• No results found

Kirkene, drift og vedlikehold 2020

In document DEN NORSKE KIRKE (sider 24-38)

Os requisitos que um edifício de necessidades energéticas quase nulas deve assegurar são um ponto que gera alguma discussão na comunidade Europeia, essencialmente quanto ao nível de autossustentabilidade que as fontes de energia locais ou nas proximidades do edifício devam garantir. A falta de consenso, confirma-se ainda pelo fato de que as fontes

Capítulo 2 – Estado da Arte 13 de energia renováveis devam assegurar apenas as necessidades mínimas, como as necessidades nominais de energia útil para aquecimento (Nic), as necessidades nominais de energia útil para arrefecimento (Nvc) e as necessidades nominais de energia útil para produção de água quente sanitárias (Nac) ou se também devam garantir o fornecimento energético de outras fontes de consumo de energia associadas ao edifício.

Tal como mostra a figura 5, os equipamentos elétricos e a iluminação contribuem com um elevado peso no consumo de energia, sendo este peso aproximado ao da energia consumida pelos sistemas de aquecimento e arrefecimento. O maior desperdício energético é atribuído ao consumo na cozinha, seguido do aquecimento de águas quentes sanitárias.

Figura 5 – Distribuição do consumo de energia no alojamento por tipo de energia e tipo de utilização em Portugal no ano de 2010 (INE & DGEG, 2011)

Com a eminente evolução da indústria de construção do ramo automóvel, mais especificamente nos automóveis elétricos, torna-se imprescindível expor este tema. Num futuro próximo é previsível a utilização de veículos elétricos com abastecimento doméstico.

Assim, questões como o que será o consumo energético quase nulo, qual a energia a balancear, o que se entende por local ou nas suas proximidades, e quais os limites das diversas necessidades se apresentam, são ainda algumas das questões associadas aos edifícios nZEB com termos indefinidos.

Capítulo 2 – Estado da Arte 14 Quando nos referimos ao “quase” zero é preciso estabelecer um limite na relação entre as medidas de eficiência energética e os níveis ótimos de rentabilidade, de forma a alcançar a forma mais económica de implementar edifícios com balanço energético nulo. Portanto, o estabelecimento deste limite de utilização de energia primária permite compreender o valor de energias renováveis a produzir, de modo a conquistar o balanço energético nulo. Podendo ser lógico que o país aponte para este valor como o “quase”, e não obrigue desde logo à colocação de grande quantidade de produção de energias renováveis.

Relativamente à definição de “local ou nas proximidades” ainda é um outro termo indefinido. Este pode ser influenciado pelo tipo de edificação, como no caso de um edifício inserido num meio urbano que pode ter espaço limitado, por exemplo para a implementação de painéis fotovoltaicos, que influenciam no limite de produção de energia renovável.

Assim, grandes questões se impõem quando se fala nas proximidades, como, o que são as proximidades? É o vizinho? É o bairro? É o país? Logo, o desenvolvimento de instalações comunitárias, talvez administradas por governos locais, permita o fornecimento de energia limpa, de modo a possibilitar a determinados tipos de edifícios alcançar maiores reduções de emissões fora do local, devido às restrições que impedem a obtenção no local, podendo esta tornar-se uma solução viável e economicamente eficaz em determinados cenários.

No que se refere aos limites para as necessidades, estes podem ser definidos relativamente a diversos fatores, como o peso para as necessidades de aquecimento e arrefecimento, as necessidades para aquecimento de água, para iluminação e eletrodomésticos e para a mobilidade. Contudo, o nível de conforto é afetado pela utilização do edifício, que proporciona diferentes necessidades.

Alternativamente, os requisitos podem ser definidos através de uma quantidade de energia primária associada ao usuário com base em quantificação por ocupante. Porém, a diversidade de uso dos vários aparelhos, de climas, entre outros fatores, torna a definição dos requisitos uma tarefa bastante complexa.

Capítulo 2 – Estado da Arte 15 Em suma, é necessário definir quais os consumos que devem ser garantidos através das fontes de energia local, de modo a definir os requisitos energéticos mínimos para cada edifício, compreendendo como atualmente se comporta o edifício.

2.6. Caraterização do tipo de edifícios existentes

O conhecimento do parque edificado existente é importante para facilitar o conhecimento real do comportamento dos edifícios, de modo a simplificar o levantamento dos principais consumos e consumidores de energia existentes. Assim sendo, este conhecimento assume uma elevada importância, permitindo elucidar os principais pontos a intervir de modo a garantir a obtenção de uma maior eficiência energética, tornando possível converter edifícios atuais em edifícios com balanço energético nulo. O conhecimento dos pontos de baixa eficiência energética contribui para perceber que evoluções têm de acontecer de forma a construir os novos edifícios nZEB.

Concluindo, a caraterização dos edifícios existentes torna-se relevante ao definir os padrões que permitem distinguir os principais pontos a intervir nos sistemas e materiais utilizados na construção, de modo a aumentar a eficiência energética dos edifícios. Portanto, para cada região deve-se idealizar edifícios de referência, destinados principalmente a representar as edificações existentes. Sendo impossível o cálculo de uma solução ótima para todo o parque edificado, devendo estes representar da forma mais explícita os edifícios existentes, permitindo refletir de uma forma clara e concreta sobre os resultados de cálculo dos níveis ótimos de rentabilidade obtidos.

2.7. Análise de custo-benefício (utilização, investimentos)

Com a implementação de edifícios com necessidades energéticas quase nulas, com vista a alcançar uma redução das emissões de gases com efeito estufa nos países da União Europeia, é necessário reforçar a eficiência energética dos edifícios. Assim, pretende-se garantir uma produção de energia 100% renovável, para que o balanço energético gerado entre as fontes renováveis e a energia fornecida pela rede pública seja nulo.

Para que tal aconteça terá de existir um investimento inicial por parte do consumidor de modo a reforçar o conceito custo/benefício, mostrando ao consumidor que o investimento

Capítulo 2 – Estado da Arte 16 está a rentabilizar o edifício do ponto de vista energético, ou seja, este investimento inicial tem um período de retorno onde acaba por ser recuperado através de uma

redução/poupança na fatura energética mensal. Contudo estes novos

equipamentos/tecnologias apresentam ainda preços bastante significativos, todavia exemplos passados têm demonstrado que as adoções pelo mercado de novos equipamentos podem-se traduzir numa rápida e acentuada diminuição de preços.

Em suma, é possível, com uma redução na fatura energética, conseguir cobrir os custos globais associados ao investimento inicial, bem como os custos de manutenção, com o grande benefício da redução significativa de emissão de gases com o efeito estufa para a atmosfera. Para tal é importante neste momento uma redefinição clara de modo a facilitar a perceção da oferta e da procura por parte do consumidor.

In document DEN NORSKE KIRKE (sider 24-38)