Lengdegr 1 Lengdegr 2 Lengdegr 3 Lengdegr 4 Lengdegr 5
10 Kongekrabbe
10.4 Kapasitetsutvikling
3.3.2.1. Enquadramento
A implementação da avaliação do ciclo de vida é feita através de um modelo, ou simplificação da realidade, através de procedimentos metodológicos dividido por quatro fases descritas nos pontos seguintes.
3.3.2.2. Definição do objetivo e Âmbito
A primeira fase compreende a definição do objetivo e âmbito da avaliação do ciclo de vida, onde são clarificados o nível de detalhe e a aplicação pretendida, as razões para a realização do estudo, a que se destinam os resultados que serão obtidos, e qual o seu público-alvo [38] [37]. Bragança [2] alude ainda que o objetivo de estudo de avaliação do ciclo de vida deve expor de forma não ambígua a aplicação planeada, as razões para levar a cabo o estudo e a audiência pretendida, ou seja, a quem irão ser comunicados os resultados.
Dado o carácter iterativo do método de ACV, tanto dentro como entre as fases, para a consistência do estudo é imprescindível a adaptação desta primeira fase, em função dos condicionalismos ou informações adicionais não contabilizadas inicialmente [38].
Nesta fase o objeto de estudo é determinado sobre a forma de unidade funcional, ou seja, como definição do desempenho quantificado de um sistema de produto para utilização como referência [38] [37], sendo habitualmente adotado um metro quadrado (1 m2) de área para assegurar compatibilidade entre soluções [39].
3.3.2.3. Inventário do Ciclo de Vida (ICV)
O inventário do ciclo de vida (ICV) compreende a “fase da avaliação do ciclo de vida que envolve a
compilação e quantificação de entradas e saídas para um sistema de produto ao longo do seu ciclo de vida”, tal como explicita a International Organization for Standardization. Esta é a segunda fase da
metodologia, que envolve a recolha, descrição e verificação de dados iterativamente para atingir os objetivos definidos na primeira fase [38] [37].
Os dados de entrada, ou inputs, englobam informações sobre as diferentes etapas do ciclo de vida de um produto, como a energia e materiais usados nas matérias-primas, produtos, coprodutos, resíduos, emissões e outros aspetos ambientais [37]. Um dos principais inputs é a determinação do tipo e quantidade de materiais usados no edifício [39].
Existem várias ferramentas para a obtenção de informação, passando diretamente pela contribuição das empresas produtoras ou através de bibliografia, ou com recurso a ferramentas com bases de dados incorporadas [2] [39].
3.3.2.4. Avaliação do Impacte do Ciclo de Vida (AICV)
A terceira fase da ACV trata da avaliação das categorias de impacte ambiental, definida como a “fase
da avaliação do ciclo de vida com o objetivo de compreender e avaliar a magnitude e significância dos impactes ambientais potenciais para um sistema de produto ao longo do ciclo de vida do produto”. Esta
fase permite a interpretação do ciclo de vida, com a utilização dos resultados do ICV para a apreciação dos impactes ambientais segundo indicadores e categorias específicas [37] [38].
A AICV é constituída por elementos obrigatórios e opcionais [37]. Um estudo que não inclua as etapas obrigatórias é denominado apenas por inventário do ciclo de vida, ou Life Cycle Inventory (LCI), e não será uma ACV [18].
As fases da ACV de um produto devem ser desenvolvidas de raiz e criados indicadores subjetivos para cada análise que fundamentem o objetivo inicial sem nunca descorar as recomendações da ISO em vigor. Dada a complexidade da conceção destes indicadores, é habitual recorrer-se a metodologias já existentes, com categorias pré definidas [39]. Geralmente o número de categorias de impacte ambiental
Análise de Qualidade dos Dados Ponderação
Atribuição de pesos e determinação de indicadores globais. Agregação
Ordenação e hierarquização das categorias de impacte ambiental em função da sua importância relativa. Normalização
Calcular a magnitude dos impactes ambientais, pela comparação entre os tipos de categorias de impacte ambiental convertidos na mesma unidade
Cálculo dos Resultados dos Indicadores de categoria (Caracterização)
Calculo de indicadores numéricos para cada categoria de impacte ambiental, através da contribuição relativa dos resultados do ICV
Imputação dos resultados do ICV (Classificação) Distribuição dos resultados na fase de ICV pelas diversas categorias de impacte ambiental
Seleção de Categorias de Impacte, Indicadores de Categoria e Modelos de Caracterização Seleção criteriosa das categorias de impacte e indicadores de categoria coerentes e relacionadas com o objetivo e âmbito inicial da ACV.
Fig. 3.3 - Elementos da fase da AICV, adaptado de [38] [40] [2] [18]
Elementos Obrigatórios:
varia entre 10 e 20. É possível atribuir determinadas emissões simultaneamente a diferentes categorias de impacte ambiental [19].
O Centro Europeu de Normalização (CEN) padroniza as categorias de impacte ambiental, expressas no quadro 3.3, de modo a permitir comparação entre resultados da aplicação do método [2].
Quadro 3.3 - Categorias de impacte ambiental [2]
Im pa c te s Amb ie nta is e m Cate go ria s de ACV
Esgotamento de Recursos Abióticos ADP
Im pa c te s Amb ie nta is e m ICV Utilização de Energia Primária Não Renovável ENR Potencial de Aquecimento Global GWP
Destruição da Camada de Ozono Estratosférico ODP
Acidificação do Solo e Recursos Hídricos AP Utilização de Energia Primária Renovável
ER Formação de Ozono Troposférico POCP
Eutrofização EP
3.3.2.5. Interpretação do Ciclo de Vida (ICV)
A interpretação do ciclo de vida é a fase “na qual os resultados, quer do inventário, quer da avaliação
de impacte, ou de ambas são avaliados relativamente ao objetivo e âmbito definidos, com vista à obtenção de conclusões e recomendações”, segundo as orientações da ISO 14044 [37].
Importa salientar novamente o caracter iterativo desta metodologia, sendo necessário interpretar os resultados face aos pressupostos da definição do objetivo e âmbito inicialmente definidos. São tecidas conclusões sobre materiais e processos mais prejudiciais em termos de impacte ambiental potencial do produto, e ainda feitas comparações entre soluções, elucidação de limitações, e recomendações. Os resultados destinam-se a ser analisados por decisores, ou entidades especialistas independentes [37] [2].