WlNIFRED E. BAIN
Do Wheelock College
É vivamente colorida e dramática a história do desenvolvimento das escolas maternais e dos jardins de infância nos Estados Unidos, nestes últimos setenta e cinco anos. São, atualmente, reconhecidas instituições de educação para crianças de dezoito meses a seis anos de idade.
O jardim de infância foi o pioneiro. Gozou de mais de meio século de popularidade antes que a escola maternal entrasse em cena. Aquele se encarregara das crianças de três a cinco anos de idade, enquanto essa tem a seu cargo as de dois e três e, às vezes, até as de menos idade. Essas duas instituições de educação pré-escolar, oriundas, como são, de duas fases distintas da nossa vida nacional, têm hereditarie-dades um tanto diferentes, hereditariedades estas cujos efeitos se sentem em suas respectivas organizações. Há vinte anos que ambas vêm prestando relevantes serviços às crianças e famílias dos Estados Unidos e, juntas, trabalham para estabelecer uma solução de continuidade na experiência educacional baseada nas necessidades do desenvolvimento infantil. Na verdade, essas instituições pré-escolares, como são chamadas, exerceram uma grande influência sôbre os processos e teorias adotados nas escolas para crianças mais velhas, principalmente nos graus elementares, resultando numa modificação do ensino tradicional e na introdução de atividades melhor ajustadas à vida da criança. Tudo o que se segue nessa história do desenvolvimento educacional na primeira infância indica duas tendências bem marcadas: o emprego do conhecimento cientifico da natureza e do desenvolvimento da criança nos seus primeiros anos de vida, como base para determinar que espécie de educação lhes convém e a crença de que os cuidados dispensados à infância resultarão mais tarde no progresso da sociedade.
(*) 0 presente trabalho foi publicado na série de folhetos editada pelo American Council on Education sôbre a Educação nos Estados Unidos.
ORIGEM DOS JARDINS DE INFÂNCIA
Conquanto os jardins de infância tivessem tido origem Alemanha, foi nos Estados Unidos da América do Norte que se desenvolveram consideravelmente.
Friedrich Froebel abriu o primeiro jardim de infância Alemanha em 1837. Escolheu êle próprio êste nome, que significa o "jardim de crianças", porque lhe parecia exprimir bem o conceito de evolução que considerava básico para a educação. Essa crença de que as próprias atividades da criança favorecem seu desenvolvimento era contrária às teorias de então, segundo as quais a criança devia ser ensinada pelo processo relativamente passivo da memorização e da recitacão. Froebel acreditava também que as atividades que melhor determinariam o desenvolvimento normal da criança seriam aquelas que lhe fossem naturais em cada idade. Achou que a primeira infância seria a melhor idade para começar a demonstrar sua teoria de desenvolvimento pelas próprias atividades. Começou por ensinar às mães, que são as primeiras professoras, uma série de jogos ou brinquedos com a finalidade de desenvolver no infante o corpo, os sentidos, a alma, a mente e a natureza íntima. Possuidor de uma profunda filosofia de vida, organizou estes jogos em tôrno de grandes verdades, tais como a unidade universal, a origem espiritual da vida e a ordem de evolução, partindo do universal para o particular. As crianças deviam aprender essas grandes verdades por meio de jogos.
Mais tarde Froebel teve a idéia de reunir as crianças em grupos, fora do lar, e preparou então professôres para empregarem os tais jogos ensinados às mães. Organizou também um sistema de brinquedos que foram obscuramente denominados "talentos e ocupações". Os talentos consistiam em blocos de madeira dispostos em seqüência, a começar pela esfera até o cilindro e o cubo, divididos e subdivididos, de modo que uma grande variedade de combinações se tornava possível. As ocupações consistiam em uma seqüência, do ponto às linhas e superfícies quadradas e redondas. O emprego dêsses jogos era ativo e animado, mas não ia inteiramente de encontro às teorias de ensino características daquela época. Froebel e seus discípulos tinham tanta ânsia que as crianças aprendessem as grandes verdades da vida inerentes à sua filosofia, que organizaram um sistema pelo qual, por meio dos jogos, essa finalidade seria alcançada.
A despeito dessas lições de caráter sério, houve, mesmo nos primeiros jardins de infância da Alemanha e nas suas servis reproduções nos primórdios da educação americana, uma grande libertação da infância e uma grande alegria desfrutada pelo grupo durante as atividades educativas. Dramatizações, jogos, histórias e cantos se foram aos poucos introduzindo no programa. Tinham em geral uma significa- ção mais profunda, uma verdade universal escondida sob as aparências. Mas libertaram as crianças das cadeiras em filas nas quais ficavam presas, durante horas a fio, memorizando ou recitando lições.
0 contraste entre esses dois tipos de instituições, o jardim de infância e a escola tradicional, explica facilmente a popularidade rapidamente alcançada, entre os pais e as crianças, pela inovação. O mesmo não se deu corn o governo alemão. A filosofia da atividade própria, básica à organização do jardim de infância, é também fundamental à democracia. As crianças estavam aprendendo a se dirigirem a si próprias numa sociedade de crianças. Não é, portanto, surpreendente que os procedimentos mais livres abertos pela escola de Froebel despertassem a desconfiança das autoridades prussianas, cuja influência já começava naquele tempo a se estender sôbre toda a Alemanha. Pouco antes da morte de Froebel em 1851 os jardins de infância foram proibidos na Prússia por ordem do Ministro da Educação.
Introdução dos jardins de infância nos Estados Unidos
Froebel predisse antes de morrer que os jardins de infância se desenvolveriam melhor e mais rapidamente na América do que na Alemanha, pois sua filosofia estava mais de acordo com os seus princípios governamentais. Era uma de suas grandes ambições trazer o jardim de infância para a América. Não conseguiu realizar esse desejo, mas as mesmas convulsões sociais que cercaram seu leito de morte trouxeram às nossas praias o jardim de infância. Veio com os alemães refugiados depois do insucesso da Revolução de 1848. Amantes da liberdade, esses homens abriram jardins de infância no Novo Mundo, para que seus filhos pudessem aprender a se dirigir, e, assim, participarem eficientemente na vida de uma democracia.
0 primeiro jardim de infância nos Estados Unidos foi fundado, em 1856, por Mrs. Carl Schurz, esposa do conhecido estadista germano- americano. Seguiu-se rapidamente a organização de vários outros nas academias germano-inglêsas.
Essas demonstrações dadas por alemães, superiormente inte-gentes, exerceram grande influência sôbre os que se dedicavam à educação nos Estados Unidos, principalmente sôbre famoso grupo de intelectuais da "Concord School of Philosophy", então líderes. Miss Elizabeth Peabody, dessa escola, foi a Alemanha estudar os jardins de infância. Professôres alemães vieram aos Estados Unidos com a finalidade de prepararem professôres americanos para tal fim. E, à medida que o interesse por essa organização aumentou e se deu melhor compreensão do problema, mais escolas dêsse tipo foram abertas.
Evolução filantrópica
O desenvolvimento dos jardins de infância nos Estados Unidos deu-se em parte, também, devido à imigração de grupos estrangeiros para esse país. Foi um período em que verdadeiras hordas de imigrantes aí abordavam continuamente. A assimilação nacional dêsses grupos apresentava um problema de difícil solução. O jardim de infância foi avidamente adotado pelas missões, igrejas e organizações filantrópicas, que acreditavam que o grupo social muito aproveitaria com a educação dispensada aos filhos de imigrantes logo nos primeiros anos de vida. Argumentavam, exatamente como se faz hoje, que a grande esperança da humanidade se encontra nas crianças, e que um bom começo de vida é a melhor dádiva com a qual se pode presentear as novas gerações.
Os primeiros jardins de infância nos Estados Unidos tiveram, portanto, seu caminho aberto pelas idéias filantrópicas disseminadas nas grandes cidades, e pelos ingentes esforços das moças que se entusiasmaram com a possibilidade de se consagrarem ao serviço da infância. As escolas para preparação de professoras especializadas também devem sua existência à filantropia, Essa preparação era rápida, comparada com o que se requer hoje, maior, porém, era a atenção dispensada à consideração do bem-estar social da criança no currículo dessas escolas, o qual incluía também o estudo da filosofia de Froebel. E assim as professoras tomaram, alegremente, a seu cargo muitos dos problemas familiares. As reuniões dos jardins de infância davam-se pela manhã, e durante as tardes as professoras trabalhavam nos lares e nas comunidades.
Adoção peias escolas públicas
As escolas públicas da época pouco tinham que ver com o trabalho de assistência social levado a efeito pelas professoras dos jardins de infância. A obra realizada pelas professoras de jardim de infância empolgou a imaginação de certos líderes das escolas públicas. Em Saint Louis, Missouri por iniciativa do superintendente de escolas, William Torrey Harris, em 1873, foram abertos os primeiros jardins de infância nas escolas públicas; Miss Susan Blow, ardente intérprete dos métodos educacionais de Froebel, ofereceu seus-serviços para a realização dêsse empreendimento, muita tendo contribuído para o seu êxito. Em 1887, Boston abriu jardins de infância em suas escolas públicas, e daí por diante esse exemplo foi seguido por vários sistemas escolares.
MODIFICAÇÕES NA FILOSOFIA E ORGANIZAÇÃO
O reconhecimento dos jardins de infância pelo público» e sua adoção pela comunidade chamaram a atenção dos intelectuais, que até então observavam o movimento, benévola, mas criticamente. Achavam que as modernas conquistas da psicologia, filosofia, física e higiene deveriam ser aproveitadas em favor de tão vantajosa instituição para a humanidade. Homens como G. Stanley Hall, William James, William Burnham, John Dewey, Edward L. Thorndike, Francis Parker e William H. Kilpatrick, trabalhando com as jovens professoras da época, trouxeram importantes modificações à filosofia e método do jardim de infância.
Novos conceitos sôbre o crescimento e aprendizagem da criança
Os novos conhecimentos sôbre o desenvolvimento fisica da criança chamaram a atenção para o fato de que o trabalho concentrado com os "talentos" e "ocupações" era prejudicial à vista e ao sistema nervoso, que se ressentiam com essa concentração prolongada.
Para remediar a situação, os jovens e dedicados professôres, entre os quais se achava Miss Patty S. Hill, cuja liderança no movimento dos jardins de infância deixou um sulca profundo, introduziram nos jogos grandes blocos para construção, cavaletes de pintura de tamanho normal, e brinquedos.
exigindo para sua manipulação vigoroso esforço muscular. Êsse aparelhamento e a espécie de jogo que provocava satisfaziam, sem dúvida, as exigências da higiene infantil, mas punham à margem o ensinamento simbólico de Froebel, ao-qual se tinham apegado tenazmente alguns seguidores de sua filosofia. John Dewey, o grande filósofo norte-americano, falando corn calma autoridade, apresentou seu ponto de vista, segundo o qual as crianças não aprendem as grandes verdades por meio de símbolos, mas sim por experiências reais e pessoais.
E de acordo com esse novo conceito, o programa diário do jardim de infância gozou de maior liberdade. Em vez de lições formalmente ditadas com aparelhagem simbólica das grandes verdades, as crianças foram encaminhadas a jogos e brinquedos em que desempenhavam maior atividade, e mais em harmonia com sua idade. Os intérpretes dessas novas e mais realísticas atividades acharam nelas lições tão profundas e valiosas quanto as que se encontravam na série prescrita por Froebel.
0 misticismo tinha sido banido do jardim de infância, mas êste não deixava de ser por isto um jardim onde a criança cresce e se desenvolve no ambiente que lhe é próprio; na verdade esse seu característico acentuou-se mais ainda. Com as conquistas sempre crescentes do conhecimento científico a respeito das questões de crescimento e desenvolvimento infantil, com uma interpretação liberal das oportunidades indispensáveis a uma vida rica e cheia, e com a crença de que à criança é necessário um bom começo para atingir essa plenitude, o programa do jardim de infância estendeu-se muito além dos limites possiveis nos dias de Froebel, quando as descobertas biológicas e psicológicas eram ainda reduzidas. O tom de alegria característico do movimento em seus primórdios permaneceu e foi mesmo ampliado; a teoria de atividade própria como fator do desenvolvimento infantil não foi descartada, sofreu apenas uma transformação nos seus métodos dentro do novo programa. Também não foi alterada a crença na necessidade de se cultivar no espírito da criança as grandes verdades, mas esse ensinamento passou a ser feito de modo mais eficiente por meio de atividades realísticas em vez de simbólicas.
Nova situação na educação pública
Essas modificações fizeram com que o jardim de infância* e suas finalidades fossem melhor compreendidas pelas auto-
ridades públicas escolares. Apesar de terem sempre reco-nhecido que o jardim de infância era um lugar alegre que exercia benéfica influência sôbre as crianças e suas famílias, na verdade nos círculos educacionais reinava grande entusiasmo a favor da nova instituição admitida à escola pública. Entretanto, a muitos dêsses educadores era difícil compreender como poderiam as crianças tirar proveito de lições que recebiam ficando de pé no meio de um círculo pintado no chão, ou dispondo de diferentes modos blocos de madeira, argolas ou bastonetes, tudo isso simbolizando grandes verdades que deveriam impressionar a mente infantil.
Mas no novo jardim de infância as crianças eram encontradas brincando ativamente, numa investigação real da vida que se processava em volta delas e exprimindo as verdades descobertas de uma maneira simples e natural. Era mais fácil compreender o que as crianças estavam aprendendo quando se as via construir botes, trens, aeroplanos, ou casas bastante grandes, para que pudessem dentro delas brincar, ou quando se entregavam a danças rítmicas e a jogos fora da prisão dos círculos pintados. Isso tudo levava a infância a um maior desejo de investigação repetida de como eram construidas as coisas e como funcionavam. Assim, brincando, construindo e investigando, adquiriam novos conhecimentos e novos sentidos de vida. Os princípios elementares das matérias ensinadas mais tarde, nas escolas, podem ser encontrados no trabalho ativo, alegre e sério das crianças no jardim de infância.
Quando esse novo modêlo de trabalho no jardim de infância começou a surgir, e tornou-se clara a relação entre a aprendizagem dos primeiros anos de vida e a dos anos subseqüentes, pareceu que o programa do jardim de infância era não somente melhor ajustado à maturidade da criança, como mais rico em conteúdo do que o das escolas elementares. Estava, assim, construída a base de uma reorganização da escola primária e consumada a assimilação do jardim de infância ao sistema escolar.
Como conseqüência, as escolas primárias afrouxaram muitos dos seus padrões rígidos e arbitrários, e abriram caminho às atividades mais livres e de maior significação. Timidamente a princípio, as professoras primárias, que dilin-gentemente haviam sempre guardado as crianças presas em seus lugares enquanto aprendiam a ler, escrever e contar, libertaram-nas, dando-lhes períodos de jogos e livre experimentação. A saúde e o desenvolvimento físico foram protegidos por meio de exercícios físicos e cuidado vigilante; literatura, danças rítmicas, canções, artes plásticas e gráficas
foram introduzidas no programa. Seguiu-se o emprego do trbalho experimental com a eletricidade, magnetismo e .ou-tra fases das ciências físicas, assim como o estudo da ali-mentacão animal e investigações sôbre as condições sociais suas origens históricas. Essas intromissões liberais roubavam o tempo destinado a aprendizagem do "three R's" (ler, ver e contar*), antes considerada o único trabalho da criança. A observação mostrou, no entanto, que as crianças assim dirigidas adiantam-se mais. A leitura, sobretudo, lucrou muito corn o novo sistema; as crianças lêem mais rapidamente e com maior discriminação; a maior soma de conhecimentos adquiridos permite-lhes melhor interpretação. Atualmente, por todos os Estados Unidos há uma série de sistemas escolares onde as crianças gozam de uma inteligente seqüência de experiências escolares, começando no jardim de infância, e se estendendo às escolas primária e secundária. A filosofia é sempre a mesma, somente a maturidade da criança determina a diferença de trabalho.
Redução do trabalho social junto aos lares
0 jardim de infância, passando a fazer parte do sistema público de educação, perdera sua liberdade, embora tivesse ganho mais realismo, e tivesse introduzido na escola novos elementos de riqueza e um conceito novo sôbre o crescimento e o desenvolvimento infantil; absteve-se, contudo, dos serviços sociais junto aos lares e às famílias. Nesse tempo as escolas não se interessavam pelo bem-estar das crianças fora do seu recinto, e os jardins de infância, contrariamente a seus princípios, obedecendo aos regulamentos, tiveram de se abster do trabalho nos lares. Isso se explica também porque a introdução do jardim de infância como unidade escolar sobrecarregou o orçamento de educação e, por conseguinte, as professoras, como medida de economia, tinham durante todo o dia tarefas a desempenhar na escola, o que não lhes permitia dedicar parte de seu tempo às casas das famílias. Tornou-se costume terem as professoras do jardim de infância um grupo de crianças pela manhã e outro à tarde. Quando só havia um grupo, o da manhã, a professora dedicava suas tardes a outros trabalhos escolares como a música ou a arte.
Com o decorrer do tempo, essa lacuna na educação dos lares foi remediada de vários modos, com a adoção do sistema de visitas por médicos, enfermeiras, orientadores e com a
cooperação das associações de família, das clínicas e os esforços de outras organizações. Tais serviços estendiam-se naturalmente a toda a escola, e não ao jardim de infância somente. O jardim de infância deixou também de ser uma. instituição para crianças necessitadas. Suas portas abriram-se às crianças de todas as classes quando da sua incorporação ao sistema público.
No entanto os clubes de mães, traço característico do programa de bem-estar do jardim de infância, continuaram a funcionar mesmo com todo o trabalho extra das professoras, no seu novo estágio nas escolas públicas, e daí nasceram todas as associações de pais e professôres para os diversos graus escolares. Essas associações constituem hoje, nos Estados Unidos, uma rede única, com funcionários locais e estaduais, e publicando uma revista mensal. Seus esforços muito têm contribuído para manter a escola e o lar em contato intimo, a fim de que dêsse contato resulte a unidade do programa educacional. Os pais colaboram no aperfeiçoamento da escola, assim como os professôres muito fazem para melhorar as condições do lar.
É interessante como se nota, hoje em dia, o mesmo movimento de atenção ao lar e à comunidade, característica dos primeiros dias do jardim de infância. Não se pode dizer, verdadeiramente, que essa tendência moderna seja o resultado direto do trabalho executado por essas jovens, as primeiras a abrirem o caminho que leva a escola aos lares miseráveis. Mas, quem sabe se essas pioneiras não plantaram uma semente que germinou agora gloriosamente, fazendo surgir por toda parte associações que ligam a escola à comunidade? Seguindo-se à redução do número de imigrantes, veio a prosperidade; depois, a guerra, e após um breve período de nova prosperidade, uma grande depressão; e, guerra outra vez. E nesses dias de tributação que igualaram pobres e ricos, as escolas dos Estados Unidos sentiram-se despertar a um novo ideal, e compreenderam que estavam intimamente ligadas a todos os problemas do lar e da sociedade, que afetam o bem-estar das crianças. Muitas das escolas atuais contribuem eficientemente para a vida da comunidade, e procurando estudar conscienciosamente os problemas locais, como melhoramento das habitações, condições sanitárias, erosões do solo, plantações e colheitas, organização industrial, aviação, guerra e defesa, ajudam as crianças, mesma as de tenra idade, a trabalhar para melhorar suas condições de vida, enquanto têm diante de si a visão de estarem contribuindo para a construção de um mundo de homens livres. A discussão dessa tendência daria margem para outra história-
SITUAÇÃO ATUAL DO JARDIM DE INFÂNCIA
Conquanto o jardim de infância tivesse tido uma influência decisiva