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4. Stortingets vedtak om rammesum for rammeområde 3

4.5 Kap. 315 Frivillighetsformål

Numa primeira análise, o diagnóstico da clorose férrica passa pela identificação do grau de incidência e da gravidade dos sintomas de clorose férrica. Diversos autores (McKenzie et al., 1984; Romera et al., 1991b; Sanz e Montañés, 1997) propõem o uso de uma escala de clorose visual, ainda que subjectiva, baseada na intensidade dos sintomas.

O método mais correntemente utilizado para avaliar o estado nutricional de fruteiras é a interpretação dos resultados obtidos pela análise foliar apesar das limitações que apresenta (Moreno et al., 1998). A quantidade de nutrientes absorvidos por uma planta é determinada por diversos factores, como sejam as características genotípicas da espécie, as técnicas culturais utilizadas e as condições edafoclimáticas e consequentemente, a concentração de um elemento na folha pode não reflectir as necessidades actuais da planta (Drossopoulos et al., 1994).

Por outro lado, existem duas limitações que inviabilizam o uso da concentração foliar de Fe para diagnosticar a clorose férrica, induzida em solos calcários, denominadas por Römheld (1997) como o “paradoxo da clorose”. A primeira resulta do facto das folhas cloróticas apresentarem frequentemente, concentrações de ferro elevadas, por vezes superiores às das folhas verdes (Hamzé e Nimah, 1982; Mengel et al., 1984; Loeppert e Hallmark, 1985; Rashid et al., 1990; Fernandez-Lopez et al., 1993) o que pode dever-se à imobilização do Fe; recentemente, Morales et al. (2000) verificaram que a proporção de Fe situada nos pecíolos e nas nervuras, principal e secundárias, de folhas de pessegueiro cloróticas tinha aumentado e pelo contrário, o Fe fisiologicamente activo, localizado no limbo tinha decrescido. A segunda limitação da análise foliar, consequência da primeira dificuldade, traduz-se pela falta de correlação entre a concentração foliar de Fe e a clorofila total nas folhas (Aktas e van Egmond, 1979; Deckock et al., 1979; Terry e Low, 1982; Morales et al., 1990; Abadía, 1992; Bavaresco et al., 1993; 1995b; Mengel, 1995; Morales et al., 1998b; Bavaresco et al., 1999).

De um modo geral, a data recomendada para a análise foliar em árvores de fruto está próximo da data de colheita do fruto o que atrasa o diagnóstico, a prevenção e/ou a correcção atempada da clorose férrica (Igartua et al., 2000). O paradoxo da clorose férrica é frequente nas árvores de fruto, tornando imprescindível o estabelecimento de métodos alternativos de

diagnóstico da clorose férrica, que permitam corrigir este problema nutritivo antes da produção ter sido afectada (Mengel e Geurtzen, 1986; Mengel, 1995).

Diversos estudos têm sido efectuados com o objectivo de determinar a interacção nutritiva existente em folhas cloróticas de diversas fruteiras, como por exemplo, de macieira (Tagliavini et al., 1992), de pessegueiro (Abadía et al., 1985; Alcántara e Romera, 1990; Köseoglu, 1995a), de marmeleiro (Tagliavini et al., 1995b), de pereiras (Tagliavini et al., 1993), de laranjeiras (Wallace, 1990b), de videira (Bavaresco, 1997) e de limoeiro (Hellín et al., 1984; Fernandez-Lopez et al., 1993). Diversas relações nutritivas, baseadas na concentração foliar de cada um dos nutrientes, têm sido utilizadas como sejam: P/Fe (Mengel et al., 1984; Köseoglu, 1995b; Wei et al., 1995), K/Ca (Mengel et al., 1984; Abadía et al., 1985; 1989; Montañés et al., 1990; Garcia et al., 1999) e Fe/Mn (Lucena et al., 1990; Monge et al., 1993). As espécies vegetais mais sensíveis à clorose férrica tendem a acumular mais Fe e mais P na parte aérea (Wei et al., 1995). Estes aumentos de P podem dever-se à absorção preferencial e ao aumento da translocação do P para a parte aérea (Wei et al., 1995). Por outro lado, quando maior for a quantidade de Fe fisiologicamente inactivo maiores serão as necessidades em Fe pelas zonas em crescimento, originando desequilíbrios nutritivos como sejam os observados pelas razões P/Fe, Mn/Fe, Zn/Fe (Nenova e Stoyanov, 1999). Alternativamente, Mohammad et al. (1998) sugerem a determinação do Fe activo, extraído com O-fenantrolina, ou da razão entre o Fe activo e o Fe total, como métodos de diagnóstico da clorose férrica em limoeiros.

Devido à grande complexidade dos efeitos da clorose férrica no equilíbrio nutritivo, diversos autores (Guzmán e Romero, 1988; Guzmán et al., 1991; López-Cantarero et al., 1992; Valenzuela et al., 1992; Köseoglu, 1995b) sugerem ainda o uso de diversos índices nutritivos como o índice do Fe, o DOP (“Desviación del Optimo Percentual”) e o DRIS (“Diagnosis and Recomendation Integrated System”).

O índice do Fe (“Fe-index”) calcula-se com base na concentração foliar de Fe (µg g-1 de

peso seco), K (% de peso seco) e P (% de peso seco) mediante a aplicação da seguinte fórmula: [(10P + K) 50]/Fe. Os valores mais elevados deste índice ocorrem nas folhas cloróticas e decrescem destas para as folhas verdes (Guzmán e Romero, 1988; Valenzuela et al., 1995). Para condições agronómicas e climáticas conhecidas, Guzmán et al. (1991) propõem a utilização deste índice de forma a efectuar as correcções nutritivas, atempadamente e quando necessárias, visando a obtenção da máxima produção associada a uma boa qualidade das culturas hortícolas. Estes autores estabeleceram ainda os intervalos de valores óptimos deste índice para diversas espécies hortícolas.

O DOP resulta de uma simplificação do DRIS adaptada e proposta por Montañés e Heras (1991) uma vez que os resultados obtidos pela utilização destes índices relacionaram-se entre si. O DOP define-se como o desvio percentual da concentração foliar (C) de determinado elemento em relação à concentração óptima ou de referência (C ref). Calcula-se de acordo com a seguinte fórmula: 100 – [C*100 /C ref], permitindo avaliar a situação nutritiva de uma forma integrada, efectuando o balanço nutricional, traduzido quer pelos excessos como pelas deficiências nutritivas, de forma a ordenar os nutrientes mais limitantes à obtenção da produção máxima (Sanz, 1999).

A análise foliar, apesar de apresentar a vantagem de indicar os níveis de nutrientes absorvidos, não permite distinguir as formas de Fe metabolicamente activas das não activas (Bar- Akiva, 1964). Deste modo, este autor sugere a utilização de métodos enzimáticos, nomeadamente em citrinos, uma vez que através da magnitude da actividade enzimática é possível avaliar o estado nutricional das plantas. As enzimas peroxidase (Garcia et al., 1980; Hellín et al., 1983) e catalase (Alvarado et al., 1995) podem vir a ser utilizadas como um possível método de diagnóstico da clorose férrica, enquanto que a clorofilase (Fernandez-Lopez et al., 1991; 1992; Garcia e Galindo, 1991; Valenzuela et al., 1995) e a superóxido dismutase (Almansa et al., 1994) apenas permitem identificar a deficiência de Fe. De acordo com os resultados obtidos, o desenvolvimento e uso desta metodologia tem boas perspectivas futuras (Lavon e Goldshmidt, 1999).

Ultimamente têm sido efectuados diversos trabalhos com o objectivo de utilizar a

composição mineral das flores como método de prognóstico da clorose férrica, nomeadamente

em pessegueiro, kiwi, macieira e pereira (Sanz et al., 1993; 1994; Sanz e Montañés, 1995a; 1995b; Igartua et al., 2000; Tagliavini et al., 2000). O prognóstico da clorose férrica, conceito introduzido por Sanz e Montañés (1995a), define o diagnóstico efectuado antes do aparecimento dos sintomas de forma a permitir uma correcção antecipada da clorose férrica, meses antes da colheita, evitando os decréscimos na produção e na qualidade do fruto (Sanz et al., 1997b; Belkhodja et al., 1998b; Sanz et al., 1998).

A utilização da análise floral como método de diagnóstico baseia-se na melhor relação encontrada entre a clorofila total (grau de clorose) e a concentração de Fe nas flores relativamente à concentração de Fe nas folhas de pessegueiro, nectarinas, macieira e pereira (Sanz e Montañés, 1995a; 1995b; Sanz et al. 1997a; 1997b; 1998; Igartua et al., 2000; Toselli et al., 2000). Para além disso, o intervalo de variação do Fe nas flores foi superior ao das folhas, traduzindo uma maior sensibilidade às alterações do meio. Adicionalmente, os desequilíbrios nutricionais verificados ao nível das folhas, como o aumento do K e da razão K/Ca, também foram observados nas flores (Belkhodja et al., 1998b).

Recentemente, Igartua et al. (2000) propõem a utilização da razão K/Zn nas flores como método de prognóstico da clorose férrica nas árvores de pessegueiro. O aumento desta razão nas flores das árvores cloróticas deveu-se sempre a aumentos da concentração de K enquanto que a concentração de Zn diminuiu ou permaneceu constante (Belkhodja et al., 1998b). Os aumentos de K estiveram, possivelmente, associados aos mecanismos desencadeados pela deficiência de Fe como sejam, o aumento da actividade da enzima ATPase envolvida na libertação de hidrogeniões a nível radicular (Marschner et al., 1986) e a acumulação de ácidos orgânicos em toda a planta (Welkie e Miller, 1993). Por outro lado, o Zn e o Fe partilham os mesmos processos tanto ao nível da absorção radicular como da translocação na planta (Grusak et al., 1999).