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The Kenyan/Cameroonian EHR Experience

Para uma melhor apresentação e discussão dos resultados, é importante esclarecer que, a seguir são apresentados os resultados mais importantes e significativos da pesquisa com os coordenadores. Todos os resultados na íntegra

encontram-se devidamente expostos no apêndice G desta tese.

Tabela 15 - Capacidades estratégicas e gerenciais que são desenvolvidas junto ao processo de tutoria, objetivando a redução dos índices de evasão

Respostas %

Chamamento para o cumprimento das tarefas 01 3,57%

Monitoramento e contato sistemático para o resgate dos alunos

07 25,00%

Reuniões permanentes com os tutores visando melhorias no curso

03 10,72%

Incentivo e motivação dos tutores aos alunos 02 7,15%

Mais atividades práticas 01 3,57%

Treinamento e capacitação dos tutores 07 25,00%

As aulas não começaram 01 3,57%

Tutoria presencial por disciplina no pólo 01 3,57%

Cobrança do número de alunos aprovados e que o tutor cuide do acadêmico

01 3,57%

Relacionamento interpessoal 01 3,57%

Repostas mais rápidas aos alunos 01 3,57%

Formação de grupos de estudos 01 3,57%

Acompanhamento da interação tutor-aluno 01 3,57%

Total 28 100,00%

Fonte: Pesquisa com os coordenadores, 2013.

Ao serem questionados sobre quais as capacidades estratégicas e gerenciais que são desenvolvidas junto ao processo de tutoria, objetivando a redução dos índices de evasão, 25% dos coordenadores PNAP/UAB responderam monitoramento e contato sistemático para o resgate dos alunos, seguidos de igual percentual de treinamento e capacitação dos tutores.

Segundo Nunes et al. (2014), o monitoramento dos estudantes pode ser realizado principalmente por meio do ambiente virtual de ensino-aprendizagem e por

e-mail. No ambiente virtual, por exemplo, os tutores devem verificar se seus

tutorados estão fazendo as atividades, bem como se há alguma oscilação quanto aos seus desempenhos no decorrer das disciplinas do curso. Ao ser constatado um baixo desempenho do estudante, o tutor deve encaminhar uma mensagem questionando esse baixo rendimento acadêmico, procurando meios para auxiliar o

estudante nas dificuldades que este apresenta. Entretanto, se o tutor não estiver apto a resolver a dificuldade e/ou problema em questão, ele deve comunicar aos tutores supervisores e à coordenação sobre o fato.

Nunes et al. (2014) ainda recomendam que o contato sistemático para o resgate dos alunos não apresenta uma padronização pré-estabelecida, sendo que cada tutor faz o monitoramento dos estudantes de acordo com seu entendimento. E como forma para atribuir melhor qualidade a este processo os tutores devem constantemente verificar se possuem mensagens recebidas, assim como identificar os estudantes com baixo desempenho, trocando mensagens com os mesmos para identificar a causa deste problema. Na UFAM não existe uma padronização desse processo, logo, sugere-se a criação de um manual que proporcione ao tutor um referencial quanto ao desempenho do aluno, bem como a criação de índices de desempenho e que medidas podem ser tomadas, com o objetivo de motivar os alunos aos estudos e evitar dessa forma a evasão.

No que se refere ao treinamento e capacitação dos tutores, Nunes et al. (2014) esclarecem que o treinamento deve contemplar uma sequência lógica para que os novos tutores tenham conhecimento sobre o que é educação a distância e como que ela ocorre, abordando os seguintes temas:

1. Educação a Distância: o que é; fundamentos; sistemas de acompanhamento e as tecnologias de informação e comunicação;

2. Tutoria: como ocorre o processo na tutoria; atividades que são exercidas; demonstração das atribuições de cada atividade; quais recursos e linguagens são utilizados para o contato com os estudantes;

3. Ambiente Virtual de Aprendizagem: familiarizar o tutor com as ferramentas acessíveis no ambiente;

4. Simulação do suporte ao estudante: testar os novos tutores questionando a utilização de algumas ferramentas do ambiente ou quanto a algum tema abordado. Verifica-se a linguagem e o procedimento adotado pelo tutor. o calendário para capacitação dos tutores (NUNES et al., 2014, p.8).

De acordo com Nunes et al. (2014), a capacitação dos tutores tem como finalidade transmitir o conteúdo das disciplinas e solucionar eventuais dúvidas, sendo importante ressaltar que, anteriormente a essa capacitação, os tutores deverão ter lido o conteúdo e feito as atividades das apostilas das disciplinas, pois dessa forma conseguirão prever alguma dificuldade que venha a aparecer, tanto sua quanto do estudante. Esse processo é constituído por meio da interação entre professores e tutores, discutindo o conteúdo em geral e onde os tutores tiram suas dúvidas quanto aos exercícios e abordagens da apostila.

Tabela 16 - Principal motivo para a evasão dos alunos no Programa PNAP

Respostas %

Isolamento 02 7,14%

Frágil aderência entre a formação superior e os conteúdos trabalhados na grade curricular

01 3,57%

Não sei informar o principal motivo 01 3,57%

Desconhecimento e achar que um curso EaD é fácil 06 21,44% Diversos (fatores pessoais, profissionais, financeiros) 03 10,73%

Problemas pessoais 02 7,14%

Distância do polo 02 7,14%

Aprovação em concurso 01 3,57%

As aulas ainda não iniciaram 01 3,57%

O aluno não tem perfil para o PNAP 01 3,57%

Falta de interesse do aluno 01 3,57%

Incompatibilidade e disponibilidade de tempo 02 7,14%

Falta de preparo e adaptação do aluno à EaD 02 7,14%

Falta de treinamento e capacitação dos professores 02 7,14% O aluno acha o curso difícil e não tem o hábito de

estudar

01 3,57%

Total 28 100,00%

Fonte: Pesquisa com os coordenadores, 2013.

Quando questionados acerca do principal motivo para a evasão dos alunos no Programa PNAP sob a sua coordenação, 21,44% dos coordenadores PNAP/UAB responderam desconhecimento dos alunos e por acharem que um curso EaD é fácil, seguidos de um percentual de 10,73% de coordenadores que responderam diversos (fatores pessoais, profissionais, financeiros).

O conhecimento desses fatores e de outros pode ser utilizado pelos tutores para identificar alunos em situação de risco que podem precisar de apoio adicional ou aconselhamento, a fim de concluir um curso e não evadirem.

Como bem observam Moore e Kearsley (2011), à medida que um número cada vez maior de cursos é viabilizado através da EaD, uma ampla compreensão das circunstâncias que facilitam a conclusão do curso faz-se necessária e é relevante para os profissionais que participam da elaboração, da administração e da instrução da EaD.

Tabela 17 - Principais limitações, contingências, restrições e gargalos enfrentados junto ao Programa PNAP que podem impactar diretamente na evasão dos discentes

Respostas %

Aprofundar a análise das condições de infraestrutura e tempo disponível do aluno

01 3,57%

Baixa flexibilidade da grade curricular e conteúdos dos cadernos desatualizados

01 3,57%

Tutores comprometidos e bem remunerados (falta de motivação) com o valor da bolsa e atraso no pagamento

04 14,31%

Achar que a EaD é fácil 01 3,57%

Insuficiência de estrutura tecnológica e física dos pólos

01 3,57%

Melhor divulgação do curso à comunidade 01 3,57%

Nenhum 02 7,15%

Falta de conexão e feedback dos tutores no tempo devido

01 3,57%

Dificuldade do tutores em compreender a diferença entre metodologia presencial x EaD

01 3,57%

Preconceito e rejeição com a EaD 01 3,57%

Qualificação dos tutores 01 3,57%

Péssima conectividade e plataforma engessada 02 7,14%

Postura do coordenador de pólo UAB (complicada) 02 7,14%

Internet de pouca qualidade e falta de hábito dos tutores com a tecnologia

01 3,57%

Falta de interesse de alunos e tutores 01 3,57%

Adaptação dos alunos à EaD 01 3,57%

Número menor de alunos por tutor 01 3,57%

Dificuldades em disciplinas exatas (matemática e estatística)

01 3,57%

O repasse dos recursos é demorado 01 3,57%

Falta de investimento em tecnologia 01 3,57%

Falta de tutores para disciplinas específicas 01 3,57%

Não respondeu 01 3,57%

Total 28 100,00%

Fonte: Pesquisa com os coordenadores, 2013.

Sobre as principais limitações, contingências, restrições e gargalos enfrentados junto ao Programa PNAP que podem impactar diretamente na evasão

dos discentes, 14,31% dos coordenadores PNAP/UAB responderam tutores comprometidos e bem remunerados (falta de motivação) com o valor da bolsa e atraso no pagamento, seguidos de um percentual de 7,14% de coordenadores que responderam péssima conectividade e plataforma engessada e em igual proporção (7,14%) responderam postura do coordenador de polo UAB complicada.

O estudo de Chyung (2001) forneceu evidência empírica para instrutores focada em motivação de cursos online. Os resultados de outros estudos de abandono de cursos online indicam uma correlação positiva entre a conclusão do curso e outros atributos psicológicos: autoeficácia dos alunos (IVANKOVA e STICK, 2007), a satisfação com cursos online e professores (LEVY, 2007; MOORE et al., 2003; MULLER, 2008), a atitude de ambos para o curso e para a sua interação com seus pares e professores (TELLO, 2007) e confiança na sua capacidade de usar um computador (OSBORN, 2001).

Bocchi et al. (2004) e Ivankova e Stick (2007) revelaram correlação significativa entre interação professor-aluno e as taxas de abandono online. O

feedback adequado aos alunos envolvidos em atividades interativas, fornece suporte

para os estudantes com dificuldades e que estavam mais propensos a persistir.

5.5 Aplicação da ferramenta do mapeamento do fluxo de valor – MFV em EaD