4. Stortingets vedtak om rammesum for rammeområde 3
4.13 Kap. 328 Museums- og andre kulturvernformål (jf. kap. 3328)
3.2.1.1. Localização
O ensaio foi realizado num pomar de citrinos estabelecido em solo calcário, situado na província do Algarve, a uma latitude de 37º 03´ N e a uma longitude de 8º 23´ W, com uma altitude inferior a 50 m. O pomar está localizado a cerca de 3 km de Faro, no Sítio do Mar e Guerra, local pertencente ao Concelho de Faro, constituindo uma parcela de uma propriedade particular.
Na Figura 3.1 está representada a parcela do pomar utilizada para o ensaio, composta por laranjeiras, cv. ‘Valencia late’ com 12 anos de idade em Abril de 1996, data de início do ensaio. O compasso de plantação é de 3 por 4 m, o que equivale a 833 árvores por hectare.
Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο 19 18 Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο 17 Ο Ο 12 11 10 Ο 7 8 Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο 16 Ο Ο 13 Ο Ο Ο 6 9 Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο 15 14 Ο 20 Ο 5 Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο 4 Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο 1 3 Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο 2 Ο Ο Ο Ο Ο Armazém Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Ο Estrada
Figura 3.1 – Representação esquemática do pomar com identificação da parcela de experimentação, assinalando
as 20 árvores (1 a 20 ) de laranjeiras da cultivar ‘Valencia late’. Ο - árvores de ‘Valencia late’ não utilizadas no
ensaio.
3.2.1.2. Caracterização climática
Segundo Köppen, o clima do Algarve é Mediterrâneo, encontrando-se o pomar utilizado no ensaio numa área que abrange a variação Csa que representa um clima mesotérmico em que a
temperatura média diária do ar do mês mais frio se situa entre –3ºC e 18ºC, havendo pelo menos um mês em que a temperatura média diária do ar é superior a 10ºC. A estação seca coincide com o Verão (insolação elevada), sendo a temperatura do ar do mês mais quente do ano superior a 22ºC. Num estudo do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, Rocha Faria et al. (1981) associam o Litoral Sul do Algarve a um clima semi-árido com base no intervalo de precipitação frequentemente obtidos (entre 250 e os 500 mm).
Num estudo do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, Rocha Faria et al. (1981) associam o Litoral Sul do Algarve a um clima semi-árido com base no intervalo de precipitação frequentemente obtido (entre 250 e 500 mm).
Com o objectivo de caracterizar o período em que decorreu o ensaio reuniu-se informação referente às temperaturas mínima, máxima e média do ar e à precipitação registadas na estação meteorológica da Direcção Regional de Agricultura do Algarve, que está localizada no Patacão, a cerca de 1 km a Sul do pomar (Figura 3.2). A temperatura média do ar resultou da média aritmética entre as temperaturas mínima e máxima registadas num termohigrógrafo colocado em abrigo de madeira a cerca de 1,5 m do solo. A precipitação foi medida a partir de um udómetro situado no mesmo local, também à mesma altura.
0 50 100 150 200 250 300 350
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar
Precipitação (mm) 0 5 10 15 20 25 30 35 T ar (ºC)
P T média T mínima T máxima
1997 1998
1996 1999
Figura 3.2 – Variação das temperaturas (T, ºC) mínima, máxima e média mensal do ar e da precipitação (P, mm) mensal de Janeiro de 1996 a Março de 1999.
Contrariamente à precipitação, o padrão sazonal e anual das temperaturas média, mínima e máxima diárias do ar foi muito semelhante ao longo dos três anos de ensaio (Figura 3.2). No ano de 1996 o valor total de precipitação foi de 1030 mm, enquanto que nos anos de 1997 e 1998 apenas se registaram 594 e 298 mm, respectivamente. Em 1997, verificaram-se valores de precipitação anual 50% inferiores aos registados em 1996. Por sua vez, de 1997 para 1998 foi observado o mesmo decréscimo. Tanto em 1996 como em 1998, 60 % da precipitação anual ocorreu no primeiro semestre do ano e sucedeu o contrário em 1997. Comparando com o valor médio da precipitação anual, calculado para o período de 1964 a 1980 (I.N.M.G., 1991), 1996 é um ano que se afasta do padrão pois apresenta o dobro da média (514 mm), tendo sido especialmente chuvosos os meses de Janeiro, Março e Dezembro.
3.2.1.3. Caracterização física e química do solo
De acordo com a classificação de solos do Serviço de Reconhecimento e Ordenamento Agrários (S.R.O.A.) o solo da parcela utilizada para os ensaios pertence à família dos aluviossolos antigos calcários de textura pesada (Atac), a que corresponde um Fluvissolo calcário nas categorias taxonómicas da FAO (FAO-Unesco, 1985).
De um modo geral, estes solos resultam de um processo de sedimentação fluvial, e por apresentarem o lençol freático muito próximo da superfície apresentam propensão ao alagamento. Apresentam teores em carbonato de cálcio que podem oscilar entre 2 – 70% ao longo do perfil, podendo surgir horizontes ao nível do subsolo, enriquecidos em calcário (Kopp et al., 1989). Estes solos apresentam baixa capacidade de troca catiónica (CTC), uma saturação em bases sempre elevada e uma reacção ligeira alcalina. Nestes solos reúnem-se diversas características (como sejam, a reacção, a presença de carbonato de cálcio e as condições de asfixia radicular) que podem não só induzir como agravar a clorose férrica, salientando a importância da selecção de um porta- enxerto tolerante, quando da instalação de pomares nestas unidades pedológicas.
No início do ensaio foi efectuada uma amostragem aleatória na camada superficial (0-30 cm) da parcela seleccionada da qual resultou uma amostra composta, uma mistura de várias porções de solo retiradas de diferentes pontos e entre as linhas das árvores da parcela seleccionada do pomar, com o objectivo de especificar a caracterização física e química do solo do pomar em estudo.
Os resultados obtidos nas análises químicas e físicas realizadas ao solo, de acordo com os métodos descritos por A.O.A.C. (1990), estão apresentados na Tabela 3.1. O fósforo foi extraído com bicarbonato de sódio (Olsen), o potássio com acetato de amónio e foi utilizado o diagrama de Pereira Gomes e Antunes da Silva (1962) in Costa (1995) para se proceder à classificação da textura do solo.
Tabela 3.1 – Análise química e física da amostra de solo composta obtida a 30 cm de profundidade, na parcela experimental.
Parâmetros Valores K (mg kg-1) 398 P(mg kg-1) 166 Matéria orgânica (%) 2,1 Calcário total (%) 17 Calcário activo (%) 9 pH (H2O) 7,7 Condutividade eléctrica (mS cm-1) 0,17 Areia (%) 60 Limo (%) 11 Argila (%) 29 Textura Franco-argilo-arenosa
De um modo geral, os valores obtidos enquadram-se nas características apresentadas por Kopp et al. (1989) para os solos da família Atac. No entanto, os valores de fósforo e potássio estão muito acima dos teores esperados, provavelmente por este solo ser cultivado, e portanto fertilizado, há vários anos. Nas características físicas salientam-se os elevados teores em argila, factor que pode afectar tanto a porosidade como a permeabilidade do solo.
3.2.1.4. Sistema de rega
A rega do pomar, a cargo do agricultor, foi efectuada através de um sistema de micro- aspersão, com 2 micro-aspersores, colocados junto ao tronco de cada árvore. Cada aspersor tem uma dispersão de 180º e debita, segundo o fabricante, 10 L de água por hora.
3.2.2. Delineamento experimental
Numa parcela do pomar (Figura 3.1) seleccionaram-se aleatoriamente 20 árvores de laranjeira (Citrus sinensis (L.) Osbeck), cultivar ‘Valencia late’, enxertadas em citranjeira ‘Troyer’ (Citrus sinensis (L.) Osbeck x Poncirus trifoliata (L.) Raf.).
Em cada uma das árvores seleccionadas realizaram-se colheitas mensais de folhas e estimou- se a clorofila total dessas folhas, através da utilização do aparelho de SPAD-502, durante três anos consecutivos (de Abril de 1996 a Março de 1998). Efectuou-se ainda uma colheita de flores durante a plena floração (mais de 75% de flores abertas) que foi coincidente com o mês de Abril nos três anos considerados. No final de Março de cada um dos anos seguintes à primeira colheita de flores (1997, 1998 e 1999) efectuou-se uma amostragem aleatória de frutos de cada uma das árvores. Independentemente do tipo de amostragem (folhas, flores ou frutos) as colheitas abrangeram sempre os quatro quadrantes da copa.