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K IRKEMØTETS SAMMENSETNING OG VALGORDNING

DEL 2: SENTRALE TEMAER

6.5 K IRKEMØTETS SAMMENSETNING OG VALGORDNING

5.1. Resultados do Envolvimento da Família

A equipa ao longo da intervenção verificou que a família correspondeu às solicitações relativamente à implementação das actividades que foram propostas. Verificou-se também que a família estava empenhada e que cumpriu sempre com os objectivos a que se propôs desenvolver e que permitiram uma multiplicidade de experiências à criança. Pela análise efectuada às questões colocadas à família constatou- se que este programa ajudou-a conhecer melhor o desenvolvimento de uma criança, que lhe ensinou diferentes formas de estimular o seu filho, compreendeu as razões das actividades e que se comprometeu a realizá-las por confiar nos intervenientes deste processo.

Refere ainda, que o tempo de intervenção foi suficiente que aprendeu muito com as educadoras, com a psicóloga e com a terapeuta da fala. Num encontro informal a mãe e a avó dizem entusiasmadas “foi um milagre”. Em que a avó acrescentou “Oh, senhora

educadora, rezei muito para ter um netinho e Deus atendeu-me e deu-me um menino… Fiquei tão triste quando vi que ele era diferente. Falava, assim ah! ah!... andava a cambalear, parecia um fantasma… Sim…, Rezei muito para que um milagre acontecesse e aconteceu!”

A mãe diz que ao longo da intervenção sempre proporcionou actividades com vista a desenvolver as capacidades do seu filho, segundo o aconselhamento dos membros da equipa. Contava histórias, de livros que eram emprestados pelo jardim de infância, mostrava-lhe as imagens e discutia-as com o filho; fazia a leitura dos projectos que a criança realizava com o grupo e espicaçava-a a participar e a propor temas para projectos novos que seguiam o seu interesse; incentivava-o a desenhar e com ele desenhava. Este envolvimento repercutiu-se no desenvolvimento de LP, nomeadamente no desfralde, na estabilização emocional, na promoção de actividades da rotina diária no

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desenvolvimento da autonomia e no desenvolvimento da linguagem oral, bem como no gosto pela escrita.

A evolução da criança foi notória reflectindo-se na maximização do empenho da família no estímulo da criança, neste caso a mãe que foi intervindo cada vez mais e com o auxílio da equipa foi gradualmente exigindo cada vez mais à criança, de acordo com o seu desenvolvimento.

Inicialmente família de alterou de prestador de serviços, de serviços hospitalares para serviços privados, por estes não corresponder à disponibilidade de horários da família. Quando estes responderam às suas necessidades fez todas as sessões marcadas até ao final do ano lectivo, sem se verificar faltas ou abandono dos serviços.

5.2. Organização da família para satisfazer as suas próprias

necessidades

Na intervenção a esta família verificamos que inicialmente se encontravam dependentes das opiniões dos vários elementos da equipa, numa atitude de apatia e demasiado concordantes “a senhora professora é que sabe!”. Relativamente à sua participação no processo de mudança numa fase inicial, esta família apresentou falta de requisitos que são muitas vezes necessários para lidar com as exigências dos serviços extra-familiares que protegem os elementos do seu agregado. Situação já referida anteriormente, que por incumprimento de prazos para entrega de documentos em serviços da comunidade, nomeadamente a terapia da fala, a criança deixou de poder usufruir do subsídio da Educação Especial e teve que aguardar pelo serviço do Hospital Padre Américo. Acrescenta-se ainda as faltas sucessivas às consultas médicas da criança no Hospital Padre Américo, segundo a mãe os horários não eram compatíveis com a disponibilidade da sua família.

A falta de apoio informal neste agregado é relevante pela importância que dá ao apoio informal da família alargada, no entanto devido a alguns conflitos afastaram-se o que criou em todos os membros uma certa ansiedade e mau estar. Situação esta que obrigou esta família em determinadas situações urgentes, tais como um acidente de trabalho grave do pai, que o colocou em perigo de vida, obrigando a recorrer à ajuda das tarefeiras que trabalhavam na instituição, para ficar com a criança nos horários que pertenciam à Componente de Apoio à Família.

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Esta dependência face aos serviços foi sendo gradualmente ultrapassada, concluindo-se que o programa adoptado pela equipa estava a usufruir os seus efeitos: na família. Nesta fase, este agregado encontra-se mais autónoma na procura de respostas às suas necessidades, bem como a responder às necessidades do seu filho respeitando as suas prioridades.

Com a continuidade da intervenção foram adquirindo capacidade para falar acerca das suas preocupações e interesses e mesmo em debater a sua opinião com a equipa ao longo do último ano de intervenção. O fortalecimento e a capacitação das suas potencialidades resultaram na tomada de decisão relativamente à transição de ciclo. O LP pela sua data de nascimento, não lhe era exigido segundo legislação a matricular- se no 1º ano do ensino básico, pelo que a família depois de auscultar os vários profissionais tomou a decisão mais adequada para si. Optou por proporcionar mais oportunidades de aprendizagem em contexto pré-escolar, considerando-as mais adequadas neste momento em que o LP se encontrava mais instável emocionalmente. De igual modo, a família considera as aprendizagens embutidas na rotina diária como eficazes e os seus resultados positivos sendo prematuro optar por uma transição tão precoce. No entanto, foram pensadas as opções possíveis existentes no agrupamento, visando uma inclusão eficaz no 1º ciclo, as estratégias ficaram pré-estabelecidas para serem programadas no seu PAFI do próximo ano lectivo.

Tem ainda aumentado gradualmente a sua rede de apoio informal, situação verificada no último ano de intervenção. Neste último ano o agregado já recorreu à família alargada para responder às suas necessidades que vão surgindo pontualmente. O LP consequentemente foi quem mais beneficiou desta aproximação, tanto em termos desenvolvimentais como em termos afectivos, uma vez que ele passou a ser o centro das atenções. Agora, os primos vêm buscá-lo à escola e a tia-avó leva-o para sua casa. Segundo a mãe todos o mimam muito “o meu primo que trabalha na fábrica de

chocolates da Nestlé dá-lhe muitos chocolates. É o menino da família….”

Consequentemente a mãe sente orgulho do filho e cada vez mais se empenha mais em proporcionar oportunidades de aprendizagem, preocupando-se com as actividades que pode proporcionar na interrupção do jardim de infância para fazerem o seu período de férias.

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5.3. Trabalho de articulação da equipa com outros serviços da

comunidade

“(…) tratar de preocupações a nível familiar pode ser um processo de desenvolvimento: quanto maior for o número de profissionais a atender às prioridades das famílias, maiores serão as probabilidades de os primeiros desenvolverem relações de proximidade com as últimas. Com a existência de relacionamentos dessa natureza, é mais provável que a família veja o profissional de intervenção precoce como potencial recurso para atender às suas necessidades.” McWilliam et al (1995, citado por McWilliam et al, 2003, p.119)

Tal como está descrita nesta frase do autor acima referido, tal como se pressupõe no modelo centrado na família a intervenção deve ser perspectivada num modelo transdisciplinar, em que a família é vista como um todo holístico, em que são consideradas as suas necessidades e expectativas, em que se vão (re)organizando redes de suporte formais e informais, dando a conhecer os serviços existentes na comunidade. A intervenção leva-nos a considerar múltiplas fontes de informação, num processo contínuo e articulado entre os diferentes serviços que se apoiam seguindo uma filosofia de objectivos comuns, que actua organizada e atempadamente. Neste caso os vários serviços nem sempre funcionaram acarretados pelas burocracias que lhe estavam inerentes.

Como exemplo, tivemos a articulação que (in)existiu com os serviços de Saúde do Hospital Padre Américo. Os contactos foram realizados através de acompanhamento às consultas dos serviços de pediatria de desenvolvimento, pedopsiquiatria. Apesar dos esforços não havia feed-back das informações obtidas, estes profissionais apenas queriam informações do jardim de infância, as poucas dadas limitavam-se às simples declarações que nos forneciam. Não davam informações adicionais. Funcionavam como os peritos e não permitiram uma articulação efectiva inter-serviços, preterindo a possibilidade do que uma equipa pluridisciplinar pode proporcionar.

Com a mudança de profissionais pertencentes à rede de apoio formal deste agregado, para uma clínica privada, criou-se a possibilidade de uma aproximação entre os vários técnicos dos diferentes serviços, possibilitando a implementação das práticas defendidas de uma filosofia centrada na família. Foram estabelecidos contactos constantes em que a troca de informações permitiram ajustar estratégias e delinear novos objectivos.

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A esta panóplia de intervenientes neste processo pudemos ainda acrescentar outros não menos importantes na intervenção do LP. São eles a hidroterapia, a iniciação meio aquático, expressão motora e iniciação musical, actividades estas que foram promovidas por diferentes entidades.

De igual modo, os outros serviços tais como a hidroterapia, resultado da criação da parceria por parte do agrupamento com o APPCDM de Penafiel através do programa CRIE foi bem sucedido em que os profissionais em conjunto se reuniram para elaborarem a intervenção.

É ainda de referir outros intervenientes que também participaram no processo inclusivo do LP. Sendo de salientar as actividades proporcionadas pela Câmara Municipal de Paredes às crianças que frequentam a rede pública do pré-escolar também surtiram efeitos positivos na inclusão de crianças com diferentes tipos de problemática, incluindo a do LP ao proporcionar condições à iniciação ao meio aquático e ao desenvolvimento motor.

A educação musical vem sendo oferecida pelo jardim de infância, resultado de ofertas de diferentes parceiros, bem como de feiras de trabalhos confeccionados pelas próprias crianças (trabalhos manuais, marmelada, geleia, bolos, etc.).

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