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KAN AVKRYSSES AV INTERVJUER

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KAN AVKRYSSES AV INTERVJUER

Os dados foram coletados na própria Unidade Escolar onde as participantes lecionam, no período de outubro de 2005 a fevereiro de 2006 e, no período de férias, ocorreram na casa da professora. O dados das Sessões Reflexivas foram coletados através de gravações em áudio. A professora foi consultada sobre a possibilidade de ser parceira de uma pesquisa acadêmica e ficou animada em participar da mesma.

2.4.1. SESSÕES REFLEXIVAS Sessão – 03/11/2005

Esta sessão aconteceu no dia 03/11 na escola onde trabalham as participantes, no refeitório dos professores. Os participantes estavam dispostos numa mesa redonda um ao lado do outro, havendo na interação um bom contato visual e físico.

confortável para falar sobre suas ansiedades e angústias em relação à sua própria profissão e formação. O objetivo dessa sessão foi proporcionar à professora a oportunidade de levantar os sentidos atribuídos ao ofício de ser professor e, na medida do possível, relacionar a teoria a ser estudada (sócio- interacionismo) à sua prática.

Sessão – 23/11/2005

Esta segunda sessão ocorreu com o intuito de continuar a discussão precedente, objetivando mudar, acrescentar ou esclarecer questões da sessão realizada em 23/11.

A discussão foi organizada em torno de algumas lacunas deixadas na sessão anterior, cuja transcrição estava à disposição das participantes. Vale a pena ressaltar que, nesta sessão a professora Júlia estava bastante ansiosa em conseguir alternativas para seu trabalho com o grupo de alunos pois, o ano letivo estava terminando e algumas crianças iriam para o Ensino Fundamental por determinação da Lei Federal. Ocorreram mais intervenções por parte da professora-pesquisadora. As participantes terminaram a sessão com o propósito de trabalhar com a leitura, escrita e organização abstrata de pequenos textos. Ao final da jornada de trabalho, realizaram o fechamento da sessão com o feedback das atividades desenvolvidas pela professora Júlia. Esta avaliou o trabalho positivamente, percebendo a facilidade e interesse dos alunos por esta nova atividade e condução do trabalho.

Sessão – 13/12/2005

Esta sessão ocorreu também na escola. As participantes discutiram a atividade “boi da cara preta”, tendo a professora Júlia descrito como trabalhou com a mesma com os alunos em sala de aula. Junto com as crianças, a professora cantou a canção, depois explicou o que era canção de ninar e, em seguida, iniciou a atividade de leitura propriamente dita do texto. Relatou como os alunos realizaram as atividades de interpretação do texto e avaliou positivamente o trabalho a partir de textos, pois, a classe permaneceu mais atenta e interessada.

Iniciou um planejamento para o trabalho em 2006 com crianças do 3º Estágio e, nesse processo, descreveu a mudança de postura que sentiu ao

modificar o instrumento de seu trabalho: de letras e sílabas para trabalhar com textos e interpretação.

Sessão – 03/01/2006

As participantes realizaram esta sessão na cozinha casa da professora Júlia. Estavam envolvidas por um clima muito amigável e um entusiasmo grandioso, a ponto de não conseguirem se organizar direito, pois, as duas queriam falar o que haviam pensado! Iniciaram a sessão discutindo os textos “Aquisição da linguagem escrita”, “As relações entre pensamento e linguagem” e a “Interação entre aprendizado e o desenvolvimento: ZDP”, do livro da Teresa Cristina Rego, previamente lidos.

Discutiram sobre a forma mecânica de leitura e a importância de o aluno atribuir significado ao que está lendo/escrevendo e, atrelado a isso, o sentido da cópia nas atividades propostas para os alunos.

Sessão – 16/01/2006

Esta sessão foi realizada também na residência da professora. O entusiasmo era tanto que, tiveram que priorizar o que iriam realizar: a discussão dos textos ou das atividades elaboradas. Priorizaram a discussão das atividades e iniciaram com a atividade “diário da Clara”. Assinalaram a relevância do texto descritivo e da importância da autobiografia de Clara, pois no início do ano as crianças estão se conhecendo, conhecendo a escola, seus funcionários, a professora, o entorno da escola e, através dessa atividade, poderiam estabelecer maior contato com elas e suas famílias através de pesquisa enviada para casa com a participação dos pais e/ou responsáveis. Nessa atividade, perceberam que ofereceriam maiores possibilidades às crianças de falarem, interagirem e, principalmente, de se sentirem protagonistas de seu próprio processo de ensino-aprendizagem.

As professoras conseguiam perceber a diferença de seus trabalhos anteriores com o que estavam elaborando para o início de ano (2006), identificavam nas atividades elaboradas os conceitos discutidos através dos textos da Teresa Cristina Rego e a sua importância no processo de ensino- aprendizagem das crianças.

Sessão – 25/01/2006

A professora Júlia iniciou a sessão, explicando a atividade que elaborou “meu nome é Luceli”, salientou a importância da atividade por se tratar de um texto descritivo, em que Luceli relata e descreve onde mora, do que gosta, do que tem medo, ela fala sobre a escola, sua idade, nome, animais. A professora Júlia descreveu todo o procedimento de trabalho com essa atividade – leitura, escrita, construção de textos, palavras – a possibilidade em resgatar brincadeiras de roda, o trabalho com numerais, higiene, entre outros.

Aqui é importante relatar a valorização que a professora atribuiu à participação e à opinião do aluno e, principalmente, ao trabalho coletivo.

Sessão – 09/02/2006

A professora-pesquisadora iniciou a sessão propondo a leitura e discussão dos textos “O papel da construção do conhecimento” e “O papel do professor mediador na dinâmica das relações interpessoais” do livro da Teresa Cristina Rego, para discutirem o problema do ensino-aprendizagem. Perceberam através dos textos lidos que a proposta que estavam construindo para o ano de 2006 atrelava-se à concepção sócio-interacionista, e que essa mudança não seria fácil na prática, porém, possível. Discutiram a importância da heterogeneidade e da oportunidade que os alunos terão de trabalhar e conviver com todos os outros alunos sem que isso fosse avaliado como indisciplina mas sim, como aprendizado. Finalizaram a discussão planejando outras atividades, pontos importantes a serem desenvolvidos.

Sessão – 24/02/2006

As participantes realizaram a avaliação do trabalho. A professora Júlia salientou a mudança de sua postura e que, de fato, sentia necessidade de mudança, porém, não sabia como e de quê maneira iniciar esse processo de transformação.