Áreas de talento Idade
10
1
C. Humanas Lingüística Interpessoal Corte/costura
Lógico-matem.
C. exatas Lógico-matem. Lingüística
C. humanas Lógico-matem.
Comunicação
verbal Lógico-matem. Lingüística
Musical Lógico-matem.
C. exatas Comunicação
verbal Interpessoal
C. humanas esporte Lógico-matem.
Artes C. exatas C. exatas Lingüística C. humanas Lógico-matem. C. humanas Múltiplas esporte Lingüística musical Lógico-matem. intelectual Espacial
C. Humanas esporte Artística -
criatividade Construção e criatividade Construção e criatividade Amigo - C. Exatas Lingüística Público X X X X X X X X X X Privado X X Público Técnico em mecânica X (Colégio da Polícia Militar) X X X X Técnico em turismo Técnico em química Privado X Magistério
Público Direito Pedagogia
"Bio-exact" (biologia molecular/física/ matemática/quím ica) Arquitetura Direito Privado Engenharia de Software Tradutorado (holandês/ espanhol/ espanhol/ holandês) Ciências Letras Público
Privado Eletrônica (bolsa
integral) Educ.Especial - AH/SD Educação de Superdotados Privado Pós-graduação Público Ensino profis- sionalizante Irmã Irmã Tio P essoas com t a lent o na fa mília/ár eas de t a lent o Pai Mãe Irmão Tia Primo Avô Filho Filha Irmão
Outras pessoas importantes na sua vida Ensino fundamental Ensino médio Graduação Primo F o rmação /cu rso /esco la
10
2
C. Humanas Lingüística Interpessoal Corte/costura
Lógico-matem.
C. exatas Lógico-matem. Lingüística
C. humanas Lógico-matem.
Comunicação
verbal Lógico-matem. Lingüística
Musical Lógico-matem.
C. exatas Comunicação
verbal Interpessoal
C. humanas esporte Lógico-matem.
Artes C. exatas C. exatas Lingüística C. humanas Lógico-matem. C. humanas Múltiplas esporte Lingüística musical Lógico-matem. intelectual Espacial
C. Humanas esporte Artística -
criatividade Construção e criatividade Construção e criatividade Amigo - C. Exatas Lingüística Público X X X X X X X X X X Privado X X Público Técnico em mecânica X (Colégio da Polícia Militar) X X X X Técnico em turismo Técnico em química Privado X Magistério
Público Direito Pedagogia
"Bio-exact" (biologia molecular/física/ matemática/quím ica) Arquitetura Direito Privado Engenharia de Software Tradutorado (holandês/ espanhol/ espanhol/ holandês) Ciências Letras Público
Privado Eletrônica (bolsa
integral) Educ.Especial - AH/SD Educação de Superdotados Privado Pós-graduação Público Ensino profis- sionalizante Irmã Irmã Tio P essoas com t a lent o na fa mília/ár eas de t a lent o Pai Mãe Irmão Tia Primo Avô Filho Filha Irmão
Outras pessoas importantes na sua vida Ensino fundamental Ensino médio Graduação Primo F o rmação /cu rso /esco la
10 3
A m aioria dos participan tes n ão respon deu ao quesito que question a sobre as áreas de destaque, talvez porque, n o form ulário, o item n ão ficou suficien tem en te ex- posto, em bora possa tam bém se in terpretar com o um a form a de n egar suas habilida- des, m as essas in form ações foram obtidas a partir dos dem ais in strum en tos. Oito participan tes iden tificaram fam iliares com talen tos destacados, sen do que quatro de- les apon taram pai e/ ou m ãe e três deles, filhos. Algun s in dicaram irm ãos/ irm ãs, pri- m os/ as, tio/ as, avós/ avôs. Dois dos participan tes (Fern an do e Rafael) n ão apon taram fam iliares com AH / SD n o form ulário, em bora Fern ando ten ha um filho iden tificado com o PAH / SD, fato que con heço porque o prim eiro con tato com esta pessoa foi jus- tam en te em fun ção da iden tificação desse filho.
Em relação à form ação educacion al, 8 participan tes freqüen taram o en sin o fun - dam en tal em escolas públicas e 2 em escolas públicas e privadas. No en sin o m édio, 7 freqüen taram escolas públicas; 1, públicas e privadas; e 2, escolas privadas, sen do que 4 freqüen taram cursos técn ico-profission alizan tes (3 em escolas públicas e 1 em esco- la privada com bolsa in tegral); 1 freqüen tou o colégio m ilitar, portan to, um a escola pública, e 1 freqüen tou curso de m agistério em escola privada. O n ível educacion al atual dos participan tes é superior, com exceção de um dos participan tes que n ão con - cluiu o en sin o m édio. Quatro dos participan tes graduaram -se em in stituições de en - sin o superior privadas, 2 em in stituições públicas e 3 estão cursan do cursos superio- res em in stituições públicas. Um dos participan tes tem pós-graduação em um a un i- versidade privada, em n ível de m estrado e doutorado, e outro participan te tem duas pós-graduações, em n ível de especialização, sen do um a em un iversidade privada e outra em un iversidade pública. Desta form a, a m aioria dos participan tes desen volveu ou desen volve sua form ação educacion al em in stituições públicas. Cin co participan tes freqüen taram ou freqüen tam outros cursos em diferen tes áreas.
Em relação às atividades laborais, as fun ções atuais dos participan tes estão vin - culadas às áreas de inform ática, econ om ia, educação, arquitetura, caratê, adm in istra- ção e direito.
Seis participan tes desen volvem atividades volun tárias, algun s deles em m ais de um a in stituição.
Den tre as atividades de lazer, m uito variadas, destacam -se os esportes e ativida- des culturais.
Com o já foi observado an teriorm en te, os participan tes foram divididos em dois grupos, o Grupo 1, dos participan tes form alm en te iden tificados an tes da pesquisa, e o
10 4
Grupo 2, dos participan tes n ão iden tificados form alm en te an tes da pesquisa, que passarei a descrever.
6 .1.1 O gru p o 1
O grupo 1 está com posto por quatro hom en s e um a m ulher form alm en te identi- ficados an tes da pesquisa, que serão apresen tados a seguir.
Sujeito 1 - Jerry
J erry tem 37 an os, é casado e é analista de sistem as. Nasceu e m ora em Curitiba (PR), on de cursou en sin o fun dam en tal e m édio (técn ico em m ecân ica) em escolas públicas; fez curso técn ico em m ecân ica n o SENAI e form ou-se em En gen haria de software n um a un iversidade privada. Trabalha n um a em presa de desen volvim en to de softwares com o técn ico de in form ática, tam bém n a m esm a cidade, ten do um a ren da fam iliar n a faixa de 10 a 15 salários m ín im os. É o segun do de 4 irm ãos (3 m ulheres e 1 hom em ), filhos de um a professora aposen tada e de um advogado e professor, tam - bém aposen tado, e pai de um a filha. Sua m ãe tem n ível de en sino secun dário e, seu pai, superior. Foi form alm en te iden tificado quan do adulto, n um in stituto especializa- do de sua cidade, a partir do processo de iden tificação de sua filha, quan do descobriu que seu pai tam bém tin ha sido iden tificado com o um a PAH / SD, m as n un ca tin ha com en tado isso com ele. Realiza trabalhos volun tários n a área de In form ática e n a procura de parcerias para a Sala de Recursos de um a escola estadual, n a qual é aten - dida sua filha e con fortan do pacien tes hospitalizados, além de ser o webm aster do si- te de um a en tidade vin culada à área de AH / SD. Suas atividades de lazer são assistir cin em a, fazer teatro, desen har, n adar, cozinhar, passear, n am orar e brin car com a fi- lha. Sua área de m aior destaque é a lógico-m atem ática e, em bora ten ha tido um a ex- periên cia “traum atizan te”, segun do ele, n a área lin güística, tem um dom ín io m uito bom dela e destaca-se pela sua utilização, sen do m uito brin calhão e criativo. É um a pessoa m uito ativa, m eticulosa, m eiga e prestativa. No question ário respon dido m os- tra profun da reflexão sobre si m esm o e capacidade m etacogn itiva, question an do-se perm an en tem en te sobre suas próprias afirm ações.
Sujeito 2 – Gabriel
Gabriel tem 20 an os de idade, é solteiro, estudan te, fun cion ário público e m i- croem presário. Nasceu e m ora em Curitiba (PR), on de cursou o en sin o fun dam en tal
10 5
em escola pública estadual e o en sin o m édio em escola m ilitar. Atualm en te cursa Di- reito n um a un iversidade pública. Trabalha com o econ om iário n um a em presa pública n a qual foi adm itido m edian te con curso e é proprietário de um a m icroem presa de im portação. É o m ais n ovo de 4 irm ãos (2 m ulheres e 2 hom em ), filhos de um a edu- cadora e de um policial m ilitar aposen tado, que possuem n ível de educação secun dá- rio e superior, respectivam en te. Mora sozin ho, sen do que a ren da de sua fam ília está n a faixa de 15 a 20 salários m ín im os. Foi form alm en te iden tificado m edian te teste de QI n a escola m ilitar on de cursou o en sin o m édio. Na adolescên cia foi atleta, pratican - do futebol, han debol e atletism o, ten do aban don ado a prática por m otivos de saúde; teatro e xadrez, que pratica até hoje. Gabriel é um a pessoa extrem am en te form al e aparen tem en te bastan te rígida, provavelm en te por ter crescido n o seio de um a fam í- lia de m ilitares e ter sido educado em um colégio m ilitar. Ele próprio com en ta as difi- culdades advin das desta situação. A sua área de m aior destaque é a lin güística. O question ário que respon deu foi bastan te resum ido, com respostas dosadas e precisas, sem deixar tran sparecer m uito os sen tim en tos.
Sujeito 3 – Martin a
Martin a tem 58 an os, é divorciada e professora de português, castelhan o e in- form ática. Nasceu em Porto Alegre (RS), ten do ido m orar n um a cidade do in terior do estado, n a qual seu pai era prefeito, por volta de 2 an os, on de freqüen tou um a escola de educação in fan til con fession al e, posteriorm en te, voltou à capital, on de m orou n a casa dos avós e em diferen tes hotéis, tam bém por volta de 2 an os. No an o seguin te m udou-se para um a cidade da provín cia de Corrien tes, n a Argen tin a, on de m orou por algun s m eses n a casa de um a tia e, n o m esm o an o, foi m orar em Mon tevidéu, Uru- guai, on de cursou o en sin o fun dam en tal em um a escola privada religiosa, até parte da quin ta série, e o fin al da quin ta série e a sexta série em um a escola pública. Posteri- orm en te, cursou 1º e 2º an o do en sin o secun dário (correspon den tes a sétim a e oitava séries do en sin o fun dam en tal brasileiro) em um a escola privada religiosa; o 3º e 4º an os (correspon den tes ao 1º e 2º an o do en sin o m édio brasileiro) em outra do m esm o tipo; o in ício do quin to an o (correspon den te ao 3º an o do en sin o m édio brasileiro) em um a escola pública e o fin al do 5º an o e o 6º an o em outra escola pública. (O sis- tem a educacion al uruguaio é distribuído em 6 an os de en sin o fun dam en tal e 6 an os de ensino m édio, pelo que totaliza 12 anos e n ão 11, com o o sistem a brasileiro). Nesse período em que m orou em Mon tevidéu, passava as férias de invern o e de verão em
10 6
Porto Alegre. Com 16 an os, casou-se em Mon tevidéu, tam bém passan do 3 m eses por an o n a capital gaúcha. Posteriorm en te m orou em São Paulo, duran te 9 m eses; em Mon tevidéu, duran te 4 an os; n a Argen tin a, duran te 2 an os e, n a H olan da, duran te 8 an os. Desse prim eiro casam en to teve 4 filhos, após o qual se divorciou, casan do n o- vam en te, quan do tin ha 34 an os, em Porto Alegre, on de m orou 2 an os e teve o seu quin to filho. Posteriorm en te voltou a m orar em Mon tevidéu, duran te 6 an os, divorci- ando-se e indo para Am sterdã, na H olanda, onde m ora até hoje com seu filho m ais n ovo, tam bém um a PAH / SD form alm en te identificada e participan te desta pesquisa (Peter). Freqüen tou um curso de Tradutor-In térprete de holan dês/ espan hol- espan hol/ holan dês duran te 4 an os, porém , n ão ren deu o exam e fin al que lhe outor- garia o título de tradutora por falta de recursos econ ôm icos para pagar a taxa do e- xam e. Atualm en te trabalha dan do aulas de espan hol, português e in form ática, ten do um a ren da fam iliar equivalen te à faixa de 5 a 10 salários m ín im os brasileiros, m as que, n a H olan da, n ão alcan ça a ren da m ín im a n acional. Martin a é a filha ún ica de um a fun cion ária pública e bordadeira e de um en gen heiro agrôn om o, professor, fun - cion ário público e político. Sua m ãe tin ha n ível de educação prim ário e seu pai, supe- rior. Foi form alm en te iden tificada m edian te teste de QI, n um a in stituição holan desa, sen do que a sua avaliação foi feita n o idiom a n acion al, fato que, segun do os avaliado- res in form aram , prejudicou o escore obtido, que teria sido m ais elevado ain da, se ti- vesse sido feito n a sua lín gua m atern a. Martin a é um a pessoa extrem am en te im agin a- tiva, brin calhon a, com excelen te dom ín io lin güístico, sua prin cipal área de destaque, e um surpreen den te uso do hum or e da iron ia. Fala e escreve fluen tem en te espan hol, holan dês e português, ten do tam bém bom dom ín io de inglês e fran cês. No question á- rio que respon deu em português, m ostra que suas expectativas pessoais são extre- m am en te elevadas, em bora afirm e n ão tê-las, ao pon to de n ão en con trar satisfação em n ada do que faz e certo descon ten tam en to com sua vida atual, refletin do sobre tudo o que poderia ter feito com certo pesar. Isto talvez se deva a que Martin a está n a últim a fase da adultez m édia e revisan do sua vida. É m uito question adora, chegan do, in clusive, a com plem en tar as pergun tas form uladas para respon dê-las com m ais pre- cisão. Martin a tam bém é m ãe de Clara, participan te desta pesquisa.
Sujeito 4 – Alexandre
Alexan dre tem 29 an os, é solteiro e pedagogo. Nasceu em Cam pan ha (MG), on- de cursou o en sin o fun dam en tal e m édio n um a escola pública estadual e fez um curso
10 7
profission alizan te de eletrôn ica em Vargin ha (MG), n um a in stituição privada, com bolsa in tegral. Aos 18 an os foi, sozin ho, para São Paulo, on de foi aprovado em pri- m eiro lugar n o vestibular da USP para Pedagogia, com n ota suficien te para escolher qualquer curso, in clusive, o de Medicin a. Term in ou o curso de Pedagogia n essa un i- versidade, m as n ão colou grau por n ão ter freqüen tado todas as aulas básicas, fato que está sen do discutido por um a com issão in tern a da un iversidade por reivindicação de Alexan dre. É o m ais n ovo de 2 irm ãos, filhos de um a professora e um agricultor aposen tado que ain da m oram n o in terior de Min as Gerais. Sua m ãe tem n ível de en - sin o secun dário e, seu pai, prim ário. Foi form alm en te iden tificado quan do adulto, por um a professora da faculdade de Educação da USP. Realiza trabalhos volun tários n um a en tidade vin culada às AH / SD e n um a ONG que trabalha com crian ças e ado- lescen tes caren tes. Suas atividades de lazer são assistir even tos culturais, cin em a, shows, con gressos, cam in har, dan çar e n adar. Alexan dre teve um histórico sócio- econ ôm ico e cultural m uito precário e teve experiên cias escolares m uito n egativas que con seguiu superar, apesar de ter sido, in clusive, en cam in hado para um a APAE, por ter, segun do sua professora, suspeita de deficiên cia m en tal. En tretan to, ele tem um desem pen ho brilhan te n a área lógico-m atem ática, o que fez que, aos 12 an os já desen volvesse softwares, trabalhan do n um a em presa de eletrôn ica e, posteriorm en te, fosse captado por um a em presa m ultin acion al para seu program a de in cen tivo a jo- ven s talen tos. Aos 8 an os m on tou um a estação de rádio de on das curtas a partir de um Man ual da Marin ha dos Estados Un idos que en con trou n um a biblioteca. Com o n ão sabia in glês, para ler o m an ual, foi procuran do palavra por palavra n um dicion á- rio e, com o sua pron ún cia era péssim a, resolveu m elhorá-la escutan do a BBC de Lon - dres. Quan do decidiu fazer um curso técn ico de eletrôn ica, aos 15 an os, saben do que sua fam ília n ão poderia pagar a m en salidade, que era de aproxim adam en te um salá- rio m ín im o, apresen tou um projeto de transm issor de FM que havia desen volvido ao coorden ador do curso que, perceben do que aquilo era um trabalho de con clusão de um curso de en gen haria, outorgou-lhe um a bolsa in tegral. No prim eiro sem estre do Curso de Pedagogia na USP, ele criou um m étodo de leitura em Braille on -lin e que é adotado pela Un esco. Atualm en te m ora em São Paulo, e trabalha n um a em presa de pesquisa e desen volvim en to tecn ológico educacion al, de sua propriedade, com m ais dois colaboradores, ten do um a ren da n a faixa de 10 a 15 salários m ín im os. Recen te- m en te, foi destaque n a im pren sa, após seu depoim en to n um Con gresso sobre AH / SD realizado em São Paulo, com m atérias publicadas n a Folha de São Paulo e outros jor-
10 8
n ais e en trevistas n o rádio. Alexan dre resolveu “sair do arm ário”, com o ele disse, e torn ou-se um defen sor público das PAH / SD. Além de m an ter um blog e ser editor- chefe de um a revista sobre o tem a, Alexan dre escreveu um a Carta Aberta à Faculdade de Educação da Un iversidade de São Paulo, exigin do seu direito a ser recon hecido com o PAH / SD; critican do a atitude da in stituição que, segun do seu depoim en to, exi- gia que ele m an tivesse sua con dição de PAH/ SD em sigilo, con vidan do a com un idade acadêm ica para debater o tem a. Suas áreas de m aior destaque são a lógico- m atem ática e a lin güística, sen do tam bém um a forte lideran ça. O questionário res- pon dido foi um dos m ais exten sos, precisos e esclarecedores, pela riqueza de detalhes, colocan do seus sen tim en tos em toda sua plen itude.
Sujeito 5 – Peter
Peter tem 22 an os, é solteiro, estudan te de “bio-exact”, um a ciên cia que reún e biologia m olecular, física, m atem ática e quím ica, e é estagiário em um ban co. Nasceu em Porto Alegre (RS), ten do ido com sua fam ília para Mon tevidéu, Uruguai, on de cursou a 1ª e 3ª séries em um a escola pública (foi acelerado, ten do passado da 1ª sé- rie diretam en te para a 3ª ). Posteriorm en te, m udou-se para Rotterdam , H olan da, on - de con cluiu a 3ª série do en sino fun dam en tal e depois, para Am sterdã, on de reside atualm en te com a m ãe. Nessa cidade repetiu a 3ª série do en sin o fun dam en tal e ter- m inou este nível de ensino (até a 8 ª série), freqüentando os seis anos de ensino m é- dio regulam en tar n aquele país, in gressan do n a Faculdade de Bio-exact n um a un iver- sidade pública. Aos 13 an os, Peter com en tava livros de literatura para adolescen tes com o atividade rem un erada, posteriorm ente trabalhou com o repositor e caixa n um superm ercado; com o digitador, n um cen tro de abastecim en to de produtos do tipo CEASA; n um restauran te, com o garçom , e n um laboratório de m icrobiologia da Un i-