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K VINNELIGE RUSMISBRUKERE , STIGMA OG SKAM

5. PRESENTASJON AV FUNN OG DRØFTING

5.2 K VINNELIGE RUSMISBRUKERE , STIGMA OG SKAM

O SEBRAE-SP é reconhecido por todos os entrevistados como a instituição mais atuante e presente na vida empresarial dos calçadistas. Atuam de maneira coordenada com as demais entidades, geralmente no papel de criador e articulador de iniciativas. Em 2010,

Legenda

Muito semelhante S+

Pouco semelhante S-

Muito diferente D

viabilizou um trabalho conduzido pela consultoria internacional Competitiveness, para a identificação e das melhores estratégias para as empresas locais. A fase de diagnóstico já foi entregue. As próximas fases visam treinar os fabricantes interessados em gestão interna, com foco em Produção Enxuta. Em seguida, estratégias de distribuição e mais à frente, ferramentas de integração e comunicação com fornecedores e clientes. Segundo alguns dos entrevistados, o SEBRAE é admirado por sua postura pró-ativa, procurando, ouvindo e desafiando os empresários. O representante da instituição na região mostra conhecer com profundidade os problemas e as oportunidades do empresariado local. Lamenta a baixa adesão aos cursos e palestras oferecidos, mas reconhece que o pequeno grupo de empresários interessados está fazendo, pouco a pouco, seguidores. Reconhece que a concorrência crescente tem despertado maior interesse os empresários por informações.

O SENAI oferece diferentes cursos para a formação inicial e continuada: Estilista de calçados, Modelista de cabedais para calçados, Modelagem de calçados sistema CAD 2D, Cortador de calçados, Armador de cabedais de calçados, Pespontador de calçados, Montador de calçados, Planejador de produção para calçados, Auxiliar de almoxarifado para indústria de calçados, Formação de preços e venda, todos com duração de 160 h, exceto os dois últimos, com 80h e 90h respectivamente. Segundo os entrevistados, esses cursos já tiveram maior procura no passado. A principal queixa é a falta de reconhecimento, por parte dos empresários, do valor de um profissional formado pelo SENAI.

O SENAI também oferece um laboratório de ensaio físico-mecânico em calçados, com 40 tipos de ensaios diferentes para testar a qualidade dos componentes dos calçados prontos. O laboratório é acreditado pela ISO 17.025 e é parceiro da ABNT na certificação da qualidade de produtos. Atualmente, este laboratório está deficitário: para cada R$ 1,00 gasto em sua manutenção, há R$ 0,50 de receita. Dos 250 fabricantes, apenas 30 são usuários freqüentes e outras 60 empresas utilizam de maneira esporádica do laboratório de ensaios. Os testes mais críticos são: fixação de salto, com 60% de reprovação; resistência de pontos críticos (costura), com 40 a 50% de reprovação e abrasão do solado (desgaste), com 40 a 50% de reprovação. A maior parte desses ensaios visa gerar ações de ressarcimento junto a fornecedores e não ações corretivas. Oferece também consultoria em custos industriais e finanças, em PPCP – Planejamento, programação e controle da produção, Controle de estoque e Índice de desempenho produtivo. Outro serviço oferecido é o Centro de Design que pesquisa e apresenta as tendências internacionais da moda em calçados, reunindo materiais, modelos e revistas internacionais especializadas para a consulta dos fabricantes. O sentimento geral dos

entrevistados é de certa frustração sobre a sub-utilização da instituição pelos empresários calçadistas.

O SESI oferece escola de ensino fundamental e vários programas de suporte ao empresariado. Um deles é o Programa Indústria Saudável, que visa mapear as condições de saúde e qualidade de vida do trabalhador. Apesar de gratuito, apenas um empresário do setor calçadista aceitou a oferta do serviço. Novamente, o sentimento predominante é o de frustração pelo baixo interesse dos empresários pelas atividades oferecidas pela instituição

Fatec – Centro Paula Souza em Jaú compreende um complexo de escolas técnicas de nível médio e superior. Oferecem um curso de nível superior em Gestão da Indústria de Calçados, com currículo que abrange as principais funções: marketing e vendas, produção, modelagem e estilo, administração geral. O curso tem duração de 4 anos e a primeira turma diplomou-se em 2009. Os professores apontam algumas dificuldades: escassez de vagas na indústria de calçados para profissionais de nível médio e certa resistência por parte do empresariado em contratar profissionais mais qualificados. Como resultado, o curso foi reestruturado para atender a uma demanda por um curso técnico superior em Administração Geral, oferecendo algumas disciplinas voltadas para a indústria calçadista. Esperam que a lenta recuperação do mercado aumente o interesse pelos profissionais formados pela instituição

A Fiesp em Jaú é representada por um empresário local ligado à indústria de instalações elétricas, cuja missão é identificar as necessidades do empresariado local e buscar apoio junto à Fiesp-SP. Auxilia na criação de cursos no SENAI que atendam às necessidades locais, além de organizar com a Fiesp em São Paulo, fóruns de discussão e acesso a rede de serviços da entidade. Em convergência com os demais, sente que os empresários em geral pouco se apropriam do conhecimento disponibilizado a eles.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Calçadista em Jaú existe desde 1995 e conta com aproximadamente 2.500 associados. Reconhece que o salário do trabalhador em Jaú é de 30 a 50% mais alto que aquele praticado em Franca (SP), mas argumenta que o custo de vida em Jaú é superior. O sindicato também apóia a medida imposta pelo Ministério Público do Trabalho do Estado de São Paulo que limita a terceirização em 30% da produção (esta medida é discutida na seção 4.3). Reconhece também que existe uma baixa motivação dos mais jovens para atuarem na indústria calçadista, apesar dos rendimentos superiores. A explicação dada é o sentimento de instabilidade, provocada pelo alto nível de dispensas nos meses de menor produção.

O Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú parece bem estruturado, oferecendo suporte aos associados em diversas áreas: meio-ambiente, empreendedorismo, gestão e qualidade. Em 2000 implantou a APEX – PSI, Programa Setorial Integrado, tendo sido criado o Laboratório de Ensaios, atualmente operado pelo SENAI, e um Laboratório de Design, operado pelo SENAC. Juntamente com o SEBRAE, articulam a vinda de palestrantes e organizam cursos para os empresários. Considera que o sindicato esteja ganhando mais espaço critico entre os empresários, embora reconheça a resistência da maioria dos empresários em expressar seus receios e buscar ajuda. No entanto, graças a uma diretoria mais ativa tem logrado sucesso em alguns eventos de interesse da indústria, principalmente na organização das feiras.

A Secretaria Municipal do Planejamento de Jaú é o órgão executivo responsável por algumas iniciativas de incentivo a indústria calçadista local, como a doação do terreno para a realização da feira Jaú Trend Show, realizada duas vezes ao ano (meses de maio e novembro) desde 2009. Segundo o Secretário, esta feira atendeu principalmente, às necessidades dos fabricantes menores, financeiramente limitados a participarem de feiras em outras cidades. Apesar de recente, a feira já atrai os fabricantes de Franca (SP), especialista em calçados masculinos e Birigui (SP), especialista em calçados infantis. Reconhecem a importância da indústria calçadista, não apenas para a economia local, como o turismo de compras que está se tornando cada vez mais importante.