviços de informação não somente satisfazer as necessidades informacionais do leitor, mas satisfazê-las do modo mais eficiente e no menor espaço de tempo possível. Numa análise de custo / eficácia, o custo do tempo do usuário precisa ser considerado. Nas palavras de Lancaster (1996, p. 13)

Muitas avaliações de bibliotecas e serviços de informação têm o defeito de considerar que o tempo do usuário ‘não tem custo’. Este pressuposto errôneo invalida completamente certas análises de custo-eficácia que têm sido realizadas. O tempo dos usuários não pode ser considerado sem custo, pois o tempo despendido na utilização do material da biblioteca poderia ser usado de outras formas, em alguns casos, mais produtivas. [...] Na avaliação dos serviços de bibliotecas, deve-se atribuir um peso suficiente ao tempo despendido pelo usuário. [...] Para certos tipos de avaliação, na verdade, um serviço de informação não pode ser tratado de modo isolado, mas deve ser visto no contexto da comunidade maior de que faça parte.

Na quinta lei ― A biblioteca é um organismo em crescimento ― consideram-se os avanços sociais e tecnológicos que precisam ser absorvidos pelo serviço de informação. Adaptando esta lei a um processo avaliatório, quanto mais rapidamente estes avanços forem incorporados à rotina da biblioteca / serviço de informação, mais eficiente será considerada a unidade de informação. “As modernas tecnologias da informática e das telecomunicações estão mudando o próprio conceito que temos de ‘biblioteca’. [...] o acesso e não o patrimônio é que deveria ser o critério principal pelo qual os ‘recursos’ da biblioteca seriam avaliados” (LANCASTER, 1996, p.14).

Silva, Jambeiro e Barreto (2006) discorrem sobre estas mudanças de paradigma por que passam as bibliotecas de um modo geral, quais sejam do analógico para o digital. Segundo estes autores, a biblioteca “tradicional” assume a função de “coleta, organização e disseminação de informação, geral e/ou especializada, no âmbito de uma comunidade específica”. Ela nada mais é do que “uma coleção de livros organizados a partir de uma estrutura que classifica o conhecimento inserido em determinado ambiente físico” (p.265).

Com a inserção do ambiente digital entre as bibliotecas, esses conceitos se ampliam, principalmente o atendimento a uma “comunidade específica”. Com a rede mundial de computadores, a comunidade atendida pode estar do outro lado do Atlântico. E, por isso, as leis de Ranganathan ganham outro dimensionamento, bem como o papel do bibliotecário.

Silva, Jambeiro e Barreto (2006) citam Cloonan e Dove42 (2005, p.1) para destacar as

atualizações por que passaram estas leis e as sintetizam no quadro a seguir:

Quadro 3 – Os imperativos das cinco leis ― antes e agora

As leis Na época de Ranganathan Atualmente

Livros são para serem usados

Colocar os livros em circulação não significa o mesmo que compartilhar.

Os recursos on-line estão disponíveis onde e quando forem necessários.

A cada leitor o seu livro

Quebra as barreiras do princípio da educação (e livros) para todos.

Eliminar os obstáculos que impedem os usuários de fazerem uso efetivo dos recursos eletrônicos.

Para cada livro o seu leitor

Abrir os depósitos e preparar catálogos cruzados e eficientes.

Integrar recursos eletrônicos em um ambiente virtual de aprendizagem. Poupe o tempo

do leitor

Criar catálogos efetivos para a localização rápida de um livro em particular.

Prover metabuscadores capazes de oferecer ao usuário a possibilidade de pesquisar em todos os recursos disponíveis e links identificando as melhores fontes.

A biblioteca é um organismo em crescimento

Ver as bibliotecas como parte de uma comunidade maior.

Oferecer serviços 24 horas, acessíveis de qualquer lugar, promover o acesso à Web invisível. Fonte: Silva, Jambeiro e Barreto (2006, p.279) apud Cloonan e Dove (2005, p.5).

Para o sucesso da atualização da biblioteca e/ou serviços de informação, Silva, Jambeiro e Barreto (2006) acreditam ser necessária a consideração de cinco aspectos, são eles:

I- Conexão máxima: nesse quesito o maior desafio para o bibliotecário continua sendo a recuperação da informação, mas agora, para que isso ocorra com eficácia, faz-se necessário “construir tantas possibilidades de acesso quanto possíveis” (p.277), ou seja, utilizar um

42 CLOONAN, M. V.; DOVE, J. G. Ranganathan online: do digital libraries violate the tird law. Library Journal, Apr., 2005. Disponível em: <http://www.libraryjournal.com/article/CA512179>. Acesso em: 02 abr.

vocabulário controlado que inclua também links para recursos ou fontes de informação similares àqueles buscados pelos usuários.

II- Coleção eletrônica bem arranjada: isso implica construir caminhos que se utilizem de esquemas bem elaborados para que favoreçam uma recuperação relevante da informação. Vale ressaltar o fundamental papel do indexador nesse processo, pois os indexadores eletrônicos não levam em consideração informações, ou conteúdo, que não esteja presente no texto do documento que está sendo indexado. Estes indexadores eletrônicos ainda não conseguiram superar o senso crítico dos bibliotecários indexadores.

III- Biblioteca invisível: todos os recursos disponíveis em meio eletrônico precisam estar conectados às redes de buscadores hoje existentes e isso é possível pela utilização de “padrões de metadados que permitam a integração de vários sistemas, ou bibliotecas digitais, ou recursos informacionais, a exemplo do formato MARC” (p.278).

IV- Navegação eletrônica: as possibilidades de hiperlink permitem que o leitor percorra vários recursos informacionais e que encontre o que busca e ainda informações desconhecidas a ele até aquele momento, mas que atendam a suas necessidades.

V- Web semântica: é a possibilidade de inferência de informação que os mecanismos de busca poderão oferecer a partir do uso intensivo de metadados e descritores.

Para avaliar todas essas novas possibilidades de serviços informacionais eletrônicos, alguns padrões já vêm sendo usados. Silva, Jambeiro e Barreto (2006) apresentam a infometria, que se utiliza da bibliometria, e a cienciometria para estudar os

aspectos quantitativos da informação em qualquer formato, e não apenas registros catalográficos ou bibliografias, referente a qualquer grupo social, e não apenas aos cientistas. Pode incorporar, utilizar e ampliar os muitos estudos de avaliação da informação que estão fora dos limites tanto da bibliometria quanto da cienciometria.

São sintetizadas as diferenças entre essas três formas de avaliação no quadro abaixo: Quadro 4 – Tipologia para definição e classificação da bibliometria, cienciometria e

infometria

Tipologia Bibliometria Cienciometria Infometria

Objetos de estudo

Livros, documentos, revistas, artigos, autores, usuários

Disciplinas, assunto, áreas, campos Palavras, documentos, bases de dados Variáveis Número de empréstimos (circulação) e de citações, frequência de

Fatores que diferenciam as subdisciplinas. Revistas, autores, documentos. Como os cientistas se

Difere da cienciometria no propósito das variáveis; por

exemplo, medir a

extenção de frases, etc. comunicam. revocação, etc. Métodos Ranking, frequência,

distribuição Análise de conjunto e de correspondência. Modelo vetor-espaço; modelos booleanos de recuperação, modelos probabilísticos; linguagem de processamento, abordagens baseadas no conhecimento, tesauros. Objetivos Alocar recursos: tempo,

dinheiro, etc.

Identificar domínios de interesse. Onde os assuntos estão concentrados. Compreender como e quanto os cientistas se comunicam. Melhorar a eficiência da recuperação.

Fonte: Silva, Jambeiro e Barreto (2006, p.268) apud Macias-Chapula43 (1998, p.135).

Observa-se que, com o uso dos recursos digitais para disponibilização da informação, o foco das avaliações de bibliotecas muda de verificação de insumos aplicados ― compreendendo aí verbas e pessoal de pesquisa e desenvolvimento ― para averiguação dos indicadores de resultado.

Para sintetizar todo esse processo de mudança que leva a biblioteca do analógico para um novo mundo digital, Silva, Jambeiro e Barreto (2006) utilizam-se das seguintes observações:

[...] estamos diante de um novo ethos ético e sociopolítico, irrecusavelmente inserido no “espírito do nosso tempo”, no qual também se insere o que se denomina sociedade da informação, baseada nas redes digitais, ou sociedade do conhecimento, que privilegia o saber perante o fazer. Ambas as denominações são unificadas pelo condicionamento do sucesso pessoal e social à aprendizagem contínua, em uma conformação de círculo virtuoso e, por consequência, de uma educação global. [...] A cultura promove, então, a sua própria ordenação, ao estabelecer normas e regras de conduta que devem ser observadas por todos e cada um de seus membros. [...] Estamos, portanto, irremediavelmente inseridos na cultura digital, e adaptar-se a ela é seguir o espírito do tempo (p. 264-265).

4.3 O SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR ― SINAES: CONCEPÇÃO E MODO DE