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5. DRØFTING AV RESULTATER

5.9 K ILDER TIL LÆRING

Como vimos, na Escola da Vila, todos os dias, geralmente no mesmo horário, os professores leem para os alunos. Respeitando essa prática, optamos por fazer duas rodas de leitura no formato padrão, lendo o conto num dia e a crônica, no dia seguinte.

No dia que antecedeu a atividade e a coleta do corpus, a professora da classe contou aos alunos que haveria na sala uma pessoa que, além de ser também professora, estava estudando o tema da leitura e queria saber o que eles pensavam sobre as rodas de leitura e alguns textos. Explicou que, em função dos interesses de pesquisa, ao final de cada roda, eles receberiam uma folha com questões a que responderiam. Devidamente informados, os alunos se mostraram disponíveis e receptivos.

Para melhor controlar a situação de pesquisa, a própria pesquisadora fez as duas leituras. No primeiro dia da coleta de dados, o grupo foi organizado em roda e, antes de dar início à leitura, houve uma conversa sobre suas expectativas em relação à história. Em seguida, a capa foi exposta para apreciação, leu-se o título e apresentaram-se o autor, o ilustrador e a editora. No desenrolar da roda, os alunos podiam levantar a mão e interromper a leitura para falar sobre o texto e fazer perguntas.

Após a roda, cada um voltou para sua mesa, recebeu as folhas, ouviu a leitura e a explicação sobre o questionário e passou a respondê-lo.

Enquanto eles respondiam, a pesquisadora se manteve como observadora, atendendo- -os quando solicitada e anotando num diário de campo todas as ocorrências relevantes: comportamentos, perguntas e considerações sobre o texto ou sobre a atividade.

O quadro 1 apresenta as questões e os respectivos eixos de análise:

Quadro 1 – Primeiro dia: conto As penas do dragão

Eixo de análise Questão

Relação com a leitura literária na roda de leitura

1. O que você tem a dizer sobre as rodas de leitura realizadas todos os dias pela sua professora? Por quê?

Reflexões sobre a temática do conto

2. O que você tem a dizer sobre as coisas que aconteceram na história que acabou de ouvir?

Reflexões sobre a língua escrita do conto

3. Quem está contando a história? O que você tem a dizer sobre esse jeito de contar essa história? Explique.

4. Dentre os vários personagens que aparecem na história, há alguns listados abaixo. Escolha um deles para contar o trecho destacado, fazendo um X no parêntese:

( ) o pai da moça ( ) Liese

( ) o lenhador ( ) o dragão

( ) a mulher do dragão

“Era tarde da noite quando o senhor do castelo voltou, e ele estava realmente furioso, mais furioso do que nunca. Assim que entrou no quarto, gritou, cheio de cólera, olhando ao redor: „Estou sentindo, estou sentindo o cheiro de um cristão!‟. „Oh, não!‟, respondeu a mulher fazendo-lhe mimos e procurando disfarçar, „ninguém esteve aqui‟.”

Com base nas respostas dadas à primeira questão, procuramos, no primeiro eixo, analisar o vínculo dos alunos com a roda de leitura, situando os aspectos que eles consideraram para caracterizar, explicar ou justificar esse vínculo.

No segundo eixo, o foco de análise recaiu sobre a maneira como os alunos lidaram com o tema do conto, que elementos chamaram sua atenção, como relacionaram os fatos e compreenderam a história.

Com as questões três e quatro do terceiro eixo, pretendemos suscitar uma reflexão, sobretudo a respeito da maneira de dizer do autor, para verificar que recursos linguísticos os alunos perceberiam e, mais especificamente na última questão, quais utilizariam para compor respostas escritas a partir da manipulação dos elementos do enredo. Tendo em vista a função primordial e complexa do narrador nas histórias, elegemos esse ponto para analisar a competência das crianças para lidar com elementos da linguagem, porque, como se sabe, a mudança do foco narrativo implica mudanças tanto na maneira como o texto será escrito quanto no que será contado, permitindo refletir sobre a língua que se escreve.

No segundo dia, a professora da classe apenas lembrou os alunos da atividade que seria aplicada. Demos início à conversa sobre as expectativas, apresentamos a crônica, falamos da autora e da editora, enfim, repetimos o procedimento do dia anterior. Também imediatamente após a leitura da crônica, os alunos voltaram a seus lugares, receberam as folhas, ouviram a explicação sobre o questionário e o responderam.

O quadro 2 apresenta as questões feitas e os eixos de análise.

Quadro 2 – Segundo dia: crônica “Noite de terror”

Eixo de análise Questão

Reflexões sobre o tema da crônica

1. O que você tem a dizer sobre as coisas que aconteceram na história que acabou de ouvir?

Reflexões a língua escrita da crônica

2. Quem está contando a história? O que você tem a dizer sobre o jeito de contar essa história? Explique.

3. Os personagens que aparecem na história estão listados abaixo. Escolha um deles para contar o trecho destacado, fazendo um X nos parênteses:

( ) Tatiana Belinky ( ) o irmão mais velho ( ) o irmão mais novo ( ) o pai

( ) a mãe

“E foi assim que nossos pais nos encontraram pouco depois: os três sentados sobre o lençol empapado de xixi, chorando em desafinado uníssono. E o pior foi que papai e mamãe, em vez de ficar horrorizados, penalizados e solidários, desataram a rir „às bandeiras despregadas‟, para minha grande raiva e humilhação.” Reflexões sobre os gêneros 4. Pensando nos dois textos que foram lidos, compare como os

Os objetivos das três primeiras perguntas eram os mesmos que os do conto, agora tomando como base um texto de estrutura diferente: a crônica. Entretanto, como havia ainda o interesse em mapear as possibilidades de os alunos compararem dois textos muito diferentes usando os recursos de linguagem empregados pelos autores, introduziu-se o item quatro.

Não fizemos nenhum tipo de intervenção enquanto os alunos respondiam às questões, limitando a ajuda para ler ou explicar-lhes uma pergunta quando solicitada e sem interferir em suas reflexões.