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Juridiske rammer

2.1 Kvalitet helsetjenesten

2.1.1 Juridiske rammer

O capítulo que se segue tem o objetivo de expor a metodologia utilizada para a análise das 46 casas populares – 21 casas autoconstruídas, 1 casa projetada e 24 casas novas-transformadas – que formam o objeto de estudo desta pesquisa.

A primeira parte trata do levantamento das casas autoconstruídas para a confecção das plantas e a reconstrução da história da ocupação que foi detalhadamente descrita no capítulo 2.

Na segunda parte, foram apresentadas duas formas pelas quais o objeto de estudo foi analisado – a abordagem da composição geométrica das casas, através da qual foram verificados arranjos e áreas das plantas em relação aos setores funcionais; a análise da configuração espacial das casas, através da qual foram verificadas as relações espaciais das plantas quanto aos espaços encontrados por atividades.

Em seguida, foram feitas considerações sobre a sintaxe do espaço, trazendo os principais conceitos utilizados nesta pesquisa e apresentados os procedimentos de decomposição dos espaços das 46 casas, classificação e agrupamento desses espaços por atividades e setorização funcional.

Como já foi explicado, este capítulo foi intencionalmente colocado imediatamente antes do capítulo 4 – sobre a análise – pois traz conceitos específicos relativos a sintaxe do espaço, e procedimentos de representação necessários para a compreensão da análise.

3.1. O levantamento do objeto de estudo

O levantamento dos edifícios que compõem o objeto deste estudo ocorreu em duas etapas, com mais de um ano de intervalo entre elas, mas segundo rotinas semelhantes.

O levantamento das residências autoconstruídas teve início poucos dias antes destas moradias serem demolidas pela Prefeitura de Parnamirim – em novembro de 2001 - que em uma ação rápida – apenas dois dias – com máquinas e caminhões, demoliu e retirou completamente tudo que foi deixado por eles e transferiu os habitantes para o novo conjunto Residencial Parque do Cabugí.

Para a construção das plantas baixas foi utilizado, basicamente, o levantamento arquitetônico. Foram medidas todas as residências, feitos croquis à mão-livre, e neles inseridas medidas e locados móveis e utensílios observados em cada uma das 21 moradias autoconstruídas. As 21 plantas, representando fielmente a realidade encontrada (ver plantas no anexo 05), foram posteriormente confeccionadas.

Visando complementar as informações obtidas e testar a fidelidade da reprodução das plantas, foram feitos contatos com os moradores, apresentando a eles as plantas de suas antigas residências para que reconhecessem a distribuição dos cômodos e móveis, e possivelmente, indicassem algo que foi esquecido. Com a ajuda de toda a família, e muitas vezes dos vizinhos, as plantas foram aos poucos sendo entendidas e confirmadas por eles. A partir da observação de equipamentos indicativos das atividades exercidas nos diversos espaços, buscou-se capturar imagens não-verbais sobre a utilização destes espaços.

Também para contribuir com este trabalho de reprodução das plantas, através da análise de imagens, foram tiradas fotografias das fachadas das residências.

Quanto às residências novas, para as quais as famílias foram removidas, não foi necessário levantamento arquitetônico, pois trata-se de um projeto arquitetônico já definido. De posse do projeto arquitetônico da casa construída pela Prefeitura de Parnamirim, foram feitos levantamentos das reformas encontradas onde havia acréscimos de áreas e mudanças no projeto original, como: aberturas de portas, construção ou demolição de paredes, construção de cômodos, “puxadas”, ou qualquer outro espaço não existente na edificação original.

Foi observado neste momento do levantamento que as 22 casas populares doadas pela Prefeitura em 22 lotes, se transformaram em 24 casas, sendo duas oriundas de extensões das estruturas originais para agregar novos núcleos de ocupantes. Ou seja, duas famílias construíram dentro de seus lotes, porém com acessos separados, outra unidade habitacional para abrigar filhos casados com suas respectivas famílias, de sorte que as 22 unidades, originalmente entregues, são agora 24 unidades em 22 lotes (ver plantas no anexo 05 – cn01b e cn19b).

Para concluir as plantas baixas das residências novas-transformadas foram feitas visitas em todas as 24 unidades. Com a planta de cada uma delas em mãos, foram locados móveis e utensílios existentes, buscando aqui, novamente, capturar

imagens não-verbais sobre as atividades realizadas nos espaços, através da observação de objetos e equipamentos.

Dúvidas e lacunas (assim como a fidelidade da reprodução das plantas) foram suprimidas através de entrevistas e conversas informais com os moradores. Foi reconstituído o histórico das ocupações das ruas do Loteamento Parque Industrial I, através de entrevistas informais, das quais comumente participavam mais de um morador que, em conjunto, somavam detalhes. Além de dados gerais sobre os moradores – nome, idade, escolaridade, profissão e renda – buscou-se precisar datas e circunstâncias que levaram as pessoas a tomar posse dos espaços públicos, erguer e ampliar construções.

Essas entrevistas tiveram como objetivo aprofundar o conhecimento sobre o objeto de estudo para retratar as atividades no espaço doméstico. Elas foram feitas seguindo um roteiro (anexo 06) previamente preparado, e que permitiu que as pessoas descrevessem detalhes sobre: a construção de suas antigas moradias e como foram se apropriando do espaço, a forma com que as casas foram sendo ampliadas quando necessário e o motivo pelo qual escolheram aquele local para viver. O histórico da ocupação, conforme reconstruído, foi detalhado anteriormente no capítulo 2.

3.2. Sobre usos e setorização do espaço segundo funções distintas

Para a abordagem morfológico-geométrica, os espaços foram delimitados segundo as atividades para as quais eram utilizados, agrupados em setores funcionais e classificados conforme a tabela 1, a seguir.

Os espaços utilizados para esta abordagem são os mesmos utilizados para a análise topológica, cuja forma de delimitação será detalhada no item 3.4 deste capítulo.

TABELA 01: CLASSIFICAÇÃO DE ESPAÇOS POR SETORES FUNCIONAIS