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K ONKLUSJONER

In document Kultur for læring T1 Nord-Østerdalen (sider 93-103)

7. OPPSUMMERING OG KONKLUSJONER

7.3 K ONKLUSJONER

do primeiro ano

tinham de ficar num

compasso de espera

E n Tr E vi s Ta 193

para a direcção da Escola. O reitor da Universidade Nova, universidade a que nós não queríamos pertencer, tentou convencer-nos a aceitar o despacho do Ministro para que as coisas acalmassem. A seguir à decisão da assembleia, pedimos uma reunião ao ministro Cardia para o informar da decisão. Ele não fez questão de contestar, porque não via hipó- tese de alterar a nossa posição.

CoMo Foi A idA Ao MiniSTRo?

Foi normal, não houve nada de especial. O Professor Mário Murteira era bem aceite.

QuAnToS AnoS ESTEvE no iSCTE?

Quase tantos quanto os do ISCTE, ou seja, trinta e quatro anos.

QuAiS São AS MudAnçAS MAiS RElEvAnTES A QuE ASSiSTiu?

Foram as mudanças do 25 de Abril, a resolução da «questão Cardia», a mudança da imagem do ISCTE, que era uma imagem negativa. Os nossos licenciados tinham mui- to mérito, mas a instituição era mal-vista. É de realçar também a aprovação do quadro de pessoal não docente, que veio melhorar muito as condições de funcionamento. A lei de autonomia também permitiu alterações significativas na vida do ISCTE. Talvez caiba também aqui o crescimento que se verificou nas instalações, após uma luta muito grande. Começámos no Campo Grande, mas com a explosão de alunos que se verificou depois do 25 de Abril essas instalações ficaram insuficientes. O Ministério da Educação, apesar de pressionado, não resolvia a situação e só a ameaça de ocupação do Seminário dos Olivais levou o director-geral a arranjar o Teatro Aberto, na Feira Popular, para as aulas do 1.º ano e o terreno na cidade universitária para construção deste edifício. Sobre a mudança da imagem, apesar de tudo a questão aqui não foi tão grave como noutras instituições. Não tivemos, no ISCTE, passagens administrativas. Apesar de serem os alunos, nessa altura, a tomar as decisões, devido à tradição do IES, eles já estavam inseridos no mercado de trabalho, com outras responsabilidades e outra forma de viver a revolução, que, segundo julgo, contribuiu para não haver tanta confusão. As várias comissões directivas foram,

C A r m E lI TA C u N h A

Funcionários do INDEG-ISCTE com a Professora Clementina Barroso (de azul)

IS C TE 3 5 A N O S n a s c id o p a r a i n o va r 194

desde cedo, corrigindo progressivamente situações que não consideravam correctas. O Conselho Directivo do Engenheiro Gomes Cardoso foi muito importante, a nível externo, para mudar a imagem do ISCTE. Ele tinha muitos contactos e fazia inúmeras reuniões com o exterior que conhecia, e que poderia ter uma imagem errada da instituição.

QuE MudAnçAS inTRoduziR AM oS novoS CuRSoS?

Podemos dizer que contribuíram para o crescimento do ISCTE e para a sua afirmação com universidade de facto. Mas esta questão não foi pacífica no instituto. Os funcionários e alunos punham muitas reservas à criação de cursos com os escassos recursos existentes e sem que muitas vezes esses cursos correspondessem eventualmente a necessidades do mercado.

QuAl é o CliMA dE SoCiAbilidAdE EnTRE FunCionáRioS?

É pouco ou nada hierárquico.

E o RElACionAMEnTo doS FunCionáRioS CoM oS pRoFESSoRES E AlunoS?

É muito bom.

EM CoMpAR Ação CoM ouTR AS ESColAS, poR ExEMplo, QuE idEiA é QuE TEM?

O bom relacionamento que existe entre docentes e alunos marca a diferença com outras instituições. Quando passei por Agronomia, era uma instituição pequena, e havia um ambiente diferente e muito familiar. Nós convivíamos muito bem com professores e com alunos. Acontecia muitas vezes professores ou alunos irem de carro ao Calvário, lanchar e passarem pelos serviços a convidar os funcionários. O inverso também acontecia. No ISCTE, a nível de funcionários, o ambiente já foi melhor. Não há espaços, nem momentos para convívio. Já não se conhece toda a gente.

MAS AgoR A, QuAndo vAi A ouTR AS univERSidAdES, ACHA o AMbiEnTE MuiTo diFEREnTE do iSCTE?

Há melhor e pior. Gosto muito do ambiente de Coimbra e das preocupações que as equipas reito- rais e conselhos directivos têm com os funcionários. A seguir ao ISCTE, gostava de trabalhar na Univer- sidade de Coimbra, que tem conseguido modernizar os serviços e obter certificações, mantendo os fun- cionários com um grande grau de satisfação. Que- ro que fique registado que gostei muito do ISCTE, onde consegui realizar-me profissionalmente. Ape- sar de ter sempre trabalhado muito, sem horários, o limite era cumprir os objectivos que eram definidos superiormente com poucos recursos. Mas foi-me Aula do Professor

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dada toda a autonomia e liberdade de acção para dirigir os serviços e fazer as propostas que entendesse necessárias não só para o funcionamento dos serviços, mas também dos cursos. Da minha parte, houve sempre um esforço para, com todo o empenhamento e responsabilidade, assumir a confiança e autonomia que me ofereceram, tendo sempre presente a preocupação de ser leal para com os órgãos de gestão, chefias e colegas, pri- vilegiando sempre a defesa dos interesses dos alunos, sem esquecer o cumprimento das regras internas ou externas.

QuAl é A iMAgEM MAiS poSiTivA QuE TEM do iSCTE?

O relacionamento entre alunos e professores, e a qualidade dos licenciados.

MAS, SE lHE pEdíSSEMoS QuE FECHASSE oS olHoS E diSSESSE A pAlAvR A «iSCTE», QuAl é A iMA- gEM QuE lHE vEM Ao ESpíRiTo?

O ISCTE é como se fosse um filho meu. Por isso, não permito que ninguém diga mal dele. O ISCTE é uma instituição que eu ajudei a criar e sempre lutei para que ele fosse o melhor possível.

E A iMAgEM MAiS nEgATivA?

Esqueço-me com muita facilidade…

QuAl é o bAlAnço QuE FAz dE TRinTA E CinCo AnoS dE vidA do iSCTE?

Penso que é bastante positivo, e que o ISCTE tem vindo sempre a melhorar.

E QuE EMpREgAbilidAdE pAR A oS noSSoS liCEnCiAdoS?

No geral, a qualidade dos licenciados é boa. Ouvem-se os comentários das pessoas que estão nas empresas e dos empregadores, que é positiva. A avaliação também reflecte isso. Tenho algumas dúvidas com os resultados dos cursos de Bolonha. O tempo o dirá. O aumento abrupto dos desempregados licenciados, especialmente na área de Ciências Sociais, penso que é o reflexo da aplicação das regras de Bo- lonha.

pAR A TERMinAR…

Em primeiro lugar e sem querer referir nomes, porque seriam muitos, queria que ficasse registado um agradecimento muito especial pela confiança que depositaram em mim. Em segundo lugar, um desejo de que o ISCTE continue a afirmar-se como uma grande universidade, sabendo enfrentar os novos desafios que se apresentam nestes tempos de constante mudança. Por fim, como as pessoas é que fazem a diferença, deixo um apelo para que se aposte na sua qualificação e motivação, para que o empenho e dedicação de todos se transforme num bom desempenho que contribua para a afirmação de um ISCTE de excelência. C A r m E lI TA C u N h A

Tenho algumas dúvidas

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