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KIRKELIG FELLESRÅD 2017

In document Årsmelding 2017 (sider 25-34)

Trata-se de uma escola citadina, subordinada ao lema “Nunca se perde tempo com aquilo que amamos”, frase de Alberto Sampaio (ESAS, 2011: 8), que remonta as suas origens ao ano de 1884. As suas atuais instalações foram objeto de uma revitalização total em 2010, na sequência de um projeto de requalificação física e funcional coordenado pela Parque Escolar, E.P.E., cujas intervenções visam, no essencial, substituir as infraestruturas existentes procurando propiciar melhores condições para a prática de um ensino moderno, adaptado também às novas tecnologias de informação e comunicação.

Trata-se de uma escola secundária de Braga capaz de captar uma população estudantil muito diversificada (servindo fundamentalmente a zona centro e sul da urbe), que assume que nos últimos anos se tem “acentuado a tendência para uma maior diversificação” (idem:14). Segundo dados referentes ao ano letivo 2012-2013, integra 1716 alunos, provenientes de 48 freguesias da cidade, que se encontram distribuídos por 65 turmas. Na sua maioria, os alunos

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pertencem a famílias de nível socioeconómico médio-alto e alto havendo, no entanto, um grupo mais reduzido que provém de um nível médio-baixo e baixo.

No que respeita à ação social escolar, segundo os dados apresentados no Relatório de Avaliação Externa, “78,7% dos alunos […] não beneficiam de auxílios económicos”. No que respeita às tecnologias de informação e comunicação, “72,2% dos alunos […] têm computador e internet”. A idade média dos alunos situa-se claramente abaixo da mediana nacional, o que se poderá associar a uma “reduzida incidência de retenções no percurso escolar dos alunos que frequentam a escola” (IGEC, 2011:2). O caráter heterogéneo do perfil global desta instituição, que implica a necessidade constante de integração de alunos provenientes dos mais diversos meios sociais, económicos e culturais, tem sido encarado como “um desafio permanente e uma mais-valia a sustentar.” (ESAS, 2011:14).

No seguimento da aprovação da Lei n.º 31/2002 (de 20 de dezembro), em que se homologa o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, a escola submeteu-se a este processo de avaliação, obtendo a classificação de Muito Bom em todos os domínios avaliados (resultados, prestação do serviço educativo, liderança e gestão). A equipa de avaliação realçou como pontos fortes no desempenho da escola (IGEC, 2011: 8-9):

“A evolução das taxas de transição/conclusão […]. A diversificação da oferta educativa […]. A promoção de diferentes modalidades de apoio educativo, com a finalidade de criar condições de sucesso a todos os alunos. A valorização das dimensões artística e experimental do currículo com impacto positivo […] na implementação de contextos de aprendizagem mais estimulantes. A visão e a estratégia que […] capacita a Escola para pensar e reformular o seu futuro. As lideranças fortes e mobilizadoras […] uma cultura de avaliação bem enraizada”.

A mesma equipa apontou como pontos a melhorar (ibidem).

“As taxas de desistência escolar. A articulação com os estabelecimentos de proveniência dos alunos, de forma a garantir a sequencialidade das aprendizagens […] A supervisão da prática letiva em sala de aula, a valorizar como estratégia de desenvolvimento e de estímulo à qualidade profissional e científica dos docentes.”.

Em conformidade com as orientações da Inspeção-Geral de Educação e Ciência (na sequência da avaliação externa realizada) foi elaborado um plano de melhoria dos pontos acima referidos, onde a escola confirma a sua determinação na “busca contínua de melhores práticas, fazendo da […] prática diária uma busca incessante da excelência.” (ESAS, 2012: 8).

De modo a complementar a caraterização da escola, com o intuito de compreender o seu posicionamento face à utilização das TIC em contexto de ensino/aprendizagem e aferir o

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grau de exequibilidade do nosso projeto, convidámos a diretora da escola para uma entrevista individual semidirigida (Anexo I), cuja análise apresentamos de seguida, citando o seu discurso.

O resultado da aplicação desta estratégia foi bastante profícuo, possibilitando compreender claramente que, por um lado, as TIC são valorizadas como ferramentas “vitais” e “absolutamente imprescindíveis” no processo ensino/aprendizagem, de que “a escola não pode prescindir”, o que se evidencia desde logo nos princípios orientadores do Projeto Educativo da Escola, assumidos enquanto pilares na orientação do ato educativo protagonizado pela escola, e nos projetos com que a escola está permanentemente envolvida que implicam a utilização de “uma série de instrumentos no quadro das novas tecnologias de informação e comunicação”.

Questionada especificamente sobre como podem as TIC configurar novos ambientes de aprendizagem, em tempos de cibercultura, na qualidade de diretora e professora experiente, focou que a escola “deve refletir no que vive neste momento” e que “não podemos pensar na escola como ela era quando estávamos a estudar”. Acrescentou ainda que, de modo a garantir a “existência de experiências de maior complexidade precisamente com o objetivo de melhor desenvolver ambientes de aprendizagem relevantes e substantivos”, as TIC são “um meio de aprendizagem permanente que não pode ser descurado” e que se configuram como espaços “altamente desafiadores” no mundo contemporâneo, em que uma “escola de futuro” se deve necessariamente inscrever.

Por outro lado, esta entrevista permitiu verificar que esta escola “de grande dimensão, com públicos e agentes educativos muito diversificados”, procurando responder à heterogeneidade da comunidade educativa que serve, dispunha de salas equipadas com quadros interativos, projetores multimédia e acesso à Internet, colocada ao serviço dos interesses da escola no processo de ensino/aprendizagem. Destacamos nomeadamente o uso do livro de ponto digital, do Facebook, descrito como “um espaço de diálogo interativo” e de um ecrã público interativo com que os alunos podem interagir a partir do portátil ou do smartphone, acedendo à aplicação JuxtaLearn e à lista de reprodução de conteúdos que a escola possui no YouTube.

Em suma, a nossa análise permitiu-nos concluir que se trata de uma escola dinâmica com todas as condições físicas e humanas, capazes de tornar exequível o nosso projeto.

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